WorksheetsLinda, uma história horrível
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Worksheet time: 24mins
Sobre o reencontro entre mãe e filho, é correto afirmar que:
Foi marcado por grande efusão e demonstrações explícitas de carinho de ambas as partes.
A mãe demonstrou surpresa e alegria contidas, enquanto o filho estava visivelmente emocionado.
A comunicação inicial é permeada por um certo distanciamento e uma linguagem indireta, apesar do afeto subjacente.
O filho chegou de surpresa para resolver um problema urgente da mãe.
A visita do filho à mãe foi previamente combinada por telefone, o que demonstra a boa comunicação entre eles.
VERDADEIRO
FALSO
A mãe expressa sua preocupação com o filho de forma direta e carinhosa, sem rodeios ou indiretas.
VERDADEIRO
FALSO
A cadela Linda, ao longo do conto, assume um papel simbólico importante. Qual das alternativas melhor descreve esse simbolismo?
Representa a única fonte de alegria e vitalidade na casa da mãe.
É um símbolo da velhice, da decadência física e da solidão compartilhada entre os personagens.
Serve como um elo de comunicação direta e afetuosa entre mãe e filho.
Sua cegueira e sarna são metáforas para a cegueira emocional e a "doença" da sociedade.
A cadela Linda, por sua vitalidade e juventude, serve como um contraponto otimista à atmosfera melancólica da casa.
VERDADEIRO
FALSO
O nome "Linda" da cadela é uma ironia do autor, considerando sua aparência envelhecida, sarnenta e quase cega.
VERDADEIRO
FALSO
O filho, ao longo do conto, consegue verbalizar para a mãe a razão de sua visita e suas angústias pessoais.
VERDADEIRO
FALSO
A interação da mãe com Linda, apesar de rude em alguns momentos ("Sai, Linda"), revela um apego profundo, indicando que a cadela é uma de suas poucas companhias.
VERDADEIRO
FALSO
Linda serve como um espelho da condição da mãe, compartilhando a velhice, a fragilidade e a espera pela morte.
VERDADEIRO
FALSO
A cadela é um elemento de tensão na narrativa, pois sua presença constante incomoda o filho durante a visita.
VERDADEIRO
FALSO
A cadela Linda não é apenas um espelho da mãe, mas um símbolo multifacetado que reflete a condição de vulnerabilidade, o estigma e a busca por afeto e aceitação que perpassam a vida dos três seres na casa: a mãe, o filho e a própria Linda.
VERDADEIRO
FALSO
A expressão "azedo" utilizada para descrever o jeito da mãe, no contexto do conto, pode ser interpretada como:
Um sinal de sua total indiferença e falta de afeto pelo filho.
Uma característica de sua personalidade que o filho, com o tempo, aprendeu a traduzir como uma forma de carinho inábil.
A manifestação de uma doença grave que a tornava irritadiça.
Uma demonstração de desprezo pelas visitas inesperadas.
O cheiro da casa da mãe, descrito pelo narrador ("cigarro, cebola, cachorro, sabonete, creme de beleza e carne velha, sozinha há anos"), evoca principalmente uma sensação de:
Conforto e familiaridade, remetendo à infância do filho.
Luxo e requinte, contrastando com a simplicidade da mãe.
Limpeza e organização, apesar da idade da casa.
Decadência, abandono e uma vida vivida em isolamento.
No conto, a figura de Beto é apresentada de forma bastante positiva pela mãe, que destaca suas qualidades e o compara ao filho. Além disso, a descrição de Beto ("Tão bonito. Um moço tão fino, aquilo é que é moço fino. (...) Até meio parecido contigo, eu fiquei pensando. Parecem irmãos. Mesma altura, mesmo jeito, mesmo.") e a reação do filho ao falar sobre ele ("Quase sorriu, ele tinha uns olhos de menino, lembrou.") podem sugerir uma camada de interpretação subentendida pelo autor. Qual inferência sobre a relação do filho com Beto pode ser feita a partir dessas passagens e do contexto geral da obra de Caio Fernando Abreu?
Beto é um primo distante que a mãe gostaria que o filho visitasse mais frequentemente.
Beto é apenas um amigo platônico que serve como modelo de boas maneiras.
Há uma possível relação afetiva ou um laço íntimo entre o filho e Beto.
A mãe está apenas elogiando um conhecido para provocar o filho.
Ao longo do texto, há tons de cor que se repetem e simbolizam tanto a decadência dos objetos da casa, quanto a do personagem principal e sua mãe. Logo no início do conto essa cor aparece na descrição do tapete que, antigamente, era
(a)
A descrição do tapete da escada, que muda de cor ao longo do tempo, simboliza a permanência e a imutabilidade do passado.
VERDADEIRO
FALSO
Além das cores, há diversos sintomas e doenças que aparecem ao longo do texto, os quais revelam as condições de saúde da mãe e do filho. Um deles é a ________________.
Dicionário Michaelis - sf Med Doença da pele, caracterizada por hipertrofia da camada córnea da epiderme: “Ela tocou na mão dele, toque áspero das mãos manchadas de ___________ nas mãos muito brancas dele” (CFA).
(a)
A mãe parece ter uma percepção aguçada das condições de saúde do filho, embora ele tente disfarçar seus sintomas.
VERDADEIRO
FALSO
A reação do filho ao ver as manchas escuras nas mãos da mãe ("ce-ra-to-se, repetiu mentalmente") revela:
Um distanciamento médico e uma frieza emocional diante da velhice da mãe.
Um julgamento estético sobre a aparência envelhecida da mãe.
Uma preocupação genuína com a saúde dela, expressa de forma interna.
A lembrança de um termo técnico aprendido em seus estudos.
A passagem "País mergulha no caos, na doença e na miséria – ele leu" no jornal que tapa o furo da janela da cozinha, funciona como:
Um pano de fundo que amplia a sensação de decadência e desamparo presente na narrativa.
Um contraste irônico com a tranquilidade aparente da casa.
Um reflexo do estado de espírito do filho, que se sente imerso em um caos pessoal.
Um elemento de crítica social explícita, sem relação com a trama principal.
Ao conversarem sobre a família, entende-se que a (a) é uma condição de grande parte da família. Isso pode ser corroborado principalmente pela fala da mãe: — É sina — disse.
Apesar das aparências, há um afeto profundo e inegável entre mãe e filho, manifestado em gestos sutis e no silêncio compartilhado.
VERDADEIRO
FALSO
O isqueiro francês do filho, com seu "líquido verde" que "parece o mar", pode ser interpretado como um símbolo de:
A riqueza e o sucesso financeiro do filho.
A beleza e a fragilidade da vida, em contraste com a decadência.
Uma conexão com a natureza e a liberdade.
Um objeto de luxo que distancia o filho da realidade da mãe.
A atitude da mãe ao jogar a cadela ao chão "como um pano sujo" e iniciar a arrumação da cozinha, após a tentativa do filho de expressar algo difícil, indica:
Uma súbita raiva e impaciência com a cadela.
Um mecanismo de defesa para evitar uma conversa dolorosa e mudar de assunto.
Uma demonstração de sua força física e autonomia.
O desejo de que o filho a ajude nas tarefas domésticas.
As "manchas púrpura" que o filho observa em seu próprio peito, no final do conto, são um detalhe insignificante, sem relevância para a compreensão da sua condição ou do simbolismo da história.
VERDADEIRO
FALSO
O final do conto, com o filho acariciando as "manchas púrpura" em seu próprio peito e sussurrando "Linda, você é tão linda, Linda", sugere:
Uma descoberta de uma doença hereditária grave.
Um delírio causado pelo álcool e pelo cansaço.
Uma identificação profunda com a vulnerabilidade e a "horribilidade" da existência, aceitando-a.
Um desejo de ser tão inocente e puro quanto a cadela.
A frase de Cazuza que abre o conto ("Você nunca ouviu falar em maldição / nunca viu um milagre / nunca chorou sozinha num banheiro sujo / nem nunca quis ver a face de Deus.") estabelece um tom de:
Melancolia, questionamento existencial e uma certa desesperança.
Otimismo e esperança para o desenvolvimento da narrativa.
Crítica social e denúncia das injustiças.
Romance e idealização das relações humanas.
O conto é narrado em terceira pessoa, com foco no personagem do filho. Essa escolha narrativa permite ao leitor:
Acessar diretamente os pensamentos e sentimentos da mãe.
Ter uma visão objetiva e imparcial dos acontecimentos.
Compreender as angústias e as reflexões internas do filho sobre a visita.
Conhecer a história de vida de todos os personagens envolvidos.
Sobre a ambientação do conto, é correto afirmar:
A casa representa um espaço de proteção e acolhimento para o narrador.
O ambiente é caótico e barulhento, refletindo a juventude do protagonista.
A casa é um espaço decadente, marcado pela ausência, velhice e solidão.
O cenário urbano é destacado como elemento de crítica social.
A repetição da cor "púrpura" (no tapete e nas manchas do filho) e a pergunta "agora, que cor?" reforçam a ideia de:
A beleza e a vivacidade da casa no passado.
A preferência da mãe por cores escuras e melancólicas.
Um mistério a ser desvendado sobre a origem das manchas.
A transformação e o desbotamento das coisas com o tempo.
A menção ao personagem Beto, amigo do filho, serve para:
Destacar a gentileza e a atenção que a mãe não costumava receber.
Introduzir um novo conflito na trama familiar.
Demonstrar a capacidade do filho de fazer novas amizades.
Comparar a personalidade do filho com a de Beto.
Considerando o estilo de Caio Fernando Abreu, presente neste conto, qual característica é mais evidente?
Linguagem formal e rebuscada, com foco em descrições detalhadas de ambientes.
Narrativa linear e direta, com poucos elementos simbólicos.
Diálogos extensos e realistas, que reproduzem fielmente a fala cotidiana.
Prosa poética, introspectiva, com foco nas subjetividades e nos estados de alma dos personagens.
No fim do conto, o trecho “Deus, pensou, antes de estender a outra mão para tocar no pêlo da cadela quase cega” indica:
uma súplica religiosa genuína.
um momento de raiva contra a mãe.
um instante de desespero e identificação com a cadela.
um pedido de desculpas por ter ido embora.
Ao final do conto, o narrador observa manchas em sua pele semelhantes às da cadela e do tapete. Esse detalhe sugere:
o avanço de uma possível enfermidade e a identificação com a morte.
a rejeição à casa e aos vínculos familiares.
a herança genética de uma doença de pele.
uma transformação física em animal.
— Tu estás mais magro — ela observou. Parecia preocupada. — Muito mais magro.
— É o cabelo — ele disse. Passou a mão pela cabeça quase raspada. E a barba, três dias.
— Perdeu cabelo, meu filho.
— É a idade. Quase quarenta anos. — Apagou o cigarro. Tossiu. — E essa tosse de cachorro?
— Cigarro, mãe. Poluição.
(...)
— Saúde? Diz que tem umas doenças novas aí, vi na tevê. Umas pestes.
Ao longo do conto, há várias pistas da doença do personagem principal. Que doença é essa?
(a)
