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Worksheetssimulado ( teste )
Total questions: 35
Worksheet time: 2hrs 39mins
D1 - Localizar informações explícitas em um texto.
De acordo com o texto, a urina clara quase sempre
sinaliza que estamos
(A) infectados
(B) hidratados.
(C) desidratados.
(D) pigmentados.
D2 - Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições
ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto.
No trecho “(com quem canta My Way)”, a expressão
destacada refere-se a
A) Elton John.
B) Bono.
C) Eurythmics.
D) Frank Sinatra.
D3 - Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
Leia o texto abaixo.
Bucolismo
Bucolismo é o termo utilizado para designar uma espécie de poesia pastoral, que descreve a qualidade ou o caráter dos costumes rurais, exaltando as belezas da vida campestre e da natureza, característica do Arcadismo. A base material do progresso consubstanciava-se nas cidades. Mudava o mundo, modernizavam-se as cidades e, consequentemente, redobravam os problemas dos conglomerados urbanos. A natureza acenava com a ordem nos prados e nos campos, os indivíduos resgatavam sentimentos corroídos pelo progresso. Os árcades buscavam uma vida simples, bucólica, longe do burburinho citadino. Eles tinham preferência pela vida nos campos, próxima à natureza.
Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Bucolismo>. Acesso em: 6 abr. 2014. Fragmento.
Nesse texto, no trecho “Os árcades buscavam uma vida simples, bucólica, longe do burburinho citadino.”, a palavra destacada tem o sentido de
A) agitação.
B) buzina.
C) cansaço.
D) sussurro.
D4 – Inferir uma informação implícita em um texto.
Leia o texto para responder a questão abaixo:
O FIM DE SAPOS, RÃS E PERERECAS
“Para muita gente, sapos, rãs e pererecas podem lá não ter graça. Mas os anfíbios são essenciais à vida de florestas, restingas e lagoas, só para citar alguns ambientes. E o problema é que estão desaparecendo sem que cientistas saibam explicar o por quê. O fenômeno é conhecido há anos, mas tem se agravado muito. Sobram explicações — vírus, redução de habitat e mudanças climáticas, por exemplo — mas ainda não há resposta para o mistéri, cuja consequência é o aumento do desequilíbrio ambiental. Para tentar encontrar uma solução, cientistas começaram a se reunir no Rio.”O Globo. Rio de Janeiro, 23/06/2003.
Ao se referir ao desaparecimento de sapos, rãs e pererecas, o texto alerta para
A) o perigo de alguns ambientes ameaçados.
B) a falta de explicação dos cientistas.
C) as explicações do mistério da natureza.
D) o perigo do desequilíbrio do meio ambiente.
D5 - Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto etc.)
De acordo com esse texto, o garoto pendurado no
galho da árvore desejava que
A) Zé Lelé conversasse com ele.
B) Zé Lelé jogasse futebol.
C) Zé Lelé lhe ajudasse a descer do galho.
D) Zé Lelé também subisse no galho.
D6 - Identificar o tema de um texto.
Leia o texto para responder a questão a seguir:
O Amazonas, com mais de um milhão e meio de quilômetros quadrados (1.500.000 km²) de belezas naturais, é o maior estado da Região Norte.
A capital do estado é Manaus, principal portão de entrada do Amazonas e que se destaca pelas inúmeras oportunidades turísticas. A cidade oferece passeios pelo Rio Amazonas e seus afluentes, pesca esportiva e hospedagem nos hotéis da selva.
Por causa da grandiosidade do Rio Amazonas e da magnífica floresta tropical, o Estado do Amazonas é um pólo do ecoturismo, isto é, o turismo voltado para a ecologia e a natureza.
A mais conhecida praia de Manaus é a da Ponta Negra onde há grande número de bares e
restaurantes com comidas típicas ou não.
É possível também conhecer um pouco da fauna local no Zoológico, mantido pelo Exército Brasileiro e que abriga mais de setenta (70) espécies. Há, ainda, o Jardim Botânico com trilhas para caminhadas e vegetação variada.
Manaus guarda, em muitos edifícios, em palácios e no Teatro Amazonas, a memória de uma época de riqueza – o Ciclo da Borracha. Conhecer Manaus é um privilégio, e os turistas estrangeiros ficam deslumbrados com tudo o que a
cidade oferece.
Revista Isto é - Férias no Brasil/4.Norte e Centro-Oeste. (adaptação)
O texto fala principalmente sobre:
(A) a Cidade de Manaus.
(B) a Região Norte.
(C) o Rio Amazonas.
(D) uma cidade nova.
D7 - Identificar a tese de um texto.
Leia o texto abaixo:
A incapacidade de ser verdadeiro
Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões-da- independência cuspindo fogo e lendo foto novelas.
A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo.
Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias. Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao
médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça:
– Não há nada a fazer, Dona Coló. Este menino é
mesmo um caso de poesia.
DRUMMOND, Carlos. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: Record.
Nesse texto, a narrativa é gerada pela:
A) aparição de seres fantásticos.
B) ida de Paulo ao médico.
C) imaginação de Paulo.
D) proibição de jogar futebol.
D8 - Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la.
O argumento usado para mostrar que os pais agem
por comodismo encontra-se na alternativa:
(A) a birra na madrugada é pior.
(B) a criança tem motivações subjacentes.
(C) o fato é muitas vezes eventual.
(D) os limites estão claros.
D9 - Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto.
Qual é o trecho que apresenta a informação principal
desse texto?
A) “Muitos dizem ser necessário estudar em um
ambiente silencioso,...”. (1° parágrafo)
B) “... acreditamos que ouvir música é uma boa
alternativa para estudar calmamente.”. (2°
parágrafo)
C) “... e tem alguns que dizem que ajuda na
memorização...”. (2° parágrafo)
D) “Se você escolher o tipo errado de música, você
pode acabar se distraindo com ela,...”. (3°
parágrafo)
D10 - Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
O fato que gerou essa história foi a:
A) bondade da senhora.
B) lembrança do rapaz.
C) necessidade do irmão.
D) temperatura da manhã.
D11 - Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.
O menino ficou tremendo, gaguejando porque:
(A) a viagem foi longa.
(B) as dunas eram muito altas.
(C) o mar era imenso e belo.
(D) o pai não o ajudou a ver o mar.
D12 - Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
Esse texto serve para:
A) apresentar um medicamento.
B) contar um caso médico.
C) dar orientações ao leitor.
D) explicar os motivos da dor.
D13 - Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.
A linguagem utilizada no trecho “Num fica aí parado!”
é :
A) científica.
B) coloquial.
C) formal.
D) técnica.
D14 - Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
Nesse texto, a frase que apresenta uma opinião é:
A) “Depois das primeiras locomotivas, veio o
bonde,...”. (1° Parágrafo)
B) “... o bonde foi muito comum nas principais
cidades.”. (1° Parágrafo)
C) “É um passeio superlegal,...”. (1° Parágrafo)
D) “Em 1863, surgiu o metrô.”. (2° Parágrafo)
D15 – Estabelecer relações lógico-discursívos presentes no texto
marcadas por conjuntos, advérbios, etc.
Em “A comunidade poderia interagir e participar de
atividades interessantes.”, a palavra destacada indica:
(A) alternância.
(B) oposição.
(C) adição.
(D) explicação.
D16 - Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados.
O que tornou esse texto engraçado foi o fato de o
menino:
A) sentar em um banco baixinho.
B) fazer um desenho de si mesmo.
C) usar a palavra “porta-retratos” com outro sentido.
D) conversar com o pássaro sobre porta-retratos.
D17 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações.
No segundo quadrinho desse texto, no trecho “Mas
para abrir um negócio é preciso planejamento,
capital, visão empresarial e um monte de...”, as
reticências foram usadas para
A) apresentar a continuação da fala do pai.
B) indicar que o pai ficou desconfiado.
C) marcar que o pai foi interrompido.
D) mostrar a dúvida do pai sobre a pergunta.
D18 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma
determinada palavra ou expressão.
Nesse texto, a expressão “vai mais longe” foi utilizada
para :
A) indicar duplo sentido.
B) mostrar exagero.
C) fazer uma crítica.
D) apresentar uma definição.
D19 - Reconhecer o efeito decorrente da exploração de recursos
ortográficos e/ou morfossintáticos.
A disposição das últimas palavras desse texto sugerem :
A) dor.
B) giro.
C) queda.
D) volta.
D20 - Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de
textos que tratam do mesmo tema em função das condições em
que ele foi produzido e daquelas em que será recebido.
Em relação à temática dos textos pode-se dizer que:
(A) O texto I fala de festa particular e o texto II de
festa religiosa.
(B) Os textos I e II relatam fatos do cotidiano.
(C) Os textos I e II descrevem uma festa religiosa.
(D) Os textos I e II analisam a ação dos romeiros.
D21 - Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas
ao mesmo fato ou ao mesmo tema.
Esses textos apresentam opiniões:
A) complementares.
B) confusas.
C) opostas.
D) semelhantes.
A palavra crianças expressa mais de uma pessoa então ela se classifica como
adjetivo.
substantivo.
plural.
singular.
Esse gênero textual é uma:
poesia.
reportagem.
receita.
crônica.
O uso do ponto de exclamação, associado às letras em
destaque, na frase “PAROU!,”, reforça a necessidade de
se...
respeitar as leis de trânsito.
garantir o convívio familiar.
usar o celular no dia a dia.
educar as crianças.
Leia o texto a seguir:
O Brasil é um país de dimensões continentais, com uma grande diversidade de paisagens, climas, culturas e povos. Essa riqueza se reflete também na nossa literatura, que expressa as diferentes formas de ver e viver o nosso território. Desde os primeiros relatos dos viajantes europeus, passando pelos romances regionalistas, até as obras contemporâneas, os escritores brasileiros souberam retratar as belezas e os desafios de cada região, valorizando as suas características e identidades.
No trecho: "Essa riqueza se reflete também na nossa literatura", o pronome demonstrativo "essa" se refere a:
a grande diversidade de paisagens, climas, culturas e povos do Brasil.
as diferentes formas de ver e viver o nosso território.
os primeiros relatos dos viajantes europeus.
as belezas e os desafios de cada região.
D1- Leia o texto abaixo:
Como opera a máfia que transformou o Brasil num dos campeões da fraude de medicamentos
É um dos piores crimes que se podem cometer. As vítimas são homens, mulheres e crianças doentes — presas fáceis, capturadas na esperança de recuperar a saúde perdida. A máfia dos medicamentos falsos é mais cruel do que as quadrilhas de narcotraficantes. Quando alguém decide cheirar cocaína, tem absoluta consciência do que coloca no corpo adentro. Às vítimas dos que falsificam remédios não é dada oportunidade de escolha. Para o doente, o remédio é compulsório. Ou ele toma o que o médico lhe receitou ou passará a correr risco de piorar ou até morrer. Nunca como hoje os brasileiros entraram numa farmácia com tanta reserva.
PASTORE, Karina. O Paraíso dos Remédios Falsificados. Veja, nº 27. São Paulo: Abril, 8 jul. 1998, p. 40-41.
Segundo a autora, “um dos piores crimes que se podem cometer” é:
(A) a venda de narcóticos.
(B) a falsificação dos remédios.
(C) a receita de remédios falsos.
(D) a venda abusiva de remédios.
D3- Leia o texto abaixo:
Realidade com muita fantasia
Nascido em 1937, o gaúcho Moacyr Scliar é um homem versátil: médico e escritor, igualmente atuante nas duas áreas. Dono de uma obra literária extensa, é ainda um biógrafo de mão cheia e colaborador assíduo de diversos jornais brasileiros. Seus livros para jovens e adultos são sucesso de público e de crítica e alguns já foram publicados no exterior.
Muito atento às situações-limite que desagradam à vida humana, Scliar combina em seus textos indícios de uma realidade bastante concreta com cenas absolutamente fantásticas. A convivência entre realismo e fantasia é harmoniosa e dela nascem os desfechos surpreendentes das histórias.
Em sua obra, são freqüentes questões de identidade judaica, do cotidiano da medicina e do mundo da mídia, como, por exemplo, acontece no conto “O dia em que matamos James Cagney”.
Para Gostar de Ler, volume 27. Histórias sobre Ética. Ática, 1999.
A expressão sublinhada em “é ainda um biógrafo de mão cheia” (ℓ. 2) e (ℓ. 3) significa que Scliar é
(A) crítico e detalhista.
(B) criativo e inconsequente.
(C) habilidoso e talentoso.
(D) inteligente e ultrapassado.
D4- O texto conta a história de um homem que “entrou pelo cano”.
O Homem que entrou pelo cano
Abriu a torneira e entrou pelo cano. A princípio incomodava-o a estreiteza do tubo. Depois se acostumou. E, com a água, foi seguindo. Andou quilômetros. Aqui e ali ouvia barulhos familiares. Vez ou outra um desvio, era uma seção que terminava em torneira.
Vários dias foi rodando, até que tudo se tornou monótono. O cano por dentro não era interessante.
No primeiro desvio, entrou. Vozes de mulher. Uma criança brincava. Então percebeu que as engrenagens giravam e caiu numa pia. À sua volta era um branco imenso, uma água límpida. E a cara da menina aparecia redonda e grande, a olhá-lo interessada. Ela gritou: “Mamãe, tem um homem dentro da pia”.
Não obteve resposta. Esperou, tudo quieto. A menina se cansou, abriu o tampão e ele desceu pelo esgoto.
BRANDÃO, Ignácio de Loyola. Cadeiras Proibidas. São Paulo: Global, 1988, p. 89.
O conto cria uma expectativa no leitor pela situação incomum criada pelo enredo. O resultado não foi o esperado porque:
(A) a menina agiu como se fosse um fato normal.
(B) o homem demonstrou pouco interesse em sair do cano.
(C) as engrenagens da tubulação não funcionaram.
(D) a mãe não manifestou nenhum interesse pelo fato.
D6- Leia o texto abaixo:
O ouro da biotecnologia
Até os bebês sabem que o patrimônio natural do Brasil é imenso. Regiões como a Amazônia, o Pantanal e a Mata Atlântica - ou o que restou dela - são invejadas no mundo todo por sua biodiversidade. Até mesmo ecossistemas como o do cerrado e o da caatinga têm mais riqueza de fauna e flora do que se costuma pensar. A quantidade de água doce, madeira, minérios e outros bens naturais é amplamente citada nas escolas, nos jornais e nas conversas. O problema é que tal exaltação ufanista (“Abençoado por Deus e bonito por natureza”) é diretamente proporcional à desatenção e ao desconhecimento que ainda vigoram sobre essas riquezas.
Estamos entrando numa era em que, muito mais do que nos tempos coloniais (quando pau-brasil, ouro, borracha etc. eram levados em estado bruto para a Europa), a exploração comercial da natureza deu um salto de intensidade e refinamento. Essa revolução tem um nome: biotecnologia. Com ela, a Amazônia, por exemplo, deixará em breve de ser uma enorme fonte “potencial” de alimentos, cosméticos, remédios e outros subprodutos: ela o será de fato - e de forma sustentável. Outro exemplo: os créditos de carbono, que terão de ser comprados do Brasil por países que poluem mais do que podem, poderão significar forte entrada de divisas.
Com sua pesquisa científica carente, idefinição quanto à legislação e dificuldades nas questões de patenteamento, o Brasil não consegue transformar essa riqueza natural em riqueza financeira. Diversos produtos autóctones, como o cupuaçu, já foram registrados por estrangeiros - que nos obrigarão a pagar pelo uso de um bem original daqui, caso queiramos (e saibamos) produzir algo em escala com ele. Além disso, a biopirataria segue crescente. Até mesmo os índios deixam que plantas e animais sejam levados ilegalmente para o exterior, onde provavelmente serão vendidos a peso de ouro. Resumo da questão: ou o Brasil acorda para a nova realidade econômica global, ou continuará perdendo dinheiro como fruta no chão.
Uma frase que resume a ideia principal do texto é:
(A) A amazônia deixará de ser fonte potencial de alimentos.
(B) O Brasil não transforma riqueza natural em financeira.
(C) Os Índios deixam animais e plantas serem levados.
(D) Os estrangeiros registraram diversos produtos.
D14- Leia o texto abaixo:
As enchentes de minha infância
Sim, nossa casa era muito bonita, verde, com uma tamareira junto à varanda, mas eu invejava os que moravam do outro lado da rua, onde as casas dão fundos para o rio. Como a casa dos Martins, como a casa dos Leão, que depois foi dos Medeiros, depois de nossa tia, casa com varanda fresquinha dando para o rio.
Quando começavam as chuvas a gente ia toda manhã lá no quintal deles ver até onde chegara a enchente. As águas barrentas subiam primeiro até a altura da cerca dos fundos, depois às bananeiras, vinham subindo o quintal, entravam pelo porão. Mais de uma vez, no meio da noite, o volume do rio cresceu tanto que a família defronte teve medo.
Então vinham todos dormir em nossa casa. Isso para nós era uma festa, aquela faina de arrumar camas nas salas, aquela intimidade improvisada e alegre. Parecia que as pessoas ficavam todas contentes, riam muito; como se fazia café e se tomava café tarde da noite! E às vezes o rio atravessava a rua, entrava pelo nosso porão, e me lembro que nós, os meninos, torcíamos para ele subir mais e mais. Sim, éramos a favor da enchente, ficávamos tristes de manhãzinha quando, mal saltando da cama, íamos correndo para ver que o rio baixara um palmo – aquilo era uma traição, uma fraqueza do Itapemirim. Às vezes chegava alguém a cavalo, dizia que lá, para cima do Castelo, tinha caído chuva muita, anunciava águas nas cabeceiras, então dormíamos sonhando que a enchente ia outra vez crescer, queríamos sempre que aquela fosse a maior de todas as enchentes.
BRAGA, Rubem. Ai de ti, Copacabana. 3. ed.Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1962. p. 157.
A expressão que revela uma opinião sobre o fato “... vinham todos dormir em nossa casa” (ℓ. 10), é
(A) “Às vezes chegava alguém a cavalo...”
(B) “E às vezes o rio atravessava a rua...”
(C) “e se tomava café tarde da noite!”
(D) “Isso para nós era uma festa...”
D5- Leia o texto abaixo:
A atitude de Romeu em relação a Dalila revela:
(A) compaixão.
(B) companheirismo.
(C) insensibilidade.
(D) revolta.
––––––––
D12- Leia o texto abaixo:
A antiga Roma ressurge em cada detalhe
Dos 20.000 habitantes de Pompéia, só dois escaparam da fulminante erupção do vulcão Vesúvio em 24 de agosto de 79 d.C. Varrida do mapa em horas, a cidade só foi encontrada em 1748, debaixo de 6 metros de cinzas. Por ironia, a catástrofe salvou Pompéia dos conquistadores e preservou-a para o futuro, como uma jóia arqueológica. Para quem já esteve lá, a visita é inesquecível.
A profusão de dados sobre a cidade permitiu ao Laboratório de Realidade Virtual Avançada da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, criar imagens minuciosas, com apoio do instituto Americano de Arqueologia. Milhares de detalhes arquitetônicos tornaram-se visíveis. As imagens mostram até que nas casas dos ricos se comia pão branco, de farinha de trigo, enquanto na dos pobres comia-se pão preto, de centeio.
Outro megaprojeto, para ser concluído em 2020, da Universidade da Califórnia, trata da restauração virtual da história de Roma, desde os primeiros habitantes, no século XV a.C., até a decadência, no século V. Guias turísticos virtuais conduzirão o visitante por paisagens animadas por figurantes. Edifícios, monumentos, ruas, aquedutos, termas e sepulturas desfilarão, interativamente. Será possível percorrer vinte séculos da história num dia. E ver com os próprios olhos tudo aquilo que a literatura esforçou-se para contar com palavras.
Revista Superinteressante, dezembro de 1998, p. 63.
A finalidade principal do texto é
(A) convencer.
(B) relatar.
(C) descrever.
(D) informar.
D20- Leia os textos abaixo:
Texto I
Monte Castelo
Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor, eu nada seria.
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade;
O amor é bom, não quer o mal,
Não sente inveja ou se envaidece.
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder.
É um estar-se preso por vontade;
É servir a quem vence o vencedor;
É um ter com quem nos mata lealdade,
Tão contrário a si é o mesmo amor.
Estou acordado, e todos dormem, todos dormem, todos dormem.
Agora vejo em parte,
Mas então veremos face a face.
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade.
Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.
Legião Urbana. As quatro estações. EMI, 1989 – Adaptação de Renato Russo: I Coríntios 13 e So- neto 11, de Luís de Camões.
Texto II
Soneto 11
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo amor?
Luís Vaz de Camões. Obras completas. Lisboa: Sá da Costa, 1971.
O texto I difere do texto II
(A) na constatação de que o amor pode levar até à morte.
.
(B) na exaltação da dor causada pelo sofrimento amoroso.
(C) na expressão da beleza do sentimento dos que amam.
(D) na rejeição da aceitação passiva do sofrimento amoroso
D21- Leia os textos abaixo:
Texto I
Telenovelas empobrecem o país
Parece que não há vida inteligente na telenovela brasileira. O que se assiste todos os dias às 6, 7 ou 8 horas da noite é algo muito pior do que os mais baratos filmes “B” americanos. Os diálogos são péssimos. As atuações, sofríveis. Três minutos em frente a qualquer novela são capazes de me deixar absolutamente entediado – nada pode ser mais previsível.
Antunes Filho. Veja, 11/mar/96.
Texto II
Novela é cultura
Veja – Novela de televisão aliena?
Maria Aparecida – Claro que não. Considerar a telenovela um produto cultural alienante é um tremendo preconceito da universidade. Quem acha que novela aliena está na verdade chamando o povo de débil mental. Bobagem imaginar que alguém é induzido a pensar que a vida é um mar de rosas só por causa de um enredo açucarado. A telenovela brasileira é um produto cultural de alta qualidade técnica, e algumas delas são verdadeira obras de arte.
Veja, 24/jan/96.
Com relação ao tema “telenovela”
(A) nos textos I e II, encontra-se a mesma opinião sobre a telenovela.
(B) no texto I, compara-se a qualidade das novelas aos melhores filmes americanos.
(C) no texto II, algumas telenovelas brasileiras são consideradas obras de arte.
(D) no texto II, a telenovela é considerada uma bobagem.
D2- Leia o texto abaixo:
A floresta do contrário
Todas as florestas existem antes dos homens.
Elas estão lá e então o homem chega, vai destruindo, derruba as árvores, começa a construir prédios, casas, tudo com muito tijolo e concreto. E poluição também.
Mas nesta floresta aconteceu o contrário. O que havia antes era uma cidade dos homens, dessas bem poluídas, feia, suja, meio neurótica.
Então as árvores foram chegando, ocupando novamente o espaço, conseguiram expulsar toda aquela sujeira e se instalaram no lugar.
É o que se poderia chamar de vingança da natureza – foi assim que terminou seu relato o amigo beija-flor.
Por isso ele estava tão feliz, beijocando todas as flores – aliás, um colibri bem assanhado, passava flor por ali, ele já sapecava um beijão.
Agora o Nan havia entendido por que uma ou outra árvore tinha parede por dentro, e ele achou bem melhor assim.
Algumas árvores chegaram a engolir casas inteiras.
Era um lugar muito bonito, gostoso de se ficar. Só que o Nan não podia, precisava partir sem demora. Foi se despedir do colibri, mas ele já estava namorando apertado a uma outra florzinha, era melhor não atrapalhar.
LIMA, Ricardo da Cunha. Em busca do tesouro de Magritte. São Paulo: FTD, 1988.
No trecho “Elas estão lá e então o homem chega,...” (ℓ. 2), a palavra destacada re-fere-se a:
(A) flores.
(B) casas.
(C) florestas.
(D) árvores.
