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WorksheetsFilosofia Medieval: H, J.S.S.
Total questions: 43
Worksheet time: 2hrs 56mins
A filosofia medieval teve a duração de:
aproximadamente 100 anos.
aproximadamente 5 séculos.
aproximadamente 10 séculos.
aproximadamente 12 séculos.
A filosofia medieval, pode-se dizer, corresponde:
à filosofia renascentista.
à filosofia moderna.
à filosofia iluminista.
à filosofia cristã.
à filosofia árabe.
Principal característica do pensamento medieval:
unir, conciliar fé e razão.
negar a razão.
rejeitar a filosofia 'pagã' dos gregos.
rechaçar as filosofias de Sócrates, Platão, Aristóteles e os estoicos.
A filosofia medieval, embora tenha sido um período de grande produção filosófica, destacam-se, sobretudo, duas grandes correntes, que se chamam: _______ e _______.
(a)
É o principal representante da patrística:
O apóstolo Paulo.
Santo Anselmo de Cantuária.
Santo Agostinho.
São Tomas de Aquino.
Principal representante da escolástica:
São Paulo
Santo Agostinho
Santo Francisco de Assis
São Tomas de Aquino
Conforme Gilberto Cotrim, a produção filosófica-cristã está dividida em quatro
momentos. Sinalize-os.
dos padres apostólicos.
dos padres apologistas.
dos padres conciliadores.
da patrística.
da escolástica.
No processo de desenvolvimento do cristianismo, a Igreja Católica compreendeu que:
a filosofia greco-romana em nada poderia contribuir com a fé e com a revelação.
deveria impor seus preceitos à força.
a filosofia greco-romana (pagã) poderia colaborar com uma boa fundamentação para a fé e a revelação cristãs.
fé é fé; dispensa, não necessita de argumentos racionais.
Doutrina persa que afirmava ser o universo dominado por dois grandes princípios opostos, o bem e o mal, em uma incessante luta entre si, e que influenciou Santo Agostinho por um tempo.
messianismo.
cabala.
patrística.
orfismo.
maniqueísmo.
Insatisfeito com a doutrina persa a qual cultivou por um tempo, Santo Agostinho também teve sua trajetória marcada:
pelo ceticismo e pelo neoplatonismo.
pelo pitagorismo e pelo neoplatonismo.
pelo cinismo e pelo aristotelismo.
pelo neo-aristotelismo e pelo epicurismo.
Movimento filosófico do período greco-romano, desenvolvido por pensadores inspirados em Platão, que se espalhou por diversas cidades do Império Romano, sendo marcado por sentimentos religiosos e crenças místicas. Estamos nos referindo ao:
platonismo.
maniqueísmo.
neoplatonismo.
agostinianismo.
humanismo.
'Experimentando uma uma grande crise existencial, uma inquietação
quase desesperada em busca de sentido para a vida, Agostinho se sentiu extremamente atraído pelas
pregações de (a) , bispo de Milão. Pouco tempo depois,
converteu-se ao cristianismo'.
Para Santo Agostinho,
o corpo é superior ao espírito.
há uma supremacia da aparência sobre a essência.
há uma supremacia, superioridade, da alma sobre o corpo.
o corpo é superior à alma.
observando o mundo, a vida, se percebe a supremacia da matéria sobre a alma.
Na perspectiva de Agostinho, 'A verdadeira liberdade estaria na harmonia
das ações humanas com a vontade de Deus. Ser livre é não-servir a Deus'.
verdadeiro.
falso.
Para Santo Agostinho, "o ser humano que trilha a via do pecado só
consegue retornar aos caminhos de Deus e da salvação mediante a
combinação de seu esforço pessoal de vontade e a concessão,
imprescindível, da graça divina".
verdadeiro.
falso.
Na concepção de Santo Agostinho, somente os predestinados à salvação poderão ser beneficiados, atingidos, afetados, pela graça de Deus.
verdadeiro.
falso.
No tocante ao debate em torno da graça,
Santo Agostinho estava de acordo com o pelagianismo.
Santo Agostinho admitiu, aceitou parcialmente, estava de acordo com Pelágio.
Santo Agostinho não aceitou, recusou, rejeitou, o pelagianismo, postura teológica que admitia a boa vontade e as boas obras humanas como suficientes para a
salvação da alma.
Santo Agostinho escreveu ao o Papa Zózimo defendendo o pelagianismo, que havia sido condenado
como heresia.
A não aceitação, recusa, "crítica" do pelagianismo explica-se pelo fato
de manter a noção grega de autonomia da vida moral humana, ou seja, o indivíduo pode salvar-se por si só, sendo bom e fazendo
boas obras, sem a necessidade da ajuda de Deus.
de manter a noção grega de autonomia da vida moral humana, ou seja, o indivíduo pode só pode se salvar através da graça divina.
de pregar o livre-arbítrio.
de não recomendar a graça e por desprezar as boas obras humanas.
Constatamos, descobrimos, verificamos na filosofia de Santo Agostinho:
defesa dos universais na lógica.
recorrência a Aristóteles para defender a doutrina da graça.
rejeição, recusa, à interioridade e crença de que o homem só se relaciona com Deus externamente.
destaque, ênfase na interioridade do indivíduo e sua vinculação pessoal com Deus, bem como a responsabilidade de cada indivíduo pelos próprios atos.
desprezo e crítica ao livre-arbítrio.
Constitui um dos aspectos fundamentais da filosofia agostiniana a(o):
razão.
intelectualismo moral.
verdade científica.
vontade.
autonomia moral.
“Tudo o que compreendo conheço, mas nem tudo que creio conheço”. Nessa relação entre fé e conhecimento/entendimento pela razão, podemos inferir (concluir) que para Agostinho:
é preciso crer para conhecer. Nesse sentido, a fé precede a razão.
é preciso conhecer para crer.
a razão precede a fé.
é preciso vontade para crer. Nessa perspectiva, a fé precede a razão..
Após a morte de Santo Agostinho, a decadência do Império Romano, marque o item correto:
a igreja católica, com seus mosteiros, foi a
única instituição estável do período.
a igreja, com seus mosteiros, foi a
única instituição instável do período.
todas as obras filosóficas da antiguidade se perderam.
a ordem monástica beneditina, fundada por São Bento, desapareceu completamente nesse período.
A escolástica é o nome dado à filosofia ensinada:
durante a Alta Idade Média.
Antes da morte de Santo Agostinho.
nas escolas cristãs, durante a Baixa Idade Média, período em que surgiram as Universidade e as ordens religiosas franciscanas e dominicanas.
durante o começo da Modernidade.
Tomás de Aquino foi fortemente influenciado por:
Santo Agostinho.
São Bento.
Pelágio.
Averróis, filósofo árabe.
Santo Anselmo.
Principal obra de Tomás de Aquino:
As Confissões.
Suma Teológica.
Cidade de Deus.
Metafísica.
Constitui objetivo da filosofia tomista (de Tomás de Aquino):
Elaborar um método científico.
criticar o pensamento de Santo Agostinho.
provar, explicitar, demonstrar
lógica, sistemática e racionalmente a existência de Deus.
demonstrar logicamente que não é possível conhecer o invisível através da observação do visível.
Para São Tomás de Aquino, qual a quantidade (ou o número) de vias - aspectos fundamentais da sua filosofia - para provar a existência de Deus?
cinco.
sete.
três.
dez.
nove.
Em relação às provas (ou às vias) da existência de Deus, "Tudo aquilo que se move é movido por outro ser. Por sua vez, esse outro ser para que se mova, necessita também que seja movido por outro ser, e assim sucessivamente. Se não houvesse um primeiro ser movente, cairíamos em um processo indefinido. Logo, conclui Tomás de Aquino, é necessário chegar a um primeiro ser movente que não seja movido por nenhum outro. Esse ser é Deus." Trata-se da via:
2. A Causa Eficiente.
4. Os Graus de Perfeição.
5. A Finalidade do Ser.
1. O primeiro Motor.
3. Ser Necessário e Ser Contingente.
"Todas as coisas existentes no mundo não possuem em si a causa eficiente de suas existências. Devem ser consideradas efeitos de alguma causa. Tomás de Aquino afirma ser impossível remontar indefinidamente à procura das causas eficientes. Logo, é necessário admitir a existência de uma primeira causa eficiente, responsável pela sucessão de efeitos. Essa causa primeira é Deus." Trata-se da via:
1. O primeiro Motor.
2. A Causa Eficiente.
3. Ser Necessário e Ser Contingente.
4. Os Graus de Perfeição.
5. A Finalidade do Ser.
Segundo São Tomás, "Todas as coisas brutas, que não possuem inteligência própria, existem na natureza cumprindo uma função, um objetivo, uma finalidade, tal como a flecha orientada pelo arqueiro. Devemos admitir, então, que existe algum ser inteligente que dirige todas as coisas da natureza para que cumpram seu objetivo. Esse ser é Deus." Refere-se à via:
3. Ser Necessário e Ser Contingente.
1. O primeiro Motor.
5. A Finalidade do Ser.
4. Os Graus de Perfeição.
2. A Causa Eficiente.
"Em relação à qualidade de todas as coisas existentes, pode-se afirmar que há graus diversos de perfeição. Assim, estabelecemos que tal coisa é melhor que outra, ou mais bela, ou mais poderosa, ou mais verdadeira etc. Ora, se uma coisa possui “mais” ou “menos” determinada qualidade positiva, isso supõe que deva existir um ser com o máximo dessa qualidade, no nível da perfeição. Devemos admitir, então, que existe um ser com o máximo de bondade, de beleza, de poder, de verdade, sendo, portanto, um ser máximo e pleno. Esse ser é Deus." Na concepção de São Tomás, essa é a via:
3. Ser Necessário e Ser Contingente.
5. A Finalidade do Ser.
2. A Causa Eficiente.
1. O primeiro Motor.
4. Os Graus de Perfeição.
Explica Tomás de Aquino, "Esse argumento, (...), afirma que todo ser contingente, do mesmo modo que existe, pode deixar de existir. Ora, se todas as coisas que existem podem deixar de ser, então, alguma vez, nada existiu. Mas, se assim fosse, também agora nada existiria, pois aquilo que não existe somente começa a existir em função de algo que já existia. É preciso admitir, então, que há um ser que sempre existiu, um ser absolutamente necessário, que não tenha fora de si a causa de sua existência, mas, ao contrário, que seja a causa da necessidade de todos os seres contingentes. Esse ser necessário é Deus." Aqui se refere à via:
1. O primeiro Motor.
2. A Causa Eficiente.
3. Ser Necessário e Ser Contingente.
4. Os Graus de Perfeição.
5. A Finalidade do Ser.
(ENEM-2019) De fato, não é porque o homem pode usar a vontade livre para pecar que se deve supor que Deus a concedeu para isso. Há, portanto, uma razão pela qual Deus deu ao homem esta característica, pois sem ela não poderia viver e agir corretamente. Pode-se compreender, então, que ela foi concedida ao homem para esse fim, considerando-se que se um homem a usa para pecar, recairão sobre ele as punições divinas. Ora, isso seria injusto se a vontade livre tivesse sido dada ao homem não apenas para agir corretamente, mas também para pecar. Na verdade, por que deveria ser punido aquele que usasse sua vontade para o fim para o qual ela lhe foi dada?
AGOSTINHO. O livre-arbítrio. In: MARCONDES, D. Textos básicos de ética. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.
Nesse texto, o filósofo cristão Agostinho de Hipona sustenta que a punição divina tem como fundamento o(a)
desvio da postura celibatária.
insuficiência da autonomia moral.
afastamento das ações de desapego.
distanciamento das práticas de sacrifício.
violação dos preceitos do Velho Testamento.
(ENEM-2018) Desde que tenhamos compreendido o significado da palavra “Deus”, sabemos, de imediato, que Deus existe. Com efeito, essa palavra designa uma coisa de tal ordem que não podemos conceber nada que lhe seja maior. Ora, o que existe na realidade e no pensamento é maior do que o que existe apenas no pensamento. Donde se segue que o objeto designado pela palavra “Deus”, que existe no pensamento, desde que se entenda essa palavra, também existe na realidade. Por conseguinte, a existência de Deus é evidente.
Tomás de Aquino. Suma Teológica. Rio de Janeiro: Loyola, 2002.
O texto apresenta uma elaboração teórica de Tomás de Aquino caracterizada por
reiterar a ortodoxia religiosa contra os heréticos.
sustentar racionalmente doutrina alicerçada na fé.
explicar as virtudes teológicas pela demonstração.
flexibilizar a interpretação oficial dos textos sagrados.
justificar pragmaticamente crença livre de dogmas.
(ENEM-2018) Não é verdade que estão ainda cheios de velhice espiritual aqueles que nos dizem: “Que fazia Deus antes de criar o céu e a terra? Se estava ocioso e na realizava”, dizem eles, “por que não ficou sempre assim no decurso dos séculos, abstendo-se, como antes, de toda ação? Se existiu em Deus um novo movimento, uma vontade nova para dar o ser a criaturas que nunca antes criar, como pode haver verdadeira eternidade, se n’Ele aparece uma vontade que antes não existia?”
AGOSTINHO. Confissões. São Paulo: Abril Cultural, 1984.
A questão da eternidade, tal como abordada pelo autor, é um exemplo de reflexão filosófica sobre a(s)
essência da ética cristã.
natureza universal da criação.
certezas inabaláveis da experiência.
abrangência da compreensão humana.
interpretação da realidade circundante.
Pode-se afirmar que uma das finalidades das escolas helenísticas, objetos de estudos nossos antes, era:
suspender o juízo
demonstrar racionalmente a prevalência da fé.
alcançar a ataraxia.
praticar a epokhé.
assentar as raízes para que os filósofos medievais provassem racionalmente a existência de Deus.
"(de meados do século IV ao século VIII) – que pretendeu uma conciliação entre a razão e a fé, com destaque para Santo Agostinho) e a influência da filosofia platônica". Caracteriza-se aqui a seguinte corrente filosófica medieval:
dos padres apostólicos.
dos padres apologistas.
da patrística.
da escolástica.
"(do século IX ao XVI) – que buscou uma sistematização da filosofia cristã, sobretudo a partir da interpretação da filosofia de Aristóteles, com destaque para Santo Tomás de Aquino". Trata-se de uma referência à corrente filosófica medieval:
dos padres apologistas.
dos padres apostólicos.
patrística.
escolástica.
"(séculos I e II) – relativa ao início do cristianismo, quando os apóstolos e seus discípulos disseminaram a palavra de Cristo, sobretudo em relação a temas morais. Entre eles destacou-se Paulo de Tarso (ou São Paulo), pelo volume e valor literário de suas epístolas (cartas dirigidas às primeiras comunidades cristãs)". A referência aqui é o período medieval:
dos padres apostólicos.
dos padres apologistas.
da patrística.
da escolástica.
"(séculos III e IV) – relativa à apologia, isto é, à defesa e ao elogio do cristianismo contra a filosofia pagã, realizada por padres e escritores eclesiásticos. Destaque para Orígenes, Justino e Tertuliano (este último o mais intransigente na defesa da fé contra a filosofia grega)" - adaptada. Temos aqui uma referência ao período filosófico medieval:
dos padres apostólicos.
dos padres apologistas.
patrística.
escolástica.
Santo Agostinho "herdou uma concepção dualista no âmbito moral, simbolizada pela luta entre o bem e o mal, a luz e as trevas, a alma e o corpo." Isso se deve à influência do(da):
estoicismo.
maniqueísmo.
neoplatonismo.
epicurismo.
Santo Agostinho sempre lidou com a permanente dúvida, desconfiança nos dados dos sentidos, isto é, no conhecimento sensorial, no conhecimento oriundo dos sentidos, que nos apresenta uma multidão de seres mutáveis flutuantes e transitórios. Esse traço ou aspecto da filosofia de Santo Agostinho é herança do(da):
cinismo.
cristianismo.
apologismo.
ceticismo.
[...] na Idade Média o pensamento estava subordinado ao princípio da autoridade, isto é, uma ideia é considerada verdadeira se for baseada nos argumentos de uma autoridade reconhecida [...]
CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000, p. 45.
Sobre a filosofia da Idade Média é INCORRETO afirmar que
O tema principal de que se ocupou a filosofia na Idade Média foi o das relações entre a razão e a fé.
A filosofia se tornou serva do cristianismo e, com isso, rejeitou a filosofia pagã, Platão e Aristóteles.
Para essa filosofia, a fé na revelação proporciona o conhecimento mais elevado, superior àquele da razão.
A doutrina da iluminação divina explica como a filosofia pagã provém das mesmas fontes das verdades cristãs.
