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WorksheetsAVALIAÇÃO- AV2 E AV3
Total questions: 20
Worksheet time: 10mins
Leia trecho da Carta de Pero Vaz de Caminha (1500):
“Eram pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas.”
Esse texto pertence ao Quinhentismo, e sua principal característica é:
A visão crítica da realidade colonial.
O registro documental da terra recém-descoberta.
A valorização da simplicidade bucólica.
O uso de metáforas rebuscadas
A exaltação da razão sobre a fé.
Leia versos de Gregório de Matos:
“Nasce o sol, e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura...”
Esses versos revelam o conflito barroco porque:
Leia o trecho abaixo:
“E há aqui muitos ananases, que são como pinhas, e cheiram muito bem; e outras frutas de muitas maneiras. Tudo é como Deus fez para a gente desta terra.”
(Carta de Pero Vaz de Caminha, 1500)
O texto acima é exemplo do Quinhentismo no Brasil. Esse estilo literário se caracteriza, principalmente:
Pela valorização da literatura europeia e suas influências.
Leia trecho de Cláudio Manuel da Costa:
“Que descansada vida
A do homem que vive do campo!”
O ideal literário do Arcadismo aqui representado é:
Formalidade da poesia Parnasiana europeia.
O Barroco brasileiro ocorreu principalmente no século XVII, marcado pelo contexto:
Ciclo do ouro e religiosidade católica
A poesia árcade no Brasil relaciona-se ao contexto da Inconfidência Mineira porque:
Os poetas eram ligados à elite letrada e contestavam a dominação portuguesa.
Assinale a alternativa correta sobre os estilos coloniais:
O Quinhentismo valoriza o campo, o Barroco defende o racionalismo e o Arcadismo é puramente documental.
O Barroco é marcado por contradições religiosas, enquanto o Arcadismo valoriza a vida simples.
O Arcadismo e o Quinhentismo são idênticos em seus ideais.
O Quinhentismo apresenta linguagem rebuscada como o Barroco.
O Arcadismo rejeita a natureza em favor da fé.
E, andando na terra, não achávamos senão aves e mais aves, e algumas tão grandes que parecia serem do tamanho de galinhas. Outras, de cores tão diversas, que era maravilha de ver."
(Carta de Pero Vaz de Caminha, 1500)
O trecho acima pertence à literatura informativa do Quinhentismo, marcada pelo registro das primeiras impressões dos colonizadores europeus sobre o “Novo Mundo”.
Nesse contexto, o principal objetivo dos textos dessa fase era:
Descrever artisticamente a realidade brasileira, buscando valorizar a natureza com fins literários.
Comunicar à Coroa Portuguesa as riquezas naturais e possibilidades de exploração da terra recém-descoberta.
Criticar a exploração do indígena, defendendo a dignidade dos povos nativos.
Utilizar metáforas e alegorias para refletir sobre os dilemas existenciais do homem colonial
Exaltar a pátria nascente, antecipando o sentimento nacionalista do Romantismo.
Durante o período do Arcadismo no Brasil, floresceu também a Inconfidência Mineira, movimento de caráter libertário e político. Muitos poetas árcades, como Tomás Antônio Gonzaga, participaram desse momento histórico.
Esse vínculo entre literatura e realidade histórica pode ser percebido porque:
O Arcadismo propunha o distanciamento total dos problemas sociais, voltando-se apenas para a natureza.
Os poetas árcades mineiros, mesmo usando linguagem pastoril, também expressaram ideias de liberdade e crítica ao domínio colonial.
A estética barroca ainda predominava, marcada pelo conflito entre fé e razão.
O Quinhentismo influenciava fortemente os ideais de emancipação nacional.
A literatura jesuítica se misturava à poética árcade, defendendo a catequese como forma de liberdade.
“A primeira coisa a que havemos de atender é ensinar os meninos a ler e a escrever, porque com isso aprenderão depois a doutrina cristã. E, sendo os pais amigos, haverá de se ir pouco a pouco trazendo toda a terra à lei de Cristo.”
(Pe. Manuel da Nóbrega, século XVI)
A literatura jesuítica no Brasil teve papel importante durante a colonização. A partir do excerto, pode-se afirmar que sua função principal era:
Relatar o exotismo da fauna e da flora para despertar o interesse da metrópole.
Promover a catequese e a educação dos indígenas de acordo com os princípios cristãos.
Construir uma literatura de caráter nacionalista e autônomo.
Criticar a violência dos colonizadores contra os povos originários.
Valorizar o uso de metáforas e recursos barrocos para ensinar a doutrina.
Texto – Fernando Pessoa:
“Tudo quanto vive, vive porque muda; muda porque passa; e, passando, morre. Tudo quanto morre, morre porque viveu.”
No trecho, o substantivo “tudo” aparece como sujeito das orações. Sua classificação como substantivo é importante porque:
Garante a ideia de coletividade e generalização.
Funciona como adjetivo de reforço.
Exerce valor de intensidade sobre o verbo.
Substitui outro termo da oração por retomada.
Atua como advérbio de inclusão.
Texto – Machado de Assis:
“Era uma casa antiga, com paredes altas e gastas pelo tempo, como se guardassem segredos do passado.”
O adjetivo destacado contribui para o efeito de sentido do texto porque:
Intensifica a ideia de ação verbal.
Caracteriza o substantivo, criando atmosfera temporal.
Exerce função de pronome indefinido.
Indica comparação implícita.
Substitui o substantivo por uma qualidade.
Texto
“As autoridades alertaram sobre os riscos do desmatamento na Amazônia e pediram medidas urgentes.”
O verbo destacado pode ser classificado, quanto à significação, como:
De estado, por indicar permanência.
De ação, por exprimir ato praticado.
De ligação, por conectar sujeito e atributo.
De fenômeno, por indicar evento natural.
Auxiliar, por compor locução verbal.
Texto –
“Os jovens brasileiros enfrentam grandes desafios no mercado de trabalho contemporâneo.”
O artigo definido plural destacado contribui para o texto ao:
Particularizar um grupo específico, não genérico.
Expressar intensidade do substantivo.
Generalizar a ideia de juventude.
Indicar quantidade exata de sujeitos.
Particularizar um grupo específico, não genérico.
Texto – Carlos Drummond de Andrade:
“No meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho"
O “do” presente no verso resulta da fusão de:
artigo + advérbio.
pronome + artigo.
preposição + artigo.
substantivo + advérbio.
verbo + pronome.
Texto –
“A população sempre reagiu com resistência a medidas autoritárias.”
O advérbio destacado exprime:
Texto – jornal:
“As desigualdades sociais permanecem como um dos maiores desafios nacionais.”
O artigo destacado funciona como:
caracterizador do substantivo.
intensificador do substantivo.
definidor do substantivo.
substituto do substantivo.
quantificador do substantivo.
“Esta literatura que nasceu no Brasil colonial tinha forte ligação com a religião.”
O pronome “Esta” indica:
Reforço de substantivo
Intensidade de ideia
Posição de proximidade
Indefinição
Posição anterior no tempo
Texto –
“Embora muitos acreditassem ser impossível, a comunidade ainda lutava por justiça.”
O advérbio destacado reforça a ideia de:
dúvida quanto à ação.
modo de agir.
intensidade do ato.
inclusão e permanência.
anterioridade.
Escolas Literárias da Era Colonial
Durante a era colonial, a literatura no Brasil foi fortemente influenciada por diversas correntes, entre elas o Barroco. Este estilo literário, caracterizado por sua complexidade e ornamentação, refletia as tensões e contradições da época. A literatura barroca no Brasil foi marcada por uma linguagem rebuscada e pela busca de um equilíbrio entre o sagrado e o profano. Os escritores barrocos frequentemente exploravam temas religiosos, refletindo a profunda influência da Igreja Católica na sociedade colonial. Essa influência se manifestava não apenas na temática, mas também na forma como os textos eram estruturados, muitas vezes imitando sermões e homilias.
A Igreja Católica desempenhou um papel central na vida cultural e literária do Brasil colonial. Como principal instituição educacional da época, a Igreja foi responsável pela formação de muitos escritores e intelectuais. A literatura produzida sob sua influência frequentemente abordava temas religiosos e morais, buscando educar e converter a população indígena e africana. Além disso, a Igreja controlava a publicação e a circulação de livros, o que limitava a diversidade de vozes e perspectivas na literatura colonial. No entanto, essa influência também levou à produção de obras de grande valor literário e histórico, que ainda hoje são estudadas e admiradas.
Paralelamente à literatura de influência europeia, existia uma rica tradição de literatura indígena no Brasil colonial. Embora muitas dessas tradições orais tenham se perdido com o tempo, algumas foram registradas por missionários e cronistas. A literatura indígena oferecia uma visão única do mundo, com narrativas que exploravam a relação entre o homem e a natureza, mitos de criação e histórias de heróis tribais. Essas narrativas eram fundamentais para a preservação da cultura e identidade dos povos indígenas. Apesar das tentativas de assimilação cultural, a literatura indígena resistiu e continua a influenciar a literatura brasileira contemporânea, enriquecendo-a com sua diversidade e profundidade cultural.
Qual estilo literário influenciou fortemente a literatura no Brasil durante a era colonial?
Barroco
Romantismo
Modernismo
Realismo
Naturalismo
Qual instituição desempenhou um papel central na vida cultural e literária do Brasil colonial?
Igreja Católica
Universidade de Coimbra
Academia Brasileira de Letras
Corte Portuguesa
Comunidade indígena
O que a literatura indígena no Brasil colonial explorava em suas narrativas?
Relação entre o homem e a natureza
Conflitos políticos
Revoluções industriais
Histórias de amor
Exaltação da Coroa Portuguesa
