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Quiz sobre Psicologia Hospitalar

Total questions: 40

Worksheet time: 30mins

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1.

A atuação do psicólogo hospitalar é marcada por uma abordagem que visa:

a)

A avaliação psicopatológica para triagem de encaminhamentos externos.

b)

A identificação precoce de quadros clínicos de risco emocional.

c)

A escuta qualificada que compreende a complexidade do adoecimento e suas repercussões psíquicas.

d)

A reabilitação do paciente para retorno imediato à rotina.

2.

A escuta clínica na psicologia hospitalar é caracterizada principalmente por:

a)

Estabelecer vínculo e acolhimento frente à singularidade do sofrimento hospitalar.

b)

Ser uma técnica padronizada de intervenção em manejo de crises.

c)

Ter como objetivo a intervenção diagnóstica em tempo reduzido.

d)

Ter foco na identificação de comportamentos disfuncionais.

3.

A atuação interdisciplinar do psicólogo hospitalar envolve:

a)

A supervisão das condutas terapêuticas da equipe.

b)

A hierarquização dos atendimentos conforme a gravidade do caso.

c)

O acompanhamento exclusivo de demandas emocionais.

d)

O compartilhamento de saberes e corresponsabilização no cuidado do paciente.

4.

Quando o psicólogo é acionado para acompanhar familiares em situações de óbito, seu papel inclui:

a)

Realizar aconselhamento religioso de acordo com a crença da família.

b)

Emitir parecer psicológico para registro hospitalar.

c)

Acolher o luto e facilitar a expressão emocional em ambiente de crise.

d)

Mediar questões burocráticas junto à administração.

5.

Sobre a anamnese psicológica hospitalar, é correto afirmar que:

a)

Deve ser flexível, respeitando o tempo e a condição emocional do paciente.

b)

Deve seguir um roteiro rígido para garantir uniformidade nas informações.

c)

Prioriza dados clínicos em detrimento dos aspectos subjetivos.

d)

É usada apenas para pacientes internados por longo período.

6.

A psicologia hospitalar reconhece o adoecimento como:

a)

Um evento unicamente fisiológico com efeitos secundários na psique.

b)

Um fenômeno multidimensional que impacta identidade, vínculos e sentido de vida.

c)

Um fator precipitador de transtornos psiquiátricos crônicos.

d)

Uma resposta disfuncional a eventos externos inesperados.

7.

O manejo psicológico de pacientes com doenças crônicas e degenerativas exige do profissional:

a)

Foco em estratégias de enfrentamento baseadas na resignação.

b)

Aplicação de técnicas cognitivo-comportamentais padronizadas.

c)

Escuta sensível, trabalho com finitude e construção de novos sentidos para o viver.

d)

Direcionamento à cura como forma de fortalecimento emocional.

8.

Em relação ao sigilo profissional no ambiente hospitalar, o psicólogo deve:

a)

Compartilhar todas as informações com a equipe multidisciplinar.

b)

Repassar os relatos do paciente apenas ao médico responsável.

c)

Divulgar os dados do atendimento apenas mediante solicitação formal.

d)

Avaliar criteriosamente quais informações compartilhar, resguardando a ética e a necessidade clínica.

9.

 A espiritualidade na psicologia hospitalar pode ser compreendida como:

a)

Um recurso simbólico que contribui para a ressignificação da experiência de adoecer.

b)

Uma ferramenta de alívio emocional e justificativa para entender determinados momentos de vida do pacientes e familiares.

c)

Um elemento complementar a ser conduzido pela capelania hospitalar.

d)

Um aspecto irrelevante para o trabalho psicológico.

10.

Qual das opções representa uma atuação ética frente à recusa do paciente em receber atendimento psicológico?

a)

Insistir no atendimento com base na prescrição médica.

b)

Realizar o atendimento mesmo sem consentimento, se houver risco iminente.

c)

Respeitar a decisão do paciente, mantendo-se disponível e acessível.

d)

Registrar o caso e aguardar nova solicitação da equipe.

11.

No contexto hospitalar, o psicólogo deve adaptar sua prática considerando:

a)

A urgência dos casos e o tempo disponível por plantão.

b)

A instabilidade emocional do paciente, a transitoriedade do ambiente e os limites institucionais.

c)

A demanda médica predominante na unidade.

d)

O tipo de tratamento clínico realizado.

12.

A atuação em UTI requer do psicólogo hospitalar:

a)

Ênfase em técnicas de relaxamento e distração.

b)

Aplicação de testes para avaliação de sofrimento emocional.

c)

Capacidade de intervenção breve, escuta acolhedora e manejo da ansiedade frente à gravidade da internação.

d)

Distanciamento emocional para evitar sofrimento vicário.

13.

As intervenções do psicólogo com a equipe de saúde incluem:

a)

Escuta institucional, promoção de saúde mental e mediação de conflitos.

b)

Discussão de casos clínicos exclusivamente.

c)

Elaboração de pareceres sobre conduta assistencial.

d)

Planejamento de metas administrativas.

14.

O conceito de "humanização hospitalar" na psicologia envolve:

a)

Realizar atividades lúdicas com pacientes para distração.

b)

Reduzir o tempo de internação com apoio emocional.

c)

Substituir as normas institucionais por liberdade emocional.

d)

Estabelecer vínculos empáticos, respeitar a subjetividade e promover o cuidado integral.

15.

Sobre a atuação com crianças hospitalizadas, o psicólogo deve:

a)

Garantir que a criança compreenda todos os procedimentos técnicos.

b)

Utilizar recursos para promover expressão emocional e adaptação ao ambiente hospitalar.

c)

Priorizar o contato com os cuidadores.

d)

Focar na alfabetização emocional da criança.

16.

O luto antecipatório é compreendido na psicologia hospitalar como:

a)

Um sinal de depressão clínica.

b)

Um sintoma de negação do paciente.

c)

Um obstáculo ao tratamento médico.

d)

Um processo psíquico que antecede a perda efetiva e pode ser acolhido terapeuticamente.

17.

Em contextos de cuidados paliativos, o psicólogo deve priorizar:

a)

Estratégias motivacionais para adesão ao tratamento.

b)

Técnicas que favoreçam a distração do paciente.

c)

O cuidado centrado na dignidade, escuta ativa e elaboração do sofrimento.

d)

A redução do vínculo emocional para preservar a neutralidade.

18.

Em relação à avaliação psicológica no contexto hospitalar, é correto afirmar:

a)

Deve ser estruturada por baterias psicométricas padronizadas.

b)

Prioriza a escuta clínica e o levantamento de aspectos subjetivos relevantes para o cuidado.

c)

Tem função diagnóstica e legal.

d)

É aplicável apenas a pacientes internados por longo prazo.

19.

A atuação do psicólogo com profissionais adoecidos emocionalmente inclui:

a)

Acolhimento, escuta e, quando necessário, encaminhamento ético para suporte psicológico externo.

b)

Encaminhamento direto ao setor de psiquiatria.

c)

Notificação ao superior imediato.

d)

Registro compulsório na ficha funcional.

20.

No trabalho com pacientes oncológicos, o psicólogo deve considerar:

a)

A cura como meta terapêutica central.

b)

A neutralidade emocional como estratégia técnica.

c)

A substituição dos vínculos familiares por apoio institucional.

d)

O enfrentamento do adoecimento, mudanças corporais, e o impacto psicossocial da doença.

21.

Em um hospital, o setting terapêutico não é fixo. Diante dessa realidade, quais espaços podem ser utilizados para o atendimento psicológico?

a)

Apenas consultórios reservados, previamente agendados.

b)

Salas administrativas, com autorização médica.

c)

Leitos, enfermarias, UTIs, corredores, quartos individuais ou salas de apoio, conforme as possibilidades institucionais e o contexto clínico.

d)

Qualquer ambiente silencioso e livre no momento do atendimento.

22.

O paciente está dormindo no momento previsto para o atendimento. O que o psicólogo deve fazer?

a)

Não acordar o paciente e registrar no prontuário a impossibilidade de atendimento, justificando a situação e mantendo-se disponível para outro momento.

b)

Acordá-lo gentilmente, caso o tempo esteja curto.

c)

Esperar 5 minutos e tentar novamente.

d)

Cancelar o atendimento definitivamente e liberar o caso.

23.

Quando o paciente estiver dormindo, em quais situações é aceitável tentar o contato?

a)

Quando estiver em pré-operatório e precisa de orientação urgente.

b)

Em situações de risco emocional iminente, como tentativas de suicídio recentes ou estados de agitação relatados pela equipe.

c)

Sempre que houver uma solicitação da família.

d)

Quando o psicólogo estiver em final de plantão e precisar fechar o caso.

24.

Ao encontrar um paciente indisposto fisicamente para atendimento, o psicólogo deve considerar essa recusa como:

a)

Um sinal claro de resistência inconsciente.

b)

Desinteresse pela psicologia hospitalar.

c)

Um limite real e momentâneo que precisa ser respeitado, sem julgamentos ou interpretações precipitadas.

d)

Uma oportunidade de aplicar técnicas de confronto para criar vínculo.

25.

Exemplos de indisposição física que não devem ser interpretadas como resistência incluem:

a)

Rejeição ao atendimento sem motivo aparente.

b)

Dificuldade respiratória, sonolência por medicamentos, náuseas ou pós-procedimentos.

c)

Silêncio ou irritabilidade verbal do paciente.

d)

Solicitação para reagendar o atendimento.

26.

Durante o atendimento, a equipe de enfermagem solicita acesso ao paciente para medicação. O que o psicólogo deve fazer?

a)

Solicitar que a equipe aguarde o término da sessão.

b)

Permitir que a equipe atue, mantendo o atendimento em paralelo.

c)

Registrar a interrupção como falha institucional.

d)

Interromper o atendimento, garantir a privacidade da intervenção da equipe e, se possível, retomar posteriormente.

27.

O paciente está em refeição ou com visita. Como o psicólogo deve proceder?

a)

Respeitar o momento, evitar abordagens intrusivas e avaliar se há oportunidade de retorno posterior ou interação indireta, como com a família.

b)

Abordá-lo com discrição para não perder a oportunidade.

c)

Solicitar prioridade no atendimento por ser profissional da saúde mental.

d)

Aguardar em silêncio até que o paciente termine.

28.

Em que circunstâncias o psicólogo pode realizar o atendimento durante a visita familiar?

a)

Quando há necessidade urgente de contato com o paciente.

b)

Quando o familiar se mostra disposto a participar da consulta.

c)

Quando a presença do familiar for clínica ou emocionalmente relevante para o vínculo ou compreensão da situação do paciente, com consentimento dos envolvidos.

d)

Sempre que a visita estiver ocorrendo, para aproveitar o momento.

29.

Em relação aos familiares e acompanhantes, a escuta psicológica é importante porque:

a)

Ajuda a aliviar a sobrecarga da equipe médica.

b)

Garante que eles entendam os procedimentos médicos.

c)

Permite que o psicólogo compreenda a dinâmica de apoio emocional do paciente e ofereça suporte sistêmico.

d)

Evita que familiares criem conflitos com a instituição.

30.

Ao abordar um paciente hospitalizado pela primeira vez, o psicólogo deve:

a)

Iniciar com perguntas diagnósticas diretas para identificar o sofrimento.

b)

Utilizar protocolos rígidos de entrevista clínica.

c)

Esclarecer os limites do atendimento e aplicar um instrumento avaliativo padronizado.

d)

Apresentar-se com clareza, explicar sua função e objetivo no hospital, acolher com empatia e escutar ativamente o que o paciente estiver disposto a compartilhar.

31.

Durante uma visita à enfermaria, um técnico de enfermagem comenta: “Ele chora o tempo todo, já está ficando manhoso.” Como o psicólogo pode atuar diante dessa fala?

a)

Corrigir o profissional imediatamente para evitar reforço do preconceito.

b)

Registrar a fala no prontuário do paciente como negligência institucional.

c)

Acolher a fala como expressão de sobrecarga, refletir sobre o sofrimento do paciente com a equipe e atuar na sensibilização sem confrontos diretos.

d)

Ignorar a fala e focar no atendimento ao paciente.

32.

A equipe médica se refere a um paciente grave como “vegetal” durante discussão de caso. Qual seria uma intervenção possível do psicólogo nesse contexto?

a)

Levantar, em espaço apropriado, reflexões sobre o impacto das palavras no cuidado e na percepção da dignidade do paciente.

b)

Solicitar retratação imediata da equipe.

c)

Comunicar à ouvidoria do hospital por desrespeito ético.

d)

Silenciar, considerando que não compete ao psicólogo intervir nesse campo.

33.

Ao escutar a frase “Ele é só mais um idoso terminal” em um plantão, o psicólogo pode considerar que esse tipo de expressão:

a)

Reflete despreparo técnico e deve ser corrigida diretamente.

b)

Não é da sua competência interferir.

c)

Deve ser registrada como atitude antiética no prontuário.

d)

É uma oportunidade para promover discussão ética sobre o valor simbólico e relacional de cada paciente, mesmo em fim de vida.

34.

Um enfermeiro diz: “Você vai lá fazer terapia com ele? Ele nem sabe que está internado.” O psicólogo pode manejar essa situação com:

a)

Esclarecimento técnico formal sobre sua função no hospital.

b)

Escuta da fala da equipe, avaliação da situação do paciente e construção conjunta de sentido sobre o papel do cuidado psicológico mesmo na inconsciência aparente.

c)

Encaminhamento do enfermeiro para capacitação obrigatória.

d)

Registrar em prontuário do paciente falta de entendimento sobre a psicologia hospitalar.

35.

Ao identificar falas repetitivas da equipe como “Não temos tempo para isso” ao se referirem ao sofrimento emocional dos pacientes, o psicólogo pode contribuir com:

a)

Crítica aberta à desumanização do cuidado.

b)

Propostas de espaços institucionais para escuta e cuidado dos próprios profissionais, reconhecendo sua exaustão e promovendo reflexão sobre as práticas.

c)

Solicitação de mudança de equipe técnica.

d)

Evitar envolvimento com equipes resistentes.

36.

Em uma discussão de caso, um médico afirma que o paciente está "fazendo drama". O psicólogo pode intervir com:

a)

Uma escuta ativa da equipe, retomando o sofrimento do paciente em outro momento e promovendo reflexões sobre empatia e dor subjetiva.

b)

Explicação imediata sobre o funcionamento emocional do paciente.

c)

Apontamento direto da falta de ética do médico.

d)

Registro dessa fala no prontuário.

37.

Quando a equipe faz comentários como “Não adianta conversar, ele nem responde”, o psicólogo pode enxergar nessa fala:

a)

Uma recusa ao trabalho da psicologia.

b)

Um sinal de desgaste e possível impotência que pode ser acolhido e trabalhado com a equipe, sem julgamentos.

c)

Um erro de avaliação técnica.

d)

Um desrespeito intencional ao paciente.

38.

Ao perceber que a equipe evita entrar no quarto de um paciente poliqueixoso e faz piadas no corredor, o psicólogo deve:

a)

Chamar atenção da equipe pela falta de ética.

b)

Encaminhar os profissionais para atendimento psicológico obrigatório.

c)

Registrar a conduta inadequada no prontuário do paciente.

d)

Compreender o uso do humor como defesa, acolher o movimento e estimular espaços de elaboração institucional sobre a finitude.

39.

Quando o psicólogo é solicitado com falas como “Vai lá ver se ele para de chorar”, a melhor forma de agir é:

a)

Atender o paciente com escuta clínica e, se possível, retornar à equipe com devolutiva reflexiva sobre o sofrimento psíquico e as possibilidades de cuidado conjunto.

b)

Corrigir a linguagem da equipe.

c)

Recusar o atendimento até haver demanda formal.

d)

Realizar o atendimento e não voltar ao setor.

40.

Frente à despersonalização frequente de pacientes pela equipe, o psicólogo hospitalar deve assumir que sua função inclui:

a)

Corrigir práticas equivocadas com base no Código de Ética.

b)

Documentar e denunciar tais atitudes.

c)

Ser agente de sensibilização institucional, acolhendo também o sofrimento da equipe e promovendo práticas de cuidado mais humanizadas por meio da escuta e do diálogo.

d)

Confrontar posturas que não estejam em conformidade com os valores da profissão.