WorksheetsQuestões sobre o Belo na Filosofia
Total questions: 5
Worksheet time: 10mins
1. (Unioeste 2012) “O belo tem somente um tipo; o feio tem mil. É que o belo, para falar humanamente, não é senão a forma considerada na sua mais simples relação, na sua mais absoluta simetria, na sua mais mais íntima harmonia com nossa organização. Portanto, oferece-nos sempre um conjunto completo, mas restrito como nós. O que chamamos o feio, ao contrário, é um pormenor de um grande conjunto que nos escapa, e que se harmoniza, não com o homem, mas com toda a criação. É por isso que ele nos apresenta, sem cessar, aspectos novos, mas incompletos”.
Victor Hugo
A respeito do feio na estética é INCORRETO afirmar que
a) nas epopeias homéricas esteve ausente, uma vez que ali apenas o impulso apolíneo da harmonia, da beleza e da justiça imperava.
b) não foi negligenciado na Idade Média, teve lugar nas fachadas das catedrais, nos brasões reais e nos escudos dos cavaleiros.
c) está intimamente aliado ao belo na literatura, exemplo disso é o conto A Bela e a Fera da escritora Leprince de Beaumont.
d) está presente no palco, nas peças de Shakespeare, este “deus do teatro”, ora lançando riso, ora horror.
e) trata da dimensão grotesca e disforme da natureza, como por exemplo, as gárgulas das catedrais francesas.
2. (Unioeste 2012) “O nascimento da estética como disciplina filosófica está indissoluvelmente ligado à mutação radical que intervém na representação do belo quando este é pensado em termos de gosto, portanto, a partir do que no homem irá logo aparecer como a essência mesma da subjetividade, como o mais subjetivo do sujeito. Com o conceito de gosto, efetivamente, o belo é ligado tão intimamente a subjetividade humana que se define, no limite, pelo prazer que proporciona, pelas sensações ou pelos sentimentos que suscita em nós.
(…) Com o nascimento do gosto, a antiga filosofia da arte deve, portanto, ceder lugar a uma teoria da sensibilidade”.
Luc Ferry.
Assinale a alternativa que não está relacionada com a Estética como disciplina filosófica.
a) Estética e a tradução da palavra grega aisthetiké que significa “conhecimento sensorial, experiência sensível, sensibilidade”; só na modernidade, por volta de 1750, foi utilizada para referir-se aos estudos das obras de artes enquanto criações da sensibilidade tendo como finalidade o belo.
b) Desde seu nascimento como disciplina específica da filosofia, a Estética afirma a autonomia das artes pela distinção entre beleza, bondade e verdade.
c) Ainda que a obra de arte seja essencialmente particular, em sua singularidade única ela oferece algo universal. Eis a peculiaridade do juízo de gosto: proferir um julgamento de valor universal tendo como objeto algo singular e particular.
d) A Estética não cabe apenas ocupar-se com o sentimento de beleza, mas também com o sentimento de sublime.
e) Considerando que tanto o gosto do artista quanto os gostos do publico são individuais e incomparáveis e que, portanto, “gosto não se discute”, a Estética como disciplina da filosofia está destinada ao fracasso, pois não é possível dar universalidade ao juízo de gosto.
3. (Unioeste 2011) “Existe sempre um aspecto inteligível na experiência estética da arte que não deve ser negligenciado. Sem a interpretação daquele que vê ou ouve, sem a construção de sentido por aquele que percebe, não há beleza ou obra de arte”.
Charles Feitosa.
A partir da citação acima é correto afirmar que
a) a capacidade de apreciar a beleza se dá exclusivamente pelos órgãos dos sentidos.
b) a reflexão e a racionalidade não interferem na apreciação estética.
c) a arte é para sentir e não para pensar.
d) a fruição da beleza na arte não coincide inteiramente com a mera experiência sensorial, mas exige também a participação do pensamento.
e) como o termo “estética” remete à expressão grega aisthesis, que significa “percepção por meio dos sentidos e/ou dos sentimentos” a estética é uma ciência exclusivamente da sensibilidade.
4. (Uema 2008) Considere o texto a seguir para responder à questão.
O juízo estético em Kant é uma intuição do inteligível no sensível, em que o sujeito não proporciona nenhum conhecimento do objeto que provoca, não consiste em um juízo sobre a perfeição do objeto, é válido independentemente dos conceitos e das sensações produzidas pelo objeto.
TAVARES, Manoel; FERRO, Mário. Análise da obra fundamentos da metafísica dos costumes de Kant. Lisboa- Portugal: Editorial Presença, [s.d.]. p. 43-44.
Então, para Kant, a estética é uma intuição de ordem
a) objetiva.
b) cognitiva.
c) subjetiva e cognitiva.
d) subjetiva e objetiva.
e) subjetiva.
5. Para a filosofia, o conceito de belo liga-se, de maneira indissociável, ao de verdadeiro - e, por extensão, ao de bom e justo. Isso ecoa no cotidiano quando classificamos um bom gesto de "belo" ou recriminamos uma criança que cometeu peraltice, dizendo que ela fez uma "coisa feia". Estamos, aí, ainda que nos aspectos mais comezinhos da vida, no terreno da metafísica, a subdivisão do conhecimento filosófico que se debruça sobre tudo aquilo que ultrapassa a experiência sensível. Há, de fato, na beleza - de uma flor, de uma pessoa, de uma obra de arte - algo que parece transcender o aspecto físico e que se conecta ao que há de idealmente mais perfeito e, até mesmo, ao que é considerado divino.
Mas, independentemente de estar associada a outros conceitos sublimes, a beleza requer definição concreta - o que nos ajuda, inclusive, se nem sempre a nos tornarmos mais verdadeiros, bons ou justos, pelo menos mais agradáveis ao espelho. Não basta, portanto, intuir que algo é belo. É preciso entender por que desperta em nós essa percepção deleitosa.
De acordo com o estudo das proporções e da biologia evolutiva, a beleza não é apenas questão de gosto: é a reunião feliz, e não muito comum, de simetria, harmonia e unidade. Uma forma de inteligência biológica com evidentes vantagens adaptativas. Em outras palavras, a beleza paira acima das apreciações meramente pessoais.
A progressiva compreensão das formas de beleza e as tecnologias dela surgidas produziram uma grande conquista: hoje, talvez não sejamos intrinsecamente mais belos do que outras gerações - mas podemos ficar mais bonitos do que nunca. Tudo que nos permite explorar nossos pontos fortes e driblar nossas fraquezas genéticas é resultante da combinação entre os avanços nos cuidados com a aparência física e o estilo, a possibilidade de envelhecer com saúde e, não menos essencial, a valorização de atributos sociais como autoestima, simpatia, cultura e expressividade. "É o equilíbrio dessas qualidades que torna um indivíduo mais ou menos atraente", diz o cirurgião plástico Noel Lima, do Rio de Janeiro.
(Adaptado de Anna Paula Buchalla. Veja, 12 de janeiro de 2011, p. 79)
Temos dificuldade em resistir à beleza. A beleza é um chamariz. O efeito da beleza deve permanecer e contagiar as pessoas próximas. Uma risada gostosa pode ser um atrativo a mais no conceito do que seja belo.
As frases acima se articulam em um único período, com lógica, clareza e correção, em:
a) Uma risada gostosa pode ser um atrativo a mais quando se entende o que é belo, caso seja beleza um chamariz, de que temos dificuldade em resistir ao efeito que deve permanecer e contagiar as pessoas próximas.
b) A beleza é um chamariz a que temos dificuldade em resistir, mas como seu efeito deve permanecer e contagiar as pessoas próximas, uma risada gostosa pode ser um atrativo a mais no conceito do que seja belo.
c) O efeito da beleza deve permanecer e contagiar as pessoas próximas, como uma risada gostosa que se entende por belo, sendo um atrativo a mais, como chamariz, apesar que temos dificuldade em resistir à tal efeito.
d) A beleza é um chamariz, conquanto tenhamos dificuldade em resistir à ela, de cujo efeito deve permanecer e contagiar as pessoas próximas, sendo que uma risada gostosa pode ser um atrativo a mais no quanto se entende por beleza.
e) Temos dificuldade em resistir a beleza, no entanto, com a risada gostosa que se atrai e contagia as pessoas próximas, naquilo que se entende por beleza, tornando-se um chamariz.
