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Total questions: 11
Worksheet time: 22mins
Diários
Os livros que mais me falam são os diários. Diários
são registros de experiências comuns acontecidas na
simplicidade do cotidiano, experiências que
provavelmente nunca se transformaram em livros. Não
foram registradas para ser dadas a público. Quem as
registrou, as registrou para si mesmo – como se
desejasse capturar um momento efêmero que, se não
fosse registrado, se perderia em meio à avalanche de
banalidades que nos enrola e nos leva de roldão. Esse é o
caso do Cadernos da Juventude, de Camus, um dos livros
que mais amo, e que leio e releio sem nunca me cansar.
Um “diário” é uma tentativa de preservar para a
eternidade o que não passou de um momento. Álbuns
de retratos da intimidade. Pois eu fiz um “Diário”:
pensamentos breves que pensei ao correr da vida e dos
quais não me esqueci. Pensamentos são como pássaros
que vêm quando querem e pousam em nosso ombro.
Não, eles não vêm quando os chamamos. Vêm quando
desejam vir. E se não os registramos, voam para nunca
mais. Isso acontece com todo mundo. Só que as pessoas,
achando que a literatura se faz com pássaros grandes e
extraordinários, tucanos e pavões, não ligam para as
curruíras e tico-ticos... Mas é precisamente com curruíras
e tico-ticos que a vida é feita
ALVES, Rubem. Quarto de Badulaques. São Paulo: Parábola, 2003, p. 51.
Nesse texto, a linguagem utilizada é:
Jornalística
Literária
Coloquial
Médica
Mundo grande
Não, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo.
Por isso me grito,
por isso frequento os jornais, me exponho cruamente
nas livrarias:
preciso de todos.
Sim, meu coração é muito pequeno.
Só agora vejo que nele não cabem os homens.
Os homens estão cá fora, estão na rua.
A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu
esperava.
Mas também a rua não cabe todos os homens.
A rua é menor que o mundo.
O mundo é grande.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Mundo Grande. Disponível em:
<http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/resumos_
comentarios/m/mundo_grande_poema_drummond>. Acesso em: 9 nov.
2011.
A tipologia textual predominante nesse texto é:
Argumentativa
Descritiva
Injuntiva
Poética
Se eu morresse amanhã
Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!
Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!
Que sol! Que céu azul! Que doce n’alva
Acorda a natureza mais louçã!
Não me batera tanto amor no peito
Se eu morresse amanhã!
Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!
Azevedo, Álvares de. Disponível em:
http://www.amoremversoeprosa.com/cirandas/463seeumorresse.htm>.
Acesso em: 20 mar. 2010.
Nesse texto, o trecho que apresenta um exagero na
fala do poeta é:
“Fechar meus olhos minha triste irmã;”. (v. 2)
"Minha mãe de saudades morreria"(v.3)
“Se eu morresse amanhã!”. (v. 4)
“Quanta glória pressinto em meu futuro!”. (v. 5)
Vim em 1960 e fui dar aula no Colégio Seleciano
de Recife. Logo na primeira semana, fui chamado pela
direção: um pai se queixara de que eu ofendera sua
filha. É que eu dissera “Cale-se, rapariga”, sem saber
que, no Nordeste, rapariga significa prostituta.
Revista Diálogo Médico
No trecho “...um pai se queixara...”, a palavra
destacada é um exemplo de:
Expressão de gíria
Expressão regional
Linguagem formal
Linguagem coloquial
“Esta planta é mui tenra e não muito alta, não
tem ramos senão umas fôlhas que serão seis ou sete
palmos de comprido. A fruita se chama banana.
Parecem-se na feição com pepinos e criam-se em
cachos. [...] Esta fruita é mui saborosa, e das boas, que
há na terra: tem uma pele como de figo (ainda que
mais dura) a qual lhe lançam fora quando a querem
comer: mas faz dano à saúde e causa fevre a quem se
demanda dela”
GÂNDAVO, Pero Magalhães de. História da Província Santa Cruz. Disponível
em: <http://www.graudez.com.br/literatura/quinhentismo.html>.
Acesso em: 22 set. 2011. Fragmento.
Nesse texto, o autor faz uso da linguagem:
Jornalística
Técnica
Informal
Arcaica
É o boi
Senti que o texto “Como um boi vira bife”
(Supernovas, junho, pág.44), camuflado por
“figurinhas” e por uma descrição quase infantil das
etapas do abate do gado, subestimou a minha
inteligência. Será que é realmente razoável obrigar
que uma fêmea fique prenhe em todo cio? Será
mesmo compensador ser colocado em confinamento
por 3 meses “mas ter ração da melhor qualidade”?
Creio que nenhum animal trocaria um pasto verde e
farto por uma baia cheia de seja-lá-o-que-for!
CAROLINA DI BIASI, SÃO PAULO, SP
No Texto, a expressão seja-lá-o-que-for sugere que o
conteúdo da baia é:
Apropriado
Caríssimo
Indiferente
Insubstituível
Longe de pendurar a chuteira
Quem solta a voz para anunciar que “o Maraca é
nosso” sabe o que está dizendo. Sentado do lado
oficial do Vasco (esquerdo) ou do Flamengo (direito), o
torcedor que aguarda uma semana ou mais para vibrar
pelo time do coração se sente em casa no Estádio
Jornalista Mário Filho, popularmente conhecido como
Maracanã (nome de um pássaro). Essa íntima relação
provocada pelos quase 200 mil metros quadrados de
complexo de lazer começou há 59 anos, quando o
jornalista Mário Filho iniciou sua batalha em prol da
construção de um mega estádio para a Copa do
Mundo de 1950. Assim como a linha da história, que,
por vezes, parece repetir, o Maracanã, inaugurado em
estado inacabado para a partida entre jogadores de
São Paulo e do Rio (3 a 1 para os paulistas), está
prestes a respirar novos ares e entrar, novamente,
para a história em 2014, quando o Brasil abrigará a
Copa do Mundo. [...]
CALIXTO, Bruno. Caderno 2. Tribuna de Minas. Quarta-feira, 22 jul. 2009. p.
6.
No trecho “‘O Maraca é nosso’”, o uso da palavra
destacada sugere:
Aceitação.
Intimidade
Obstinação
Respeito
Vinícius de Moraes
“Dizem, na minha família, que eu cantei antes de
falar. E havia uma cançãozinha que eu repetia e que
tinha um leve tema de sons. Fui criado no mundo da
música, minha mãe e minha avó tocavam piano, eu me
lembro de como me machucavam aquelas valsas
antigas. Meu pai também tocava violão, cresci ouvindo
música. Depois a poesia fez o resto.”
Disponível em: <http://www.aomestre.com.br/liv/autores/vinicius_
moraes.htm>. Acesso em: 14 mar. 2010.
Nesse texto, a expressão “... cresci ouvindo música.
Depois a poesia fez o resto.” sugere que Vinícius:
Destacou-se no cenário musical e poético.
Abandonou a música e se dedicou a poesia
foi criado com a avó, que declamava belas
poesias.
pensou em trabalhar com poesias, mas preferiu se
dedicar à música.
A PRINCESA E A RÃ
Era uma vez... numa terra muito distante...uma
princesa linda, independente e cheia de auto-estima.
Ela se deparou com uma rã enquanto
contemplava a natureza e pensava em como o
maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e
ecológico... Então, a rã pulou para o seu colo e disse:
linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito.
Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-
me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há
de me transformar de novo num belo príncipe e
poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo
castelo.
A tua mãe poderia vir morar conosco e tu
poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas
roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para
sempre... Naquela noite, enquanto saboreava pernas
de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho
acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa
sorria, pensando consigo mesma:
— Eu, hein?... nem morta!
Luis Fernando Veríssimo
Na frase “— Eu, hein?... nem morta”!, (último
parágrafo) a expressão destacada sugere que a
princesa:
Pensará sobre a proposta da rã.
Nunca aceitará a proposta da rã
Depois do jantar aceitará a proposta da rã.
Um dia casará com a rã.
Maia, um craque ximango que brilhou no futebol
sanateno
( www.alenqueremos.com.br/esporte)
Na sua cidade ele era ídolo. Ainda garoto
começou a brilhar como grande ponta-esquerda
ofensivo. Foi campeão ao pelo Aningal. Alenquer ficou
pequena para seu futebol, veio para Santarém e
brilhou no São Raimundo, ganhando títulos e se
revelando como um grande atleta polivalente, jogando
na ponta e na lateral esquerda.
Participou no início da campanha vitoriosa da
Pantera no Intermunicipal de 1978. Em Roraima,
defendeu o Rio Negro. Teve o São Raimundo como seu
primeiro e último time a defender em Santarém até
pendurar as chuteiras. Seu nome, Álvaro Maia de
Souza, o Maia.
x) O termo “pendurar as chuteiras”, (último parágrafo)
nos remete:
Abandonar a carreira.
Emprestar as chuteiras.
Guardar as chuteiras.
Deixá-las sempre penduradas.
Amor à distância pode dar certo?
Nem sempre o dia-a-dia torna um
relacionamento melhor. Sou pela qualidade do tempo
junto. Moro em São Paulo, namoro um carioca e nos
vemos a cada quinze dias. E é sempre ótimo. Muita
gente fala que ele deve sair bastante no Rio, paquerar,
mas não penso nisso. Se quiser ficar com outra, vai
ficar de qualquer jeito. Bia, 26 anos, estudante.
Romance promissor exige investimento diário,
que só se consegue com a convivência. Não dá para
criar um projeto de vida em comum sem contato olho-
no-olho, e falo por experiência própria.
Sílvio, 35 anos, jornalista.
Nos dois depoimentos, temos duas opiniões:
Iguais
Erradas
Opostas
Incomuns
