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WorksheetsRelato
Total questions: 8
Worksheet time: 4mins
Leia o relato a seguir para responder às questões.
Os meus primeiros dias de aula
Iniciei as aulas em uma nova escola e resolvi contar a minha experiência nos meus primeiros dias. Até então, eu nunca havia mudado de escola. Sempre estudei em uma mesma instituição de ensino, desde quando comecei minha educação.
Nas primeiras aulas, me senti bem deslocado. Eu não conhecia os professores, e, mesmo a turma sendo grande, aproximadamente 50 alunos, eu não conhecia nenhum dos meus colegas de classe. Tentei me aproximar deles, mas muitos já tinham os seus grupos, e eu os entendo, afinal, quando eu estudava na minha escola, também tinha a minha turma. Acredito que foi na segunda semana que comecei a me encontrar, ou melhor, a achar a minha “tribo”. Descobri que alguns colegas adoravam Star Wars, e esse foi o ponto de partida para iniciarmos longos debates, alguns ainda em sala, outros fora dela, nos intervalos. Com as amizades encaminhadas, eu precisava compreender um pouco mais a dinâmica com os professores.
A sala, como eu disse, era muito cheia, e o professor, infelizmente, não conseguia dar atenção a todos os alunos. Havia muita atividade em grupo, com dinâmicas em que nós produzíamos textos, experimentos e outros materiais. Porém os professores não conseguiam atender ou mesmo decorar os nomes dos alunos. Nesse aspecto, a quantidade excessiva atrapalhou bastante. Mesmo assim, percebi um enorme esforço neles para oferecer a melhor aula possível. No fim das contas, comecei a admirar a atitude e o empenho dos professores e me simpatizei com alguns dos meus colegas fãs de Star Wars.
A experiência em uma nova escola foi muito bacana. Acredito que a mudança de ares é sempre um desafio, não importa qual seja. Pode ser uma simples mudança de escola, emprego, cidade e até mesmo país. Qualquer mudança nos deixa com medo e apreensivos por não sabermos exatamente o que acontecerá dali adiante. Porém, com o tempo, nós vamos nos acostumando, o medo vai embora e a vida segue.
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/redacao/relato-pessoal.htm. Acesso em: 20 mar. 2025.
1. Segundo o texto, os professores
a) não davam atenção aos alunos porque queriam distância deles.
b) não conseguiam dar atenção a todos porque havia muitos alunos na sala.
c) não davam atenção a alguns alunos que escreviam textos.
d) não conseguiam dar aula por causa do barulho dos alunos.
2. O personagem conta que, aos poucos, foi se adequando à nova escola e até fez novos amigos. Assinale a alternativa que comprova informação.
a) “...me senti bem deslocado.” (§2º)
b) “Até então, eu nunca havia mudado de escola.” (§1º)
c) “Havia muita atividade em grupo…” (§3º)
d) “ Com as amizades encaminhadas, eu precisava compreender um pouco mais a dinâmica com os professores.” (§3º)
3. Qual foi o ponto de partida para o personagem começar a fazer amizades na nova escola?
c) A simpatia dos professores.
b) O interesse comum por Star Wars.
d) A necessidade de compreender a dinâmica escolar.
a) A quantidade de atividades em grupo.
4. Como o personagem descreve a atitude dos professores em relação ao ensino?
d) Rígida e autoritária.
c) Confusa e desorganizada.
b) Esforçada e admirável.
a) Desinteressada e distante.
5. O que o personagem conclui sobre mudanças em geral?
d) Elas são assustadoras e nunca trazem benefícios.
c) Elas são desafiadoras, mas podem ser superadas com o tempo.
b) Elas são desnecessárias e devem ser evitadas.
a) Elas são sempre fáceis e sem desafios.
COMO COMECEI A ESCREVER
Carlos Drummond de Andrade
Aí por volta de 1910 não havia rádio nem televisão, e o cinema chegava ao interior do Brasil uma vez por semana aos domingos. As notícias do mundo vinham pelo jornal, três dias depois de publicadas no Rio de Janeiro. Se chovia a potes, a mala do correio aparecia ensopada, uns sete dias mais tarde. Não dava para ler o papel transformado em mingau.
Papai era assinante da Gazeta de Notícias, e antes de aprender a ler eu me sentia fascinado pelas gravuras coloridas do suplemento de Domingo. Tentava decifrar o mistério das letras em redor das figuras, e mamãe me ajudava nisso. Quando fui para a escola pública, já tinha a noção vaga de um universo de palavras que era preciso conquistar.
Durante o curso, minhas professoras costumavam passar exercícios de redação. Cada um de nós tinha de escrever uma carta, narrar um passeio, coisas assim. Criei gosto por esse dever, que me permitia aplicar para determinado fim o conhecimento que ia adquirindo do poder de expressão contido nos sinais reunidos em palavras.
Daí por diante as experiências foram se acumulando, sem que eu percebesse que estava descobrindo a leitura. Alguns elogios da professora me animavam a continuar. Ninguém falava em conto ou poesia, mas a semente dessas coisas estava germinando. Meu irmão, estudante na Capital, mandava-me revistas e livros, e me habituei a viver entre eles. Depois, já rapaz, tive sorte de conhecer outros rapazes que também gostavam de ler e escrever.
Então começou uma fase muito boa de troca de experiências e impressões. Na mesa do café-sentado (pois tomava-se café sentado nos bares, e podia-se conversar horas e horas sem incomodar nem ser incomodado) eu tirava do bolso o que escrevera durante o dia, e meus colegas criticavam. Eles também sacavam seus escritos, e eu tomava parte nos comentários. Tudo com naturalidade e franqueza. Aprendi muito com os amigos, e tenho pena dos jovens de hoje que não desfrutam desse tipo de amizade crítica.
6. Este texto foi escrito para
a) a população paranaense.
b) os escritores de relato.
c) a Gazeta de Notícias onde o pai do escritor trabalhava .
d) os leitores que se interessam pela vida do autor.
A linguagem utilizada pelo autor do texto é
a) coloquial.
b) técnica.
c) formal.
d) informal
9. O que motivou o personagem a se interessar por escrita?
d) A leitura de livros enviados pelo irmão.
c) Os elogios recebidos dos professores.
b) A influência dos amigos escritores.
a) As gravuras coloridas dos jornais.
