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CRONICA 2

Total questions: 26

Worksheet time: 3hrs 10mins

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1.

Selecione a alternativa que melhor complete a frase:

Posso informá-los ____ não fomos nós.

a)

de que

b)

a que

c)

que

d)

mas que

2.

A forma correta da frase "Consegui chegar em casa..." é:

a)

Consegui chegar à casa...

b)

Consegui chegar na casa...

c)

A frase está correta.

d)

Consegui chegar até em casa...

3.

Qual frase está gramaticalmente incorreta?

a)

A folha caiu na mesa.

b)

Gostei deste seu casaco.

c)

Ontem, fui no cinema com minha amiga.

d)

O técnico assistiu o atleta durante o intervalo.

4.

O que é cronica?

a)

textos fantásticos

b)

textos curtos sobre o cotidiano

c)

notícias

d)

textos longos com capítulos

5.

Qual dessas definições pertence à cronica humorística?

a)

contém ironia e sarcasmo

b)

expõe detalhes de objetos, lugares, pessoas etc.

c)

expressa explicitamente as emoções

d)

diz respeito as noticias

6.

Pneu furado

O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De pé ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça muito bonita. Tão bonita que atrás parou outro carro e dele desceu uma homem dizendo: ”Pode deixar”.Ele trocarei o pneu.

- Você tem macaco?- Perguntou o homem.

- Não – Respondeu a moça.

- Vamos usar o meu – disse o homem – Você tem estepe?

- Não -disse a moça.

- Vamos usar o meu – Disse o homem.

E pôs-se a trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça. Terminou no momento em que chegava o ônibus que a moça estava esperando. Ele ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar. Dali a pouco chegou o dono do carro.

- Puxa, você trocou o pneu do carro pra mim. Muito obrigado.

- É. Eu... Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar.

- Coisa estranha.

- É uma compulsão. Sei lá.


Por que o homem trocou o pneu do carro?

a)

Porque ele queria ser simpático com a moça.

b)

Porque ele tinha compulsão de trocar pneus.

c)

Porque era seu dever ajudar o próximo.

d)

Porque ele tinha estepe e macaco.

7.

Pneu furado

O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De pé ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça muito bonita. Tão bonita que atrás parou outro carro e dele desceu uma homem dizendo: ”Pode deixar”.Ele trocarei o pneu.

- Você tem macaco?- Perguntou o homem.

- Não – Respondeu a moça.

- Vamos usar o meu – disse o homem – Você tem estepe?

- Não -disse a moça.

- Vamos usar o meu – Disse o homem.

E pôs-se a trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça. Terminou no momento em que chegava o ônibus que a moça estava esperando. Ele ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar. Dali a pouco chegou o dono do carro.

- Puxa, você trocou o pneu do carro pra mim. Muito obrigado.

- É. Eu... Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar.

- Coisa estranha.

- É uma compulsão. Sei lá.


O que ele sentiu vendo a moça entrar no ônibus ?

a)

Raiva .

b)

Gratidão.

c)

Espanto.

d)

Felicidade.

8.

Um jogo que é uma vergonha

Imagina um jogo deste jeito: o campo é de pedra bem pontuda e acontece num dia muito frio. Num time, os jogadores têm tênis e camisa de manga comprida e, no outro, os caras jogam descalços e só de calção.

O time que tem tênis e camisa ganha fácil, dá aquela goleada! O outro fica a maior parte do tempo tomando cuidado pra não cortar os pés ou então esfregando o braço arrepiado de frio.

Times iguais

Pra mim, a diferença da vida entre nós, que temos escola e casa e as crianças que não têm é um jogo assim. Quem não tem, perde sempre.

Não acho que todo mundo que tem as coisas é culpado por causa dos outros que não têm, mas isso não quer dizer que a gente não possa fazer nada. Porque pode.

Porque, se a gente quiser jogar um jogo justo, pode exigir que os dois times sejam iguais, para começar. Casa e escola

Não acredito que as crianças de rua viveriam na rua se tivessem outro lugar melhor pra escolher. Se a gente não exigir que todo mundo tenha casa e escola, vai sempre ficar jogando esse jogo besta.

Ganhando de dez a zero de um time tão fácil, mas tão fácil, que não vai mais ter o gosto da vitória, vai ter só vergonha.

Fernando Bonassi


O texto “Um jogo que é uma vergonha” é uma crônica. Foi escrito a partir de uma situação da vida real, com o objetivo de fazer uma crítica a essa situação. Se o autor teve esse objetivo ao escrever, que objetivo tem em relação ao leitor?

a)

Que aceite suas ideias.

b)

Que rejeite suas ideias.

c)

Que reflita sobre o assunto.

d)

Que se divirta com o assunto.

9.

Um jogo que é uma vergonha

Imagina um jogo deste jeito: o campo é de pedra bem pontuda e acontece num dia muito frio. Num time, os jogadores têm tênis e camisa de manga comprida e, no outro, os caras jogam descalços e só de calção.

O time que tem tênis e camisa ganha fácil, dá aquela goleada! O outro fica a maior parte do tempo tomando cuidado pra não cortar os pés ou então esfregando o braço arrepiado de frio.

Times iguais

Pra mim, a diferença da vida entre nós, que temos escola e casa e as crianças que não têm é um jogo assim. Quem não tem, perde sempre.

Não acho que todo mundo que tem as coisas é culpado por causa dos outros que não têm, mas isso não quer dizer que a gente não possa fazer nada. Porque pode.

Porque, se a gente quiser jogar um jogo justo, pode exigir que os dois times sejam iguais, para começar. Casa e escola

Não acredito que as crianças de rua viveriam na rua se tivessem outro lugar melhor pra escolher. Se a gente não exigir que todo mundo tenha casa e escola, vai sempre ficar jogando esse jogo besta.

Ganhando de dez a zero de um time tão fácil, mas tão fácil, que não vai mais ter o gosto da vitória, vai ter só vergonha.

Fernando Bonassi


O trecho:

“Num time, os jogadores têm tênis e camisa de manga comprida” e, no outro, os caras jogam descalços e só de calção” significa que:

a)

um time toma cuidado para não cortar os pés, o outro time sente muito calor.

b)

um time têm tênis e o outro time tem camisa.

c)

um time é formado por jogadores bem equipados, o outro time por jogadores mal equipados.

d)

um time tem jogadores ganhadores, o outro têm jogadores que usam tênis e camisa comprida.

10.

Um jogo que é uma vergonha

Imagina um jogo deste jeito: o campo é de pedra bem pontuda e acontece num dia muito frio. Num time, os jogadores têm tênis e camisa de manga comprida e, no outro, os caras jogam descalços e só de calção.

O time que tem tênis e camisa ganha fácil, dá aquela goleada! O outro fica a maior parte do tempo tomando cuidado pra não cortar os pés ou então esfregando o braço arrepiado de frio.

Times iguais

Pra mim, a diferença da vida entre nós, que temos escola e casa e as crianças que não têm é um jogo assim. Quem não tem, perde sempre.

Não acho que todo mundo que tem as coisas é culpado por causa dos outros que não têm, mas isso não quer dizer que a gente não possa fazer nada. Porque pode.

Porque, se a gente quiser jogar um jogo justo, pode exigir que os dois times sejam iguais, para começar. Casa e escola

Não acredito que as crianças de rua viveriam na rua se tivessem outro lugar melhor pra escolher. Se a gente não exigir que todo mundo tenha casa e escola, vai sempre ficar jogando esse jogo besta.

Ganhando de dez a zero de um time tão fácil, mas tão fácil, que não vai mais ter o gosto da vitória, vai ter só vergonha.

Fernando Bonassi


Esta crônica, de fato, compara:

a)

a vida de pessoas que têm escola e casa com a vida de crianças que não têm escola e casa.

b)

vida de crianças que têm casa com a vida de crianças que têm escola.

c)

crianças que são culpadas com crianças que são inocentes.

d)

crianças que podem fazer tudo com crianças que não fazem nada.

11.

Um jogo que é uma vergonha

Imagina um jogo deste jeito: o campo é de pedra bem pontuda e acontece num dia muito frio. Num time, os jogadores têm tênis e camisa de manga comprida e, no outro, os caras jogam descalços e só de calção.

O time que tem tênis e camisa ganha fácil, dá aquela goleada! O outro fica a maior parte do tempo tomando cuidado pra não cortar os pés ou então esfregando o braço arrepiado de frio.

Times iguais

Pra mim, a diferença da vida entre nós, que temos escola e casa e as crianças que não têm é um jogo assim. Quem não tem, perde sempre.

Não acho que todo mundo que tem as coisas é culpado por causa dos outros que não têm, mas isso não quer dizer que a gente não possa fazer nada. Porque pode.

Porque, se a gente quiser jogar um jogo justo, pode exigir que os dois times sejam iguais, para começar. Casa e escola

Não acredito que as crianças de rua viveriam na rua se tivessem outro lugar melhor pra escolher. Se a gente não exigir que todo mundo tenha casa e escola, vai sempre ficar jogando esse jogo besta.

Ganhando de dez a zero de um time tão fácil, mas tão fácil, que não vai mais ter o gosto da vitória, vai ter só vergonha.

Fernando Bonassi


Quando o autor diz: “nós que temos escola e casa” e “isto não quer dizer que a gente não possa fazer nada”, as palavras “nós” e “a gente” ocupam o lugar:

a)

do autor e de todos os leitores.

b)

dos leitores que são conhecidos do autor.

c)

dos ricos.

d)

do leitor.

12.

Um jogo que é uma vergonha

Imagina um jogo deste jeito: o campo é de pedra bem pontuda e acontece num dia muito frio. Num time, os jogadores têm tênis e camisa de manga comprida e, no outro, os caras jogam descalços e só de calção.

O time que tem tênis e camisa ganha fácil, dá aquela goleada! O outro fica a maior parte do tempo tomando cuidado pra não cortar os pés ou então esfregando o braço arrepiado de frio.

Times iguais

Pra mim, a diferença da vida entre nós, que temos escola e casa e as crianças que não têm é um jogo assim. Quem não tem, perde sempre.

Não acho que todo mundo que tem as coisas é culpado por causa dos outros que não têm, mas isso não quer dizer que a gente não possa fazer nada. Porque pode.

Porque, se a gente quiser jogar um jogo justo, pode exigir que os dois times sejam iguais, para começar. Casa e escola

Não acredito que as crianças de rua viveriam na rua se tivessem outro lugar melhor pra escolher. Se a gente não exigir que todo mundo tenha casa e escola, vai sempre ficar jogando esse jogo besta.

Ganhando de dez a zero de um time tão fácil, mas tão fácil, que não vai mais ter o gosto da vitória, vai ter só vergonha.

Fernando Bonassi


De acordo com o autor da crônica, diante da situação que é discutida:

a)

“a gente” não pode fazer nada.

b)

“a gente” pode fazer uma aposta.

c)

“a gente” pode jogar.

d)

“a gente” pode jogar um jogo justo.

13.

Um jogo que é uma vergonha

Imagina um jogo deste jeito: o campo é de pedra bem pontuda e acontece num dia muito frio. Num time, os jogadores têm tênis e camisa de manga comprida e, no outro, os caras jogam descalços e só de calção.

O time que tem tênis e camisa ganha fácil, dá aquela goleada! O outro fica a maior parte do tempo tomando cuidado pra não cortar os pés ou então esfregando o braço arrepiado de frio.

Times iguais

Pra mim, a diferença da vida entre nós, que temos escola e casa e as crianças que não têm é um jogo assim. Quem não tem, perde sempre.

Não acho que todo mundo que tem as coisas é culpado por causa dos outros que não têm, mas isso não quer dizer que a gente não possa fazer nada. Porque pode.

Porque, se a gente quiser jogar um jogo justo, pode exigir que os dois times sejam iguais, para começar. Casa e escola

Não acredito que as crianças de rua viveriam na rua se tivessem outro lugar melhor pra escolher. Se a gente não exigir que todo mundo tenha casa e escola, vai sempre ficar jogando esse jogo besta.

Ganhando de dez a zero de um time tão fácil, mas tão fácil, que não vai mais ter o gosto da vitória, vai ter só vergonha.

Fernando Bonassi


Quando o autor fala sobre “jogo justo”, ele quer dizer que:

a)

as pessoas podem jogar mesmo sem saber.

b)

as pessoas justas às vezes perdem.

c)

as pessoas jogam um jogo besta.

d)

as pessoas podem ajudar a fazer justiça.

14.

Um jogo que é uma vergonha

Imagina um jogo deste jeito: o campo é de pedra bem pontuda e acontece num dia muito frio. Num time, os jogadores têm tênis e camisa de manga comprida e, no outro, os caras jogam descalços e só de calção.

O time que tem tênis e camisa ganha fácil, dá aquela goleada! O outro fica a maior parte do tempo tomando cuidado pra não cortar os pés ou então esfregando o braço arrepiado de frio.

Times iguais

Pra mim, a diferença da vida entre nós, que temos escola e casa e as crianças que não têm é um jogo assim. Quem não tem, perde sempre.

Não acho que todo mundo que tem as coisas é culpado por causa dos outros que não têm, mas isso não quer dizer que a gente não possa fazer nada. Porque pode.

Porque, se a gente quiser jogar um jogo justo, pode exigir que os dois times sejam iguais, para começar. Casa e escola

Não acredito que as crianças de rua viveriam na rua se tivessem outro lugar melhor pra escolher. Se a gente não exigir que todo mundo tenha casa e escola, vai sempre ficar jogando esse jogo besta.

Ganhando de dez a zero de um time tão fácil, mas tão fácil, que não vai mais ter o gosto da vitória, vai ter só vergonha.

Fernando Bonassi


O tema central da crônica é:

a)

desigualdade.

b)

miséria.

c)

futebol.

d)

crianças de rua.

15.

A VELHA CONTRABANDISTA

Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega – tudo malandro velho – começou a desconfiar da velhinha.

Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:

- Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?

A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo e respondeu:

- É areia!

Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.

Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.

Diz que foi aí que o fiscal se chateou:

- Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.

- Mas no saco só tem areia! – insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:

- Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?

- O senhor promete que não “espaia” ? – quis saber a velhinha.

- Juro – respondeu o fiscal.

- É lambreta.

(Stanislaw Ponte Preta)

No trecho ”O pessoal da alfândega- tudo malandro velho- começou a desconfiar da velhinha “, o autor quis dizer que:

a)

Os fiscais da alfândega eram espertos e experientes

b)

Os fiscais da alfândega não eram confiáveis.

c)

Os fiscais da alfândega também eram contrabandistas.

d)

Os fiscais da alfândega eram antigos.

16.

A VELHA CONTRABANDISTA

Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega – tudo malandro velho – começou a desconfiar da velhinha.

Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:

- Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?

A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo e respondeu:

- É areia!

Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.

Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.

Diz que foi aí que o fiscal se chateou:

- Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.

- Mas no saco só tem areia! – insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:

- Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?

- O senhor promete que não “espaia” ? – quis saber a velhinha.

- Juro – respondeu o fiscal.

- É lambreta.

(Stanislaw Ponte Preta)

**********

Qual o truque utilizado pela velhinha para enganar os fiscais da alfândega?

a)

Ela se fazia de inocente e os fiscais imaginavam que o saco de areia era uma mania que ela tinha.

b)

O saco de areia era um artifício para ganhar tempo e fugir com a lambreta.

c)

Ela passava com o saco de areia para desviar a atenção dos fiscais e, com isso, eles não percebiam o que ela contrabandeava.

d)

O saco de areia escondia a lambreta.

17.

A VELHA CONTRABANDISTA

Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega – tudo malandro velho – começou a desconfiar da velhinha.

Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:

- Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?

A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo e respondeu:

- É areia!

Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.

Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.

Diz que foi aí que o fiscal se chateou:

- Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.

- Mas no saco só tem areia! – insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:

- Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?

- O senhor promete que não “espaia” ? – quis saber a velhinha.

- Juro – respondeu o fiscal.

- É lambreta.

(Stanislaw Ponte Preta)

**********

No final do texto, as personagens fazem um acordo. Qual o acordo proposto pelo fiscal?

a)

Que a velhinha pagasse suborno aos fiscais da alfândega.

b)

Que a velhinha contasse o que contrabandeava, em troca de sua liberdade.

c)

Que a velhinha dividisse o lucro do contrabando com eles.

d)

Que a velhinha se entregasse e tivesse a pena diminuída.

18.

Chatear e encher

Um amigo meu me ensina a diferença entre “chatear” e “encher”.

Chatear é assim:

Você telefona para um escritório qualquer na cidade.

– Alô! Quer me chamar por favor o Valdemar?

– Aqui não tem nenhum Valdemar.

Daí a alguns minutos você liga de novo:

– O Valdemar, por obséquio.

– Cavalheiro, aqui não trabalha nenhum Valdemar.

– Mas não é do número tal?

– É, mas aqui não trabalha nenhum Valdemar.

Mais cinco minutos, você liga o mesmo número:

– Por favor, o Valdemar já chegou?

– Vê se te manca, palhaço. Já não lhe disse que o diabo desse Valdemar nunca trabalhou

aqui?

– Mas ele mesmo me disse que trabalhava aí.

– Não chateia.

Daí a dez minutos, liga de novo.

– Escute uma coisa! O Valdemar não deixou pelo menos um recado?

O outro desta vez esquece a presença da datilógrafa e diz coisas impublicáveis.

Até aqui é chatear. Para encher, espere passar mais dez minutos, faça nova ligação:

– Alô! Quem fala? Quem fala aqui é o Valdemar. Alguém telefonou para mim?

CAMPOS, Paulo Mendes.


Qual alternativa que melhor explica uma das características de uma crônica.

a)

O humor não é uma característica marcante.

b)

Os acontecimentos não se referem a fatos comuns ao dia a dia das pessoas.

c)

Os personagens não são seres humanos normais como qualquer um de nós.

d)

As crônicas narram fatos comuns ao dia a dia.

19.

Qual é uma das características fundamentais da crônica literária?

a)
Narrativa longa
b)
Objetividade
c)
Foco na ficção
d)
Uso predominante de versos
20.

Qual é o tipo mais comum de narrador em uma crônica?

a)
Narrador em primeira pessoa
b)
Narrador em terceira pessoa onisciente
c)
Narrador em segunda pessoa
d)
Narrador em terceira pessoa observador
21.

Em que meio as crônicas costumam ser publicadas ORIGINALMENTE?

a)
Revistas científicas
b)
Jornais
c)
Livros de poesia
d)
Enciclopédias
22.

O que é comum em uma crônica, mas não em um conto?

a)
Personagens complexos
b)
Reflexões pessoais do autor
c)
Uso de diálogos extensos
23.

Qual é a principal característica estilística da crônica?

a)
Uso de linguagem rebuscada
b)
Uso frequente de metáforas e alegorias
c)

Uso de linguagem simples e coloquialUso exclusivo de linguagem técnica

d)

Uso de linguagem simples e coloquial

24.

Qual é a importância do contexto histórico e cultural em muitas crônicas literárias?

a)

Influencia o estilo e o conteúdo das crônicas.

b)
Define completamente o gênero da crônica.
c)

Não tem importância significativa.I

d)
Torna as crônicas ininteligíveis.
25.

Qual das seguintes características NÃO é típica de uma crônica?

a)
Narrativa objetiva
b)
Tom pessoal e subjetivo
c)
Foco em eventos cotidianos
d)
Estrutura narrativa complexa
26.

As crônicas frequentemente se concentram em eventos temporais de que natureza?

a)
Passados históricos
b)

Presentes cotidianos

c)

Futuros especulativos

d)
Tempo inexistente