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3ª série A revisão do bimestre

Total questions: 15

Worksheet time: 22mins

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1.

Conforme já estudado, as disposições do ECA se referem à proteção de crianças e adolescentes brasileiros. A respeito do título do Capítulo II desse estatuto, é correto afirmar que...

a)

a) especifica como deve ser garantido o direito à educação formal integral.

b)

b) estabelece detalhes acerca do direito à liberdade, ao respeito e à dignidade.

c)

c) comenta a possibilidade de escolha do grupo familiar de convivência.

d)

d) aborda o direito à convivência familiar com ambos os genitores.

2.

Um estatuto é um regulamento ou código com significado e valor de lei. No Brasil, há quatro estatutos, sendo os mais conhecidos o da Criança e do Adolescente (ECA) e o do Idoso.

Este estatuto, assim como os demais, tem como função


a)

a) proteger e promover os direitos dos cidadãos.

b)

b) dar privilégios a um determinado grupo de pessoas.

c)

c) informar as necessidades sociais de uma população.

d)

d) dar privilégios a um determinado grupo de pessoas.

3.

Esse trecho enumera para o leitor quais foram as influências às quais Guilherme atribuiu sua vitória. A conjunção "e" utilizada nessa enumeração expressa sentido de...

a)

a) conclusão.

b)

b) oposição.

c)

c) alternativa.

d)

d) adição.

4.

Qual comportamento coletivo é criticado no trecho da letra da canção lançada em 1979?

Vocês que fazem parte dessa massa Que passa nos projetos do futuro É duro tanto ter que caminhar E dar muito mais do que receber E, ô, ô, vida de gado Povo marcado E, povo feliz!

a)

a) Militância política. .

b)

b) Passividade social.

c)

c) Altruísmo religioso.

d)

d) Autocontrole moral.

5.

Fim de semana no parque Olha o meu povo nas favelas e vai perceber Daqui eu vejo uma caranga do ano Toda equipada e o tiozinho guiando Com seus filhos ao lado estão indo ao parque Eufóricos brinquedos eletrônicos Automaticamente eu imagino A molecada lá da área como é que tá Provavelmente correndo pra lá e pra cá 26 Jogando bola descalços nas ruas de terra É, brincam do jeito que dá [...] Olha só aquele clube, que da hora Olha aquela quadra, olha aquele campo, olha Olha quanta gente Tem sorveteria, cinema, piscina quente [...] Aqui não vejo nenhum clube poliesportivo Pra molecada frequentar nenhum incentivo O investimento no lazer é muito escasso O centro comunitário é um fracasso

A letra da canção apresenta uma realidade social quanto à distribuição distinta dos espaços de lazer que:

a)

a) retrata a ausência de opções de lazer para a população de baixa renda, por falta de espaço adequado.

b)

b) ressalta a irrelevância das opções de lazer para diferentes classes sociais, que o acessam à sua maneira.

c)

c) expressa o desinteresse das classes sociais menos favorecidas economicamente pelas atividades de lazer

d)

d) implica condições desiguais de acesso ao lazer, pela falta de infraestrutura e investimentos em equipamentos.

6.

Urgência emocional Se tudo é para ontem, se a vida engata uma primeira e sai em disparada, se não há mais tempo para paradas estratégicas, caímos fatalmente no vício de querer que os amores sejam igualmente resolvidos num átimo de segundo. Temos pressa para ouvir “eu te amo”. Não vemos a hora de que fiquem estabelecidas as regras de convívio: somos namorados, ficantes, casados, amantes? Urgência emocional. Uma cilada. Associamos diversas palavras ao AMOR: paixão, romance, sexo, adrenalina, palpitação. Esquecemos, no entanto, da palavra que viabiliza esse sentimento: “paciência”. Amor sem paciência não vinga. Amor não pode ser mastigado e engolido com emergência, com fome desesperada. É uma refeição que pode durar uma vida.

Nesse texto de opinião, as marcas linguísticas revelam uma situação distensa e de pouca formalidade, o que se evidencia pelo(a):

a)

a) emprego de metáforas, como em: “a vida engata uma primeira e sai em disparada”

b)

b) construção de uma atmosfera de urgência, em palavras como: “pressa”.

c)

c) repetição de uma determinada estrutura sintática, como em: “Se tudo é para ontem”.

d)

d) ênfase no emprego da hipérbole, como em: “uma refeição que pode durar uma vida”.

7.

17 de julho. Domingo. Um dia maravilhoso. O céu azul sem nuvem. O Sol está tépido. Deixei o leito as 6,30. Fui buscar agua. Fiz café. Tendo só um pedaço de pão e 3 cruzeiros. Dei um pedaço a cada um, puis feijão no fogo que ganhei ontem do Centro Espirita da Rua Vergueiro 103. Fui lavar minhas roupas. Quando retornei do rio o feijão estava cosido. Os filhos pediram pão. Dei os 3 cruzeiros ao João José para ir comprar pão. Hoje é a Nair Mathias quem começou impricar com os meus filhos. A Silvia e o esposo já iniciaram o espetáculo ao ar livre. Ele está lhe espancando. E eu estou revoltada com o que as crianças presenciam. Ouvem palavras de baixo calão. Oh! Se eu pudesse mudar daqui para um núcleo mais decente.

De acordo com o que se sabe sobre os marcadores da oralidade, são exemplos da cultura da oralidade transpostos para o texto escrito os termos:

a)

a) “Espirita” e “cosido”.

b)

b) “maravilhoso” e “agua”.

c)

c) “puis” e “impricar”.

d)

d) “Silvia” e “lhe”.

8.

Já na segurança da calçada, e passando por um trecho em obras que atravanca nossos passos, lanço à queima-roupa: — Você conhece alguma cidade mais feia do que São Paulo? — Agora você me pegou, retruca, rindo. Hã, deixa eu ver… Lembro-me de La Paz, a capital da Bolívia, que me pareceu bem feia. Dizem que Bogotá é muito feiosa também, mas não a conheço. Bem, São Paulo, no geral, é feia, mas as pessoas têm uma disposição para o trabalho aqui, uma vibração empreendedora, que dá uma feição muito particular à cidade. Acordar cedo em São Paulo e ver as pessoas saindo para trabalhar é algo que me toca. Acho emocionante ver a garra dessa gente

Ao reproduzir um diálogo, o texto incorpora marcas de oralidade, tanto de ordem léxica, caso da palavra “garra”, quanto de ordem gramatical, como, por exemplo…

a)

a) “lanço à queima-roupa”.

b)

b) “Agora você me pegou”.

c)

c) “deixa eu ver”.

d)

d) “Bogotá é muito feiosa”.

9.

Faça a leitura da imagem e relacione-a à(s) importante(s) característica(s) do Arcadismo.

a)

a) A desvalorização da natureza e do contato com o campo.

b)

b) A valorização do aproveitar a vida ao máximo e a fuga do campo para a cidade.

c)

c) Os conceitos de fugere urbem e carpe diem, em que, em meio à natureza, as pessoas aproveitam a vida.

d)

d) A romantização da vida urbana, sendo refletida pela mulher no balanço.

10.

Leia o poema de Tomás Antônio Gonzaga. Depois assinale a opção que mostra três características do Arcadismo no Brasil.

Lira I

Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, Que viva de guardar alheio gado; De tosco trato, d’expressões grosseiro, Dos frios gelos, e dos sóis queimado. Tenho próprio casal, e nele assisto; Dá-me vinho, legume, fruta, azeite; Das brancas ovelhinhas tiro o leite, E mais as finas lãs, de que me visto. Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela!

a)

a) Desvaloriza a mulher; cita o medieval; foco no “eu”.

b)

b) Exaltação da vida no campo; linguagem simples; pastoralismo.

c)

c) Denuncia a sociedade; valoriza a vida no campo; tema da cidade.

d)

d) Egocentrismo; pastoralismo; denúncia social.

11.

Após estudar na Europa, Anita Malfatti retornou ao Brasil com uma mostra que abalou a cultura nacional do início do século XX. Elogiada por seus mestres na Europa, Anita se considerava pronta para mostrar seu trabalho no Brasil, mas enfrentou as duras críticas de Monteiro Lobato. Com a intenção de criar uma arte que valorizasse a cultura brasileira, Anita Malfatti e outros modernistas:

a)

a) buscaram libertar a arte brasileira das normas acadêmicas europeias, valorizando as cores, a originalidade e os temas nacionais.

b)

b) defenderam a liberdade limitada de uso da cor, até então utilizada de forma irrestrita, afetando a criação artística nacional.

c)

c) representavam a ideia de que a arte deveria copiar fielmente a natureza, tendo como finalidade a prática educativa.

d)

d) mantiveram de forma fiel a realidade nas figuras retratadas, defendendo uma liberdade artística ligada à tradição acadêmica.

12.

Leia os versos abaixo, parte do “Poema de sete faces”, de Alguma poesia:

Se considerarmos que Tomás Antônio Gonzaga é autor do verso “Eu tenho um coração maior que o mundo”, podemos afirmar que, nos dois versos de Drummond acima transcritos, existe:

a)

a) mera cópia do verso de Tomás Antônio Gonzaga.

b)

b) plágio visível do verso de Tomás Antônio Gonzaga.

c)

c) intertextualidade flagrante com o verso de Tomás Antônio Gonzaga.

d)

d) apropriação indevida do verso de Tomás Antônio Gonzaga.

13.

O farrista

Quando o almirante Cabral Pôs as patas no Brasil O anjo da guarda dos índios Estava passeando em Paris. Quando ele voltou de viagem O holandês já está aqui. O anjo respira alegre: “Não faz mal, isto é boa gente, Vou arejar outra vez.” O anjo transpôs a barra, Diz adeus a Pernambuco, Faz barulho, vuco-vuco, Tal e qual o zepelim Mas deu um vento no anjo, Ele perdeu a memória... E não voltou nunca mais.

A obra de Murilo Mendes situa-se na fase inicial do Modernismo, cujas propostas estéticas transparecem, no poema, por um eu lírico que:

a)

a) configura um ideal de nacionalidade pela integração regional.

b)

b) remonta ao colonialismo sob um viés religioso crítico.

c)

c) repercute as manifestações do sincretismo religioso.

d)

d) descreve a gênese da formação do povo brasileiro.

14.

Atente para estes versos de Oswald de Andrade, do poema "balada do esplanada":

Expressa-se nesses versos a convicção de que a poesia:

a)

a) eleva-se, efetivamente, à altura dos arranha-céus, graças à potencialidade renovada de sua retórica simbolista.

b)

b) recupera, no período pré-modernista, a figuração dos ideais republicanos promovidos nas campanhas dos jornais.

c)

c) atualiza a importância histórica dos poetas medievais, que voltam a influenciar as bases mesmas da nova estética.

d)

d) volta-se, agora, para a representação mais comunicativa da realidade cotidiana, em linguagem próxima da prosa.

15.

Leia o texto para responder à questão.

O termo manipulação significa uma consciente intervenção técnica em um material dado. Se a intervenção é de uma importância social imediata, a manipulação constitui um ato político. É o caso da indústria da consciência. Assim, toda utilização de meios pressupõe uma manipulação. Os mais elementares processos de produção constituem intervenções no material existente. Portanto, escrever, filmar ou emitir sem manipulação não existe. Por conseguinte, a questão não é se os meios são manipulados ou não, mas quem manipula os meios.

a)

a) neutralidade dos mecanismos midiáticos.

b)

b) valorização dos interesses particulares.

c)

c) fragmentação do conteúdo informativo.

d)

d) crescimento do mercado jornalístico.