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Total questions: 20
Worksheet time: 54mins
Etanol de cana é o que menos polui
O etanol de cana-de-açúcar produzido pelo Brasil é melhor que todos os outros. A conclusão é de um estudo divulgado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne 30 países entre os mais industrializados do mundo e da qual o Brasil não faz parte. A pesquisa mostra que o etanol brasileiro reduz em até 80% as emissões dos gases que provocam o efeito estufa. “O percentual de redução na emissão de gases é muito mais baixo nos biocombustíveis produzidos na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá”, afirmou Stefan Tangermann, diretor de Agricultua da OCDE. O etanol do milho americano reduz em apenas 30% as emissões. Já o trigo utilizado pelos europeus tem efeito de 50% na diminuição da poluição.
A pesquisa também critica os subsídios dados por europeus e americanos a seus produtores – US$ 11 bilhões por ano e que devem chegar US$ 25 bilhões até 2015. [...] É uma vitória da postura brasileira de defesa incessante da cana como energia alternativa.
Revista da semana. nº 28. 24 jul. 2008. p. 34.
O argumento que sustenta a tese de que o etanol da cana de açúcar brasileira é melhor que todos os outros é que
A) o nosso etanol reduz em até 80% as emissões de gases.
B) o etanol americano reduz apenas 30% das emissões.
C) o etanol europeu tem efeito de 50% na poluição.
D) o Brasil defende a cana-de-açúcar como energia alternativa.
E) os Estados Unidos subsidiam em muito os produtores.
A língua está viva
Ivana Traversim
Na gramática, como muitos sabem e outros nem tanto, existe a exceção da exceção. Isso não quer dizer que vale tudo na hora de falar ou escrever. Há normas sobre as quais não podemos passar, mas existem também as preferências de determinado autor – regras que não são regras, apenas opções. De vez em quando aparece alguém querendo fazer dessas escolhas uma regra. Geralmente são os que não estão bem inteirados da língua e buscam soluções rápidas nos guias práticos de redação. Nada contra. O problema é julgar inquestionáveis as informações que esses manuais contêm, esquecendo-se de que eles estão, na maioria dos casos, sendo práticos – deixando para as gramáticas a explicação dos fundamentos da língua portuguesa.
(...)
Com informação, vocabulário e o auxílio da gramática, você tem plenas condições de escrever um bom texto. Mas, antes de se aventurar, considere quem vai ler o que você escreveu. A galera da faculdade, o pessoal da empresa ou a turma da balada? As linguagens são diferentes.
Afinal, a língua está viva, renovando-se sem parar, circulando em todos os lugares, em todos os momentos do seu dia. Estar antenado, ir no embalo, baixar um arquivo, clicar no ícone – mais que expressões – são maneiras de se inserir num grupo, de socializar-se.
(Você S/A, jun. 2003.)
A tese da dinamicidade da língua comprova-se pelo fato de que:
(A) as regras gramaticais podem transformar-se em exceção.
(B) a gramática permite que as regras se tornem opções.
(C) a língua se manifesta em variados contextos e situações.
(D) os manuais de redação são práticos para criar idéias.
(E) é possível buscar soluções práticas na hora de escrever.
Disponível em: <http://www.meninomaluquinho.com.br/default.asp>. Acesso em: 3 mar. 2010.
O humor desse texto está centrado
A) na ênfase da menina ao responder no segundo quadrinho.
B) na expressão do menino no último quadrinho.
C) na interpretação feita pela menina sobre a palavra acredita
D) no fato de a menina achar os duendes brincalhões
E) no tema da pesquisa realizada pelo menino
BROWNE, Dik. Hagar, o horrível. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2005. p. 61.
O humor desse texto revela-se
A) na associação feita pelo homem entre o crescimento das plantas e do menino
B) na quantidade excessiva de água que a mulher deposita nas plantas.
C) na resposta equivocada da mulher ao ser questionada pelo homem.
D) no fato de o menino permanecer sem reação ao ser molhado pelo homem.
E) no olhar do menino ao observar a execução de uma tarefa doméstica.
). Leia os textos abaixo.
Dom Casmurro
Uma noite dessas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei no trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conhecia de vista e de chapéu. Cumprimentou-me, sentou-se ao pé de mim, falou da lua e dos ministros, e acabou recitando-me versos. A viagem era curta, e os versos pode ser que não fossem inteiramente maus. Sucedeu, porém, que, como eu estava cansado, fechei os olhos três ou quatro vezes; tanto bastou para que ele interrompesse a leitura e metesse os versos no bolso.
[...] No dia seguinte, entrou a dizer de mim nomes feios, e acabou alcunhando-me Dom Casmurro. Os vizinhos, que não gostam dos meus hábitos reclusos e calados, deram curso à alcunha, que afinal pegou.
[...] Não consultes dicionários. Casmurro não está aqui no sentido que eles lhe dão, mas no que lhe pôs o vulgo de homem calado e metido consigo. Dom veio por ironia, para atribuir-me fumos de fidalgo. Tudo por estar cochilando! Também não achei melhor título para a minha narração; se não tiver outro daqui até ao final do livro, vai este mesmo.
ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. 26. ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 13. Fragmento.
No trecho “... que afinal pegou.”, o pronome destacado refere-se à palavra
A) alcunha.
B) livro.
C) rapaz.
D) trem.
E) viagem.
O Berço da filosofia e da democracia
Atenas pode-se orgulhar de ter sido o berço da filosofia, conhecimento que superou os mitos na tentativa de se explicar o mundo. Nas ruas da capital grega, circularam pensadores como Sócrates, Platão e Aristóteles, filósofos cujas ideias tornaram-se baluartes para a sociedade ocidental, apesar dos milhares de anos que nos separam deles. Além disso, foi lá que se viveu uma experiência até então inédita de democracia, sistema político defendido hoje nos quatro cantos do planeta.
Atenas viu nascer a democracia, o primeiro regime político a pregar a igualdade de direito entre todos os homens, independentemente da classe social. Mesmo que ele não tenha funcionado a pleno vapor na Antiga Grécia, foi lá que o sistema nasceu e dessa experiência partiram as ideias e modelos subsequentes. Sem a ousadia ateniense de pregar e defender valores até então nunca cogitados, provavelmente, o rumo da Humanidade teria sido diferente.
Revista Grécia – Terra dos Deuses – Editora Escala – nº 04 – p.14 e 15. *Adaptado: Reforma Ortográfica. Fragmento.
No fragmento “Além disso, foi lá que se viveu uma experiência até então inédita de democracia”, a expressão destacada tem um valor semântico de
A) acréscimo.
B) comparação.
C) consequência.
D) oposição.
E) proporção.
No trecho “...ou vamos ficando quadrados... ou vamos ficando redondos.”, as palavras destacadas estabelecem relação de
A) adição.
B) alternância.
C) conclusão.
D) explicação.
E) Oposição
(SAEMS). Leia o texto abaixo.
Cofrinho, a origem
A sensação que temos é que o mundo todo combinou de adotar a figura do porquinho como cofre de moedas. Não foi assim nem seria possível, mas do Brasil ao Japão esta forma é utilizada.
O porquinho virou moda a partir do século XVII e tudo começou na Idade Média, onde recipientes e utensílios para todos os fins eram produzidos de pygg, uma argila vermelho-escura, já que objetos feitos de metal eram coisa muito rara.
Os potes em geral eram chamados de pygg e as pessoas passaram a guardar jóias e moedas neles. Foi fator determinante a semelhança com a palavra pig – que em inglês significa porco.
Com o tempo, os materiais para a confecção dos cofrinhos se multiplicaram, mas para guardar moedas, sempre eram fabricados na forma de porquinhos.
MARVEL, Douglas. Curiosidades culturais chocantes. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 2004. p. 54. *Adaptado: Reforma Ortográfica.
Nesse texto, a expressão “para guardar moedas” expressa uma ideia de
A) causa.
B) explicação.
C) finalidade.
D) modo.
E) proporção.
). Leia o texto abaixo e responda.
Amor
Um pouco cansada, com as compras deformando o novo saco de tricô, Ana subiu no bonde. Depositou o volume no colo e o bonde começou a andar. Recostou-se então no banco procurando conforto, num suspiro de meia satisfação.
Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas apenas. E cresciam árvores. Crescia sua rápida conversa com o cobrador de luz, crescia a água enchendo o tanque, cresciam seus filhos, crescia a mesa com comidas, o marido chegando com os jornais e sorrindo de fome, o canto importuno das empregadas do edifício. Ana dava a tudo, tranquilamente, sua mão pequena e forte, sua corrente de vida.
Certa hora da tarde era mais perigosa. Certa hora da tarde as árvores que plantara riam dela. Quando nada mais precisava de sua força, inquietava-se. No entanto sentia-se mais sólida do que nunca, seu corpo engrossara um pouco e era de se ver o modo como cortava blusas para os meninos, a grande tesoura dando estalidos na fazenda. Todo o seu desejo vagamente artístico encaminhara-se há muito no sentido de tornar os dias realizados e belos; com o tempo, seu gosto pelo decorativo se desenvolvera e suplantara a íntima desordem. Parecia ter descoberto que tudo era passível de aperfeiçoamento, a cada coisa se emprestaria uma aparência harmoniosa; a vida podia ser feita pela mão do homem.
LISPECTOR, Clarice. Laços de Família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p. 19. Fragmento.
No trecho “Como um lavrador.” (2° parágrafo), a palavra destacada estabelece relação de
A) comparação.
B) concessão.
C) condição.
D) conformidade.
E) Consequência
Qual é o preço da Terra? (Sim, o preço da Terra.)
Sim, alguém calculou. Não que haja compradores em potencial para o planeta, é claro. Mesmo assim, o astrofísico americano Greg Laughlin, da Universidade da Califórnia, criou uma fórmula matemática para chegar ao valor da Terra – e aos de outros planetas também.
O nosso, no caso, vale três mil trilhões de libras (é uma cifra tão fora da realidade que parece até besteira converter, mas, em todo caso, fica em torno de oito mil trilhões de reais).
Na fórmula (que o cientista não divulgou qual é, mas ok, porque certamente é bem complexa e a maioria de nós não a entenderia, de qualquer forma), entram a idade, o tamanho, a temperatura, a massa e outras informações pontuais sobre cada planeta.
O fim da conta não surpreende: a Terra é o mais valioso do universo. Já Marte, por exemplo, que vem ganhando o carinho da comunidade científica por ser, além do nosso, o planeta mais imediatamente habitável do Sistema Solar, vale apenas 10 mil libras.
Os cálculos não são perda de tempo (não completa, pelo menos): a ideia do pesquisador ao criar a fórmula não era apenas brincar [...]. Ela vem sendo usada por ele para avaliar as descobertas de novos exoplanetas (planetas localizados fora do nosso Sistema Solar) feitas pela Nasa. “É uma maneira de eu poder quantificar o quão empolgado devo ficar em relação a qualquer planeta em particular”, explica Laughlin.
Descoberto em 2007, o Gilese 581 C, por exemplo, entusiasmou os cientistas logo de cara por parecer o mais similar à Terra – mas a conta final do astrofísico americano deu a ele a etiqueta de apenas 100 libras (olha aí, exoplaneta em promoção!). Já outro, o KOI 326.01, encontrado mais recentemente, foi estimado por ele em cerca de 150 mil libras.
PERIN, Thiago. Disponível em: <http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/qual-e-o-preco-da-terra-sim-o-preco-da-terra/>.Acesso em: 2 mar. 2011. Fragmento.
O trecho que contém a informação principal desse texto é:
A) “... criou uma fórmula matemática para chegar ao valor da Terra...”. (1° parágrafo)
B) “Na fórmula [...] entram a idade, o tamanho, a temperatura, a massa...”. (3° parágrafo)
C) “Já Marte [...] planeta mais imediatamente habitável do Sistema Solar,...”. (4° parágrafo)
D) “... usada por ele para avaliar as descobertas de novos exoplanetas...”. (5° parágrafo)
E) “Descoberto em 2007, o Gilese 581 C, por exemplo, entusiasmou os cientistas...”. (6° parágrafo)
Leia o texto abaixo e responda.
A carta de Pero Vaz de Caminha
A Carta conhecida como “Carta de Pero Vaz de Caminha” é também conhecida como “Carta a el-Rei Dom Manoel sobre o achamento do Brasil”, é um documento no qual Pero Vaz de Caminha registrou suas primeiras impressões sobre a terra descoberta. […]
Vaz de Caminha era escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral, e redigiu essa carta para Dom Manoel I para comunicar-lhe o descobrimento das novas terras. […]
A carta é o exemplo típico do deslumbramento dos Europeus para com o novo. No caso, o “Novo Mundo” como era chamado as Américas. Caminha documenta algumas características físicas da terra encontrada e o momento em que viram um monte, denominado logo depois por Pedro Álvares Cabral como “Monte Pascoal”. Logo após disso, ele narra o desembarque dos Portugueses na praia e o primeiro contato com os índios onde praticam o primeiro escambo (troca de mercadorias). Ele (Vaz de Caminha), narra também a primeira missa realizada na terra descoberta.
Em 2005, este documento foi inscrito no Programa Memória do Mundo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
RODRIGUES, Pedro Augusto Rezende. Disponível em: <http://www.infoescola.com/historia/carta-de-pero-vaz-de-caminha/>.
Acesso em: 8 abr. 2012. Fragmento.
O trecho que contém a informação principal do Texto é:
A) “... é um documento no qual Pero Vaz de Caminha registrou suas primeiras impressões sobre a terra descoberta.”. (1° parágrafo)
B) “Vaz de Caminha era escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral,...”. (2° parágrafo)
C) “... o momento em que viram um monte, denominado logo depois por Pedro Álvares Cabral como ‘Monte Pascoal’”. (3° parágrafo)
D) “Ele (Vaz de Caminha), narra também a primeira missa realizada na terra descoberta.”. (final do 3° parágrafo)
E) “Em 2005, este documento foi inscrito no Programa Memória do Mundo...”. (último parágrafo)
Leia o texto abaixo.
MIB³ – Homens de Preto 3
Eis uma aposta arriscada: reconvocar os Homens de Preto, quase uma década depois da decepcionante continuação que afundou a franquia, para, com um dos orçamentos mais inflados da história do cinema [...], recuperar o charme excêntrico e empolgante do original de 97. Passaram-se 15 anos deste, e Will Smith e Tommy Lee Jones retornam como os agentes J e K. Pensando friamente, é um prognóstico desanimador, mas MIB³ – Homens de Preto 3 é um exemplar bem-sucedido da retomada da inventividade e da satisfatória dinâmica dos protagonistas, as qualidades que conquistaram o público (e a mim) muitos anos atrás. [...]
Apesar do longo hiato, a narrativa mantém intactos os melhores elementos do original, como a postura carrancuda de K, insensivelmente divertida no discurso de morte de Zed, e a boa química entre a dupla de agentes. Reproduzindo criativamente um salto no tempo, embora os efeitos especiais deixem a desejar, o filme acerta no casting do interessante Josh Brolin, que reproduz fielmente a entonação da voz texana de Tommy Lee Jones e os maneirismos de sua atuação [...].
No entanto, é impossível ignorar os enormes e grosseiros furos narrativos causados por um roteirista claramente incapaz de lidar com o conceito de viagem no tempo. Sem entregar spoilers, apenas J estar na Agência e se recordar de K revela um paradoxo sem solução, pois este supostamente morreu em 69 e não poderia tê-lo recrutado, e culpar fratura temporal e achocolatado (!) é desculpa de roteirista preguiçoso. [...]
Entretanto, a direção de Barry Sonnenfeld é suficientemente ágil para que não pensemos (muito) nos tropeços narrativos. Dosando o humor, ação e drama adequadamente [...], o cineasta desenvolveu uma aventura descompromissada [...].
Embora improvável que a aposta dos produtores tenha resultados além do morno, Homens de Preto 3 é bom o bastante para “neuralizar” o desastre do último episódio e manter uma lembrança agradável de J, K e esta inusitada agência secreta.
SALLEM, Márcio. Disponível em: <http://www.cinemacomcritica.com.br/2012/05/mib-homens-de-preto-3.html>. Acesso em: 18 out. 2012. Fragmento.
Nesse texto, sobre a tese de que o filme Homens de Preto 3 é bem-sucedido, há um argumento em:
A) “... com um dos orçamentos mais inflados da história do cinema...”. (1° parágrafo)
B) “... Will Smith e Tommy Lee Jones retornam...”. (1° parágrafo)
C) “... a narrativa mantém intactos os melhores elementos do original...”. (2° parágrafo)
D) “... embora os efeitos especiais deixem a desejar...”. (2° parágrafo)
E) “... é impossível ignorar os enormes e grosseiros furos narrativos...”. (3° parágrafo
Domingão
Domingo, eu passei o dia todo de bode. Mas, no começo da noite, melhorei e resolvi bater um fio para o Zeca.
– E aí, cara? Vamos no cinema?
– Sei lá, Marcos. Estou meio pra baixo...
– Eu também tava, cara. Mas já estou melhor.
E lá fomos nós. O ônibus atrasou, e nós pagamos o maior mico, porque, quando chegamos, o filme já tinha começado. [...]
Saímos de lá, comentando:
– Que filme massa!
– Maneiro mesmo!
Mas já era tarde, e nem deu para contar os últimos babados pro Zeca. Afinal, segunda-feira é dia de trampo e eu detesto queimar o filme com o patrão.
Não vejo a hora de chegar o final de semana de novo para eu agitar um pouco mais.
CAVÉQUIA, Márcia Paganini. Disponível em: <http://migre.me/rP9xe>. Acesso em: 16 out. 2015. Fragmento.
Nesse texto, a história tem início quando
A) Marcos convida Zeca para ir ao cinema.
B) o filme começa.
C) o ônibus atrasa.
D) Zeca aceita o convite feito por Marcos.
E) Zeca e Marcos chegam ao cinema.
Leia o texto abaixo e responda.
Cinco minutos
Capítulo 5
Assim ficamos muito tempo imóveis, ela, com a fronte apoiada sobre o meu peito, eu, sob a impressão triste de suas palavras.
Por fim ergueu a cabeça; e, recobrando a sua serenidade, disse-me com um tom doce e melancólico:
– Não pensas que melhor é esquecer do que amar assim?
– Não! Amar, sentir-se amado é sempre [...] um grande consolo para a desgraça. O que é triste, o que é cruel, não é essa viuvez da alma separada de sua irmã, não; aí há um sentimento que vive, apesar da morte, apesar do tempo. É, sim, esse vácuo do coração que não tem uma afeição no mundo e que passa como um estranho por entre os prazeres que o cercam.
– Que santo amor, meu Deus! Era assim que eu sonhava ser amada! ...
– E me pedias que te esquecesse!...
– Não! não! Ama-me; quero que me ames ao menos...
– Não me fugirás mais?
– Não. [...]
ALENCAR, José de. Cinco minutos. Rio de Janeiro: Aguilar, 1987. Fragmento.
Nesse texto, o elemento da narrativa em evidência é o
A) cenário.
B) discurso direto.
C) enredo.
D) narrador.
E) tempo decorrido.
Leia o texto e responda à questão seguinte:
Asa Branca
Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu
Por que tamanha judiação.
Que brasileiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d´água, perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão.
Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Entonce eu disse: adeus, Rosinha
Guarda contigo meu coração.
Hoje longe, muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cais de novo pra mim voltar, ah! Pro meu sertão.
Quando o verde dos teus olhos se espalhar na plantação eu te asseguro, não chore não, viu
Que eu voltarei, viu, meu coração.
(Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira)
Qual o tema do texto?
A) A solidão dos sertanejos.
B) A fauna sertaneja.
C) A seca do Sertão.
D) A vegetação do sertão.
E) O romance do vaqueiro.
Leia os textos abaixo.
O guarani
A cúpula da palmeira, em que se achavam Peri e Cecília, parecia uma ilha de verdura banhando-se nas águas da corrente; as palmas que se abriam formavam no centro um berço mimoso, onde os dois amigos, estreitando-se, pediam ao céu para ambos uma só morte, pois uma só era a sua vida. [...]
– [...] Peri vencerá a água, como venceu a todos os teus inimigos. [...]
Falou com um tom solene:
“Foi longe, bem longe dos tempos de agora. As águas caíram, e começaram a cobrir toda a terra. Os homens subiram ao alto dos montes; um só ficou na várzea com sua esposa.
Era Tamandaré; forte entre os fortes; sabia mais que todos. [...]
Tamandaré tomou sua mulher nos braços e subiu com ela ao olho da palmeira; aí esperou que a água viesse e passasse; a palmeira dava frutos que os alimentavam.
A água veio, subiu e cresceu; o sol mergulhou e surgiu uma, duas e três vezes. A terra desapareceu; a árvore desapareceu; a montanha desapareceu.
A água tocou o céu; e o Senhor mandou então que parasse. O sol olhando só viu céu e água, e entre a água e o céu, a palmeira que boiava levando Tamandaré e sua companheira. [...]
Quando veio o dia, Tamandaré viu que a palmeira estava plantada no meio da várzea; e ouviu a avezinha do céu, o guanumbi, que batia as asas. [...]”
Cecília o ouvia sorrindo, e bebia uma a uma as suas palavras, como se fossem as partículas do ar que respirava; parecia-lhe que a alma de seu amigo, [...] desprendia do seu corpo, [...] e vinha embeber-se no seu coração, que se abria para recebê-la.
A água subindo molhou as pontas das largas folhas da palmeira, e uma gota, resvalando pelo leque, foi embeber-se na alva cambraia das roupas de Cecília. [...]
Peri, alucinado, suspendeu-se aos cipós que se entrelaçavam pelos ramos das árvores já cobertas de água, e com esforço desesperado, cingindo o tronco da palmeira nos seus braços hirtos, abalou-o até as raízes. [...]
Ambos, árvore e homem, embalançaram-se no seio das águas: a haste oscilou; as raízes desprenderam-se da terra já minada profundamente pela torrente.
A cúpula da palmeira, embalançando-se graciosamente, resvalou pela flor da água como um ninho de garças ou alguma ilha flutuante, formada pelas vegetações aquáticas.
Peri estava de novo sentado junto de sua senhora quase inanimada e, tomando-braços, disse-lhe com um acento de ventura suprema:
− Tu viverás!... [...]
A palmeira arrastada pela torrente impetuosa fugia...
E sumiu-se no horizonte.
ALENCAR, José de. O guarani. Disponível em: <http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/literatura/obras_completas
literaturabrasileira_e_portuguesa/JOSE_ALENCAR/GUARANI/P4_C11.HTML>. Acesso em: 5 jun. 2012. Fragmento.
Há uma opinião expressa no trecho:
A) “... parecia uma ilha de verdura banhando-se nas águas da corrente;...”. (1° parágrafo)
B) “... estreitando-se, pediam ao céu para ambos uma só morte,...”. (1° parágrafo)
C) “...Tamandaré viu que a palmeira estava plantada no meio da várzea;...”. (8° parágrafo)
D) “... vinha embeber-se no seu coração, que se abria para recebê-la.”. (9° parágrafo)
E) “... tomando-a nos braços, disse-lhe com um acento de ventura...”. (15° parágrafo)
Leia o texto abaixo e responda.
Sobre o milho
No Brasil, a venda do vegetal tem força principalmente no caso dos enlatados, que são utilizados, sobretudo, em saladas ou pizzas (cuidado com o sódio, inimigo do coração). Além disso, no entanto, as grandes empresas de distribuição oferecem o alimento na espiga, que é destinado à produção de curau ou pamonha, segundo o Centro Nacional de Pesquisa de Milho e Sorgo da Embrapa, órgão ligado ao governo federal.
Do ponto de vista nutricional, o milho é riquíssimo em cálcio, entre outros minerais. No contato com o fogo (pipoca), parte dos nutrientes são perdidos.
Outra função importante do milho à alimentação diária: dele, os produtores conseguem extrair a farinha de milho e fubá, utilizados para preparo de pratos típicos brasileiros. Ambos são ricos em amido e polissacarídeo que ajuda a fortalecer o sistema imunológico.
O ideal é que as substâncias encontradas no milho façam parte do cardápio, mesmo que seja de forma indireta, como na polenta ou na pamonha caseira.
Vida Natural e equilíbrio. Escala, número 19. p. 25.
Uma opinião do autor quanto ao consumo de milho está presente em:
A) “...a venda do vegetal tem força principalmente no caso dos enlatados,...”. (1° parágrafo)
B) “Do ponto de vista nutricional, o milho é riquíssimo em cálcio,...”. (2° parágrafo)
C) “No contato com o fogo (pipoca), parte dos nutrientes são perdidos.”. (2° parágrafo)
D) “...polissacarídeo que ajuda a fortalecer o sistema imunológico.”. (final do 2° parágrafo )
E) “O ideal é que as substâncias encontradas no milho façam parte do cardápio,...”. (último parágrafo)
Leia o texto abaixo e responda.
Memórias Póstumas de Brás Cubas
“... Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos.
Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras; achou que o caso excedia as raias de um capricho juvenil.
— Dessa vez, disse ele, vais para a Europa, vais cursar uma Universidade, provavelmente Coimbra;
quero-te para homem sério e não para arruador ou gatuno. E como eu fizesse um gesto de espanto:
— Gatuno, sim senhor, não é outra coisa um fi lho que me faz isto...
Sacou da algibeira os meus títulos de dívida, já resgatados por ele e sacudiu-mos na cara.
— Vês, peralta? É assim que um moço deve zelar o nome dos seus? Pensas que eu e meus avós ganhamos o dinheiro em casas de jogo ou a vadiar pelas ruas?
Pelintra! Desta vez ou tomas juízo, ou ficas sem coisa nenhuma.
Estava furioso, mas de um furor temperado e curto. Eu ouvi-o calado, e nada opus à ordem da viagem, como de outras vezes fizera; ruminava a de levar Marcela comigo. Fui ter com ela; expus-lhe a crise e fiz-lhe a proposta. Marcela ouviu-me com os olhos no ar, sem responder logo; como insistisse, disse-me que fi cava, que não podia ir para a Europa. ...”
ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. 18. ed. São Paulo: Ática. 1992, p. 44. Fragmento.
Nesse texto, há a presença de ironia quando
A) a personagem diz que a mulher o amou apenas pelo dinheiro.
B) a possibilidade de ir estudar fora passa a ameaçar a sua vida.
C) a amada recusou-se em ir com ele para a cidade de Coimbra.
D) o pai disse-lhe que não pagaria mais as suas dívidas de jogo.
E) o rapaz ouve o pai e não contesta sua ordem.
Leia o texto abaixo.
Saber não ocupa lugar
O sucesso na vida pessoal e profissional depende de um aprendizado contínuo. Devemos estar
dispostos a aprender e aumentar nosso nível de cultura e experiência sempre. O saber é necessário para uma vida melhor e mais equilibrada. A sabedoria nos permite apreciar melhor as belezas da vida, pela compreensão de como os fenômenos acontecem, pelo desenvolvimento de valores mais apurados e coerentes com nossa personalidade, pelo cuidado com a educação de nossos filhos e com o trato com as pessoas. Enfim, o saber nos leva a crescer, pessoal e profissionalmente. Ele pode ser obtido tanto pela educação formal como pela experiência e pela observação. O saber nos conduz a uma filosofia de vida alinhada com os valores humanos mais elevados.
COSTA, João José da. A sabedoria dos ditados populares. São Paulo: Butterfly, 2009. p. 101.
Nesse texto, o autor defende a ideia de que
A) a sabedoria é coerente com a personalidade.
B) a sabedoria é obtida pela educação formal.
C) o conhecimento é indispensável para uma vida melhor.
D) o saber é fruto de uma vida melhor e mais equilibrada.
E) o sucesso é reflexo do nível cultural.
Disponível em: <http://mesquita.blog.br/pro-dia-nascer-melhor-01022009?doing_wp_cron=1324904791>. Acesso em: 26 dez. 2011.
Esse texto demonstra uma crítica
A) à desvalorização da moeda.
B) à distribuição de renda no país.
C) à poluição do meio ambiente.
D) ao desenvolvimento econômico.
E) ao lucro da exploração ambiental.
