wayground logo

Free Printable Worksheets

NEW

Font size

S
M
L
XL
Worksheets

AVALIAÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA 2º TRI AV1

Total questions: 18

Worksheet time: 2hrs 1mins

Name
Class
Date
1.

(SAEPE). Leia os textos abaixo.

Dom Casmurro

Uma noite dessas, vindo da cidade para o

Engenho Novo, encontrei no trem da Central um rapaz

aqui do bairro, que eu conhecia de vista e de chapéu.

Cumprimentou-me, sentou-se ao pé de mim, falou da

lua e dos ministros, e acabou recitando-me versos. A

viagem era curta, e os versos pode ser que não fossem

inteiramente maus. Sucedeu, porém, que, como eu

estava cansado, fechei os olhos três ou quatro vezes;

tanto bastou para que ele interrompesse a leitura e

metesse os versos no bolso.

[...] No dia seguinte, entrou a dizer de mim

nomes feios, e acabou alcunhando-me Dom Casmurro.

Os vizinhos, que não gostam dos meus hábitos

reclusos e calados, deram curso à alcunha, que afinal

pegou.

[...] Não consultes dicionários. Casmurro não

está aqui no sentido que eles lhe dão, mas no que lhe

pôs o vulgo de homem calado e metido consigo. Dom

veio por ironia, para atribuir-me fumos de fidalgo.

Tudo por estar cochilando! Também não achei melhor

título para a minha narração; se não tiver outro daqui

até ao final do livro, vai este mesmo.

ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. 26. ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 13.

Fragmento.

No trecho “... que afinal pegou.”, o pronome

destacado refere-se à palavra

a)

alcunha

b)

livro

c)

rapaz

d)

trem

e)

viagem

2.

(SAEGO). Leia o texto abaixo.

Dr. Google e seus bilhões de pacientes

D15 – Estabelecer relações lógico-discursívos presentes no texto marcadas

por conjuntos, advérbios, etc.

2

Regina Elizabeth Bisaglia, em mais uma consulta

de rotina, indicava ao paciente a melhor maneira de

cuidar da pressão. Ao mesmo tempo, observava a

expressão introspectiva do homem a sua frente. A

cardiologista não entendia ao certo a desconfiança em

seu olhar, mas começava a presumir o motivo. Logo,

entenderia o porquê.

Depois de uma explicação um pouco mais

técnica, o senhor abriu um sorriso e o olhar tornou-se

mais afável. A médica acabara de falar o que o

paciente queria ouvir e, por isso, passava a ser

merecedora de sua confiança.

“Entendi. O senhor andou consultando o doutor

Google, certo?”, disse, de modo espirituoso, Bisaglia.

A médica atesta: muitas vezes os pacientes

chegam ao consultório com o diagnóstico já pronto e

buscam apenas uma confirmação. Ou mais: vão ao

médico dispostos a testar e aprovar (ou não) o

especialista.

“Não adianta os médicos reclamarem. Os

pacientes vão à internet pesquisar e isso é um

caminho sem volta. Informação errada existe em

todos os meios, mas eu diria que muitas vezes é

interessante que a pessoa procure se informar

melhor”, diz a cardiologista, com mais de 30 anos de

profissão.

“Há momentos em que o paciente não confia no

que o médico diz ou se faz de desentendido. Nessas

horas, é muito importante que ele perceba que

existem mais pessoas falando a mesma coisa e

passando pelo mesmo problema e que, portanto, é

fundamental se cuidar. Nada melhor do que a

conversa na rede para isso”, completa a médica.

CAMELO, Thiago. Disponível em:

<http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/02/dr.-google-e-seus-sete-

bilhoes-de-pacientes>.Acesso em: 16 fev. 2011.

No trecho “... portanto, é fundamental se cuidar.”

(último parágrafo), a conjunção destacada introduz

uma informação

a)

comparativa

b)

conclusiva

c)

condicional

d)

conformativa

e)

contraditória

3.

(PAEBES). Leia o texto abaixo.

Massa boa é massa fresca

Os pais de um italianinho eram donos de uma

trattoria no interior da Itália. Isso há décadas e

décadas. Comida simples, tradicional, lugar pequeno,

pratos deliciosos. Certa vez, enquanto o menino

brincava no balcão e seu pai assumia as caçarolas, um

turista que degustava a massa viu um ratinho passar

no salão. “O que é isso?”, exclamou o cliente. Sem

reação e também surpreso, o italiano improvisou:

“Essa é Suzi. Mora aqui com a gente”.

PORTUGAL, Rayane. Revista do Correio. Correio Braziliense. 18 jul. 2010. p.

28

No trecho “... que degustava a massa...”, a palavra

destacada refere-se a

a)

menino

b)

pai

c)

turista

d)

ratinho

e)

italiano

4.

Leia o texto a seguir e, responda.

Corrente

Após meses de sofrimento e solidão chega o

correio: esta corrente veio da Venezuela escrita por

Salomão Fuais para correr mundo faça vinte e quatro

cópias e mande a amigos em lugares distantes: antes

de nove dias terá surpresa, graças a Santo Antônio.

Tem vinte e quatro cópias, mas não tem amigos

distantes, José Edouard, Exército venezuelano,

esqueceu de distribuir cópias, perdeu o emprego.

Lupin Gobery incendiou cópia, casa pegou fogo,

metade da família morreu.

Mandar então a amigos em lugares próximos.

Também não tem amigos em lugares próximos.

Fecha a casa.

Deitado na cama, espera surpresa.

(Rubem Fonseca, org. Boris Schhnaiderman. Contos reunidos, São

Paulo, Cia das Letras, 1994, p.324)

Uma única palavra permite saber que a personagem

principal é

a)

uma mulher

b)

um homem

c)

uma criança

d)

um jovem

5.

Leia o texto abaixo.

JOVENS, NÃO BANDIDOS

Ontem na Globo, sobre o episódio no Rio:

— Grupo espancou e roubou empregada. Os

jovens são de classe média alta ... Jovens moradores

de condomínios de luxo da Barra ... Os jovens são o

centro dessa questão perturbadora ... Agressores.

Dias antes na Globo, sobre um episódio em São

Paulo:

— Quadrilha aterrorizou moradores do

Morumbi. Assalto a casa de luxo ... Vários bandidos ...

Ladrões.

Para um lado, um “grupo” de “jovens”. Para

outro, uma “quadrilha” de “bandidos”. Pergunta de

Xico Vargas, ontem no site Nomínimo:

— Será que temos feito tudo errado e não são a

cor, a casa e a carteira que forjam a bandidagem?

(Nota publicada por Nelson Sá, na coluna Toda Mídia na Folha de S.Paulo

em 26/06/2007, p.A14)

O texto mostra que não há neutralidade no uso das

palavras, porque

a)

as designações diferentes foram utilizadas para

nomear acontecimentos parecidos.

b)

os sinônimos diferentes marcam a riqueza

vocabular da língua portuguesa.

c)

os significados veiculados são compreendidos

pelos usuários.

d)

as nomeações apresentadas trazem uma

descrição verdadeira.

6.

Leia o texto a seguir e responda.

O Quiromante

Há muitos anos atrás, havia um rapaz cigano

que, nas horas vagas, ficava lendo as linhas das mãos

das pessoas.

O pai dele, que era muito austero no que dizia

respeito à tradição cigana de somente as mulheres

lerem as mãos, dizia sempre para ele não fazer isso,

que não era ofício de homem, que fosse fazer tachos,

tocar música, comerciar cavalos.

E o jovem cigano teimava em ser quiromante.

Até que um dia ele foi ler a sorte de uma pessoa e,

quando ela se virou de frente, ele viu, assustado, que

ela não tinha mãos.

A partir daí, abandonou a quiromancia.

PEREIRA, Cristina da Costa. Lendas e histórias

ciganas. Rio de Janeiro: Imago, 1991.

O trecho “A partir daí, abandonou a quiromancia”

(último parágrafo) apresenta, com relação ao que foi

dito no parágrafo anterior, o sentido de

a)

comparação

b)

condição

c)

consequência

d)

finalidade

e)

oposição

7.

(SAEPE). Leia o texto a seguir.

E a viagem continua...

Depois de rezarmos e cantarmos muito,

voltávamos todos para casa e logo chegavam

convidados para o almoço, que sempre era especial.

Comidas italianas que vovó, a nona, fazia.

E todos os adultos matavam saudade da Itália.

Ela tinha vindo de lá, de navio, no começo do século,

quando meu pai tinha três anos. Mamãe chegou um

pouco mais tarde, com seus pais.

Depois de moços, conheceram-se no Brasil e se

casaram.

Durante o almoço, falavam em italiano e

tomavam vinho. Era engraçado! Como na missa, não

entendíamos nada...

ZABOTO, L. H. Vovó já foi criança. Brasília: Casa Editora, 1996.

Qual é o trecho que apresenta uma opinião?

a)

“Depois de [...] cantarmos muito,...”.

b)

“... voltávamos todos para casa...”.

c)

“... logo chegavam convidados...”.

d)

“... o almoço, que sempre era especial.”.

e)

“Mamãe chegou um pouco mais tarde,...”.

8.

SEDUC-GO). Leia o texto abaixo e responda.

A melhor amiga do homem

Diogo Schelp

Devemos muito à vaca. Mas há quem a veja

como inimiga. A vaca, aqui referida como a parte pelo

todo bovino, é acusada de contribuir para a

degradação do ambiente e para o aquecimento global.

Cientistas atribuem ao 1,4 bilhão de cabeças de gado

existentes no mundo quase metade das emissões de

metano, um dos gases causadores do efeito estufa.

Acusam-se as chifrudas de beber água demais e

ocupar um espaço precioso para a agricultura.

O truísmo inconveniente é que homem e vaca

são unha e carne. [...] Imaginar o mundo sem vacas é

como desejar um planeta livre dos homens – uma

ideia, aliás, vista com simpatia por ambientalistas

menos esperançosos quanto à nossa espécie. “Alterar

radicalmente o papel dos bovinos no nosso cotidiano,

subtraindo-lhes a importância econômica, pode levá-

los à extinção e colocar em jogo um recurso que está

na base da construção da humanidade e, por que não,

de seu futuro”, diz o veterinário José Fernando Garcia,

da Universidade Estadual Paulista em Araçatuba. [...]

A vaca tem um papel econômico crucial até

onde é considerada animal sagrado. Na Índia, metade

da energia doméstica vem da queima de esterco. O

líder indiano Mahatma Gandhi (1869-1948), que,

como todo hindu, não comia carne bovina, escreveu:

“A mãe vaca, depois de morta, é tão útil quanto viva”.

Nos Estados Unidos, as bases da superpotência foram

estabelecidas quando a conquista do Oeste foi dada

por encerrada,em 1890, fazendo surgir nas Grandes

Planícies americanas o maior rebanho bovino do

mundo de então. “Esse estoque permitiu que a carne

se tornasse, no século seguinte, uma fonte de proteína

para as massas, principalmente na forma de

hambúrguer”, escreveu Florian Werner. [...] Comer um

bom bife é uma aspiração natural e cultural. Ou seja,

nem que a vaca tussa a humanidade deixará de ser

onívora.

Revista Veja. p. 90-91, 17 jun. 2009. Fragmento.

De acordo com o autor desse texto,

a)

a agricultura é mais preciosa do que a pecuária.

b)

a dependência entre o homem e a vaca é real.

c)

a importância econômica da vaca é unanimidade.

d)

o ser humano gosta de comer um bom bife.

e)

os EUA hoje possuem o maior rebanho bovino.

9.

O cartum é um gênero que se caracteriza por

a)

combinar linguagem verbal e não verbal para transmitir uma crítica ou reflexão de forma atemporal e acessível.

b)

narrar histórias fictícias por meio de imagens e diálogos extensos.

c)

 ser um gênero da esfera jornalística que utiliza apenas a linguagem verbal.

d)

tratar exclusivamente de temas políticos e fazer uso apenas da linguagem formal.

e)

utilizar somente a linguagem não verbal para transmitir sua mensagem.

10.

 O cartum, como forma de expressão artística e crítica social, tem sido utilizado ao longo da história para questionar e provocar reflexões sobre diversos aspectos da sociedade. Dentre suas características, destaca-se a combinação de humor e crítica, a simplificação de temas complexos e a utilização de ironia. Considerando essas características, é correto afirmar que a principal função do cartum é


a)

entreter o público, sem se preocupar com a temática abordada, focando apenas em uma estética visual agradável.

b)

 apresentar de forma superficial problemas sociais, sem a intenção de gerar reflexões profundas ou mudanças de comportamento.

c)

utilizar humor e ironia para questionar normas sociais, políticas e comportamentais, promovendo uma reflexão crítica sobre a realidade.

d)

garantir a disseminação de mensagens culturais e educativas, sem a utilização de metáforas ou imagens simbólicas.

e)

criar histórias fictícias e surreais, visando unicamente o entretenimento, sem preocupações com o contexto social ou político.

11.

No texto "Em Busca do Primeiro Emprego", o autor apresenta uma visão sobre o desinteresse dos jovens em relação ao estudo e ao trabalho, enquanto Richard compartilha sua experiência e opinião sobre a busca pelo primeiro emprego. Compare os seguintes trechos do texto:

Trecho 1: "Um fato concreto é o desinteresse dos jovens de hoje. Muitos detestam estudar e quem dirá sugerir a eles trabalhar.” (Cristiane Luz)

Trecho 2: “Para ele, a ideia inicial e convencional foi enviar currículos para diversas empresas e visitar vários sites de oportunidades [...]. Ele nunca perdeu a esperança, engajando-se com mais determinação na procura e acabando por adquirir até certa experiência. Para ele, quanto mais entrevistas fizer, mais estará se aperfeiçoando para a próxima.” (Richard) 

1. Com base nessa comparação, qual alternativa melhor expressa a diferença entre essas duas visões?


a)

O autor do primeiro trecho acredita que todos os jovens são desinteressados, enquanto Richard demonstra motivação e persistência na busca pelo primeiro emprego.

b)

Ambos concordam que os jovens de hoje são preguiçosos e não querem trabalhar, apenas estudar.

c)

Richard confirma a opinião do autor ao afirmar que conseguiu seu emprego sem dificuldades e sem precisar se esforçar.

d)

O autor do texto defende que todos os jovens querem começar a trabalhar cedo, enquanto Richard discorda e acredita que estudar é mais importante.

e)

Não há diferença de opinião entre o autor do texto e Richard, pois ambos acreditam que o primeiro emprego é sempre fácil de conseguir.

12.

Qual é a terra de quem vive na rua?

O mero retorno para a cidade em que o indivíduo nasceu não é garantia de devolução da dignidade

Por Editorial O TEMPO

Publicado em 24 de fevereiro de 2025

          

        Foi apresentado na Câmara a Municipal de BH, na última sexta-feira, um projeto de lei que pretende devolver moradores de rua da capital para suas cidades de origem. A ideia do autor da proposta, Vile (PL), é restabelecer os vínculos familiares e comunitários dessa população.

          O fortalecimento dos vínculos familiares, de fato, é um princípio das políticas sociais, sempre levando em conta a individualidade de cada caso. Ao mesmo tempo, deve ser respeitada a autonomia da pessoa.

          O projeto, intitulado “De Volta para Minha Terra”, então, deve levar em conta com qual terra o indivíduo se identifica e tem sentimento de pertencimento.

          Das 5.344 pessoas em situação de rua em Belo Horizonte, 58,5% não são da capital: 34,5% vieram de cidades do interior de Minas Gerais, 23,2% de outros Estados e 0,8% de outros países. Os dados são do Censo Pop Rua da UFMG. Além das diferentes origens territoriais, essa população é diversa sob diversos aspectos, como raça e gênero.

          O mero retorno para a cidade em que o indivíduo nasceu não é garantia de devolução da dignidade nem soluciona os diversos fatores que levam ao aumento da população de rua na cidade. Depois dos problemas familiares (38,7%), seguem como
motivação o uso de álcool ou drogas (23,1%), o desemprego (18,9%) a renda insuficiente (12,1%) e outras causas.

          O autor do projeto alega que não tem a intenção de “forçar” as pessoas a sair de Belo Horizonte e nega que haja inconstitucionalidade em sua proposta. Levantamento da reportagem de O TEMPO, porém, aponta que, dos 35 projetos apresentados pelo vereador, 18 tem trechos que contrariam a Constituição Federal. 

          Além das boas intenções, as políticas públicas devem ser guiadas pelos princípios constitucionais. O Parlamento serve exatamente para que propostas como essa sejam analisadas tecnicamente e debatidas em conjunto com a população. Na 




administração pública, os fins e os meios devem estar alinhados com a dignidade
humana.

Disponível em:https://www.otempo.com.br/opiniao/editorial/2025/2/24/qual-e-a-terra-de-quem-vive-na-rua. Acesso em: 14 mar. 2025

1. Qual é a tese defendida pelo autor do texto?

a)

A proposta de devolver moradores de rua para suas cidades de origem resolverá todos os problemas enfrentados por essa população.

b)

O fortalecimento dos vínculos familiares é suficiente para resolver a situação de moradores de rua.

c)

A ideia de devolver moradores de rua para suas cidades de origem deve respeitar a individualidade e a autonomia de cada pessoa, levando em conta com qual terra o indivíduo se identifica.

d)

A população de rua de Belo Horizonte deve ser exclusivamente de Belo Horizonte, sem permitir a entrada de pessoas de outros estados ou países.

e)

O uso de álcool e drogas é o principal fator que leva as pessoas à situação de rua e precisa ser combatido antes de qualquer outra intervenção.

13.

Qual é a terra de quem vive na rua?

O mero retorno para a cidade em que o indivíduo nasceu não é garantia de devolução da dignidade

Por Editorial O TEMPO

Publicado em 24 de fevereiro de 2025

          

        Foi apresentado na Câmara a Municipal de BH, na última sexta-feira, um projeto de lei que pretende devolver moradores de rua da capital para suas cidades de origem. A ideia do autor da proposta, Vile (PL), é restabelecer os vínculos familiares e comunitários dessa população.

          O fortalecimento dos vínculos familiares, de fato, é um princípio das políticas sociais, sempre levando em conta a individualidade de cada caso. Ao mesmo tempo, deve ser respeitada a autonomia da pessoa.

          O projeto, intitulado “De Volta para Minha Terra”, então, deve levar em conta com qual terra o indivíduo se identifica e tem sentimento de pertencimento.

          Das 5.344 pessoas em situação de rua em Belo Horizonte, 58,5% não são da capital: 34,5% vieram de cidades do interior de Minas Gerais, 23,2% de outros Estados e 0,8% de outros países. Os dados são do Censo Pop Rua da UFMG. Além das diferentes origens territoriais, essa população é diversa sob diversos aspectos, como raça e gênero.

          O mero retorno para a cidade em que o indivíduo nasceu não é garantia de devolução da dignidade nem soluciona os diversos fatores que levam ao aumento da população de rua na cidade. Depois dos problemas familiares (38,7%), seguem como
motivação o uso de álcool ou drogas (23,1%), o desemprego (18,9%) a renda insuficiente (12,1%) e outras causas.

          O autor do projeto alega que não tem a intenção de “forçar” as pessoas a sair de Belo Horizonte e nega que haja inconstitucionalidade em sua proposta. Levantamento da reportagem de O TEMPO, porém, aponta que, dos 35 projetos apresentados pelo vereador, 18 tem trechos que contrariam a Constituição Federal. 

          Além das boas intenções, as políticas públicas devem ser guiadas pelos princípios constitucionais. O Parlamento serve exatamente para que propostas como essa sejam analisadas tecnicamente e debatidas em conjunto com a população. Na 




administração pública, os fins e os meios devem estar alinhados com a dignidade
humana.

Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/editorial/2025/2/24/qual-e-a-terra-de-quem-vive-na-rua. Acesso em: 14 mar. 2025.


2. No texto, o autor argumenta que o projeto de lei "De Volta para Minha Terra" não é suficiente para solucionar o problema da população de rua por que:

a)

o projeto propõe um retorno compulsório e não leva em conta a autonomia e a individualidade de cada pessoa.

b)

o projeto não prevê nenhum tipo de suporte financeiro para as pessoas que retornam às suas cidades de origem.

c)

o projeto de lei resolve completamente as questões do uso de álcool e drogas entre os moradores de rua.

d)

o projeto visa aumentar o número de pessoas na rua em Belo Horizonte.

e)

o projeto é inconstitucional e não pode ser aprovado na Câmara Municipal.

14.

Recomposição do poder de compra

Essa exclusão de cidadãos e de cidadãs, que sofrem restrição para obter os itens necessários para sua sobrevivência e bem-estar, é algo que deve receber a atenção do poder público e da iniciativa privada.

Correio do Povo - 05/03/2025

          O Brasil tem hoje um total de mais de 73 milhões de pessoas endividadas. Isso representa cerca de 21 vezes a população do vizinho Uruguai. No país, por suas dimensões continentais, as coisas costumam ocorrer em larga escala. Esse montante de excluídos das relações de consumo representa uma perda para a economia, pois eles deixam de consumir e de demandar o incremento do ciclo produtivo, prejudicando a indústria e o varejo, que ficam sem realizar negócios por conta da inação desse segmento sem um efetivo poder de compra. Isso é ruim para todos, pois são menos bens e serviços colocados à disposição para serem consumidos.

          Essa exclusão de cidadãos e de cidadãs, que sofrem restrição para obter os itens necessários para sua sobrevivência e bem-estar, é algo que deve receber a atenção do poder público e da iniciativa privada, uma vez que a reabilitação do “nome sujo” é algo que interessa a todos. Para tanto, é fundamental que haja campanhas de esclarecimento sobre a necessidade de uma boa educação financeira, bem como programas e projetos de assistência para inadimplentes, inclusive com uma boa assessoria para que eles possam agir na recuperação da própria capacidade de controlar seus gastos de forma racional e equilibrada. Nesse sentido, há diversas opções de apoio, algumas governamentais, como iniciativas locais das prefeituras, palestras e atividades do Sesc e do Senac, suporte fornecido por cooperativas de crédito, programas desenvolvidos pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), entre outros. É do interesse da coletividade que os endividados possam retomar sua possibilidade aquisitiva. É bom lembrar que quanto antes forem absorvidos esses conteúdos, tanto melhor para quem os domina. É por isso que tais noções devem fazer parte do currículo escolar desde a mais tenra idade.

          Ter um bom conceito na praça, como se dizia antigamente, é um fator de autonomia para o indivíduo. Por certo, todos querem poder comprar e vender sem percalços e isso é algo que precisa ser alvo das medidas certas para se atingir tal objetivo.

Disponível em: https://www.correiodopovo.com.br/opiniao/editorial/recomposi%C3%A7%C3%A3o-do-poder-de-compra-1.1585364. Acesso em: 14 mar. 2025.


1. No trecho “Para tanto, é fundamental que haja campanhas de esclarecimento sobre a necessidade de uma boa educação financeira, bem como programas e projetos de assistência para inadimplentes...”, a conjunção bem como estabelece relação de


a)

adição

b)

alternância

c)

explicação

d)

oposição

e)

conclusãoo

15.

Recomposição do poder de compra

Essa exclusão de cidadãos e de cidadãs, que sofrem restrição para obter os itens necessários para sua sobrevivência e bem-estar, é algo que deve receber a atenção do poder público e da iniciativa privada.

Correio do Povo - 05/03/2025

          O Brasil tem hoje um total de mais de 73 milhões de pessoas endividadas. Isso representa cerca de 21 vezes a população do vizinho Uruguai. No país, por suas dimensões continentais, as coisas costumam ocorrer em larga escala. Esse montante de excluídos das relações de consumo representa uma perda para a economia, pois eles deixam de consumir e de demandar o incremento do ciclo produtivo, prejudicando a indústria e o varejo, que ficam sem realizar negócios por conta da inação desse segmento sem um efetivo poder de compra. Isso é ruim para todos, pois são menos bens e serviços colocados à disposição para serem consumidos.

          Essa exclusão de cidadãos e de cidadãs, que sofrem restrição para obter os itens necessários para sua sobrevivência e bem-estar, é algo que deve receber a atenção do poder público e da iniciativa privada, uma vez que a reabilitação do “nome sujo” é algo que interessa a todos. Para tanto, é fundamental que haja campanhas de esclarecimento sobre a necessidade de uma boa educação financeira, bem como programas e projetos de assistência para inadimplentes, inclusive com uma boa assessoria para que eles possam agir na recuperação da própria capacidade de controlar seus gastos de forma racional e equilibrada. Nesse sentido, há diversas opções de apoio, algumas governamentais, como iniciativas locais das prefeituras, palestras e atividades do Sesc e do Senac, suporte fornecido por cooperativas de crédito, programas desenvolvidos pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), entre outros. É do interesse da coletividade que os endividados possam retomar sua possibilidade aquisitiva. É bom lembrar que quanto antes forem absorvidos esses conteúdos, tanto melhor para quem os domina. É por isso que tais noções devem fazer parte do currículo escolar desde a mais tenra idade.

          Ter um bom conceito na praça, como se dizia antigamente, é um fator de autonomia para o indivíduo. Por certo, todos querem poder comprar e vender sem percalços e isso é algo que precisa ser alvo das medidas certas para se atingir tal objetivo.

Disponível em: https://www.correiodopovo.com.br/opiniao/editorial/recomposi%C3%A7%C3%A3o-do-poder-de-compra-1.1585364. Acesso em: 14 mar. 2025.


No trecho “Isso representa cerca de 21 vezes a população do vizinho Uruguai. No país, por suas dimensões continentais, as coisas costumam ocorrer em larga escala.”, a conjunção pois estabelece uma relação de

a)

adição

b)

alternância

c)

explicação

d)

oposição

e)

conclusão

16.

Agricultura digital: conheça os avanços e os desafios no Brasil

Agricultura digital é uma tendência mundial para elevar a produtividade da fabricação de alimentos

          A agricultura digital é um caminho sem volta e uma tendência mundial para aumentar a produtividade e a eficiência agrícola. As tecnologias ajudam agricultores a tomar decisões informadas sobre quando plantar, quando colher e como cuidar das lavouras.

   Qualquer produtor pode adotar a agricultura digital na lavoura, independentemente do tamanho da plantação. Em 2020, 84% dos produtores agrícolas brasileiros já adotavam algum tipo de técnica digital na plantação, segundo um estudo realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

          As soluções incluem aplicativos para smartphone e sensores inteligentes instalados no campo. Além disso, a parceria entre startups do agronegócio (agtechs), instituições de pesquisa e universidades tem sido fundamental para a evolução das tecnologias e a disseminação do conhecimento.

          Dispositivos móveis, como smartphones e tablets, ajudam a implementar soluções digitais na produção agrícola. A agricultura digital, ou agricultura 4.0, é uma abordagem tecnológica aplicada na produção agrícola para melhorar a eficiência, a rentabilidade e a sustentabilidade do setor por meio de coleta, análise e uso de dados em tempo real, com a ajuda de softwares na cadeia produtiva desde o plantio até a comercialização da safra.

          Isso inclui o uso de tecnologias de informação como sensores, drones, sistemas de informação geográfica (SIG), inteligência artificial e robótica para monitorar e gerenciar as operações agrícolas, da preparação do solo à colheita, e de distribuição dos produtos.

          Além disso, a agricultura digital permite aos agricultores monitorar de perto a qualidade e a quantidade de produção, reduzir desperdícios e usar os recursos de forma mais eficiente, o que ajuda a maximizar a rentabilidade e garantir a sustentabilidade.

          Tecnologias digitais e pesquisa científica contribuem para o monitoramento e a elevação da produtividade no campo. As tecnologias foram aliadas fundamentais para que o Brasil deixasse de ser importador e se tornasse o maior produtor mundial de alimentos. Já é possível ver fazendas inteligentes nacionais, com inteligência artificial coletando e processando dados para gerenciar todos os processos em busca da melhoria da produção agrícola.

          O GPS agrícola é uma inovação disponível desde os anos 1990 que ajuda a otimizar o trabalho no campo, evitando retrabalho e aumentando a economia. O sensoriamento remoto, por drones ou imagens de satélite, permite análise geográfica sem a presença humana.

          Além de coletar dados climáticos e de solo, as ferramentas tecnológicas são utilizadas para prever a produção de culturas com base em dados climáticos e históricos, bem como aplicar fertilizantes, defensivos agrícolas e água de maneira mais precisa.

          Mesmo com os avanços tecnológicos, a agricultura digital ainda tem muitos desafios no Brasil. Uma das maiores barreiras é a falta de infraestrutura no campo, já que as áreas rurais enfrentam acesso limitado a internet e energia.

          Para ser eficaz, a agricultura digital precisa ser padronizada e interoperável em diferentes sistemas e tecnologias, em especial nos sistemas de produção agrícola existentes, mas muitos produtores ainda têm dificuldade de compreender e operar tecnologias avançadas.

          A implantação da agricultura digital exige investimentos, o que pode ser um obstáculo principalmente para pequenos agricultores, que não dispõem de acesso amplo a financiamento, isenções e outras formas de estímulo financeiro.


Disponível em: https://agro.estadao.com.br/summit-agro/agricultura-digital-conheca-os-avancos-e-os-desafios-no-brasil. Acesso em: 15 abr. 2025.

1. No trecho: "As tecnologias ajudam agricultores a tomar decisões informadas sobre quando plantar, quando colher e como cuidar das lavouras.", o termo "As tecnologias" retoma:


a)

a agricultura digital.

b)

os agricultores.

c)

as decisões informadas.

d)

 a produtividade.

e)

 as lavouras

17.

Agricultura digital: conheça os avanços e os desafios no Brasil

Agricultura digital é uma tendência mundial para elevar a produtividade da fabricação de alimentos

          A agricultura digital é um caminho sem volta e uma tendência mundial para aumentar a produtividade e a eficiência agrícola. As tecnologias ajudam agricultores a tomar decisões informadas sobre quando plantar, quando colher e como cuidar das lavouras.

   Qualquer produtor pode adotar a agricultura digital na lavoura, independentemente do tamanho da plantação. Em 2020, 84% dos produtores agrícolas brasileiros já adotavam algum tipo de técnica digital na plantação, segundo um estudo realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

          As soluções incluem aplicativos para smartphone e sensores inteligentes instalados no campo. Além disso, a parceria entre startups do agronegócio (agtechs), instituições de pesquisa e universidades tem sido fundamental para a evolução das tecnologias e a disseminação do conhecimento.

          Dispositivos móveis, como smartphones e tablets, ajudam a implementar soluções digitais na produção agrícola. A agricultura digital, ou agricultura 4.0, é uma abordagem tecnológica aplicada na produção agrícola para melhorar a eficiência, a rentabilidade e a sustentabilidade do setor por meio de coleta, análise e uso de dados em tempo real, com a ajuda de softwares na cadeia produtiva desde o plantio até a comercialização da safra.

          Isso inclui o uso de tecnologias de informação como sensores, drones, sistemas de informação geográfica (SIG), inteligência artificial e robótica para monitorar e gerenciar as operações agrícolas, da preparação do solo à colheita, e de distribuição dos produtos.

          Além disso, a agricultura digital permite aos agricultores monitorar de perto a qualidade e a quantidade de produção, reduzir desperdícios e usar os recursos de 


forma mais eficiente, o que ajuda a maximizar a rentabilidade e garantir a sustentabilidade.

          Tecnologias digitais e pesquisa científica contribuem para o monitoramento e a elevação da produtividade no campo. As tecnologias foram aliadas fundamentais para que o Brasil deixasse de ser importador e se tornasse o maior produtor mundial de alimentos. Já é possível ver fazendas inteligentes nacionais, com inteligência artificial coletando e processando dados para gerenciar todos os processos em busca da melhoria da produção agrícola.

          O GPS agrícola é uma inovação disponível desde os anos 1990 que ajuda a otimizar o trabalho no campo, evitando retrabalho e aumentando a economia. O sensoriamento remoto, por drones ou imagens de satélite, permite análise geográfica sem a presença humana.

          Além de coletar dados climáticos e de solo, as ferramentas tecnológicas são utilizadas para prever a produção de culturas com base em dados climáticos e históricos, bem como aplicar fertilizantes, defensivos agrícolas e água de maneira mais precisa.

          Mesmo com os avanços tecnológicos, a agricultura digital ainda tem muitos desafios no Brasil. Uma das maiores barreiras é a falta de infraestrutura no campo, já que as áreas rurais enfrentam acesso limitado a internet e energia.

          Para ser eficaz, a agricultura digital precisa ser padronizada e interoperável em diferentes sistemas e tecnologias, em especial nos sistemas de produção agrícola existentes, mas muitos produtores ainda têm dificuldade de compreender e operar tecnologias avançadas.

          A implantação da agricultura digital exige investimentos, o que pode ser um obstáculo principalmente para pequenos agricultores, que não dispõem de acesso amplo a financiamento, isenções e outras formas de estímulo financeiro.


Disponível em: https://agro.estadao.com.br/summit-agro/agricultura-digital-conheca-os-avancos-e-os-desafios-no-brasil. Acesso em: 15 abr. 2025.


 Qual é a tese principal do texto "Agricultura digital: conheça os avanços e os desafios no Brasil"?

a)

A agricultura tradicional é mais eficiente que a digital.

b)

 A agricultura digital é uma tendência mundial para aumentar a produtividade e eficiência agrícola.

c)

Os agricultores devem evitar o uso de tecnologias avançadas.

d)

A produção agrícola não necessita de inovações tecnológicas.

e)

A agricultura digital é exclusiva para grandes produtores.

18.

Qual dos argumentos abaixo sustenta a tese de que a agricultura digital aumenta a produtividade e eficiência agrícola?

a)

A agricultura digital é uma prática comum apenas em grandes propriedades.

b)

O uso de tecnologias permite decisões informadas sobre plantio e colheita.

c)

A agricultura digital não é acessível a pequenos produtores.

d)

A adoção de tecnologias reduz a qualidade dos produtos agrícolas.

e)

A agricultura digital é uma tendência passageira.