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Quiz 3ª série

Total questions: 44

Worksheet time: 2hrs 12mins

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1.

Leia o texto a seguir: Amor de contabillista “Prezada senhorita, Tenho a honra de comunicar a V. S. que resolvi, de acordo com o que foi conversado com seu ilustre progenitor, o tabelião juramentado Francisco Guedes, estabelecido à Rua da Praia, número 632, dar por encerrados nossos entendimentos de noivado. [...]” (CARVALHO, J. C. Amor de contabillista. In: Porque Lulu Bergantim não atravessou o Rubicon. Rio de Janeiro: José Olympio, 1971) A exploração da variação linguística é um elemento que pode provocar situações cômicas. Nesse texto, o tom de humor decorre da incompatibilidade entre:

a)

o objetivo de informar e a escolha do gênero textual.

b)

o rigor quanto aos aspectos formais do texto e a profissão do remetente.

c)

as formas de tratamento utilizadas e as exigências estruturais da carta.

d)

o emprego de expressões antigas e a temática desenvolvida no texto.

e)

a linguagem empregada e os papéis sociais dos interlocutores.

2.

Leia o texto: Papos “— Me disseram... — Disseram-me. — Hein? — O correto é ‘disseram-me’. Não ‘me disseram’. — Eu falo como quero. [...] — Pronome no lugar certo é elitismo! — Se você prefere falar errado... — Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderem-me?” (VERISSIMO, L. F. Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001) Nesse texto, o uso da norma-padrão defendido por um dos personagens torna-se inadequado em razão do(a):

a)

falta de compreensão causada pelo choque entre gerações.

b)

nível social dos participantes da situação.

c)

diferença de escolaridade entre os falantes.

d)

grau de polidez distinto entre os interlocutores.

e)

contexto de comunicação em que a conversa se dá.

3.

Leia o texto: Volta para a tua terra “De quem é esta língua? Uma pequena editora brasileira, a Urutau, acaba de lançar em Lisboa uma ‘antologia antirracista de poetas estrangeiros em Portugal’, com o título Volta para a tua terra. O livro denuncia as diversas formas de racismo a que os imigrantes estão sujeitos. Alguns dos poetas brasileiros antologiados queixam-se do desdém com que um grande número de portugueses acolhe o português brasileiro. É uma queixa frequente. ‘Aqui em Portugal eles dizem /- eles dizem – / que nosso português é errado, que nós não falamos português’, escreve a poetisa paulista Maria Giulia Pinheiro, para concluir: ‘Se a sua linguagem, a lusitana, / ainda conserva a palavra da opressão / ela não é a mais bonita do mundo./ Ela é uma das...’ O texto apresenta uma situação de preconceito linguístico, que se manifesta na:

a)

valorização da língua portuguesa falada em Portugal.

b)

recusa do português brasileiro como variedade legítima da língua.

c)

defesa da língua portuguesa como patrimônio cultural.

d)

aceitação da diversidade linguística entre os falantes.

e)

promoção da literatura de autores imigrantes.

4.

O texto tematiza o preconceito em relação ao português brasileiro. Com base no trecho citado, infere-se que esse preconceito se deve:

a)

à dificuldade de consolidação da literatura brasileira em outros países.

b)

à distância territorial entre os falantes do português que vivem em Portugal e no Brasil.

c)

ao intercâmbio cultural que ocorre entre povos de língua portuguesa.

d)

à existência de uma língua ideal que alguns falantes lusitanos creem ser a falada em Portugal.

e)

aos diferentes graus de instrução formal entre os falantes de língua portuguesa.

5.

Leia o texto: “O preconceito linguístico é tanto mais poderoso porque, em grande medida, ele é ‘invisível’, no sentido de que quase ninguém fala dele, com exceção dos raros cientistas sociais que se dedicam a estudá-lo. Pouquíssimas pessoas reconhecem a existência do preconceito linguístico, quem dirá a sua gravidade como um sério problema social.” (BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. São Paulo: Loyola, 1999) Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta um exemplo de preconceito linguístico:

a)

A língua falada é um instrumento de sobrevivência em sociedade.

b)

Todo falante nativo de uma língua a conhece plenamente.

c)

Os habitantes de uma cidade grande não possuem sotaque na língua falada.

d)

Existem muitas maneiras de se expressar a mesma ideia.

e)

A língua varia tão rapidamente quanto as mudanças que ocorrem na sociedade.

6.

Leia o texto: Trecho de “A Hora da Estrela” “Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim para outra molécula e nasceu a vida. Mas antes da pré-história havia a pré-história da pré-história e havia o nunca e havia o sim. Sempre houve. Não sei o quê, mas sei que o universo nunca começou. Que ninguém se engane: só consigo simplicidade através de muito trabalho. Enquanto isso, faço relógios, abro o jornal, estudo geografia, etc. Mas o que eu quero é escrever. É isso que eu faço. Escrevo porque não tenho nada a fazer no mundo: sobre isso, não há dúvida. O que me resta é aceitar-me como escritora. Mas o que é escrever? É o mesmo que perguntar o que é viver.” (LISPECTOR, Clarice. A Hora da Estrela, 1977) Neste trecho, a narradora reflete sobre o ato de escrever. Essa reflexão revela uma característica da prosa de Clarice Lispector, que é:

a)

A construção de narrativas lineares, com ênfase em fatos e acontecimentos.

b)

O uso de descrições objetivas, que buscam retratar fielmente a realidade externa.

c)

A valorização da introspecção e da subjetividade, explorando reflexões existenciais.

7.

Leia o texto: “Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestuosas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite. Clarice Lispector” Esse fragmento da obra de Clarice Lispector evidencia:

a)

A relação entre a personagem e a coletividade, com valorização da convivência social.

b)

O tom objetivo e científico que caracteriza sua escrita.

c)

A busca de autodefinição e a reflexão existencial em primeira pessoa.

d)

O recurso à ironia e à paródia como crítica a convenções sociais.

e)

A valorização de narrativas externas, com predominância de ações.

8.

Leia o texto: Trecho de “A Paixão segundo G.H.” “Até onde chegará a minha insuficiência? O mais fundo do fundo do poço é um pouco raso, o mais fundo do fundo é um pouco sem fundo. Não se trata apenas de conhecer-se, mas de transformar-se. E a transformação é uma procura incessante de ser.” Nesse fragmento, a escrita de Clarice Lispector é marcada por:

a)

Uma narrativa objetiva, centrada em descrições de acontecimentos.

b)

A valorização do universo interior e da reflexão subjetiva.

c)

A crítica social direta ao sistema político vigente.

d)

O predomínio da linguagem regional e coloquial.

e)

A representação coletiva de tipos sociais.

9.

Read the text: “Era uma mulher de quarenta anos, com um corpo ainda jovem, mas com a alma cansada de esperas. Ela não sabia exatamente o que queria, mas sabia que o que tinha não lhe bastava. Clarice Lispector” Esse trecho é representativo da obra de Clarice Lispector porque:

a)

It portrays the psychological and existential analysis of the characters.

b)

It builds linear plots, marked by action and events.

c)

It values the objectivity and impartiality of the narration.

d)

It presents explicit social criticism of political daily life.

e)

It reduces subjectivity in favor of external realistic description.

10.

Nesse trecho, a marca estilística de Guimarães Rosa se manifesta principalmente no(a):

a)

Utilização de regionalismos que conferem autenticidade à fala sertaneja.

b)

Estrutura linear do enredo, centrada na ação das personagens.

c)

Emprego de objetividade e clareza típicas da linguagem científica.

d)

Representação da realidade sem subjetividade ou simbolismo.

e)

Uso da norma-padrão rígida e da linguagem formal culta.

11.

Leia o texto: “Nonada. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não, Deus esteja. Foram de briga de menino, de nada. Eu estava passando e ouvi. Não foi nada.” (ROSA, João Guimarães. Grande Sertão: Veredas, 1956) O fragmento acima evidencia um dos principais recursos da obra de Guimarães Rosa:

a)

A crítica política direta à realidade do sertão.

b)

A valorização do coloquialismo e da oralidade popular.

c)

A objetividade da narração em terceira pessoa.

d)

O uso de vocabulário exclusivamente culto e erudito.

e)

A ausência de marcas regionais na construção narrativa.

12.

Nesse trecho, a escrita de Guimarães Rosa evidencia:

a)

A valorização da oralidade e da simplicidade do sertanejo.

b)

O uso de linguagem exclusivamente culta e erudita.

c)

A ausência de subjetividade na caracterização das personagens.

d)

A linearidade narrativa típica da prosa realista-naturalista.

e)

A desconsideração das tradições culturais populares.

13.

Leia o texto: “Diadorim me deu a mão. A força daquela mão pequena, delicada, era maior que tudo. Naquele instante, percebi que a coragem não era ausência de medo, mas a força de enfrentá-lo.” Guimarães Rosa O fragmento acima revela que, para o narrador, a coragem é:

a)

A ausência de medo diante do perigo.

b)

A força de enfrentar o medo.

c)

A negação dos próprios sentimentos.

d)

A busca por aventuras perigosas.

e)

A recusa em aceitar ajuda dos outros.

14.

Esse trecho, extraído de Grande Sertão: Veredas, revela uma característica central da obra rosiana:

a)

O foco exclusivo na descrição objetiva de paisagens sertanejas.

b)

A fusão de lirismo e oralidade na construção da narrativa.

c)

A ênfase em críticas políticas diretas à realidade nordestina.

d)

A neutralidade emocional na relação entre personagens.

e)

O distanciamento entre linguagem e subjetividade.

15.

A principal característica da resenha acima é:

a)

Explicitar a experiência pessoal do leitor com a obra.

b)

Narrar os acontecimentos da obra em ordem cronológica.

c)

Expor a análise crítica e interpretativa de uma produção literária.

d)

Definir conceitos teóricos de crítica literária e sociologia.

e)

Retomar aspectos biográficos do autor como foco central.

16.

Leia o texto: Resenha de filme “Em Que horas ela volta?, Anna Muylaert aborda a relação entre patroa e empregada doméstica em um ambiente de tensão social e afetiva. A atuação de Regina Casé é destacada pela crítica como uma das mais expressivas do cinema nacional recente. O filme, ao mesmo tempo que emociona, questiona as hierarquias sociais ainda vigentes no Brasil. Sobre o gênero resenha crítica, é correto afirmar que:

a)

Tem como finalidade apenas narrar a história da obra de forma resumida.

b)

Busca informar de forma imparcial, sem emitir julgamentos de valor.

c)

Caracteriza-se por apresentar avaliação e posicionamento sobre a obra.

d)

Se limita a reproduzir a opinião de outros críticos, sem análise própria.

e)

É sempre escrita de forma neutra, sem marcas de subjetividade.

17.

Sobre o livro "Quarto de Despejo", de Carolina Maria de Jesus, é correto afirmar que:

a)

A obra registra em forma de diário a experiência da autora na favela do Canindé, em São Paulo, nos anos 1950.

b)

O livro narra a infância da autora em uma fazenda do interior de Minas Gerais.

c)

A autora utiliza uma linguagem formal e acadêmica para relatar sua vivência.

d)

O foco principal do livro é a vida política do Brasil na década de 1950.

18.

O fragmento acima caracteriza o gênero resenha crítica porque:

a)

Resume a narrativa da obra de forma cronológica e sem análise.

b)

Apresenta a biografia da autora como foco exclusivo do texto.

c)

Expõe opinião fundamentada, avaliando a obra em seu contexto social.

d)

Reproduz apenas a visão de outros críticos, sem posicionamento próprio.

e)

Prioriza a descrição de aspectos técnicos sem relação com o leitor.

19.

Leia o texto: Resenha crítica de peça teatral "A peça Eles não usam black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri, é um marco do teatro engajado no Brasil. A crítica social se constrói a partir da narrativa familiar, revelando as tensões entre trabalhadores e patrões em plena efervescência política. A dramaturgia, ao mesmo tempo em que emociona, também convoca o espectador a refletir sobre seu papel social." Nesse caso, a resenha crítica cumpre a função de:

a)

Relatar a história da peça, destacando apenas os acontecimentos.

b)

Avaliar a obra, articulando apreciação estética e análise social.

c)

Informar de maneira objetiva, sem interferência de opinião.

d)

Retomar conceitos técnicos de dramaturgia, sem juízo de valor.

e)

Reproduzir falas de personagens como estratégia principal.

20.

Leia o texto: Trecho de “Morte e Vida Severina” “Somos muitos Severinos iguais em tudo na vida: na mesma cabeça grande que a custo é que se equilibra, no mesmo ventre crescido sobre as mesmas pernas finas, e iguais também porque o sangue, que usamos tem pouca tinta.” (CABRAL, João. Morte e Vida Severina, 1955) No trecho, a obra de João Cabral de Melo Neto evidencia:

a)

A valorização da subjetividade e do fluxo de consciência individual.

b)

A denúncia social das condições de miséria e desigualdade.

c)

A neutralidade estética, sem relação com crítica social.

d)

O lirismo amoroso e introspectivo típico da 2ª geração modernista.

e)

A defesa da tradição regional como única forma de identidade cultural.

21.

Leia o texto: Trecho de “O Cão sem Plumas” “O rio tinha a fisionomia de cão sem plumas. De cão sem imaginação. De cão sarnento. De cão sem mais nada. O rio tinha a cara de cão sem plumas.” (CABRAL, João. O Cão sem Plumas, 1950) O fragmento ilustra a poética de João Cabral de Melo Neto, caracterizada por:

a)

A musicalidade subjetiva e a escrita intimista.

b)

A linguagem racional, objetiva e de imagens concretas.

c)

A ausência de metáforas, com predomínio do literalismo.

d)

A representação de enredos lineares e narrativos.

e)

A construção de personagens idealizados.

22.

Leia o texto: Trecho de “Morte e Vida Severina” “E foi então que, de dentro daquela pobre palhoça, como se fosse do fundo da terra que se cavoca, se escutou choro de criança, choro de vida que brota. Foi como se a voz da vida de repente respondesse com uma explosão de fontes ao que a morte se dizia.” (CABRAL, João. Morte e Vida Severina, 1955) Nesse trecho, a cena do nascimento simboliza:

a)

A continuidade da miséria sem possibilidade de mudança.

b)

A ironia diante da luta desigual do sertanejo.

c)

A esperança e a renovação em meio à adversidade.

d)

A crítica ao abandono do sertanejo pelo poder público.

e)

A indiferença da vida diante da morte.

23.

Leia o texto: Trecho de “Educação pela Pedra” “Uma educação pela pedra: — lição de moral, sua dura face. De aula de geometria, seu desenho. De poesia, seu sentido concentrado. E de economia, seu adensar-se compacto: (CABRAL, João. Educação pela Pedra, 1966) O poema sugere que a pedra simboliza:

a)

A rigidez e a inflexibilidade do aprendizado.

b)

A simplicidade e a pureza da natureza.

c)

A concretude e a objetividade do conhecimento.

d)

A leveza e a fluidez da linguagem poética.

e)

A superficialidade das experiências humanas.

24.

A concepção de poesia expressa no poema associa-se a:

a)

A valorização da emoção subjetiva como fundamento da criação poética.

b)

A busca de musicalidade solta e fluida como núcleo da linguagem.

c)

A ideia de poesia como aprendizado rigoroso, objetivo e racional.

d)

A defesa da fantasia e da imaginação como base da arte literária.

e)

A recusa de qualquer relação entre poesia e conhecimento humano.

25.

Leia o texto: Trecho de artigo de divulgação científica "A cada ano, cerca de 8 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos. Esses resíduos representam uma ameaça à vida marinha e, consequentemente, à cadeia alimentar que inclui o ser humano. O desafio atual é encontrar alternativas sustentáveis para reduzir o impacto do plástico no meio ambiente." O texto apresenta características do gênero divulgação científica, porque:

a)

Expõe dados e análises em linguagem acessível, aproximando ciência e público geral.

b)

Utiliza jargões técnicos sem preocupação com clareza.

c)

Baseia-se em narrativas literárias para retratar experiências humanas.

d)

Apresenta opinião pessoal do autor como argumento principal.

e)

Resume apenas informações de senso comum, sem fundamentação.

26.

Nesse caso, o texto se insere no gênero divulgação científica porque:

a)

É voltado para especialistas, com linguagem altamente técnica.

b)

Expõe tema científico de forma acessível ao público em geral.

c)

Se limita a narrar experimentos laboratoriais sem análise crítica.

d)

Reproduz de modo ficcional conceitos de ciência.

e)

Prioriza apenas aspectos históricos do desenvolvimento científico.

27.

Esse texto caracteriza-se como divulgação científica porque:

a)

Expõe descobertas científicas em linguagem acessível ao público leigo.

b)

Reproduz integralmente artigos acadêmicos sem adaptação.

c)

Narra experiências pessoais dos cientistas envolvidos.

d)

Valoriza recursos poéticos para aproximar-se da literatura.

e)

Recorre a termos técnicos excessivos, dificultando a compreensão.

28.

Leia o texto: Trecho de reportagem científica "A energia solar fotovoltaica tem se tornado cada vez mais viável economicamente, graças ao barateamento das placas solares e aos incentivos governamentais. Estima-se que, até 2030, a matriz energética mundial terá um aumento expressivo da participação da energia solar como fonte limpa e renovável." (Scientific American Brasil, 2018) A principal função do gênero de divulgação científica nesse contexto é:

a)

Informar sobre avanços da ciência, tornando-os compreensíveis ao público geral.

b)

Debater conceitos técnicos de física exclusivamente para especialistas.

c)

Narrar a experiência de consumidores de energia solar.

d)

Divulgar dados de mercado sem embasamento científico.

e)

Relatar memórias pessoais de cientistas.

29.

Leia o texto: Trecho de Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa) “Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo... Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer, Porque eu sou do tamanho do que vejo E não do tamanho da minha altura...” (PESSOA, Fernando. Poemas de Alberto Caeiro) Esse poema revela uma das características de Alberto Caeiro, que é:

a)

A visão transcendental e mística da realidade.

b)

O culto à objetividade e à percepção sensorial imediata.

c)

A valorização da subjetividade interior e do sonho.

d)

A construção de versos herméticos e complexos.

e)

A preferência por reflexões filosóficas abstratas.

30.

Trecho de Álvaro de Campos (heterônimo de Fernando Pessoa) “Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.” (PESSOA, Fernando. Poemas de Álvaro de Campos) Esse poema é representativo da produção de Álvaro de Campos porque:

a)

Exprime uma visão sensorial objetiva da natureza.

b)

Revela inquietações existenciais e sentimento de crise.

c)

Apresenta serenidade e simplicidade na percepção do mundo.

d)

Propõe uma reflexão filosófica de caráter religioso.

e)

Resgata uma linguagem bucólica e pastoril.

31.

Aula 16 – Fernando Pessoa e seus heterônimos – Parte 2 Questão 27 – (ENEM 2013) Leia o texto: Trecho de Ricardo Reis (heterônimo de Fernando Pessoa) “Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive.” (PESSOA, Fernando. Poemas de Ricardo Reis) Nesse poema, a marca estilística de Ricardo Reis é:

a)

A exaltação do paganismo e da medida clássica.

b)

A subjetividade intensa e o fluxo de consciência.

c)

O tom épico e narrativo, baseado em enredos históricos.

d)

A visão pastoril simples, ligada à vida campestre.

e)

O uso de humor e ironia como traço principal.

32.

Leia o texto: Trecho de Fernando Pessoa ortônimo "Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo. (...) Falhei em tudo. Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada." Esse fragmento é representativo da obra ortônima de Pessoa porque:

a)

Expõe reflexões existenciais e sentimento de crise.

b)

Reproduz descrições objetivas da realidade externa.

c)

Expressa uma visão sensorial direta do mundo físico.

d)

Retoma o tom épico característico da poesia clássica.

e)

Propõe narrativas lineares centradas na ação.

33.

Leia o texto: Carta do leitor publicada em jornal “Senhor editor, escrevo para manifestar minha indignação com a falta de áreas verdes em nossa cidade. A cada dia novas construções tomam o espaço que deveria ser destinado a praças e parques, comprometendo a qualidade de vida da população. Acredito que a preservação ambiental deve ser prioridade, pois dela depende o bem-estar das futuras gerações.” Esse texto se caracteriza como carta do leitor porque:

a)

Relata de forma literária uma experiência subjetiva.

b)

Apresenta um enredo narrativo com personagens.

c)

Expõe opinião pessoal do leitor sobre tema de interesse público.

d)

Reproduz conceitos técnicos da área ambiental.

e)

Resume notícias jornalísticas sem emitir juízo de valor.

34.

A carta do leitor cumpre sua função social porque:

a)

É uma narrativa ficcional criada para entreter o público.

b)

É uma forma de interação entre o leitor e o veículo de comunicação.

c)

Reproduz informações oficiais de órgãos governamentais.

d)

É uma reportagem investigativa elaborada por jornalistas.

e)

Constitui um documento técnico com linguagem científica.

35.

Leia o texto: Trecho de uma carta aberta “Nós, estudantes do ensino médio, expressamos nossa oposição ao fechamento das escolas públicas estaduais. Defendemos a educação de qualidade e acreditamos que o diálogo é o caminho para resolver os problemas da rede escolar. Esta carta é dirigida não apenas às autoridades, mas a toda a sociedade civil, pois acreditamos que a luta pela educação é coletiva.” Este texto se caracteriza como uma carta aberta porque:

a)

É uma correspondência privada entre remetente e destinatário.

b)

É dirigida a uma pessoa específica, em tom pessoal.

c)

É dirigida a um público amplo, visando promover o debate público.

d)

Apresenta linguagem técnica e científica.

e)

Tem caráter exclusivamente informativo, sem a opinião dos autores.

36.

Leia o texto: Carta aberta de associação de moradores "Nós, abaixo-assinados, moradores do bairro São Joaquim, solicitamos às autoridades municipais a revisão do projeto de expansão do aterro sanitário. Consideramos que tal medida comprometerá a qualidade de vida da comunidade e o equilíbrio ambiental da região. A carta é dirigida às autoridades competentes e ao mesmo tempo à população, a quem pedimos apoio nesta reivindicação." A carta aberta cumpre sua função social porque:

a)

Expressa um posicionamento coletivo, voltado a toda a sociedade.

b)

Se limita a narrar experiências pessoais dos signatários.

c)

Funciona como documento administrativo de caráter oficial.

d)

Reproduz informações técnicas sobre meio ambiente sem argumentação.

e)

Se caracteriza como texto literário com função estética.

37.

Leia o texto: Trecho do Manifesto Antropofágico (1928), de Oswald de Andrade “Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente. Contra todas as catequeses. E contra a mãe dos Gracos. Só a antropofagia nos une. Contra a memória organizada. Contra o imobilismo das elites.” O fragmento do manifesto apresenta como característica central:

a)

A defesa da imitação dos modelos culturais europeus.

b)

A valorização da tradição clássica como referência estética.

c)

A recusa à imposição de valores externos e a afirmação da identidade nacional.

d)

A exaltação da neutralidade cultural como forma de universalismo.

e)

O distanciamento entre arte e vida social.

38.

Leia o texto: Trecho de Manifesto Futurista (1909), de Filippo Tommaso Marinetti “Nós queremos cantar o amor ao perigo, o hábito da energia e da temeridade. A coragem, a audácia e a rebelião serão elementos essenciais da nossa poesia. Declaramos que a magnificência do mundo enriqueceu-se de uma nova beleza: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida é mais belo que a Vitória de Samotrácia.” Esse fragmento ilustra a proposta do Manifesto Futurista porque:

a)

Valoriza o passado clássico como fonte de inspiração para a arte.

b)

Rejeita as inovações tecnológicas em favor da tradição.

c)

Exalta o dinamismo, a velocidade e a modernidade.

d)

Defende a permanência da arte como cópia fiel da natureza.

e)

Se caracteriza pela nostalgia do mundo rural e bucólico.

39.

Leia o texto: Trecho de debate regrado Moderador: “Passamos agora à questão sobre a redução da maioridade penal. O grupo favorável terá três minutos para apresentar seus argumentos.” Participante 1: “Acreditamos que a redução é necessária para que crimes cometidos por adolescentes tenham punições mais rígidas, garantindo mais segurança à sociedade.” Participante 2: “Discordamos dessa visão. Estudos mostram que a redução da maioridade penal não reduz a criminalidade. Defendemos mais investimentos em educação e políticas sociais.” A transcrição acima ilustra um debate regrado porque:

a)

Cada participante expõe opiniões em sequência, sem mediação.

b)

Há tempo delimitado e regras definidas para a fala dos participantes.

c)

O texto apresenta narrativas literárias em tom subjetivo.

d)

Os argumentos se limitam a relatos pessoais dos debatedores.

e)

O debate ocorre sem a presença de um moderador.

40.

Questão 36 - (UNICAMP 2020) Leia o texto: Trecho de debate escolar Moderador: “O tema em discussão é a liberação do uso de celulares em sala de aula. O grupo contrário começa sua argumentação.” Participante 1: “O uso de celulares atrapalha a concentração e pode prejudicar o aprendizado.” Participante 2: “Discordo. O celular pode ser uma ferramenta pedagógica importante, desde que bem orientado pelo professor.” Esse fragmento evidencia que o gênero debate regrado se caracteriza por:

a)

Priorizar narrativas ficcionais para entreter o público.

b)

Estar centrado em impressões subjetivas dos debatedores.

c)

Apresentar posicionamentos divergentes organizados em regras.

d)

Reproduzir apenas opiniões do moderador sobre o tema.

e)

Ser conduzido sem estrutura prévia de tempo e ordem.

41.

Este miniconto revela sua expressividade por meio de:

a)

Narrativa extensa e detalhada de personagens.

b)

Construção irônica e condensada do enredo.

c)

Descrição minuciosa do ambiente.

d)

Uso de linguagem rebuscada e formal.

e)

Sequência de ações complexas e prolongadas.

42.

Questão 38 - (UNICAMP 2021) Leia o texto: Microconto "Quando acordei, ele ainda estava morto." (Autor desconhecido) Nesse microconto, o efeito de sentido é produzido por:

a)

Repetição redundante de informações narrativas.

b)

Objetividade científica e ausência de subjetividade.

c)

Ambiguidade e concisão, que surpreendem o leitor.

d)

Estrutura cronológica e linear do enredo.

e)

Uso de linguagem técnica e formal.

43.

Leia o texto: “É inegável que a violência urbana constitui um dos maiores problemas sociais do Brasil contemporâneo. Entre suas causas estão a desigualdade social, a falta de acesso à educação de qualidade e a fragilidade das políticas públicas de segurança. Portanto, é urgente a implementação de medidas que visem reduzir essas disparidades e promover maior justiça social.” O texto acima apresenta características do gênero dissertativo-argumentativo porque:

a)

Descreve personagens e situações em ordem cronológica.

b)

Expõe uma opinião sustentada por argumentos racionais.

c)

Prioriza a narrativa literária em tom subjetivo.

d)

Reproduz falas de debatedores em confronto de ideias.

e)

Valoriza a emoção como elemento central da argumentação.

44.

Leia o texto: “Com o avanço da tecnologia e a crescente presença da internet no cotidiano, torna-se indispensável discutir os impactos das redes sociais na formação da opinião pública. Ao mesmo tempo em que ampliam o acesso à informação, também contribuem para a propagação de notícias falsas. Assim, é dever do Estado e da sociedade civil promover a educação midiática, a fim de preparar cidadãos críticos diante desse cenário.” Esse texto exemplifica o gênero dissertativo-argumentativo porque:

a)

Apresenta enredo literário com clímax e desfecho.

b)

Expõe tese, argumentos e proposta de intervenção.

c)

É um relato subjetivo sobre experiências pessoais.

d)

Valoriza apenas descrições técnicas e científicas.

e)

Constrói metáforas poéticas para refletir sobre o tema.