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WorksheetsDiagnóstico
Total questions: 14
Worksheet time: 7mins
O tema principal da tirinha é:
A responsabilidade das gerações atuais na preservação ambiental.
A preocupação dos pais com o futuro de seus filhos em um planeta devastado pelas mudanças climáticas.
A importância de alinhar a sustentabilidade ao consumo consciente.
A importância de desenvolvimento de uma consciência crítica sobre as mudanças climáticas na infância.
O que o diálogo entre mãe e filho revela sobre a relação entre as gerações na tirinha?
Cuidar da natureza é tarefa exclusiva do governo.
As crianças devem ser as únicas responsáveis pelo planeta.
Os adultos já fazem o suficiente para preservar o ambiente.
O futuro depende da responsabilidade dos adultos de hoje.
Qual é a mensagem principal da tirinha?
O futuro do meio ambiente depende das ações das pessoas no presente.
As crianças devem resolver os problemas ambientais sozinhas.
A natureza precisa de leis mais severas.
As mudanças ambientais não afetam o futuro.
A fala “Tentem não destruir tudo até lá!” expressa:
A crença de que gerações atuais irão preservar o meio ambiente para as futuras gerações.
Um apelo irônico para que os adultos ajam antes que seja tarde demais.
O reconhecimento de que o problema ambiental estará resolvido no futuro.
O reconhecimento de que o problema ambiental está resolvido.
TEXTO 02
A indústria do krill arrisca silenciar nosso litoral
Proteger a Antártica não é um gesto distante. É uma questão de soberania climática e de sobrevivência nacional
POR VINICIUS LINDOSO E RONALDO CHRISTOFOLETTI
As baleias-jubarte que encantam o litoral brasileiro todos os invernos carregam em seus corpos uma história de interdependência planetária. Para chegar até aqui, elas dependem de toneladas de krill, um pequeno crustáceo da Antártica que é a base da cadeia alimentar do Oceano Antártico. Sem ele, não há baleias, pinguins ou focas. Sem ele, também se compromete um dos mecanismos mais poderosos de captura de carbono do planeta.
O colapso do krill é um risco real, e sua consequência é muito maior do que a perda de um espetáculo turístico: trata-se de um ataque ao equilíbrio climático global e à nossa própria economia. O krill está sendo sugado por frotas industriais que operam quase o ano inteiro. Países como Noruega e China transformam centenas de milhares de toneladas desse recurso essencial em ração para salmão de cativeiro, cápsulas de ômega-3 e até pet food. É um contrassenso global: devastar o pilar do ecossistema antártico para abastecer mercados supérfluos.
Ao mesmo tempo, o gelo da Antártica, do qual o krill depende para se reproduzir, está derretendo em ritmo recorde. O resultado é um sistema sob pressão: menos gelo, menos krill, menos baleias e mais desequilíbrios que se espalham pelo planeta. E esses desequilíbrios vão da pesca até as massas de ar e frentes frias que são responsáveis por regular o clima no Brasil. O balanço entre a umidade da Amazônia, a umidade vinda do oceano e as massas de ar frio vindas da Antártica regulam nosso ciclo de chuvas.
A desregulação da Antártica já cobra um preço alto do Brasil. Eventos de chuva extrema triplicaram nas últimas décadas, atingindo 83% dos municípios. Só nos últimos 30 anos, as perdas ultrapassaram 145 bilhões de reais, um terço no agronegócio, seguido pelo comércio. Não por acaso, pesquisas recentes de opinião mostram que a maioria dos brasileiros já percebe, no dia a dia, os efeitos das mudanças climáticas: enchentes no Sul, secas no Nordeste e prejuízos diretos ao bolso de milhões de cidadãos.
Diante dessa realidade, a Comissão para a Conservação dos Recursos Marinhos Vivos da Antártica (CCAMLR), órgão internacional que deveria proteger a Antártica, tem falhado repetidamente. Há quase uma década não aprova novas áreas marinhas protegidas e segue refém de vetos geopolíticos. Espaço aberto para a sobrepesca em massa do krill, que ameaça um dos últimos bens comuns globais ainda intocados.
O Brasil não pode se omitir. Com a presidência da COP30 em Belém, temos a oportunidade de pôr a Antártica no centro da agenda internacional, exigindo o fim da pesca predatória de krill e a criação imediata de áreas protegidas. Nosso país já demonstrou liderança ambiental no passado. Hoje, essa liderança é também um ato de pragmatismo: proteger a Antártica significa proteger nosso clima, nossa biodiversidade e nossa economia.
Nesse contexto, o Brasil tem um trunfo raro: é um líder pioneiro em cultura oceânica. Foi o primeiro país do mundo a se comprometer a incluir o oceano em sua Base Nacional Comum Curricular e hoje abriga centenas de “escolas azuis” em quase todo o seu território, reconhecidas pela Unesco por integrarem o mar em suas práticas pedagógicas.
Essa rede de jovens, professores e comunidades conectadas ao oceano é uma base poderosa para formar uma cidadania oceânica ativa e consciente. Ao transformar esse capital humano em diplomacia e liderança internacional, o Brasil pode se projetar como uma verdadeira liderança azul global, capaz de unir ciência, educação e política em defesa do futuro do planeta.
A sobrevivência das baleias que migram pela nossa costa e nos encantam todos os anos começa milhares de quilômetros ao sul, nas águas geladas da Antártica. Defender o krill é garantir que esses gigantes continuem fertilizando o oceano, produzindo oxigênio e inspirando gerações. É também garantir que a Antártica continue cumprindo seu papel de regulação climática, preservando o Brasil e muitos outros países de mais enchentes, secas e perdas econômicas.
Proteger a Antártica não é um gesto distante. É uma questão de soberania climática e de sobrevivência nacional.
O que é o krill, segundo o texto 02?
Um peixe raro encontrado no litoral brasileiro.
Um crustáceo essencial para a cadeia alimentar da Antártica.
Uma bactéria marinha usada na produção de combustível.
Um tipo de alga que polui os oceanos.
Qual é a tese principal defendida pelos autores do texto 02?
O krill deve ser mais explorado economicamente.
A Antártica é um ambiente isolado, sem impacto no Brasil.
O Brasil precisa liderar ações para proteger a Antártica e o krill.
O turismo de observação de baleias deve ser ampliado.
O principal argumento do texto 02 é que:
A pesca do krill ameaça o equilíbrio climático e ecológico do planeta.
O krill é um recurso natural abundante e bem manejado pela indústria pesqueira.
A exploração do krill é necessária para sustentar a economia mundial.
O krill é importante apenas para alimentar as baleias.
Qual é a intenção dos autores ao usar o exemplo das “baleias-jubarte” no texto 02?
Causar empatia no leitor para sensibilizá-lo à causa ambiental.
Informar sobre a importância do krill para o meio ambiente.
Demonstrar como essa espécie contribui para a manutenção do equilíbrio dos oceanos e do clima planetário.
Criticar o comportamento dos animais marinhos.
TEXTO 03
Alvo duplo
Reduzir as emissões de CO₂ é prioridade, mas também devemos combater os chamados poluentes de vida curta
Por Paulo Artaxo
As mudanças climáticas estão na ordem do dia não só pela COP30, mas também pelo aumento acelerado dos eventos climáticos extremos em todo o planeta. Sabemos que, para mitigar os impactos, é necessário pôr fim à exploração e ao uso de combustíveis fósseis, além de eliminar o desmatamento das florestas tropicais. Essas fontes emitem 38 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) a cada ano – e ele permanece na atmosfera por séculos, talvez milênios.
O CO₂ não é o único elemento responsável pelo aquecimento global. Há outros poluentes relevantes, como o metano (CH₄), o ozônio troposférico (O₃) e o chamado black carbon (BC). Esses três componentes apresentam uma vantagem estratégica importante em relação ao dióxido de carbono: possuem uma vida atmosférica muito mais curta. Isto significa que a redução de suas emissões pode gerar efeitos positivos mais rápidos sobre o sistema climático do que a redução das emissões de CO₂. Além disso, esses componentes contribuem significativamente para a poluição do ar nas áreas urbanas, responsável por milhares de mortes todos os anos. Poluição do ar e mudanças climáticas são problemas profundamente interconectados.
O metano tem uma meia-vida atmosférica de apenas 11 anos – ou seja, sua redução tem impacto quase imediato sobre o clima. Da mesma forma, o black carbon permanece na atmosfera por apenas algumas semanas, enquanto o ozônio tem vida útil que varia de horas a semanas. Por isso, a mitigação desses poluentes climáticos de vida curta representa uma solução rápida e eficiente. É importante ressaltar que a redução das emissões de CO₂ continua sendo prioridade, mas pode (e deve) ser complementada pela diminuição dos chamados poluentes de vida curta.
As principais fontes de emissão de metano são a agropecuária, a produção e o consumo de combustíveis fósseis, além dos aterros sanitários. Já as principais fontes de black carbon são o setor de transportes (especialmente veículos a diesel), a queima de biomassa e as emissões industriais. O ozônio é formado a partir de processos de combustão, sobretudo por veículos automotores e pela queima de biomassa. Os impactos dessas emissões são bastante significativos. Embora a maioria das discussões internacionais se concentre nas emissões de CO₂, é fundamental dar atenção também ao metano, responsável por um aquecimento estimado de 0,97 °C, e ao black carbon, com capacidade de aquecer até 0,6 °C.
O metano também agrava a poluição do ar urbano, sendo cerca de 21 vezes mais potente que o CO₂ em termos de efeito estufa. O ozônio tem impactos sérios na saúde humana, provocando doenças respiratórias e perdas significativas na produtividade agrícola. O black carbon é um dos principais responsáveis pelas mortes causadas pela poluição do ar urbano. Sua deposição sobre a neve acelera o derretimento de geleiras, contribuindo para o aumento do nível do mar. Portanto, trata-se de uma questão com impactos múltiplos sobre a saúde, a economia e o clima.
Para reduzir essas emissões, há ações urgentes que podem ser adotadas, como melhorar o transporte urbano e reduzir a queima de biomassa associada ao desmatamento. As emissões de black carbon provenientes de ônibus a diesel representam um grave problema de saúde pública. A transição para transportes elétricos ou de baixas emissões é uma medida crucial e pode evitar milhões de mortes causadas pela poluição do ar em centros urbanos. Essa ação será ainda mais relevante com o crescimento acelerado da população urbana ao longo deste século.
Os incêndios florestais constituem uma fonte significativa tanto de gases de efeito estufa quanto de poluentes atmosféricos. A fumaça das queimadas pode viajar milhares de quilômetros, afetando a saúde humana e o balanço de radiação atmosférica. O Brasil assumiu o compromisso de eliminar o desmatamento da Amazônia até 2035, e esperamos cumprir logo a meta. É fundamental lembrar que precisamos acabar com a exploração e uso de combustíveis fósseis o quanto antes, se quisermos garantir um clima habitável nas próximas décadas e séculos.
A qualidade do ar ainda não está, porém, sistematicamente incorporada nas negociações climáticas internacionais, como a COP30. Seus impactos econômicos e sobre a saúde humana continuam sub-representados nos compromissos climáticos formais e nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) da maioria dos países, inclusive do Brasil. Integrar políticas de redução de gases de efeito estufa e de poluentes de vida curta pode acelerar a transição para economias de baixo carbono, com benefícios expressivos para a saúde pública, a economia e o clima do planeta.
O termo “Alvo Duplo” do título se refere:
À responsabilidade tanto dos países do sul global quanto do norte global de combater os gases poluentes da atmosfera.
À necessidade de combater simultaneamente o CO₂ e os poluentes de vida curta.
À contradição entre clima e economia.
À meta de reduzir a poluição urbana e o desmatamento.
O texto alerta que o metano e o black carbon:
Afetam o clima, mas não interferem na saúde humana.
São menos preocupantes que o CO₂ e não afetam o ar.
Têm impacto apenas sobre a agricultura e nas altas temperaturas das cidades.
Agravam o aquecimento global e a poluição urbana, causando mortes e prejuízos econômicos.
O autor defende o combate aos poluentes de vida curta porque:
Porque desaparecem rapidamente e não causam danos.
Porque sua presença na atmosfera tem relação com o aquecimento global.
Porque geram resultados positivos mais rápidos para o clima.
Porque são mais fáceis de medir.
Ao afirmar que a poluição do ar e as mudanças climáticas são “profundamente interconectadas”, o autor:
Defende que cada país deve escolher qual problema priorizar.
Afirma que reduzir um problema agrava o outro.
Indica que são fenômenos parecidos, apesar de apresentarem pouca ou nenhuma relação.
Mostra que políticas ambientais integradas produzem resultados mais amplos.
A tirinha reforça a mensagem dos artigos de opinião porque:
Mostra, de forma simples, a responsabilidade dos adultos sobre o futuro ambiental.
Apresenta os temas dos dois artigos de opinião de forma humorada.
Critica as políticas ambientais, contradizendo os artigos de opinião.
Mostra, de forma humorada, a importância de ações imediatas no combate às mudanças climáticas.
Os três textos (os dois artigos de opinião e a tirinha) tratam de formas diferentes de conscientizar o leitor sobre a urgência de preservar o meio ambiente.
Com base neles, qual das alternativas melhor resume a diferença na estratégia argumentativa usada em cada texto?
Os artigos de opinião utilizam argumentos científicos e apelos emocionais, enquanto a tirinha se em humos e linguagem objetiva.
Os artigos de opinião defendem ideias com base em informações e dados científicos, enquanto a tirinha sensibiliza o leitor por meio de apelo emocional e linguagem simples.
Todos os textos usam o mesmo tipo de argumento, com foco em dados técnicos sobre o meio ambiente.
A tirinha e os artigos de opinião apresentam humor como principal recurso para convencer o leitor.
