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WorksheetsExercícios 9º
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A Guerra de Canudos aconteceu de novembro de 1896 a outubro de 1897 no sertão da Bahia, em uma fazenda improdutiva ocupada por Antônio Conselheiro e seus mais de 20 mil seguidores. Era um povo sem posses, que recusou a exploração senhorial e buscou uma terra para seu sustento. Teve caráter messiânico por conta das pregações do beato, mas envolvia a luta contra a fome, a miséria e a seca nordestina, região desassistida pelo governo federal. A destruição de Canudos aconteceu depois de quatro tentativas: duas do governo da Bahia junto à Igreja e aos coronéis; e as outras duas pelo exército brasileiro. O exército só conseguiu vencer na quarta tentativa, com o envio de canhões e 5 mil homens que mataram cerca de 25 mil pessoas, entre homens, mulheres e crianças. O jornalista Euclides da Cunha foi correspondente de um jornal de São Paulo na Guerra de Canudos. Com base na sua vivência, ele escreveu o livro Os Sertões, publicado pela primeira vez em 1902. Em uma passagem do livro, ele escreveu que “Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a História, resistiu até o esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados.”
CUNHA, Euclides da. Os Sertões. Rio de Janeiro: Record, 1998.
Com base no texto, é correto afirmar que essa guerra ocorreu durante o
Brasil Império, e constata o poderio militar do exército brasileiro, que incorporou religiosos e coronéis às suas fileiras para acabar com um movimento revolucionário que atentava contra a segurança nacional.
Brasil Império, e demonstra a capacidade técnica do exército brasileiro da época de preservar as vidas de mulheres e de crianças, combatendo apenas os jagunços contratados pelo beato Antônio Conselheiro.
Brasil Império, e atesta a importância da Geopolítica no enfrentamento de conflitos internos que ameaçam a estabilidade do regime, não importando se eram homens, mulheres ou crianças, uma vez que eram inimigos da pátria, portanto, sujeitos a morrer em combate.
Brasil República, e prova que o exército brasileiro, por ordem de Dom Pedro II, em uma demonstração de solidez tática, destruiu o povoado de Canudos em uma única tentativa, utilizando-se, para isso, de uma moderna arma de guerra para a época, o canhão.
Brasil República, e mostra que não houve rendição de Canudos, mesmo com o exército assassinando milhares de pessoas pobres que buscavam sobreviver às adversidades que eram oriundas da seca, da fome e da falta de terras, e que assolavam suas existências.
Em 1889, foi instituída a República no Brasil. Sobre os primeiros anos da República, é correto afirmar que
foi um período marcado por uma profunda mudança nas estruturas sociais do país. O novo governo republicano, por meio de políticas públicas, buscou sanar a grande desigualdade social daquele momento.
ainda que fosse uma nova forma de governo, com a República de 1889, não houve políticas no sentido de romper com alguns aspectos de ordem monárquica, como de desigualdade social. Além disso, os primeiros anos republicanos foram marcados por fortes crises econômicas.
logo após 1889, ocorreram diversos conflitos armados entre os republicanos, simbolizados em um evento: a "noite das garrafadas" em que portugueses residentes no Brasil atacaram desfiles militares que celebravam a nova República.
brasileira passou por um período de crescimento, calcada principalmente no processo de industrialização promovido pelo recente governo republicano.
os primeiros anos da República no Brasil tiveram como um dos pontos fortes a profunda mudança na estrutura política, tornando o sistema de votação mais democrático e ampliando o acesso a cargos políticos para uma grande parcela da população.
Na Greve de 1917 em São Paulo, os conflitos propagaram-se a partir do Cotonifício* Crespi, com cerca de 2 mil trabalhadores; em pouco tempo, congregaram 50 mil pessoas numa cidade de 400 mil habitantes. Entre sociedades de classes, as quais eram combativas, políticas e de identidade étnica, havia sido organizado em março daquele ano, pouco antes da eclosão da greve, o Comitê Popular de Agitação contra a exploração das crianças. Por meio de enquetes, reuniões e palestras, o Comitê procurava revelar as relações de trabalho a que os menores estavam sujeitos: jornadas extenuantes e graves acidentes. Nas notícias de jornais, era comum encontrar casos como o de José, de 12 anos, que teve o braço esmagado por uma máquina amassadeira da fábrica de biscoitos “A Fidelidade”, e Henrique Guido, de 8 anos, que teve os dedos decepados numa oficina da Barra Funda.
UNICAMP (Adaptado de FRACCARO, Glaucia. Mulheres, sindicato e organização política nas greves de 1917 em São Paulo. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 37, n. 76, p. 76-77, 2017.) *Cotonifício: algodoaria.
Com base no excerto e em seus conhecimentos sobre a história do trabalho no Brasil, é correto afirmar que
as mobilizações e greves de 1917 tinham por objetivo implementar a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), base legal da igualdade salarial entre homens, mulheres e crianças, reconhecida nos anos de 1990.
as greves de 1917 foram um marco na luta por melhores condições de trabalho, mas não tiveram impacto significativo na legislação trabalhista brasileira.
as greves de 1917 foram organizadas principalmente por trabalhadores estrangeiros, sem a participação de brasileiros, o que limitou seu impacto no cenário nacional.
as greves de 1917 foram um movimento espontâneo, sem liderança definida, o que dificultou a negociação com os empregadores e o governo.
a greve de 1917 foi impulsionada, entre outros fatores, pelos baixos salários (não obstante o cenário de alta inflação), multas contra os trabalhadores, acidentes, jornadas extenuantes, e falta de regulamentação do trabalho de menores.
Um beato, Antônio Conselheiro, depois de perambular pelo nordeste do Brasil, fixou-se no sertão baiano. Em 1893, ano considerado como o início do arraial de Canudos, este continha mais de mil moradores, chegando a possuir cerca de 25 mil na época do último cerco feito pelo Exército brasileiro, que os massacrou.
PUC-GO (HERMANN, J. Canudos, destruído em nome da República. Revista Tempo, 2, n.3, 1996, p.81-105. Adaptado.)
Assinale a alternativa que explica corretamente a causa do extermínio de Canudos pelo Estado brasileiro:
O povoado de Canudos foi considerado uma ditadura monarquista, da qual Antônio Conselheiro era o rei. Logo, haveria planos para tornar-se independente do poder federal republicano.
O povoado de Canudos foi considerado uma república socialista, inspirada no comunismo europeu e incompatível com um regime republicano, liberal e de economia capitalista.
O povoado de Canudos foi considerado um lugar de refúgio e liberdade para os camponeses nordestinos, o que era incompatível com o poder dos coronéis locais e com a base agrária do sistema político republicano.
O povoado de Canudos foi considerado uma república comandada por padres que se revoltaram por causa da separação entre a Igreja Católica e o Estado. Portanto, o movimento era incongruente com a ideologia positivista dos militares.
Por sinal, passada a euforia dos primeiros momentos da Lei Áurea, de 1888, foram ficando claras as falácias e incompletudes da medida. [...] Na realidade, nos primeiros anos da República pairava um verdadeiro “medo” de novas escravizações, ou da vigência de políticas raciais no país. Sobre os libertos recaía, portanto, um fardo pesado, condicionado pelos modelos deterministas de interpretação social e pela própria história.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil: uma biografia, 2015.)
Sobre o período pós-abolição da escravatura no Brasil, o exposto no excerto justifica-se
pela insegurança jurídica antes da aprovação da Constituição de 1891 e pela crença no desenvolvimento social de acordo com a geografia local.
pela adoção de leis segregacionistas no território nacional e pela permanência da maioria dos libertos no trabalho rural.
pela necessidade de os libertos indenizarem seus antigos senhores e pela escassez de postos de trabalho devido à crise de superprodução de café.
pela falta de uma política de inclusão social para os libertos e pela difusão de teorias sobre a hierarquia das raças.
pela implementação de reformas urbanas pautadas na exclusão das populações pobres e pela chegada de novos africanos ao país.
Durante o governo Campos Salles (1898-1902) [...] foi adotada a “política dos governadores”. Sob essa orientação, os governos das províncias ganharam ampla autonomia. A política dos governadores implicou
a centralização administrativa e o reforço do poder legislativo.
o fortalecimento das oligarquias locais e o aumento do poder dos coronéis.
a consolidação da democracia nos estados e a convocação de eleições diretas.
a queda da monarquia e a implantação do modelo republicano.
o equilíbrio econômico entre as províncias e o estímulo à cafeicultura
Aconteceu em uma região disputada pelos estados de Santa Catarina e Paraná entre 1912 e 1916. Assim como aconteceu em Canudos, uma série de sertanejos pobres e desalentados encontrou, no discurso de um líder religioso, chamado José Maria, uma alternativa para sua vida e passou a segui-lo.
Trata-se da
Revolta da Chibata
Guerra do Contestado
Revolta Federalista
Guerra de Prata
O excerto a seguir, publicado na página do Senado Federal, retrata a eclosão da Revolta da Chibata em 1910:
“Na noite de 22 de novembro de 1910, explodiu a Revolta da Chibata. Centenas de marujos se insurgiram e se apossaram dos quatro navios da Marinha, entre os quais os encouraçados Minas Gerais e São Paulo, as mais poderosas máquinas de guerra da época. Eles não tinham motivação política. [...] Como o governo era surdo aos clamores, os marinheiros resolveram pressionar de uma forma mais drástica. Atacaram os comandantes dos navios, matando alguns deles, assumiram os timões e viraram os canhões para o Rio. Depois de fazer aqueles primeiros disparos, os marujos apresentaram um ultimato ao presidente da República, o marechal Hermes da Fonseca.”
Sobre a Revolta da Chibata, ocorrida em 1910, é correto afirmar que
a revolta ocorreu em função do processo inflacionário que deteriorava o poder de compra dos marinheiros.
a revolta foi uma reação dos positivistas contra o alistamento obrigatório dos marinheiros.
a revolta foi liderada por marinheiros que se inspiraram na rebelião dos marinheiros do Encouraçado Potemkin da Marinha de Guerra russa.
a revolta foi a expressão do descontentamento dos marinheiros contra os castigos físicos impostos aos marujos, os baixos salários, o trabalho excessivo e o recrutamento forçado comum no período.
“[...], em junho de 1904, Oswaldo Cruz motivou O governo à enviar ao Congresso um projeto para reinstaurar a obrigatoriedade da vacinação em todo O território nacional. Apenas os indivíduos que comprovassem ser vacinados conseguiriam contratos de trabalho, matrículas em escolas, certidões de casamento, autorização para viagens etc. Após intenso bate-boca no Congresso, a nova lei foi aprovada em 31 de outubro e regulamentada em 9 de novembro. isso serviu de catalisador para um episódio conhecido como Revolta da Vacina.”
(Fiocruz, 25/04/2005. Disponível em: UVA https:/portal fiocruz.br'noticia/revolta-da-vacina-s),
O trecho anterior se refere ao contexto da campanha de vacinação contra a varíola em inícios do século XX no Brasil, e, também, à chamada Revolta da Vacina.
Sobre esta, marque à alternativa correta:
No período da Revolta da Vacina havia descontentamento das classes populares do Rio de Janeiro com relação às reformas urbanas que aconteciam na capital do país.
A obrigatoriedade da vacinação contra a varíola não foi considerada um problema pela população da capital, que desde o século XIX, reconhecia sua importância e se voluntariava amplamente para cumprir essa obrigação.
As divergências políticas que envolviam o governo de Rodrigues Alves (1902-1900) e sua oposição não tiveram relevância no cenário da revoita.
Apesar de muita repercussão, a revolta aconteceu de forma pacífica e sem grandes transtornos
O termo "coronelismo" designa o sistema político que predominou durante a República Velha e é caracterizado pelo
voto de cabresto, pelo poder oligárquico e pela política dos governadores.
voto de cabresto, pela política centralista e pela eleição indireta.
voto secreto, pelo poder democrático e pela política dos governadores.
voto censitário, pela política unitarista e pelo poder oligárquico.
Na virada do século XIX para o XX, o Rio de Janeiro passou por um rápido e caótico processo de industrialização e expansão populacional que culminou em diversos problemas sociais, como o espalhamento de doenças e a formação de cortiços.
Assinale a alternativa que indica corretamente um movimento ligado ao contexto de problemas sociais e urbanos no Rio de Janeiro no início do período republicano.
Revolta dos Malês.
Revolta da Vacina.
Revolução Farroupilha.
Guerra do Contestado.
Cangaço.
“Do ponto de vista da representação política, a Primeira República (1889-1930) não significou grande mudança. Ela introduziu a federação de acordo com o modelo dos Estados Unidos. Os presidentes dos estados (antigas províncias) passaram a ser eleitos pela população. A descentralização tinha o efeito positivo de aproximar o governo da população via eleição de presidentes de estado e prefeitos. Mas a aproximação se deu sobretudo com as elites locais. A descentralização facilitou a formação de sólidas oligarquias estaduais, apoiadas em partidos únicos, também estaduais. Nos casos de maior êxito, essas oligarquias conseguiam envolver todos os mandões locais, bloqueando qualquer tentativa de oposição política. A aliança das oligarquias dos grandes estados, sobretudo de São Paulo e Minas Gerais, permitiu que mantivessem o controle da política nacional até 1930.”
(CARVALHO, José Murilo de. UFV Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2013, p. 41.)
O trecho da obra de José Murilo de Carvalho citado acima apresenta um resumo sobre a organização política brasileira na Primeira República.
Na base de todo esse sistema eleitoral estava o voto, que pela constituição de 1891 era:
obrigatório para todo cidadão acima de 18 anos, garantindo ampla participação nos pleitos eleitorais e aproximando o governo da população.
censitário, excluindo da participação política aqueles que não comprovassem uma determinada renda mínima anual.
reservado a homens alfabetizados, excluindo da participação política as mulheres, os mendigos, os soldados e os membros das ordens religiosas.
secreto e fiscalizado pela Justiça Eleitoral, garantindo que o resultado das eleições expressasse a vontade popular, sem abertura para fraudes.
