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WorksheetsQuestões sobre Ensino no Século 21
Total questions: 20
Worksheet time: 35mins
Leia o texto abaixo.
Escola para a vida: como deve ser o ensino no século 21?
Mais do que alunos prontos para gabaritar provas e destacar-se em rankings, que cidadãos queremos formar? Os tempos mudaram, a neurociência aponta os caminhos da aprendizagem e o ensino precisa ser repensado para fazer o mundo melhor
Para educar as crianças de qualquer geração, é preciso mirar o mundo em que elas viverão quando forem jovens e adultos produtivos. Diante das intensas e profundas transformações vividas nas últimas décadas, entretanto, fica bem difícil imaginar qual será a realidade de 2040 ou 2050.
Para se ter uma medida das mudanças, cerca de 85% das profissões de 2030 ainda nem foram inventadas, segundo estudo do Instituto para o Futuro (IFTF). Apenas uma coisa fica clara: a realidade presente e a do futuro, mesmo próximo, já não tem nada a ver com a do século passado. Apesar dessa certeza incontestável, as escolas ainda continuam seguindo a mesma lógica de ensino e passando os mesmos conteúdos de, pelo menos, 50 anos atrás.
Nesse ambiente tão incerto da atualidade, o desenvolvimento do intelecto e o acúmulo de conhecimento – focos principais do ensino convencional – vão perdendo a relevância, já que essas áreas são cada vez mais dominadas pelas máquinas. Mas como ensinar isso na escola?
Essa é a resposta que o mundo inteiro busca, mesmo os países com ótimos resultados no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa).
Dar a mão à palmatória
Para o educador e pedagogo espanhol Antoni Zabala, referência mundial na área [...], o conteúdo do que é ensinado deve mudar radicalmente. “Seguimos atados a conteúdos históricos e outros pré-históricos. As matérias tradicionais morreram ou deveriam morrer, necessitamos de outros conteúdos de aprendizagem.”. A afirmação, em geral, faz muita gente arregalar os olhos.
ACERTA BRASIL: Língua Portuguesa: 9º ano: Ensino Fundamental 2. Obra coletiva. 2. ed. São Paulo: Ática, 2020, p. 19-20.
No texto, o trecho que apresenta uma opinião é:
A) "As matérias tradicionais morreram ou deveriam morrer, necessitamos de outros conteúdos de aprendizagem."
B) "Para educar as crianças de qualquer geração, é preciso mirar o mundo em que elas viverão quando forem jovens e adultos produtivos."
C) "Cerca de 85% das profissões de 2030 ainda nem foram inventadas, segundo estudo do Instituto para o Futuro (IFTF)."
D) "A realidade presente e o futuro, mesmo próximo, já não tem nada a ver com o século passado."
No texto, o trecho que apresenta um fato é:
A) "Os tempos mudaram, a neurociência aponta os caminhos da aprendizagem e do ensino precisa ser recompensado para fazer o mundo melhor."
B) "Cerca de 85% das profissões de 2030 ainda nem foram inventadas, segundo estudo do Instituto para o Futuro (IFTF)."
C) "O desenvolvimento do intelecto e o acúmulo de conhecimento perderão relevância."
D) "As matérias tradicionais morreram ou deveriam morrer, necessitamos de outros conteúdos de aprendizagem."
Leia o texto.
Dengue, um perigo real e imediato
A epidemia de dengue pode estar chegando ao ponto mais ameaçador nestes 20 anos de luta inglória contra o mosquito transmissor. Ainda que as autoridades sanitárias do Estado tentem descaracterizar a gravidade da situação [...].
A epidemia não pode ser enfrentada apenas em momentos específicos. Não dá para minimizar o problema, nem escamotear os números alarmantes de dengue hemorrágica. O perigo é real e imediato e exige mobilização total [...].
No século passado, por duas ocasiões o Aedes aegypti, vetor da dengue, desapareceu das áreas urbanas do país. Nas décadas de 30 e 50, o foco era o combate à febre amarela, transmitida pelo mesmo mosquito. Em 1957, a espécie foi declarada erradicada do Brasil, na XV Conferência Sanitária Panamericana.
Entretanto, desde a reintrodução do Aedes aegypti no Brasil, na década de 1980, passou a existir um evidente risco do retorno da transmissão da febre amarela em áreas urbanas e, agora, com a medicina a anos-luz da praticada no início do século passado, vivemos assombrados por mais uma epidemia de dengue.
Fausto Figueira é médico, deputado estadual e presidente da Comissão de Saúde e Higiene da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
(Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/noticias/opiniao-dengue-um-perigo-real-e-imediato/2139169. Acesso 28 Jan. 2025)
Qual é a tese defendida pelo autor no texto?
A) A epidemia de dengue deve ser tratada como um problema urgente, exigindo mobilização total.
B) A erradicação do Aedes aegypti em décadas passadas não é relevante para o combate atual.
C) A febre amarela não representa mais risco em áreas urbanas do Brasil.
D) As ações das autoridades sanitárias têm sido suficientes para combater a dengue.
Leia o texto.
Dengue, um perigo real e imediato
A epidemia de dengue pode estar chegando ao ponto mais ameaçador nestes 20 anos de luta inglória contra o mosquito transmissor. Ainda que as autoridades sanitárias do Estado tentem descaracterizar a gravidade da situação [...].
A epidemia não pode ser enfrentada apenas em momentos específicos. Não dá para minimizar o problema, nem escamotear os números alarmantes de dengue hemorrágica. O perigo é real e imediato e exige mobilização total [...].
No século passado, por duas ocasiões o Aedes aegypti, vetor da dengue, desapareceu das áreas urbanas do país. Nas décadas de 30 e 50, o foco era o combate à febre amarela, transmitida pelo mesmo mosquito. Em 1957, a espécie foi declarada erradicada do Brasil, na XV Conferência Sanitária Panamericana.
Entretanto, desde a reintrodução do Aedes aegypti no Brasil, na década de 1980, passou a existir um evidente risco do retorno da transmissão da febre amarela em áreas urbanas e, agora, com a medicina a anos-luz da praticada no início do século passado, vivemos assombrados por mais uma epidemia de dengue.
Fausto Figueira é médico, deputado estadual e presidente da Comissão de Saúde e Higiene da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
(Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/noticias/opiniao-dengue-um-perigo-real-e-imediato/2139169. Acesso 28 Jan. 2025)
Qual é o tema do texto?
A) A erradicação do Aedes aegypti na década de 1950.
B) Os avanços da medicina no combate à dengue hemorrágica.
C) A epidemia de dengue e o descaso das autoridades em enfrentá-la.
D) As ações das autoridades sanitárias têm sido suficientes para combater a dengue.
Fui ___ cidade ___ duas horas da tarde ___ fim de comprar um par de sapatos.
à / às / a
a / às / à
à / às / à
Conheço __ aluna que está ___ espera do ônibus.
a / a
à / à
a / à
Não chegaram ___ conclusão alguma.
à
a
Entreguei o bilhete ____ homem.
aquele
àquele
aquela
àquela
O livro que preciso está sobre ___ mesa.
aquela
àquela
aquele
àquele
Indique as alternativas que têm erro de crase.
a) Fiquei acordada até as 2 da manhã.
b) O filme começou as 11 da noite.
c) As três horas de filme passaram depressa.
d) Consegui aguentar as três horas sem adormecer.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das seguintes orações:
I. Precisa falar ___ cerca de três mil operários.
II. Daqui ___ alguns anos tudo estará mudado.
III. ___ dias está desaparecido.
IV. Vindos de locais distantes, todos chegaram ___ tempo ___ reunião.
a) a - a - há - a - à
b) à - a - a - há - a
c) a - à - a - a - há
d) há - a - à - a - a
e) a - há - a - à – a.
As alternativas corretas são:
A conversa ocorreu cara à cara.
A cidade à qual nos referimos fica longe.
Eu me refiro à diretora.
Estranharam-se face à face.
Declarou-se guerra à guerra.
Marque a alternativa que melhor completa a frase:
Chegamos ____ 15h
as
às
nas
pras
Marque a alternativa que melhor completa a frase:
Esse discurso fez referência ______ autora famosa.
Aquela
Àquela
Aquele
Àquele
Leia.
O caso do pirotécnico Zacarias (versão reduzida)
Frequentemente me perguntam: teria morrido o pirotécnico Zacarias?
Alguns acreditam que estou vivo — que quem morreu foi alguém parecido. Outros dizem que morri e o que anda por aí é só uma alma penada. Ninguém, porém, discute uma coisa: se morri, meu corpo não foi enterrado.
Só eu poderia esclarecer, mas não consigo. Meus conhecidos fogem ao me ver. E, sim: morri. Mas também não estou morto. Continuo fazendo tudo que fazia, até com mais prazer.
A princípio foi azul, depois verde, amarelo e, por fim, um negro espesso com listras vermelhas — como sangue pastoso. Quando tudo começava a ficar branco, veio um carro e me atropelou.
Depois, fui arrastado por uma força invisível. Vi fogos dançando, ouvi vozes: uma professora segurava foguetes e gritava “Quantos são os continentes?”, “Meninos, amem a verdade!”. A noite estava escura, silenciosa, cheia de sombras. O carro não buzinou. As moças gritaram, os rapazes, assustados, discutiam o que fazer com meu corpo.
Pensaram em me deixar no necrotério, mas desistiram: sujaria o carro. Um deles, Jorginho, quis me levar ao cemitério, mas foi zombado. Logo, decidiram: me jogariam num precipício e limpariam tudo. Mas isso eu não aceitava! Se meu corpo sumisse entre as pedras, nem uma nota de jornal eu ganharia.
Gritei: “Alto lá! Também quero ser ouvido.”
Jorginho desmaiou. Os outros, surpresos, me escutaram. Expus meus argumentos — nunca fui fraco em debates. Um deles propôs que eu fosse com eles terminar a farra. Mas havia três moças e três rapazes... faltava uma para mim. Resolveram deixar Jorginho na estrada e trocar nossas roupas.
Aceitei. As moças estavam bem, e acharam razoável deixar para trás quem desmaiara. Depois disso, lembro pouco. Bebi. Vi estrelas e formas coloridas. A ruiva do grupo se transformou num braço metálico que me enlaçava.
De manhã, pedi para descer no cemitério, mas estava fechado. Continuei repetindo “cemitério”, ou apenas movendo os lábios.
A realidade custou a voltar. Sentia medo: a morte estava em mim. Tentei reencontrar os jovens da festa — única prova de que morri de verdade. Mas ninguém me dava atenção.
Com o tempo, aceitei meu novo estado. Só uma dúvida me atormenta: se os vivos vivem tão mal, que destino pode ter um morto?
Talvez amanhã o dia nasça claro. E, quando isso acontecer, talvez percebam: continuo vivo — pois minha existência agora é feita de cores. E o branco já se aproxima da terra, só para os meus olhos.
Qual é o acontecimento que dá início ao principal conflito da narrativa?
A dúvida das pessoas sobre a identidade de Zacarias.
A decisão dos jovens de deixá-lo no necrotério.
O atropelamento sofrido por Zacarias.
O caso do pirotécnico Zacarias (versão reduzida) Frequentemente me perguntam: teria morrido o pirotécnico Zacarias? Alguns acreditam que estou vivo — que quem morreu foi alguém parecido. Outros dizem que morri e o que anda por aí é só uma alma penada. Ninguém, porém, discute uma coisa: se morri, meu corpo não foi enterrado. Só eu poderia esclarecer, mas não consigo. Meus conhecidos fogem ao me ver. E, sim: morri. Mas também não estou morto. Continuo fazendo tudo que fazia, até com mais prazer. A princípio foi azul, depois verde, amarelo e, por fim, um negro espesso com listras vermelhas — como sangue pastoso. Quando tudo começava a ficar branco, veio um carro e me atropelou. Depois, fui arrastado por uma força invisível. Vi fogos dançando, ouvi vozes: uma professora segurava foguetes e gritava “Quantos são os continentes?”, “Meninos, amem a verdade!”. A noite estava escura, silenciosa, cheia de sombras. O carro não buzinou. As moças gritaram, os rapazes, assustados, discutiam o que fazer com meu corpo. Pensaram em me deixar no necrotério, mas desistiram: sujaria o carro. Um deles, Jorginho, quis me levar ao cemitério, mas foi zombado. Logo, decidiram: me jogariam num precipício e limpariam tudo. Mas isso eu não aceitava! Se meu corpo sumisse entre as pedras, nem uma nota de jornal eu ganharia. Gritei: “Alto lá! Também quero ser ouvido.” Jorginho desmaiou. Os outros, surpresos, me escutaram. Expus meus argumentos — nunca fui fraco em debates. Um deles propôs que eu fosse com eles terminar a farra. Mas havia três moças e três rapazes... faltava uma para mim. Resolveram deixar Jorginho na estrada e trocar nossas roupas. Aceitei. As moças estavam bem, e acharam razoável deixar para trás quem desmaiara. Depois disso, lembro pouco. Bebi. Vi estrelas e formas coloridas. A ruiva do grupo se transformou num braço metálico que me enlaçava. De manhã, pedi para descer no cemitério, mas estava fechado. Continuei repetindo “cemitério”, ou apenas movendo os lábios. A realidade custou a voltar. Sentia medo: a morte estava em mim. Tentei reencontrar os jovens da festa — única prova de que morri de verdade. Mas ninguém me dava atenção. Com o tempo, aceitei meu novo estado. Só uma dúvida me atormenta: se os vivos vivem tão mal, que destino pode ter um morto? Talvez amanhã o dia nasça claro. E, quando isso acontecer, talvez percebam: continuo vivo — pois minha existência agora é feita de cores. E o branco já se aproxima da terra, só para os meus olhos.
Qual fato desencadeia o conflito principal da narrativa?
A troca de roupas entre Zacarias e Jorginho.
O desaparecimento do corpo de Zacarias.
O atropelamento sofrido por Zacarias.
Leia o texto abaixo.
13 de novembro de 2018.
Revista Mundo Todo, na minha opinião, muito fraca a reportagem sobre personalidade. Achei a linguagem muito cheia de termos técnicos, o que não combina com a revista. Também achei a matéria muito curta: quando começa a ficar interessante, acabou! Cometeram um deslize dessa vez.
Há um elemento coesivo indicando adição no trecho:
“Revista Mundo Todo, na minha opinião, muito fraca a reportagem sobre personalidade.”
“Achei a linguagem muito cheia de termos técnicos,...”
“Também achei a matéria muito curta:...”
No trecho “Também achei a matéria muito curta: quando começa a ficar interessante, acabou!”, a palavra “também” estabelece uma relação de:
causa
consequência
adição
No trecho “o que não combina com a revista”, o termo “o que” retoma:
cidade de Salvador.
a opinião do autor.
a linguagem com termos técnicos.
A principal crítica feita por Carlos Cavalcanti à reportagem da revista é que:
a matéria era muito polêmica.
o tema não interessava aos leitores.
a linguagem usada e o tamanho da matéria foram inadequados.
