WorksheetsAtividade de Revisão - Prova Paraná Sociologia - 2° série 3° TRI
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A estratificação social é um fenômeno histórico que se manifesta de diferentes formas nas sociedades, como os sistemas de castas, estamentos e classes sociais. Enquanto as castas representam um modelo rígido e fechado, os estamentos permitem ascensão social apenas em situações excepcionais e as classes se caracterizam pela mobilidade associada ao fator econômico. No entanto, a análise contemporânea, como a de Pierre Bourdieu, amplia a noção de classe ao considerar diferentes tipos de capital (cultural, social, econômico), que influenciam diretamente o acesso a posições sociais privilegiadas.
Diante disso, em qual das situações abaixo observa-se claramente a lógica da estratificação baseada no capital cultural, segundo Bourdieu?
Um jovem de origem pobre que, após herdar um pequeno comércio familiar, consegue ampliar os lucros e ascender socialmente.
Uma mulher que se casa com um empresário bem-sucedido e passa a ter acesso a uma nova rede de contatos sociais.
Um estudante que, por meio de bolsas de estudo, frequenta escolas de prestígio, adquire fluência em outros idiomas e se insere em ambientes acadêmicos valorizados.
Um trabalhador informal que, após anos de esforço, consegue juntar dinheiro e abrir seu próprio negócio.
Um político eleito que conquista prestígio social devido ao exercício do poder institucional.
Em sociedades marcadas pela desigualdade, a estratificação social assume papéis distintos. No sistema de castas da Índia, a mobilidade era praticamente inexistente; nos estamentos medievais, havia brechas para ascensão, ainda que restritas; já nas sociedades de classes, a desigualdade se expressa pela capacidade de consumo e acumulação de riqueza. No Brasil contemporâneo, mesmo com a abolição da escravidão e a Constituição cidadã de 1988, persistem desigualdades raciais, de gênero e econômicas.
Nesse sentido, qual situação exemplifica a permanência da lógica estamental em uma sociedade moderna?
A herança de uma grande fortuna que assegura a reprodução de privilégios ao longo das gerações.
A restrição da participação política a grupos específicos por critérios de nascimento e linhagem.
O aumento da desigualdade salarial entre homens e mulheres em cargos de gerência.
A dificuldade de trabalhadores informais em acessar benefícios da seguridade social.
A manutenção da divisão entre ricos, classe média e pobres a partir do poder econômico.
A mobilidade social é um tema central na análise da estratificação. No sistema de castas, ela é nula; nos estamentos, limitada; e nas classes sociais, mais presente, embora condicionada a fatores econômicos e estruturais. Max Weber ampliou essa discussão ao considerar não apenas a riqueza, mas também o prestígio e o poder como determinantes da posição social.
Suponha o caso de três indivíduos em uma sociedade capitalista contemporânea:
Indivíduo A: empresário com grande fortuna, mas pouca influência política.
Indivíduo B: professor universitário renomado internacionalmente, com prestígio intelectual, mas renda inferior à de executivos do setor privado.
Indivíduo C: político de carreira, com acesso a redes de poder e tomada de decisões, mas patrimônio financeiro mediano.
À luz da concepção de Weber sobre estratificação social, a análise correta é:
Apenas o indivíduo A pode ser considerado de posição elevada, pois o critério econômico é o único que define a estratificação.
O indivíduo B ocupa a posição social mais alta, pois o prestígio intelectual sempre se sobrepõe ao fator econômico.
O indivíduo C está em desvantagem em relação aos demais, pois o poder político não é critério legítimo de estratificação.
A posição social de cada indivíduo deve ser compreendida pela combinação de fatores distintos: riqueza (A), prestígio (B) e poder (C).
Nenhum dos indivíduos se encontra em posição de destaque social, pois todos carecem de alta renda, prestígio e poder de forma simultânea.
O estudo dos sistemas de governo envolve compreender como se dá a relação entre os poderes Executivo e Legislativo. No presidencialismo, o presidente é chefe de Estado e de governo; no parlamentarismo, o primeiro-ministro assume a função de governar, dependendo do apoio do Parlamento; já no semipresidencialismo, coexistem um presidente eleito e um primeiro-ministro, que compartilham responsabilidades. Cada sistema, no entanto, apresenta vantagens e desafios para a democracia e para a estabilidade política.
Considerando essas características, qual situação corresponde ao funcionamento do semipresidencialismo?
O presidente governa de forma exclusiva e autônoma, sendo o chefe de Estado e de governo.
O primeiro-ministro governa sem depender do apoio parlamentar, exercendo funções executivas plenas.
O presidente é eleito pelo povo e exerce funções de chefe de Estado, enquanto o primeiro-ministro governa com apoio do Parlamento.
O rei governa vitaliciamente como chefe de Estado e de governo, transmitindo o poder por hereditariedade.
O parlamento e o presidente compartilham funções iguais de governo, ambos escolhidos por eleições diretas e simultâneas.
Os movimentos sociais expressam a organização coletiva em torno de causas políticas, culturais e sociais. No século XIX, destacaram-se os movimentos tradicionais, ligados às demandas trabalhistas e organizados em sindicatos. Já a partir da década de 1970, emergiram os movimentos sociais contemporâneos, voltados para questões identitárias, como os feministas, negros, indígenas, ambientais e LGBTQIA+. Esses movimentos buscam ampliar direitos e transformar valores culturais que perpetuam discriminações.
Considerando essa transformação histórica, qual das situações retrata um movimento social contemporâneo?
Greves organizadas por sindicatos industriais exigindo melhores salários e condições de trabalho.
Marchas camponesas exigindo a reforma agrária e o direito à terra.
Mobilizações feministas que denunciam a violência de gênero e reivindicam políticas de igualdade.
Revoltas de trabalhadores fabris contra jornadas de trabalho extenuantes no século XIX.
Associações operárias que lutam pela criação de sistemas previdenciários estatais.
O trabalho no Brasil foi historicamente marcado por desigualdades decorrentes da escravidão, da inclusão tardia de direitos trabalhistas e das formas precárias de inserção no mercado. Mesmo após avanços como a CLT e a Reforma Trabalhista, persistem desafios como a informalidade, a terceirização e a baixa representatividade de negros, mulheres e indígenas em cargos de poder. Além disso, novas formas de trabalho, como aplicativos e plataformas digitais, têm ampliado tanto a flexibilidade quanto a precarização.
À luz dessa realidade, qual das situações exemplifica a reprodução contemporânea das desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro?
O aumento do número de trabalhadores informais, sem acesso a direitos previdenciários e seguridade social.
A criação de políticas de inclusão que favorecem o ingresso de mulheres em cargos de liderança.
A expansão de contratos MEI que garantem aposentadoria e auxílio-doença aos autônomos.
A regulamentação do trabalho doméstico com direitos como FGTS e salário-família.
O incentivo à diversidade e inclusão nas contratações empresariais, com vagas destinadas a pessoas com deficiência.
Os clássicos da sociologia ofereceram diferentes interpretações sobre o trabalho. Para Karl Marx, ele é fonte de exploração, pois a mais-valia garante o enriquecimento do burguês à custa do proletário. Para Émile Durkheim, o trabalho é um fator de coesão social, promovendo solidariedade mecânica nas sociedades simples e solidariedade orgânica nas sociedades complexas. Já Max Weber associa o desenvolvimento do capitalismo a valores culturais, como a ética protestante, que valorizava a disciplina, a dedicação e o trabalho árduo.
Considerando essas perspectivas, qual situação corresponde à análise de Durkheim?
Trabalhadores de aplicativos que, embora explorados, garantem lucro para grandes corporações.
Indivíduos que, por compartilharem tradições culturais semelhantes, mantêm a coesão em pequenas comunidades.
O surgimento do capitalismo nos países de tradição protestante, influenciado pela ética religiosa.
Operários que, privados do controle sobre sua produção, vivenciam a alienação e a exploração econômica.
O empresário que acumula mais-valia ao reter parte significativa do valor produzido por seus empregados.
Para Karl Marx, o trabalho no capitalismo é a base da exploração, pois a força de trabalho do proletário gera mais valor do que o salário que ele recebe. Esse excedente apropriado pelo burguês é chamado de mais-valia e constitui a fonte do lucro. Marx também destacou a alienação do trabalhador, que perde o controle sobre o produto e o processo do trabalho.
Qual situação exemplifica, segundo Marx, o mecanismo da mais-valia?
Um trabalhador que produz, em um dia, mercadorias que valem mais do que o salário pago pelo patrão.
Um operário que se identifica com sua profissão e sente prazer em executar seu ofício.
Um agricultor familiar que cultiva sua terra e consome diretamente o que produz.
Um autônomo que presta serviços sob demanda e recebe integralmente o valor de cada trabalho realizado.
Um estudante que realiza estágio remunerado para adquirir experiência e conhecimento profissional.
Max Weber, ao contrário de Karl Marx, não analisou apenas os fatores econômicos, mas também os aspectos culturais e religiosos que impulsionaram o capitalismo moderno. Para o autor, a ética protestante – especialmente a calvinista – valorizava o trabalho árduo, a disciplina e a condenação do ócio, criando um ambiente cultural favorável ao desenvolvimento do capitalismo.
Nesse sentido, qual exemplo ilustra a análise de Weber sobre a influência cultural da religião no trabalho?
O empresário que, ao investir no próprio negócio, busca acumular lucro como sinal de sucesso e salvação espiritual.
O operário que protesta contra as condições de trabalho, exigindo melhores salários e redução da jornada.
O agricultor camponês que trabalha em regime de subsistência, produzindo apenas para o consumo da família.
O estudante que amplia seu capital cultural ao concluir o ensino superior em uma universidade renomada.
O trabalhador informal que depende de “bicos” ocasionais para sobreviver em meio à precarização laboral.
Marx e Weber ofereceram análises distintas sobre o trabalho e a sociedade capitalista. Para Marx, a exploração do trabalho está na base da desigualdade social, que decorre da relação entre burguesia e proletariado no processo produtivo. Weber, por outro lado, enfatiza que além do fator econômico, elementos culturais e religiosos também influenciaram o desenvolvimento do capitalismo e a posição social dos indivíduos.
Com base nisso, qual alternativa sintetiza corretamente as diferenças entre Marx e Weber?
Para Marx, o capitalismo se desenvolveu pela ética protestante; para Weber, pela mais-valia.
Para Marx, o trabalho é sempre fonte de coesão social; para Weber, é apenas exploração econômica.
Para Marx, a centralidade está na luta de classes e na exploração econômica; para Weber, na influência cultural e no prestígio.
Para Marx, o trabalho gera solidariedade orgânica; para Weber, ele representa alienação.
Para Marx, o poder político define a estratificação; para Weber, apenas o acúmulo de riqueza explica a desigualdade.
A chamada “uberização” refere-se à forma de trabalho mediada por plataformas digitais, na qual trabalhadores prestam serviços de maneira flexível, sem vínculo empregatício formal, arcando com os custos de sua atividade (manutenção de veículo, combustível, internet, etc.). Esse modelo é frequentemente associado à precarização, já que não garante direitos trabalhistas da CLT, como férias remuneradas, 13º salário e seguro-desemprego.
Nesse contexto, qual situação expressa a contradição central da uberização no Brasil contemporâneo?
O motorista de aplicativo que valoriza a autonomia de horários, mas enfrenta a ausência de seguridade social.
O trabalhador que, com vínculo formal, recebe FGTS, adicional noturno e outros benefícios.
O microempreendedor individual (MEI) que possui acesso à aposentadoria e auxílio-doença.
O funcionário público concursado que desfruta de estabilidade no cargo.
O empresário que contrata trabalhadores sob o regime da CLT para ampliar seus lucros.
As transformações do mercado de trabalho brasileiro, impulsionadas pela tecnologia e pela Reforma Trabalhista de 2017, resultaram em um cenário de maior flexibilidade, mas também de insegurança jurídica para os trabalhadores. A uberização representa essa nova lógica: a remuneração está atrelada ao número de corridas ou entregas realizadas, e não à garantia de um salário fixo. Apesar de ampliar oportunidades para certos grupos, esse modelo mantém e até intensifica desigualdades históricas.
Diante disso, a uberização pode ser entendida como um processo de:
Ampliação dos direitos trabalhistas conquistados pela CLT.
Democratização plena das relações de trabalho, com igualdade entre patrões e empregados.
Inserção dos trabalhadores na economia formal, com estabilidade e seguridade garantidas.
Flexibilização que gera autonomia aparente, mas acentua a precarização das condições de trabalho.
Valorização do trabalho tradicional, baseado em carteira assinada e vínculos permanentes.
O semipresidencialismo é um modelo de organização de governo que combina elementos do presidencialismo e do parlamentarismo. Nesse sistema, há a figura de um presidente eleito pelo povo, com mandato fixo, que exerce a função de Chefe de Estado, e de um primeiro-ministro, indicado pelo Parlamento, que atua como Chefe de Governo. O equilíbrio de poder entre essas duas figuras é fundamental para a estabilidade do sistema.
Considerando essas características, qual situação exemplifica corretamente o funcionamento do semipresidencialismo?
O presidente exerce as funções de chefe de Estado e chefe de governo, concentrando o poder executivo.
O presidente é eleito pelo povo e exerce papel de chefe de Estado, enquanto o primeiro-ministro governa com apoio parlamentar.
O rei ou rainha governa vitaliciamente, transmitindo o poder por hereditariedade.
O primeiro-ministro governa de forma autônoma e independente do Parlamento.
O parlamento e o presidente compartilham igualmente todas as funções de governo, sem distinção de papéis.
O semipresidencialismo tem sido apontado por alguns analistas como um modelo que pode equilibrar a legitimidade popular do presidencialismo com a flexibilidade e estabilidade do parlamentarismo. Contudo, também apresenta desafios, como a possibilidade de choques entre presidente e primeiro-ministro, especialmente em contextos de crise política. Países como França, Irlanda e Peru adotam essa forma de governo.
Nesse sentido, qual das alternativas expressa uma vantagem frequentemente atribuída ao semipresidencialismo?
A concentração de poder no Executivo, evitando disputas entre diferentes autoridades.
A possibilidade de maior cooperação entre Executivo e Legislativo, diminuindo a instabilidade política.
A eliminação da necessidade de eleições diretas, já que o Parlamento assume todas as funções.
A garantia de mandatos vitalícios tanto para o presidente quanto para o primeiro-ministro.
A supressão da figura do chefe de Estado, típica do presidencialismo tradicional.
As minorias sociais são grupos historicamente colocados em posição de desvantagem nas relações sociais, como mulheres, negros, indígenas e LGBTQIA+. No caso dos povos indígenas, a luta contemporânea envolve não apenas a preservação de sua cultura e identidade, mas também a defesa de direitos constitucionais, como a demarcação de terras e o acesso a políticas públicas de saúde e educação diferenciadas.
Considerando esse cenário, qual alternativa exemplifica um desafio atual da luta indígena pelo reconhecimento de seus direitos no Brasil?
A universalização plena de políticas de igualdade racial que asseguram aos indígenas plena integração cultural sem necessidade de preservação de tradições.
A disputa pela demarcação de territórios tradicionais frente a pressões do agronegócio, da mineração e de grandes obras de infraestrutura.
O privilégio de acesso dos indígenas às universidades públicas sem qualquer forma de seleção.
O fim das práticas religiosas indígenas em nome da unificação cultural nacional.
A predominância absoluta de indígenas em cargos de decisão política no Congresso Nacional.
Os movimentos sociais indígenas têm se articulado cada vez mais para garantir a efetivação de direitos previstos na Constituição de 1988, que reconhece sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições. Esses movimentos utilizam estratégias diversas, como manifestações, ações judiciais e articulação internacional, para denunciar violações de direitos e exigir políticas públicas que assegurem sua cidadania plena.
Nesse contexto, qual situação expressa adequadamente a luta indígena enquanto movimento social contemporâneo?
Indígenas que reivindicam apenas benefícios econômicos, desvinculados de sua cultura e identidade.
Comunidades indígenas que defendem a preservação de suas línguas, costumes e terras tradicionais como condição para a manutenção de sua identidade coletiva.
Lideranças indígenas que recusam a participação em espaços políticos e institucionais, limitando-se à vida comunitária.
Movimentos indígenas que abandonam as pautas culturais em troca de uma integração completa à sociedade urbana.
Povos indígenas que, por pressão externa, abrem mão de sua autonomia em nome da uniformização cultural nacional.
Na sociedade de classes, a mobilidade social é maior do que nos sistemas de castas e estamentos, pois depende do fator econômico. No entanto, a distribuição desigual de renda e oportunidades reforça a distância entre ricos, pobres e classe média. Segundo Max Weber, além da dimensão econômica, prestígio e poder também influenciam o lugar ocupado na hierarquia social.
Nesse sentido, qual situação exemplifica a reprodução da desigualdade entre as classes sociais no Brasil contemporâneo?
O acesso restrito de jovens das classes populares ao ensino superior de qualidade, em comparação aos de famílias ricas.
A concessão de bolsas de estudo a alunos de baixa renda em universidades públicas.
A criação de programas de incentivo à formalização de trabalhadores autônomos, como o MEI.
A aprovação de cotas raciais e sociais que ampliam a entrada de estudantes pobres em cursos universitários.
A expansão de políticas de inclusão que garantem igualdade plena entre classes sociais distintas.
A sociedade de classes é marcada pela possibilidade de mobilidade social, ainda que limitada pelas desigualdades estruturais. O fator econômico é determinante, pois define quem ocupa a classe baixa, média ou alta. No Brasil, o consumo de determinados bens e serviços, como acesso a saúde privada, educação de excelência ou moradia em áreas valorizadas, também serve como marcador da posição social dos indivíduos.
Diante disso, qual alternativa expressa corretamente o papel do consumo como indicador de estratificação social?
O acesso universal a bens de consumo garante a eliminação das diferenças entre classes sociais.
O consumo restrito de bens básicos, como alimentação e transporte, caracteriza a classe alta.
A possibilidade de frequentar escolas particulares e adquirir imóveis em áreas nobres diferencia as classes média e alta das camadas populares.
O consumo é irrelevante para a análise das classes sociais, pois apenas o poder político determina a estratificação.
A definição de classe social depende exclusivamente da herança cultural e não de recursos econômicos.
Para Karl Marx, o capitalismo é um sistema baseado na exploração, na qual a classe burguesa se apropria da força de trabalho do proletariado. O lucro decorre da diferença entre o valor produzido pelo trabalhador e o salário que ele recebe, o que Marx denominou mais-valia. Esse processo representa a exploração de um homem sobre outro em busca de acumulação de capital.
Qual das situações exemplifica essa lógica de exploração?
Um operário que recebe um salário fixo, mas produz mercadorias cujo valor de venda ultrapassa em muito sua remuneração.
Um camponês que cultiva sua terra e consome integralmente o que produz, sem gerar excedente de lucro.
Um microempreendedor que vende diretamente seus produtos e fica com todo o resultado do trabalho.
Um servidor público concursado que possui estabilidade e salário definido por lei.
Um trabalhador autônomo que presta serviços e negocia diretamente o valor de sua atividade com o cliente.
Além da mais-valia, Marx também destacou o fenômeno da alienação: o trabalhador perde o controle sobre o processo e o produto de seu trabalho, que passa a pertencer ao capitalista. Essa alienação reforça a exploração, pois transforma o trabalho em uma mercadoria e reduz o trabalhador a mero instrumento de produção de lucro.
Considerando esse conceito, qual situação expressa a ideia de alienação no trabalho capitalista?
O operário de fábrica que desconhece o destino final da mercadoria que produz e não possui acesso ao valor integral gerado por seu trabalho.
O artesão que controla todas as etapas de produção de seu produto e comercializa-o diretamente.
O agricultor familiar que divide o resultado de sua colheita entre consumo da família e venda em feiras locais.
O profissional liberal que presta serviços autônomos e escolhe o valor de sua remuneração.
O trabalhador que participa da gestão cooperativa de produção, tendo voz ativa nas decisões coletivas.
