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WorksheetsRecuperação de conteúdo - 2ª série - Língua Portuguesa
Total questions: 10
Worksheet time: 9mins
Senzala e Favela - Chico Buarque
Desde a vergonha da escravidão
Na aflição da senzala
Se vê separação de cor
O negro está sempre ao rés do chão
Nos degraus dessa escala
E isso não mudou
Desde o momento da criação
Da primeira favela
A desagregação voltou
Negro ainda está nessa condição
De miséria e mazela
De quando começou
Chicote ou zunido de bala
Favela ou senzala
Não faz diferença
Me parece que em toda novela
Senzala ou favela
É a nossa sentença
E onde entra a mão do governo
É só uma política a mais de exclusão
Esse nosso apartheid é sem termo
Temos que brigar por outra abolição
Desde a vergonha da escravidão
Na aflição da senzala
Se vê separação de cor
O negro está sempre ao rés do chão
Nos degraus dessa escala
Isso não mudou
Desde o momento da criação
Da primeira favela
A desagregação voltou
Negro ainda está nessa condição
De miséria e mazela
De quando começou
Chicote ou zunido de bala
Favela ou senzala
Não faz diferença
Me parece que em toda novela
Senzala ou favela
É a nossa sentença
E onde entra a mão do governo
É só uma política a mais de exclusão
Esse nosso apartheid é sem termo
Temos que brigar por outra abolição
1. O poema “Senzala e Favela” apresenta uma crítica à realidade social brasileira a partir de uma relação entre
a) a desigualdade entre ricos e pobres nas novelas de televisão.
b) a forma como o governo apoia os moradores de favela.
c) a continuidade do racismo estrutural desde o período da escravidão.
d) o crescimento econômico das populações periféricas.
2. No trecho: “Chicote ou zunido de bala / Favela ou senzala / Não faz diferença”. A oposição entre os elementos “chicote” e “zunido de bala” tem como principal efeito de sentido
a) mostrar a diferença entre a violência do passado e do presente.
b) indicar a suavização da violência urbana atual.
c) exaltar a resistência da cultura afro-brasileira.
d) reforçar a ideia de que a violência contra os negros persiste com novas formas.
Leia os textos 1 e 2 para responder à questão.
Texto I – Trecho de uma notícia
"Em 2013, manifestações populares tomaram as ruas do Brasil com o lema ‘O gigante acordou’, em referência à mobilização política do povo brasileiro."
Texto II – Comentário em rede social
"Acho que o gigante acordou de novo."
3. O comentário do Texto II estabelece intertextualidade implícita com o Texto I porque:
a) retoma a ideia das manifestações de 2013 sem citar diretamente o evento.
b) repete exatamente as mesmas palavras e o mesmo contexto da notícia.
c) apresenta uma crítica política completamente diferente do movimento de 2013.
d) não estabelece nenhuma relação de sentido com acontecimentos anteriores.
Canção do exílio
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar sozinho, à noite
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Gonçalves Dias
4. Considerando o trecho acima, qual é a principal finalidade do poema?
a) Mostrar as diferenças entre o Brasil e a Europa, destacando aspectos científicos e geográficos.
b) Expressar sentimentos de saudade e valorização da terra natal, exaltando sua beleza natural.
c) Criticar o abandono das florestas brasileiras e alertar para o desmatamento.
d) Informar o leitor sobre a fauna e a flora brasileiras, de forma objetiva e clara.
Leia o trecho do poema a seguir.
"sou como a pomba e como as vozes dela
É triste o meu cantar;
– Flor dos trópicos – cá na Europa fria
Eu definho corando noite e dia
Saudades do meu lar."
5. A finalidade principal desse trecho do texto é:
a) Relatar o cotidiano do eu lírico na Europa, com descrições objetivas do ambiente.
b) Expressar o sentimento de tristeza e saudade do poeta pela sua terra natal, usando imagens poéticas.
c) Apresentar uma crítica social sobre a vida nas cidades europeias em relação ao Brasil.
d) Fazer uma comparação entre a fauna brasileira e europeia de forma científica.
6. No trecho:
“O cronista levanta-se, senta-se, lava as mãos, levanta-se de novo, chega à janela, dá uma telefonada a um amigo, põe um disco na vitrola, relê crônicas passadas em busca de inspiração — e nada. Ele sabe que o tempo está correndo, que a sua página tem uma hora certa para fechar [...] que o diretor do jornal está provavelmente coçando a cabeça e dizendo a seus auxiliares: ‘É... não há nada a fazer com Fulano…’”, o uso do pronome “ele”, em substituição ao termo “cronista”, contribui para:
a) evitar repetições desnecessárias, garantindo a continuidade do texto de forma mais fluida e natural.
b) criar um efeito de distanciamento, tornando o texto mais formal e impessoal.
c) destacar a importância do cronista, enfatizando-o a cada menção indireta.
d) indicar que o narrador não sabe ao certo quem é o personagem citado, mantendo-o indefinido.
CARTA ABERTA À PREFEITURA DE SÃO PAULO E À SECRETARIA DE TRANSPORTE
Venho manifestar minha profunda insatisfação e indignação com a notícia do aumento da passagem em nossa cidade. A despeito da rotineira mudança de preço, ocorrida anualmente, é inaceitável que o trabalhador gaste tamanho valor para acessar o transporte público.
Como dito já de início, é sabido que a atualização do preço ocorre anualmente, entretanto, diante das atuais condições do transporte público da capital e da renda média recebida pelos trabalhadores, é um assalto que o preço chegue a esse valor, sem apresentar por outro lado alguma melhoria significativa.
Ignorando a condição do preço, é preciso questionar, por que não criar maneiras de reutilizar os cartões de transporte, seja aumentando o tempo hábil de integração ou a quantidade de uso para uma mesma passagem.
Além disso, é necessário urgentemente apresentar à sociedade quais são os gastos com o transporte que justifiquem tão alto valor, afinal, "além da passagem paga diariamente, contribuímos enquanto cidadãos através de nossos impostos, sendo assim, temos direito de acessar tais informações.
Tenho certeza que, diante da manifestação pública desta indignação, os responsáveis tomarão providências para melhorar esta situação.
Atenciosamente,
Marília Cecília
7. Considerando o conteúdo do texto, qual das alternativas melhor expressa a tese defendida pela autora?
a) É urgente apresentar à sociedade os gastos do transporte, já que os cidadãos contribuem de diferentes maneiras.
b) O transporte público deveria passar por melhorias antes de qualquer aumento de preço, que hoje é abusivo.
c) Os reajustes anuais são esperados, pois o transporte exige manutenção constante.
d) O cartão de transporte precisa ser reutilizado para que o sistema funcione de forma mais econômica.
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
8.Um soneto é um poema de forma fixa, o que significa que sua estrutura é sempre a mesma, constituída de
a) dois tercetos e dois quartetos.
b) somente versos decassílabos
c) 4 estrofes totalizando 12 versos chamados de alexandrinos.
d) Dois quartetos (4 versos), dois tercetos (3 versos).
Longa é crônica no Japão atual.
A obra acompanha Ryota, escritor fracassado que paga as contas como detetive.
Em certo momento, no meio da tempestade que dá título ao novo longa de Hirokazu Koreeda, o detetive Ryota (Hiroshi Abe), seu filho Shingo (Taiyô Yoshizawa) e sua ex-esposa Kyoko (Yôko Maki) saem correndo atrás de bilhetes de loteria carregados pelo vento incessante. É uma cena poética e carregada de sentido, em que o diretor japonês tenta mostrar a seu protagonista que aquele momento, aquela cumplicidade, aquela união é o prêmio valioso de verdade. Não o dinheiro que os bilhetes podem trazer.
Não que Ryota entenda totalmente a lição. Porque as pessoas não mudam quem elas realmente são. Elas são imperfeitas. E ainda assim, é possível amá-las e entender sua dor.
E esse forte teor humanista é a matéria-prima de “Depois da Tempestade”, belíssima obra de Koreeda que estreia nesta quinta-feira (17) nos cinemas. O longa acompanha Ryota, escritor fracassado que paga as contas como detetive. Ou não paga as contas, já que usa quase todo seu dinheiro apostando em corridas. O que fez a ex-mulher Kyoko – cuja vida ele espiona obsessivamente – pedir o divórcio. Durante o 23º tufão do ano no Japão, porém, eles acabam presos na casa de Yoshiko (a ótima Kirin Kiki), mãe de Ryota, e o protagonista tem sua última tentativa de conquistar sua família de volta.
O melhor de “Tempestade” é que Koreeda não faz disso um grande dramalhão moralista. O filme é uma pequena crônica da sociedade japonesa contemporânea, narrada pelo cineasta com um humor sarcástico afiado e um olhar nada romântico sobre seu protagonista.
9.Há uma opinião do autor da resenha em
a) “[…] saem correndo atrás de bilhetes de loteria carregados pelo vento incessante.”
b) “[…] ‘Depois da Tempestade’, belíssima obra de Koreeda que estreia nesta quinta-feira […]”
c) “O longa acompanha Ryota, escritor fracassado que paga as contas como detetive.”
d) “[...] Durante o 23º tufão do ano no Japão, porém, eles acabam presos na casa de Yoshiko [...]”.
10. A finalidade da resenha lida é
a) publicar informações sobre um filme, livro ou outras obras, sem, no entanto, comentar e avaliar o que se viu ou leu.
b)apresentar uma síntese das principais ideias da obra por meio de comentários e avaliações do próprio autor da obra e não do resenhista.
c) divulgar o filme “Depois da tempestade”, do diretor japonês Hirokazu Koreeda. Para tal, o autor narra os principais fatos do longa e o avalia de forma argumentada
d) mostrar ao público as principais cenas do filme “Depois da tempestade”, do diretor japonês Hirokazu Koreeda.
