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WorksheetsProva de Língua Portuguesa - 3° Trimestre
Total questions: 12
Worksheet time: 6mins
1 - “A cada canto um grande conselheiro,
Que nos quer governar cabana e vinha,
Não sabem governar sua cozinha,
E podem governar o mundo inteiro.”
***
Nesse fragmento, Gregório de Matos emprega o recurso da antítese e da ironia. O efeito produzido por essas figuras de linguagem é:
a) Enaltecer o poder e a sabedoria dos governantes.
b) Criticar a ignorância e a hipocrisia social de forma sarcástica.
c) Exaltar os valores morais e religiosos da época.
d) Demonstrar a superioridade da nobreza e do clero.
O Barroco brasileiro é marcado pela dualidade entre o terreno e o espiritual. Esse conflito aperece na literatura como:
a) Oposição entre corpo e alma, pecado e salvação.
b) Valorização da simplicidade da vida rural.
c) Exaltação dos valores clássicos greco-romanos.
d) Representação da natureza como refúgio idealizado.
“Se quisesse Deus que este tão ilustre auditório saísse hoje tão desenganado da pregação, como vem enganado com o pregador!”
(Padre Antônio Vieira)
***
A figura de linguagem predominante nesse trecho de uma obra do Barroco brasileiro é:
a) Hipérbole, pois exagera o alcance da fé do pregador.
b) Antítese, pois opõe “enganado” e “desenganado” para expressar contradição.
c) Paradoxo, pois aproxima ideias de sentidos semelhantes.
d) Eufemismo, pois suaviza o tom religioso.
A linguagem rebuscada e o uso de figuras como antíteses e paradoxos são traços típicos do:
a) Trovadorismo
b) Classicismo
c) Barroco
d) Arcadismo
Ao comparar Barroco e Arcadismo, pode-se afirmar que:
a) O Barroco é marcado pela fé e pela contradição, e o Arcadismo pela razão e simplicidade.
b) O Barroco preza a clareza, enquanto o Arcadismo usa linguagem rebuscada.
c) Ambos valorizam o conflito espiritual e o exagero emocional.
d) O Arcadismo é anterior ao Barroco, o que leva a crer que tinha tom mais rebuscado, enquanto o Barroco era mais simples
“Nasce o Sol, e não dura mais que um dia;
Depois da Luz se segue a noite escura;
Em tristes sombras morre a formosura;
Em contínuas tristezas a alegria.”
***
O contraste entre luz e sombra, vida e morte, é típico do Barroco. Essa oposição expressa:
a) O equilíbrio racional do homem diante do mundo.
b) A harmonia entre corpo e alma.
c) A beleza imutável da natureza.
d) A instabilidade da existência humana e sua transitoriedade.
“Sou Pastor; não te nego; os meus montados
São esses, que aí vês; vivo contente
Ao trazer entre a relva florescente
A doce companhia dos meus gados.”
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O uso da metáfora pastoral (“Sou Pastor”) tem como função:
a) Enfatizar o trabalho braçal dos colonos mineiros.
b) Representar a humildade e a vida simples idealizada no campo.
c) Criticar a vida urbana e o luxo cortesão.
d) Sugerir a inferioridade do homem rural.
“Já rompe a aurora as trevas, e com ela
Os campos se iluminam, e as florestas
Retomam sua vida e movimento,
Cantando em coro as aves nos seus ramos.”
***
A figura de linguagem predominante no verso “Já rompe a aurora as trevas” é:
a) Antítese
b) Metonímia
c) Personificação
d) Hipérbole
O Arcadismo brasileiro surgiu em Minas Gerais durante o ciclo do ouro e reflete o:
a) Misticismo religioso e a culpa barroca.
b) Nacionalismo romântico e sentimental.
c) Individualismo do modernismo.
d) Iluminismo e a valorização da razão.
Cláudio Manuel da Costa expressa em suas obras a tensão entre:
a) Campo idealizado e realidade mineradora.
b) Natureza e cidade industrial.
c) Tradição e modernidade de Ouro Preto.
d) Liberdade e destino.
“Os teus olhos espalham luz divina,
A quem a luz do Sol em vão se atreve:
Papoula, ou rosa delicada e fina,
Te cobre as faces, que são cor de neve.
...
Os teus cabelos são uns fios d’ouro;
Teu lindo corpo bálsamos vapora.
Ah! Não, não fez o Céu, gentil Pastora,
Para glória de Amor igual tesouro.”
***
Nesse trecho, o eu lírico utiliza metáforas e hipérboles para descrever Marília. O efeito expressivo predominante é:
a) Retratar a amada de forma realista, com simplicidade e naturalismo.
b) Criticar a idealização feminina e o amor platônico.
c) Exaltar a beleza da amada por meio de comparações e exageros.
d) Demonstrar o conflito entre razão e emoção, típico do Barroco.
“Doces campos, bem sei, que me enganais,
Com essa paz, que em vós vejo impressa;
Correndo o tempo em vossa companhia,
Cuidei que nunca me fugira o dia.”
***
No trecho, observa-se no primeiro verso um recurso muito utilizado para dar ritmo e solenidade ao verso. No terceiro verso, também encontramos mais uma figura de linguagem. Quais são?
Hipérbato e Eufemismo
Metáfora e Polissindeto
Anafóra e Comparação
Hipérbato e Prosopopéia
