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Linda, uma história horrível

Total questions: 35

Worksheet time: 24mins

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1.

Sobre o reencontro entre mãe e filho, é correto afirmar que:

a)

Foi marcado por grande efusão e demonstrações explícitas de carinho de ambas as partes.

b)

A mãe demonstrou surpresa e alegria contidas, enquanto o filho estava visivelmente emocionado.

c)

A comunicação inicial é permeada por um certo distanciamento e uma linguagem indireta, apesar do afeto subjacente.

d)

O filho chegou de surpresa para resolver um problema urgente da mãe.

2.

A visita do filho à mãe foi previamente combinada por telefone, o que demonstra a boa comunicação entre eles.

a)

VERDADEIRO

b)

FALSO

3.

A mãe expressa sua preocupação com o filho de forma direta e carinhosa, sem rodeios ou indiretas.

a)

VERDADEIRO

b)

FALSO

4.

A cadela Linda, ao longo do conto, assume um papel simbólico importante. Qual das alternativas melhor descreve esse simbolismo?

a)

Representa a única fonte de alegria e vitalidade na casa da mãe.

b)

É um símbolo da velhice, da decadência física e da solidão compartilhada entre os personagens.

c)

Serve como um elo de comunicação direta e afetuosa entre mãe e filho.

d)

Sua cegueira e sarna são metáforas para a cegueira emocional e a "doença" da sociedade.

5.

A cadela Linda, por sua vitalidade e juventude, serve como um contraponto otimista à atmosfera melancólica da casa.

a)

VERDADEIRO

b)

FALSO

6.

O nome "Linda" da cadela é uma ironia do autor, considerando sua aparência envelhecida, sarnenta e quase cega.

a)

VERDADEIRO

b)

FALSO

7.

O filho, ao longo do conto, consegue verbalizar para a mãe a razão de sua visita e suas angústias pessoais.

a)

VERDADEIRO

b)

FALSO

8.

A interação da mãe com Linda, apesar de rude em alguns momentos ("Sai, Linda"), revela um apego profundo, indicando que a cadela é uma de suas poucas companhias.

a)

VERDADEIRO

b)

FALSO

9.

Linda serve como um espelho da condição da mãe, compartilhando a velhice, a fragilidade e a espera pela morte.

a)

VERDADEIRO

b)

FALSO

10.

A cadela é um elemento de tensão na narrativa, pois sua presença constante incomoda o filho durante a visita.

a)

VERDADEIRO

b)

FALSO

11.

A cadela Linda não é apenas um espelho da mãe, mas um símbolo multifacetado que reflete a condição de vulnerabilidade, o estigma e a busca por afeto e aceitação que perpassam a vida dos três seres na casa: a mãe, o filho e a própria Linda.

a)

VERDADEIRO

b)

FALSO

12.

A expressão "azedo" utilizada para descrever o jeito da mãe, no contexto do conto, pode ser interpretada como:

a)

Um sinal de sua total indiferença e falta de afeto pelo filho.

b)

Uma característica de sua personalidade que o filho, com o tempo, aprendeu a traduzir como uma forma de carinho inábil.

c)

A manifestação de uma doença grave que a tornava irritadiça.

d)

Uma demonstração de desprezo pelas visitas inesperadas.

13.

O cheiro da casa da mãe, descrito pelo narrador ("cigarro, cebola, cachorro, sabonete, creme de beleza e carne velha, sozinha há anos"), evoca principalmente uma sensação de:

a)

Conforto e familiaridade, remetendo à infância do filho.

b)

Luxo e requinte, contrastando com a simplicidade da mãe.

c)

Limpeza e organização, apesar da idade da casa.

d)

Decadência, abandono e uma vida vivida em isolamento.

14.

No conto, a figura de Beto é apresentada de forma bastante positiva pela mãe, que destaca suas qualidades e o compara ao filho. Além disso, a descrição de Beto ("Tão bonito. Um moço tão fino, aquilo é que é moço fino. (...) Até meio parecido contigo, eu fiquei pensando. Parecem irmãos. Mesma altura, mesmo jeito, mesmo.") e a reação do filho ao falar sobre ele ("Quase sorriu, ele tinha uns olhos de menino, lembrou.") podem sugerir uma camada de interpretação subentendida pelo autor. Qual inferência sobre a relação do filho com Beto pode ser feita a partir dessas passagens e do contexto geral da obra de Caio Fernando Abreu?

a)

Beto é um primo distante que a mãe gostaria que o filho visitasse mais frequentemente.

b)

Beto é apenas um amigo platônico que serve como modelo de boas maneiras.

c)

Há uma possível relação afetiva ou um laço íntimo entre o filho e Beto.

d)

A mãe está apenas elogiando um conhecido para provocar o filho.

15.

Ao longo do texto, há tons de cor que se repetem e simbolizam tanto a decadência dos objetos da casa, quanto a do personagem principal e sua mãe. Logo no início do conto essa cor aparece na descrição do tapete que, antigamente, era

(a)  

16.

A descrição do tapete da escada, que muda de cor ao longo do tempo, simboliza a permanência e a imutabilidade do passado.

a)

VERDADEIRO

b)

FALSO

17.

Além das cores, há diversos sintomas e doenças que aparecem ao longo do texto, os quais revelam as condições de saúde da mãe e do filho. Um deles é a ________________.

Dicionário Michaelis - sf Med Doença da pele, caracterizada por hipertrofia da camada córnea da epiderme: “Ela tocou na mão dele, toque áspero das mãos manchadas de ___________ nas mãos muito brancas dele” (CFA).

(a)  

18.

A mãe parece ter uma percepção aguçada das condições de saúde do filho, embora ele tente disfarçar seus sintomas.

a)

VERDADEIRO

b)

FALSO

19.

A reação do filho ao ver as manchas escuras nas mãos da mãe ("ce-ra-to-se, repetiu mentalmente") revela:

a)

Um distanciamento médico e uma frieza emocional diante da velhice da mãe.

b)

Um julgamento estético sobre a aparência envelhecida da mãe.

c)

Uma preocupação genuína com a saúde dela, expressa de forma interna.

d)

A lembrança de um termo técnico aprendido em seus estudos.

20.

A passagem "País mergulha no caos, na doença e na miséria – ele leu" no jornal que tapa o furo da janela da cozinha, funciona como:

a)

Um pano de fundo que amplia a sensação de decadência e desamparo presente na narrativa.

b)

Um contraste irônico com a tranquilidade aparente da casa.

c)

Um reflexo do estado de espírito do filho, que se sente imerso em um caos pessoal.

d)

Um elemento de crítica social explícita, sem relação com a trama principal.

21.

Ao conversarem sobre a família, entende-se que a (a)   é uma condição de grande parte da família. Isso pode ser corroborado principalmente pela fala da mãe: — É sina — disse.

22.

Apesar das aparências, há um afeto profundo e inegável entre mãe e filho, manifestado em gestos sutis e no silêncio compartilhado.

a)

VERDADEIRO

b)

FALSO

23.

O isqueiro francês do filho, com seu "líquido verde" que "parece o mar", pode ser interpretado como um símbolo de:

a)

A riqueza e o sucesso financeiro do filho.

b)

A beleza e a fragilidade da vida, em contraste com a decadência.

c)

Uma conexão com a natureza e a liberdade.

d)

Um objeto de luxo que distancia o filho da realidade da mãe.

24.

A atitude da mãe ao jogar a cadela ao chão "como um pano sujo" e iniciar a arrumação da cozinha, após a tentativa do filho de expressar algo difícil, indica:

a)

Uma súbita raiva e impaciência com a cadela.

b)

Um mecanismo de defesa para evitar uma conversa dolorosa e mudar de assunto.

c)

Uma demonstração de sua força física e autonomia.

d)

O desejo de que o filho a ajude nas tarefas domésticas.

25.

As "manchas púrpura" que o filho observa em seu próprio peito, no final do conto, são um detalhe insignificante, sem relevância para a compreensão da sua condição ou do simbolismo da história.

a)

VERDADEIRO

b)

FALSO

26.

O final do conto, com o filho acariciando as "manchas púrpura" em seu próprio peito e sussurrando "Linda, você é tão linda, Linda", sugere:

a)

Uma descoberta de uma doença hereditária grave.

b)

Um delírio causado pelo álcool e pelo cansaço.

c)

Uma identificação profunda com a vulnerabilidade e a "horribilidade" da existência, aceitando-a.

d)

Um desejo de ser tão inocente e puro quanto a cadela.

27.

A frase de Cazuza que abre o conto ("Você nunca ouviu falar em maldição / nunca viu um milagre / nunca chorou sozinha num banheiro sujo / nem nunca quis ver a face de Deus.") estabelece um tom de:

a)

Melancolia, questionamento existencial e uma certa desesperança.

b)

Otimismo e esperança para o desenvolvimento da narrativa.

c)

Crítica social e denúncia das injustiças.

d)

Romance e idealização das relações humanas.

28.

O conto é narrado em terceira pessoa, com foco no personagem do filho. Essa escolha narrativa permite ao leitor:

a)

Acessar diretamente os pensamentos e sentimentos da mãe.

b)

Ter uma visão objetiva e imparcial dos acontecimentos.

c)

Compreender as angústias e as reflexões internas do filho sobre a visita.

d)

Conhecer a história de vida de todos os personagens envolvidos.

29.

Sobre a ambientação do conto, é correto afirmar:

a)

A casa representa um espaço de proteção e acolhimento para o narrador.

b)

O ambiente é caótico e barulhento, refletindo a juventude do protagonista.

c)

A casa é um espaço decadente, marcado pela ausência, velhice e solidão.

d)

O cenário urbano é destacado como elemento de crítica social.

30.

A repetição da cor "púrpura" (no tapete e nas manchas do filho) e a pergunta "agora, que cor?" reforçam a ideia de:

a)

A beleza e a vivacidade da casa no passado.

b)

A preferência da mãe por cores escuras e melancólicas.

c)

Um mistério a ser desvendado sobre a origem das manchas.

d)

A transformação e o desbotamento das coisas com o tempo.

31.

A menção ao personagem Beto, amigo do filho, serve para:

a)

Destacar a gentileza e a atenção que a mãe não costumava receber.

b)

Introduzir um novo conflito na trama familiar.

c)

Demonstrar a capacidade do filho de fazer novas amizades.

d)

Comparar a personalidade do filho com a de Beto.

32.

Considerando o estilo de Caio Fernando Abreu, presente neste conto, qual característica é mais evidente?

a)

Linguagem formal e rebuscada, com foco em descrições detalhadas de ambientes.

b)

Narrativa linear e direta, com poucos elementos simbólicos.

c)

Diálogos extensos e realistas, que reproduzem fielmente a fala cotidiana.

d)

Prosa poética, introspectiva, com foco nas subjetividades e nos estados de alma dos personagens.

33.

No fim do conto, o trecho “Deus, pensou, antes de estender a outra mão para tocar no pêlo da cadela quase cega” indica:

a)

uma súplica religiosa genuína.

b)

um momento de raiva contra a mãe.

c)

um instante de desespero e identificação com a cadela.

d)

um pedido de desculpas por ter ido embora.

34.

Ao final do conto, o narrador observa manchas em sua pele semelhantes às da cadela e do tapete. Esse detalhe sugere:

a)

o avanço de uma possível enfermidade e a identificação com a morte.

b)

a rejeição à casa e aos vínculos familiares.

c)

a herança genética de uma doença de pele.

d)

uma transformação física em animal.

35.

— Tu estás mais magro — ela observou. Parecia preocupada. — Muito mais magro.

— É o cabelo — ele disse. Passou a mão pela cabeça quase raspada. E a barba, três dias.

— Perdeu cabelo, meu filho.

— É a idade. Quase quarenta anos. — Apagou o cigarro. Tossiu. — E essa tosse de cachorro?

— Cigarro, mãe. Poluição. 

(...)

— Saúde? Diz que tem umas doenças novas aí, vi na tevê. Umas pestes.

Ao longo do conto, há várias pistas da doença do personagem principal. Que doença é essa?

(a)