WorksheetsAula 4 (P.11-15) Hannah Arendt: a banalidade do mal
Total questions: 10
Worksheet time: 10mins
1 - Hannah Arendt escapou de um campo de concentração nazista e tempos depois foi incapaz de fazer a cobertura do julgamento de uma liderança nazista, dados os traumas provocados por sua própria prisão anos antes.
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2 - Hannah sentiu-se espantada ao perceber que o líder nazista Eichmann não tinha a aparência pavorosa, assustadora ou que demonstrasse a capacidade de praticar o mal presente nele. Ele se apresentava o tempo todo como um burocrata calmo, funcionário público patriota e cumpridor de seus deveres.
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3 - Eichmann acabou reconhecendo ser um cidadão que desrespeitou as leis e não cumpriu as ordens do Estado ao qual servia, até porque, as leis não estavam muito claras naquele momento histórico. O Estado de Hitler não era criminoso, o crime não era legalizado. No contexto do totalitarismo, o campo de concentração de Auschwitz era totalmente intolerável.
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4 - Para a filósofa brasileira Marcia Tiburi, Eichmann não se difere de qualquer um de nós quando nos tornamos burocratas e recebemos ordens sem usar nossa capacidade de reflexão acerca da teoria e prática que orientam nossa moral e ética.
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5 - Podemos afirmar que em culturas onde o mal se torna banal, não existe ausência de pensamento crítico, e ninguém pode negar ao outro em si mesmo.
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6 - De acordo com Hannah Arendt, Eichmann não executou a ação de pensar, que significa: afastar-se do mundo cotidiano e examiná-lo com distanciamento.
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7 - Para Arendt, Eichmann não se recusou a ser uma pessoa, que significa: ser capaz de pensar. Ele também não era incapaz de fazer juízos morais. Como um homem comum incapaz de pensar, ele não cometeu atos cruéis e soube muito bem distinguir entre o bem e o mal.
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8 - Não havia empatia em Eichmann, de acordo com Arendt. Ele não via o mal como estupidez ou ignorância, porque afinal de contas, ele não agia como pessoa que pensa.
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9 - De acordo com Arendt, as sementes podres da banalidade do mal, ficaram lá nos campos de concentração. A sociedade contemporânea é empática, não pensa como massa, questiona sempre suas próprias ações e crenças, não aceita qualquer discurso barato como verdade e não permite discriminação nem extermínio de inocentes.
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10 - A banalização do mal nas sociedades sempre é freada por argumentos que não passam pelo crivo do raciocínio e que são aceitos de forma passiva pelas pessoas, transformando-se em crenças e verdades que justificam ações violentas em nome de um suposto bem coletivo.
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