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Preparatório SAEB 2 trimestre

Total questions: 10

Worksheet time: 5mins

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1.

Analisando o texto 1 e o texto 2, percebe-se que eles apresentam


a)
Os textos abordam a relação entre arte e ciência.
b)
Os textos discutem a importância da tecnologia na educação.
c)
Ambos os textos falam sobre a história da literatura.
d)
Ambos os textos falam sobre como a leitura permite viver experiências e aventuras.
2.

De acordo com os textos analisados, qual é um dos principais benefícios proporcionados pela leitura?


a)

A leitura impede o desenvolvimento do pensamento crítico.

b)

A leitura é apenas uma forma de entretenimento sem valor educativo.

c)

A leitura permite vivenciar diferentes experiências e aventuras.

d)

A leitura limita a imaginação dos leitores.

3.

O que os textos sugerem sobre o papel da leitura na vida das pessoas?


a)

A leitura é restrita a temas científicos.

b)

A leitura não influencia o modo de pensar.

c)

A leitura proporciona novas perspectivas e vivências.

d)

A leitura é uma atividade obrigatória e cansativa.

4.

Segundo os textos, como a leitura pode impactar o leitor?


a)

A leitura faz com que o leitor viva experiências e aventuras por meio das histórias.

b)

A leitura é sempre baseada em fatos reais.

c)

A leitura impede o leitor de imaginar novas situações.

d)

A leitura não tem influência sobre as emoções do leitor.

5.

Leia o poema para responder às questões.

Rios sem discurso

Quando um rio corta, corta-se de vez

o discurso-rio de água que ele fazia;

a água se quebra em pedaços,

poços de água, em água paralítica.

Em situação de poço, a água equivale

a uma palavra em situação dicionária:

isolada, estanque no poço dela mesma,

e porque assim estanque, estancada;

e mais: porque assim estancada, muda,

e muda porque com nenhuma comunica,

porque cortou-se a sintaxe desse río

o fio de água por que ele discorria.

O curso de um rio, seu discurso-rio,

chega raramente a se reatar de vez;

um rio precisa de muito fio de água

para refazer o fio antigo que o fez.

Salvo a grandiloquência de uma cheia

lhe impondo interina outra linguagem,

um rio precisa de muita água em fios

para que todos os poços se enfrasem:

se reatando, de um para outro poço,

em frases curtas, então frase e frase,

até a sentença-rio do discurso único

em que se tem voz a seca ele combate.

João Cabral de Melo Neto. Disponível em: https://groups.google.com/g/professordeportugues/c/0f2JkrkRSE4?pli=1. Acesso em: 23 abr. 2025.


Marque a alternativa cujo trecho retirado do texto “Rios sem discurso” apresenta um polissíndeto.

a)

 “e porque assim estanque, estancada;

e mais: porque assim estancada, muda,

e muda porque com nenhuma se comunica”


b)

 “Em situação de poço, a água equivale
a uma palavra em situação dicionária”

6.

Leia o fragmento a seguir e responda à questão proposta.

"O povo brasileiro somos muito animados. Vai ter jogo hoje, e a torcida inteira estão prontos com suas camisetas, buzinas e muito glitter. Todo mundo querem fazer bonito na arquibancada e nas redes sociais."

No trecho acima, ocorre um recurso estilístico conhecido como silepse, que é quando a concordância não obedece à forma gramatical, mas sim ao que se entende ou ao que se quer enfatizar. Com base nisso, assinale a alternativa que apresenta corretamente um exemplo de silepse e o tipo correspondente:

a)

 “O povo brasileiro somos muito animados.” → Silepse de número, pois "povo" é singular, mas o verbo está no plural.

b)

.“Todo mundo querem fazer bonito.” → Silepse de gênero, pois “todo mundo” é neutro, mas o verbo concorda com “eles”.

7.

Leia o texto a seguir. 

Carta Aberta: Para conquistarmos, lado a lado com todos os brasileiros, a nação que sonhamos, o Rio é a primeira fronteira 


Senhor Presidente, 

     Esta é uma mensagem de cariocas de nascimento e de coração em defesa da urgência e da continuidade do apoio federal à segurança do Rio de Janeiro. Sabemos que o seu Governo tem muitos problemas a resolver, entre eles o desemprego e a retomada do crescimento sustentável. Mas fica muito difícil estimular investimentos que gerem empregos, renda e arrecadação num quadro tão sombrio de violência. A cidade do Rio de Janeiro, vitrine do Brasil diante do mundo, hoje figura no noticiário internacional da pior maneira. E quando o Rio vai mal, isso prejudica o país inteiro. Não dá mais para esperar. Segurança não é coisa que se adie. Sobretudo porque o Rio tem tudo para se tornar um exemplo de bravura, criatividade e poder de recuperação em circunstâncias tão adversas. 

     A cidade recebeu recentemente investimentos de cerca de R$ 25 bilhões em expansão da rede de transportes, novas arenas de eventos, museus, revitalização urbana e muito mais. Incorporamos mais 30 mil quartos de hotel e, graças ao dinamismo de grandes e pequenos empreendedores, novas atrações estão para acontecer. 

     Os signatários desta mensagem, fundados na experiência adquirida ao transformar sonhos em realizações altamente mobilizadoras no decorrer de suas trajetórias profissionais, têm a certeza de que o turismo é a alavanca para o resgate da cidade, e estão trabalhando intensamente para isso. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, se o número de turistas aumentar em 20%, o impacto positivo na economia carioca será de R$ 6 bilhões e 98 mil postos de trabalho serão criados. Mais turistas se traduzem em mais escolas, mais empregos, mais recursos para a saúde, melhores serviços à população. Tudo isso em curto prazo, porque a receita do turismo é instantânea. 

     A sedução dos grandes eventos é uma estratégia de recuperação já testada com pleno sucesso. O Carnaval, o Réveillon e o Rock in Rio motivam grande parte dos turistas que visitam nossa cidade. E eles querem voltar. A intenção de novas visitas foi expressa por 94% dos residentes no país e 87% dos que residem no exterior. Contudo, a crescente percepção da insegurança pode botar tudo a perder. E a 



primeira perda será a da esperança do povo no esforço da reconstrução nacional.

     Senhor Presidente, nós, cariocas, estamos realizando nossa parte. É fundamental que o Governo Federal faça a sua. Já não bastam medidas paliativas. A situação requer ações imediatas, abrangentes e decisivas, em sintonia com as autoridades locais, para garantir proteção permanente a moradores e visitantes. Sem o engajamento profundo e duradouro do seu governo, será em vão qualquer esforço. Fique certo de que estamos preparados para retribuir o apoio da União com trabalho sério, capital produtivo e confiança inabalável no poder do fazer. Juntos, vamos virar este jogo! 

     Respeitosamente, Boni-José B. de Oliveira Sobrinho / Paulo Manoel Protasio / Ricardo Amaral / Roberto Medina 

O tema da carta aberta é:

a)
A necessidade de mais eventos culturais no Rio.
b)
A importância do turismo para a agricultura carioca.
c)
A redução do investimento em segurança pública.
d)
A urgência do apoio federal à segurança do Rio de Janeiro.
8.

De acordo com esse texto, o mosquito

a)

enfeita o pneu.

b)
  1. registra as picadas que deu.

c)
  1. retira os pneus do local.

d)
  1. suja o ambiente.

9.

Bom-senso no uso da água

Antônio Aguiar

    [...] Diante da realidade de escassez da água nos grandes centros, nos quais Juiz de Fora se inclui, percebemos a necessidade de incutir nos próprios cidadãos este processo de avaliação e responsabilidade contra os gastos excessivos deste recurso natural não renovável, que precisa ser usado com mais inteligência e menos desperdício. Por isso, propusemos a lei que impede a lavagem de nossas calçadas com água tratada.

    No entanto, ressaltamos que o bom-senso precisa estar sempre à frente. Quando a lei propõe a proibição deste comportamento, é porque a água tem sido usada comumente no lugar da vassoura para retirar a poeira dos nossos passeios. Quantos de nós já não nos indignamos com este comportamento em nossas ruas? Quantas vezes a própria imprensa já não realizou flagrantes deste comportamento, que não pode ser mantido diante da nova realidade mundial e que o Brasil já enfrenta, mesmo sendo a nação que possui 12% de toda a água doce superficial do 


planeta, recurso este que não é maior do que 3% de toda a água do planeta Terra? [...]


Disponível em http://www.tribunademinas.com. br/bom-senso-no-uso-da-agua/. Acesso em 23 mai. 2025.


Esses dois textos tratam


a)
A promoção do uso excessivo da água.
b)
A defesa da lavagem de calçadas com água tratada.
c)
A indiferença em relação à escassez de água.
d)
O uso consciente da água e a crítica ao desperdício.
10.

Texto II

    Por trás do que lembro,

    ouvi de uma terra desertada,

    vaziada, não vazia,

    mais que seca, calcinada.

   

    

           De onde tudo fugia,

    onde só pedra é que ficava,

    pedras e poucos homens

    com raízes de pedra, ou de cabra.

   

    Lá o céu perdia as nuvens,

    derradeiras de suas aves;

    as árvores, a sombra,

    que nelas já não pousava.

   

    Tudo o que não fugia,

    gaviões, urubus, plantas bravas,

    a terra devastada

    ainda mais fundo devastava.


João Cabral de Melo Neto

Disponível em http://pensador.oul.com .br/poema_sobre_a_seca. Acesso em 23 mai. 2025.


Comparando os dois textos, percebe-se que eles tratam o tema da seca de forma


a)
Ambos os textos ignoram o tema da seca completamente.
b)
Os dois textos tratam a seca de forma semelhante, ambos de maneira poética.
c)
Um texto aborda a seca de forma científica e o outro de forma filosófica.
d)
Os dois textos tratam a seca de formas diferentes: um de maneira poética e reflexiva, e o outro de forma humorística e crítica.