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Prova Teoria do Jornalismo 1

Total questions: 10

Worksheet time: 50mins

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1.

Após um vazamento de dados de uma grande empresa de tecnologia em 2025, um jornalista opta por não publicar os nomes de funcionários de baixo escalão envolvidos, focando a matéria nos executivos responsáveis pela falha de segurança. Essa decisão editorial, que seleciona o que chega ao público, é uma manifestação clássica de:

a)

Esfera Pública

b)

Lide

c)

Convergência Midiática

d)

Gatekeeping

e)

Newsmaking

2.

A busca pela objetividade no jornalismo é frequentemente descrita como um ideal a ser perseguido, mesmo que inatingível na prática. Por quê?

a)

Porque os fatos mudam constantemente e é impossível acompanhá-los.

b)

Porque as empresas de mídia sempre priorizam o lucro sobre a verdade.

c)

Porque toda observação e relato da realidade passam pelos filtros da linguagem e da subjetividade do jornalista.

d)

Porque o público prefere notícias que confirmem suas próprias opiniões.

3.

Em abril de 2024, a tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul foi intensamente noticiada. As manchetes dos maiores jornais brasileiros priorizaram a cobertura da dimensão humanitária e do impacto climático, colocando o tema em posição central no debate público. Qual teoria do jornalismo melhor explica a forma como esse destaque influenciou a opinião pública?

a)

Agenda-Setting

b)

Espiral do Silêncio

c)

Framing

d)

Gatekeeping

e)

Teoria Normativa

4.

Após as fortes enchentes no Rio Grande do Sul, diversos jornais brasileiros noticiaram a tragédia. Algumas reportagens focaram em histórias individuais de famílias desabrigadas, enquanto outras destacaram o esforço de bombeiros e voluntários. Em comum, todas seguiram rotinas típicas da produção jornalística, como a busca de personagens representativos, a seleção de imagens impactantes e a definição de valores-notícia (tragédia, interesse humano, proximidade). Esse tipo de prática está mais relacionado a qual teoria do jornalismo?

a)

Agenda-Setting, porque mostra quais temas serão discutidos na sociedade.

b)

Gatekeeping, porque enfatiza o poder dos editores em escolher os fatos.

c)

Newsmaking, porque analisa as rotinas produtivas, critérios de noticiabilidade e valores-notícia.

d)

Framing, porque define os enquadramentos possíveis para interpretar o acontecimento.

e)

Indústria Cultural, porque mostra a homogeneização da informação.

5.

Em 2019, após o rompimento da barragem em Brumadinho (MG), muitos veículos de comunicação transmitiram ao vivo imagens aéreas feitas por helicópteros, mostrando lama, casas destruídas e o resgate de vítimas. O esforço era relatar os acontecimentos conforme se desenrolavam, com mínima mediação interpretativa de jornalistas e editores. Esse tipo de cobertura está mais diretamente ligado à:

a)

Agenda-Setting, pois determina os temas centrais do debate público.

b)

Teoria do Espelho, pois busca refletir a realidade tal como ocorre.

c)

Teoria Organizacional, pois seleciona quais notícias chegam ao público.

d)

Framing, pois define os enquadramentos possíveis dos fatos.

e)

Indústria Cultural, pois reforça a padronização de conteúdos.

6.

A morte da rainha Elizabeth II (em 2022, mas com repercussão duradoura) gerou mais cobertura na mídia brasileira do que o falecimento de um líder indígena no mesmo período. A escolha editorial de priorizar a monarca britânica se baseia, principalmente, em qual valor-notícia?

a)

Impacto

b)

Proximidade

c)

Notoriedade

d)

Ineditismo

e)

Conflito

7.

Em grandes redações, como a da Folha de S.Paulo ou do O Globo, é comum que a escolha de manchetes, a alocação de repórteres e a definição de tempo para apuração sejam decididas em reuniões de pauta, onde editores equilibram critérios jornalísticos com demandas de tempo, espaço e recursos.

Esse exemplo está mais diretamente relacionado a qual abordagem teórica do jornalismo?

a)

Teoria do Espelho, pois reflete a realidade tal como ocorre.

b)

Teoria Organizacional, pois destaca como rotinas e estruturas internas moldam a produção noticiosa.

c)

Gatekeeping, pois descreve o filtro individual dos jornalistas.

d)

Agenda-Setting, pois define os temas que serão destacados na esfera pública.

e)

Framing, pois estabelece enquadramentos narrativos sobre os fatos.

8.

Nas eleições presidenciais de 2022 no Brasil, jornais e emissoras foram criticados por supostamente dar maior visibilidade a determinados candidatos em detrimento de outros, seja pela ordem de entrevistas, pelo tempo destinado nas reportagens ou pela ênfase em determinados temas de campanha. Segundo a Teoria da Ação Política no Jornalismo, esse fenômeno pode ser interpretado como:

a)

Um exemplo da Teoria do Espelho, já que a mídia apenas reproduziu a realidade eleitoral.

b)

Um reflexo inevitável das limitações técnicas e organizacionais das redações, caracterizando a Teoria Organizacional.

c)

Um resultado das disputas políticas e da inserção do jornalismo em um campo de forças, no qual diferentes atores influenciam a seleção e o tratamento das notícias.

d)

Um caso de Agenda-Setting, pois a mídia apenas definiu quais temas deveriam entrar na pauta pública.

e)

Um exemplo típico do Gatekeeping, baseado exclusivamente nas escolhas individuais dos jornalistas.

9.

Em 2023, durante a cobertura das manifestações contra políticas ambientais no Brasil, diferentes jornais apresentaram os mesmos protestos de maneiras distintas: alguns enfatizaram a violência isolada, outros destacaram pautas pacíficas e os argumentos dos manifestantes. Esse tipo de abordagem se relaciona à Teoria Construcionista do Jornalismo, pois:

a)

O jornalista apenas reproduz os fatos tal como acontecem, sem mediação.

b)

A seleção e apresentação das informações criam interpretações diferentes da realidade, evidenciando que a notícia é uma construção social.

c)

O objetivo principal é definir quais temas entram na pauta pública.

d)

O enfoque é exclusivamente técnico, baseado na apuração de dados oficiais.

e)

A narrativa segue padrões de rotina de redação, sem considerar o contexto social.

10.

Nelson Traquina argumenta que o jornalismo não é apenas um reflexo da realidade, mas um campo social e político. Por exemplo, na cobertura política brasileira, decisões editoriais sobre quais escândalos divulgar ou quais candidatos destacar podem influenciar a percepção pública e a agenda política. Segundo Traquina, esse entendimento implica que:

a)

O jornalismo deve sempre se limitar a reproduzir os fatos sem interpretação, refletindo a realidade objetivamente.

b)

A notícia é produto de rotinas e escolhas organizacionais, mas sem qualquer relação com o contexto político ou social.

c)

O jornalismo atua em um campo de poder e interesses, onde a seleção, a ênfase e a interpretação das informações moldam a percepção pública.

d)

Todas as versões de um fato jornalístico são igualmente válidas, tornando impossível julgar a veracidade da informação.

e)

O papel do jornalista é apenas entreter o público, sem função social ou política significativa.