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Inferências de tirinhas - 1

Total questions: 16

Worksheet time: 31mins

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1.

A tirinha do Xaxado apresenta uma situação de diálogo entre dois personagens em relação à chuva. Considerando as inferências possíveis a partir da sequência narrativa apresentada nos quadrinhos, pode-se concluir que:

a)

O personagem do primeiro quadrinho demonstra pessimismo excessivo ao desencorajar qualquer tentativa de coleta de água da chuva.

b)

A expressão "a única que sobrevive" no terceiro quadrinho revela que o personagem reconhece a intensidade da seca e a falta de esperança.

c)

O conflito entre os personagens evidencia diferentes perspectivas sobre planejamento e preparação diante de situações climáticas.

d)

A sequência dos quadrinhos constrói um humor baseado na inversão de expectativas sobre quem realmente compreende a importância da chuva na região.

2.

Chico Bento, ao abordar a professora, vale-se de um recurso humorístico de quebra de expectativa, que se assenta em:

a)

caráter punitivo da escola, pois chega receoso à sala e se dirige à professora com medo e referência.

b)

caráter afável da professora, pois ela se mostra complacente com a falta de empenho de Chico.

c)

caráter indiferente, pois a professora utiliza a prática de ouvir o aluno sem intervir em seus problemas.

d)

caráter receptivo, pois a professora nega que sua prática se vincule a castigos.

3.

Leia o trecho fictício a seguir, retirado de um anúncio publicitário:

“Este é o copo térmico que mantém sua bebida gelada por 24 horas.
Perfeito para quem não quer surpresas.
*Surpresa não incluída.”

Com base no texto, assinale a alternativa que melhor explica o efeito de sentido produzido pelo recurso da “quebra de expectativas”.

a)

Reforça a credibilidade do produto ao apresentar um dado técnico preciso, eliminando qualquer ambiguidade na mensagem.

b)

Descontrai o anúncio por meio de um jogo de palavras que contradiz a promessa anterior, provocando humor ao surpreender o leitor.

c)

Amplia o campo semântico do termo “surpresa”, transformando-o numa metáfora que exalta a superioridade tecnológica do copo térmico.

d)

Estabelece comparação direta com produtos concorrentes, usando um tom irônico para depreciar outras marcas e persuadir o consumidor.

4.

A graça do texto apoia-se na estratégia de “quebra de expectativas”, recurso pelo qual o enunciado conduz o leitor a um determinado desfecho, mas finaliza de forma inesperada. No caso da tirinha, esse efeito é obtido principalmente pelo(a):

a)

uso de recursos gráficos (expressões faciais exageradas e onomatopeias) que reforçam a ação anunciada desde o primeiro quadro, confirmando a expectativa do leitor.

b)

emprego de intertextualidade com slogans publicitários consagrados, o que provoca reconhecimento imediato e reforça a previsibilidade da situação.

c)

confronto entre normas gramaticais e fala coloquial, criando humor pela inadequação linguística e não pela mudança de rumo da narrativa.

d)

contraste entre o que a criança afirma inicialmente e o fato que o adulto apresenta no último quadro, gerando uma conclusão surpreendente.

5.

A tirinha de Mafalda elabora um questionamento inquietante sobre o mundo, em que pesa:

a)

a convivência respeitosa entre diferentes culturas, fator responsável pela eliminação das tensões internacionais.

b)

a distribuição equitativa de riquezas e oportunidades em uma escala reduzida, como o globo terrestre que Mafalda mostra ao boneco.

c)

o acelerado progresso científico, capaz de solucionar todos os males sociais e garantir harmonia global.

d)

a sobrecarga de conflitos, injustiças e desigualdades que afligem a humanidade e comprometem o futuro coletivo.

6.

A tirinha apresenta uma situação de comunicação entre um casal, em que a personagem feminina busca uma resposta que envolva delicadeza e afeto. No entanto, a fala do personagem masculino revela uma atitude inadequada, resultando em uma consequência humorística no desfecho. A crítica implícita da tirinha se refere:

a)

ao exagero do ciúme nas relações amorosas, que frequentemente leva ao fim dos relacionamentos.

b)

ao impacto da mídia na construção de padrões corporais femininos, que afeta a autoestima das mulheres.

c)

ao cuidado necessário na escolha das palavras em situações de sensibilidade emocional, pois a comunicação pode gerar conflitos ou rupturas.

d)

ao uso da violência como resposta imediata aos problemas cotidianos, representando uma crítica à banalização da agressividade.

7.

Ao fundo, há uma caricatura do empresário Luciano Hang, que, durante a pandemia de COVID, sugeriu deixar a mãe contrair o vírus para adquirir imunidade. A charge o critica por meio de:

a)

criticar o sensacionalismo midiático, que transforma personalidades públicas em monstros diante da opinião popular.

b)

denunciar a manipulação da indústria do entretenimento, que cria estereótipos de vilões comparáveis a pessoas reais.

c)

ressaltar a banalização da pandemia de COVID-19, tratando a crise sanitária como uma narrativa fictícia semelhante à de filmes de terror.

d)

ironizar o comportamento do empresário, sugerindo que suas atitudes são vistas como mais cruéis do que as praticadas por personagens reconhecidos como vilões da ficção.

8.

Na charge, um personagem caracterizado como caçador de fantasmas é chamado para verificar se há alguma “força maligna” agindo em um boneco. O humor da cena resulta da resposta inesperada do personagem, que associa a maldade não ao objeto em si, mas a outro aspecto do consumo. O efeito de humor é produzido, portanto, pela associação da força maligna a:

a)

à suposta influência negativa dos desenhos animados sobre as crianças.

b)

ao preço elevado do brinquedo, crítica ao consumismo e à exploração comercial.

c)

à baixa qualidade do produto, que pode gerar decepção nos consumidores.

d)

à falta de opções de lazer que leva ao interesse exagerado por brinquedos da moda.

9.

Na tirinha, dois fantasmas dialogam, e um deles demonstra consternação. O humor é construído a partir da transposição de uma situação cotidiana para o universo fantástico, o que gera um efeito cômico. O motivo do lamento do fantasma colorido está relacionado:

a)

ao medo de ser rejeitado pelos outros fantasmas por não conseguir mais assustar com a mesma eficiência.

b)

à crença de que perdeu seus poderes sobrenaturais ao entrar em contato com roupas humanas.

c)

à tristeza por ter sido confundido com um ser humano disfarçado, devido às novas cores adquiridas.

d)

ao fato de ter perdido sua cor original branca após não separar roupas brancas das coloridas na lavagem, ficando manchado.

10.

Na tirinha, um casal de vampiros conversa após o homem ter sido multado. O humor se constrói pela associação inesperada de uma figura tradicionalmente ligada ao terror com uma situação cotidiana e contemporânea, resultando em crítica irônica. Essa associação se estabelece com:

a)

a Lei Seca, pois o vampiro, ao morder um bêbado, absorveu álcool e foi multado por dirigir embriagado.

b)

a dificuldade de convivência conjugal, em que um parceiro não segue os conselhos do outro.

c)

a crítica ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas, que traz riscos para motoristas.

d)

a burocracia da aplicação de multas, que pune até mesmo personagens fictícios e sobrenaturais.

11.

Na tirinha, o humor decorre da confusão feita pelo vampiro diante de um símbolo matemático. A cena combina um conteúdo escolar com elementos do imaginário popular, explorando o medo característico dessa figura mítica. O recurso humorístico se estabelece porque o vampiro confunde:

a)

o resultado incorreto da operação matemática, que é associado à perda de seus poderes sobrenaturais.

b)

a dificuldade em lidar com cálculos numéricos, vista como uma fraqueza natural da espécie vampírica.

c)

o sinal de adição, interpretado por ele como um crucifixo, objeto que tradicionalmente aflige vampiros.

d)

a posição dos números na equação, que para ele sugere um feitiço de proteção contra criaturas das trevas.

12.

Na tirinha, um caçador de vampiros afirma ter derrotado mais de cem inimigos cravando estacas em seus corações. A resposta de seu interlocutor, no entanto, gera uma reflexão inesperada que dá origem ao humor da cena. A suspeita levantada é a de que:

a)

as vítimas não fossem vampiros, mas pessoas comuns mortas pela estaca no coração.

b)

os vampiros pudessem ressuscitar mesmo após serem atingidos pela estaca.

c)

o caçador tivesse usado armas inadequadas e, por isso, falhado em sua missão.

d)

os vampiros não existissem de fato, e toda a narrativa fosse apenas fruto de alucinação.

13.

Na tirinha, uma das personagens lista elementos que poderiam revelar sua identidade de vampira, mas insere um item inesperado para disfarçar. O humor surge da forma como ela consegue despistar a suspeita da amiga, que passa a interpretar a fala em outro contexto. A reação da vampira dissipa a dúvida da outra mulher porque:

a)

ela exagera nos gestos e expressões faciais, o que a amiga entende como uma brincadeira, sem levar a sério o conteúdo da lista.

b)

ela faz uma pausa longa antes de mencionar o refrigerante, o que dá a entender que se trata de uma simples preferência alimentar.

c)

ela demonstra insegurança ao ler a lista em voz alta, o que a amiga interpreta como timidez, e não como revelação de sua natureza vampírica.

d)

ela associa o refrigerante não a um risco sobrenatural, mas a um problema estético humano, a celulite, desviando a atenção da amiga.

14.

Na tirinha, uma personagem afirma não ter medo de seus vizinhos vampiros e apresenta justificativas próprias para não ser atacada. Contudo, o verdadeiro motivo é revelado no último quadrinho pelos próprios vampiros, gerando o humor da cena. Esse motivo é:

a)

o respeito que os vampiros têm pelas regras sociais humanas de vizinhança.

b)

a boa convivência entre vizinhos, que garante a amizade e evita qualquer ataque.

c)

a ausência de pescoço na vizinha e no marido, o que impossibilita os vampiros de mordê-los.

d)

o fato de que os vampiros só atacam à noite, quando o casal raramente está em casa.

15.

A tirinha tem seu humor na subversão de um cumprimento. Esse procedimento, então, decorre de:

a)

Os vampiros são entidades antissociais e desconhecem normas de civilidade.

b)

Os vampiros tomam o cumprimento como algo fatal a eles e se exasperam.

c)

Os vampiros se incomodam com os odores de seus simpáticos vizinhos.

d)

Os vampiros fingiram um estresse que deixa os vizinhos longe de seu apartamento para garantir-lhes anonimato.

16.

No diálogo do casal, há uma discrepância do casal quanto à percepção de vampiros. Isso é melhor explicado por:

a)

O fato de um dos membros do casal basear suas opiniões somente em filmes e livros de ficção, enquanto o outro busca informações em fontes acadêmicas.

b)

A interpretação literal de um dos membros do casal em relação ao conceito de vampiros, enquanto o outro vê com mais humor e ironia.

c)

A diferença de interesses pessoais entre o casal, onde um deles se interessa mais por mitologia, enquanto o outro é fascinado por fenômenos científicos.

d)

A disparidade cultural e de vivência entre o casal, onde um cresceu ouvindo histórias vampirescas tradicionais e o outro não.