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Revisão N2 saúde mental - 2025.2

Total questions: 52

Worksheet time: 28mins

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1.

Em termos de política pública, a saúde mental no Brasil está inserida:

a)

No Sistema Único de Saúde (SUS).

b)

Apenas em clínicas privadas.

c)

No sistema carcerário.

d)

No Ministério da Educação.

2.

Uma das críticas à psiquiatria tradicional é que ela:

a)

Valoriza demais os aspectos sociais do sujeito.

b)

Considera o sofrimento apenas como produto biológico.

c)

Foca na singularidade e subjetividade do sujeito.

d)

Propõe o cuidado em liberdade.

3.

O conceito de “cuidado em liberdade” está diretamente ligado a:

a)

Internação compulsória.

b)

Atenção psicossocial.

c)

Higienismo social.

d)

Tratamento moral.

4.

O modelo de atenção psicossocial se sustenta nos princípios de:

a)

Cuidado territorial, interdisciplinar e centrado no paciente.

b)

Isolamento e contenção.

c)

Diagnóstico rápido e alta medicamentação.

d)

Hospitalização contínua.

5.

Em tempos de hiperconectividade e redes sociais, um dos novos desafios à saúde mental é:

a)

O aumento da escuta clínica.

b)

A diminuição da ansiedade social.

c)

A intensificação da comparação e da solidão digital.

d)

A redução dos transtornos depressivos.

6.

A medicalização do sofrimento humano na contemporaneidade se refere a:

a)

A ampliação das práticas comunitárias de cuidado.

b)

A tendência de transformar problemas existenciais em doenças.

c)

O fortalecimento dos vínculos sociais.

d)

O aumento da escuta e do acolhimento.

7.

A lógica do cuidado no SUS propõe que o atendimento em saúde mental seja:

a)

Centrado no médico e no diagnóstico.

b)

Hierarquizado e distante do território.

c)

Integral, interdisciplinar e humanizado.

d)

Apenas farmacológico.

8.

Em relação ao trabalho em equipe nos serviços de saúde mental, podemos dizer que:

a)

Cada profissional atua isoladamente.

b)

O trabalho interdisciplinar é fundamental.

c)

O psicólogo é o único responsável pelo tratamento.

d)

A equipe multiprofissional é desnecessária.

9.

Em contextos contemporâneos, o sofrimento psíquico é cada vez mais associado a:

a)

Fatores exclusivamente biológicos.

b)

Condições sociais, econômicas e subjetivas complexas.

c)

Falta de medicação adequada.

d)

Internações curtas.

10.

A lógica neoliberal tem impacto na saúde mental porque:

a)

Promove solidariedade e apoio comunitário.

b)

Estimula a coletividade e o cuidado mútuo.

c)

Aumenta a pressão por produtividade e individualismo.

d)

Reduz o estresse social.

11.

A atenção psicossocial propõe que o cuidado deve ocorrer:

a)

No isolamento do sujeito.

b)

Apenas em instituições fechadas.

c)

No território, com vínculo e continuidade.

d)

Em locais neutros e sem contato comunitário.

12.

A luta antimanicomial, no Brasil, é sustentada pela ideia de:

a)

Tratar o sujeito como periculoso.

b)

Garantir direitos, liberdade e cidadania a quem sofre psiquicamente.

c)

Retomar o modelo hospitalocêntrico.

d)

Enfatizar apenas a doença mental.

13.

Um dos principais desafios da saúde mental contemporânea é:

a)

O aumento do tempo livre e do ócio.

b)

A aceleração da vida e a pressão por produtividade.

c)

A diminuição do uso de tecnologias.

d)

O fim das desigualdades sociais.

14.

A precarização das relações de trabalho, característica da atualidade, tem contribuído para:

a)

A estabilidade emocional da população.

b)

O fortalecimento dos vínculos sociais.

c)

O aumento de quadros de ansiedade e depressão.

d)

A redução do sofrimento psíquico.

15.

A solidão contemporânea é frequentemente associada:

a)

À falta de tecnologias de comunicação.

b)

Ao excesso de conexões virtuais e escassez de vínculos reais.

c)

Ao isolamento geográfico.

d)

À redução da individualidade.

16.

A pandemia de COVID-19 impactou a saúde mental sobretudo por:

a)

Reduzir o acesso a redes digitais.

b)

Fortalecer vínculos comunitários sem conflitos.

c)

Intensificar o isolamento, o medo e a insegurança social.

d)

Eliminar desigualdades econômicas.

17.

A noção de “autocuidado” na contemporaneidade, quando apropriada pelo mercado, tende a:

a)

Tornar-se um imperativo de consumo e performance.

b)

Fortalecer práticas comunitárias solidárias.

c)

Priorizar o coletivo em vez do individual.

d)

Valorizar o descanso e o tempo livre como resistência.

18.

A lógica neoliberal influencia a saúde mental ao:

a)

Valorizar a vulnerabilidade humana.

b)

Estimular a coletividade e o cuidado mútuo.

c)

Responsabilizar o indivíduo pelo próprio sofrimento.

d)

Promover políticas públicas inclusivas.

19.

Em relação ao sofrimento psíquico na juventude contemporânea, observa-se:

a)

Maior estabilidade emocional e autonomia.

b)

Aumento de quadros de ansiedade e depressão.

c)

Redução do uso de redes sociais.

d)

Desinteresse por terapias e espaços de fala.

20.

O sofrimento psíquico contemporâneo tende a ser marcado por:

a)

Fragmentação, imediatismo e sensação de vazio.

b)

Estabilidade emocional e vínculo comunitário.

c)

Desvalorização do eu.

d)

Clareza de propósitos coletivos.

21.

Pensar a saúde mental no contemporâneo implica reconhecer que:

a)

O sofrimento é puramente individual.

b)

As condições sociais, econômicas e culturais atravessam a subjetividade.

c)

A cura depende apenas da medicação.

d)

A sociedade atual é neutra em relação à saúde mental.

22.

O documentário Holocausto Brasileiro retrata a história de qual instituição psiquiátrica?

a)

Hospital Colônia de Barbacena, em Minas Gerais.

b)

Hospital Psiquiátrico de Juquery, em São Paulo.

c)

Hospital de Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro.

d)

Hospital São Pedro, em Porto Alegre.

23.

O termo “Holocausto Brasileiro” foi utilizado para:

a)

Exagerar um fato histórico.

b)

Denunciar o genocídio silencioso e sistemático de pessoas internadas injustamente.

c)

Fazer alusão a um tratamento eficaz e humanizado.

d)

Nomear uma política pública de saúde mental.

24.

Uma característica marcante do tratamento oferecido no Colônia era:

a)

A liberdade e o cuidado psicossocial.

b)

A internação breve e terapêutica.

c)

O confinamento, maus-tratos e desumanização.

d)

O acompanhamento interdisciplinar individual e medicalização.

25.

O Holocausto Brasileiro evidencia a ausência de qual princípio fundamental do cuidado em saúde mental?

a)

A integralidade do SUS.

b)

O cuidado em liberdade e o respeito à dignidade humana.

c)

A medicalização como prioridade.

d)

O uso de terapias integrativas.

26.

O caso de Barbacena impulsionou debates que contribuíram para:

a)

A criação de novos manicômios.

b)

O retrocesso das políticas públicas.

c)

O fortalecimento da Reforma Psiquiátrica e da luta antimanicomial.

d)

A privatização da saúde mental.

27.

Assistir a Holocausto Brasileiro, hoje, é um convite para:

a)

Voltar ao modelo manicomial.

b)

Naturalizar o sofrimento institucional.

c)

Pensar criticamente o presente e reafirmar o compromisso ético com o cuidado em liberdade.

d)

Ficar tranquilo acreditando que “isso ficou no passado”

28.

O Consultório na Rua é uma estratégia do SUS criada para:

a)

Oferecer atendimento domiciliar a famílias de classe média.

b)

Garantir atenção integral à população em situação de rua.

c)

Cadastrar usuários para programas de renda.

d)

Promover internações hospitalares prolongadas.

29.

O Consultório na Rua integra qual política pública do SUS?

a)

Política Nacional de Atenção Básica (PNAB).

b)

Política de Saúde do Trabalhador.

c)

Política de Saúde Indígena.

d)

Política de Saúde Suplementar.

30.

O público prioritário do Consultório na Rua é composto por:

a)

Trabalhadores rurais.

b)

Comunidades indígenas.

c)

Pessoas em situação de rua e extrema vulnerabilidade.

d)

Estudantes da rede pública.

31.

O Consultório na Rua se articula, principalmente, com quais outros serviços da rede?

a)

CAPS, UBS e unidades de acolhimento.

b)

Escolas particulares, UBS e empresas privadas.

c)

Hospitais e clínicas privadas.

d)

Delegacias e presídios.

32.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelas equipes do Consultório na Rua é:

a)

A resistência dos usuários em aceitar o cuidado.

b)

A invisibilidade social e o estigma que recai sobre a população em situação de rua.

c)

O excesso de recursos financeiros.

d)

O número reduzido de profissionais interessados em saúde pública.

33.

A estratégia de Redução de Danos (RD) tem como principal objetivo:

a)

Erradicar totalmente o uso de drogas.

b)

Punir o usuário e afastá-lo do convívio social.

c)

Minimizar os riscos e danos associados ao uso, respeitando a autonomia do sujeito.

d)

Substituir o tratamento médico por internação compulsória.

34.

A abordagem da Redução de Danos se fundamenta em qual princípio do SUS?

a)

Universalidade e integralidade do cuidado.

b)

Hierarquia e controle.

c)

Exclusão e abstinência obrigatória.

d)

Padronização do comportamento.

35.

O conceito de Redução de Danos rompe com qual lógica tradicional?

a)

A lógica do cuidado em liberdade.

b)

A lógica abstencionista e punitiva.

c)

A lógica comunitária de atenção integral.

d)

A lógica da reforma psiquiátrica.

36.

O papel do profissional de saúde que atua com Redução de Danos é:

a)

Condicionar o comportamento do usuário.

b)

Instruir sobre a abstinência imediata.

c)

Escutar, orientar e construir estratégias possíveis de cuidado junto ao usuário.

d)

Manter distância e neutralidade afetiva.

37.

A Redução de Danos é especialmente importante porque:

a)

Garante o direito à saúde e reconhece o sujeito em sua singularidade.

b)

Substitui todos os tratamentos convencionais.

c)

Promove o isolamento social como forma de proteção.

d)

Incentiva o uso indiscriminado de drogas.

38.

Um exemplo clássico de prática de Redução de Danos é:

a)

Distribuição de seringas esterilizadas para usuários de drogas injetáveis.

b)

Internação compulsória de pessoas em situação de rua.

c)

Retirada de direitos sociais de usuários.

d)

Proibição total de bebidas alcoólicas.

39.

A Redução de Danos está diretamente articulada com qual movimento social e político?

a)

Movimento Sanitarista apenas

b)

Movimento assistencial dos Caps

c)

Movimento das UBs apenas.

d)

Movimento da Reforma Psiquiátrica e da Luta Antimanicomial.

40.

A Redução de Danos reconhece que o cuidado em saúde mental deve ser:

a)

Centrado na norma e na obediência.

b)

Pensado na abstinência do usuário.

c)

Visado ao tratamento medicamentoso exclusivamente.

d)

Humanizado, relacional e orientado pela autonomia.

41.

A principal diferença entre a Redução de Danos e o modelo abstencionista é que:

a)

Ambas partem da mesma concepção sobre o uso de drogas.

b)

A Redução de Danos exige internação, e o abstencionismo não.

c)

A Redução de Danos valoriza o diálogo, enquanto o abstencionismo impõe a abstinência como única meta.

d)

A Redução de Danos é menos ética que o abstencionismo.

42.

A Arteterapia é uma prática que utiliza:

a)

A expressão artística como recurso terapêutico e de cuidado.

b)

Apenas atividades de pintura.

c)

O ensino técnico de artes plásticas.

d)

Todas as alternativas anteriores.

43.

No contexto da saúde mental, a Arteterapia se baseia principalmente na:

a)

Reeducação comportamental.

b)

Escuta do inconsciente e na expressão simbólica.

c)

Correção de traços artísticos.

d)

Todas as alternativas anteriores.

44.

A Arteterapia está alinhada aos princípios da Reforma Psiquiátrica porque:

a)

Busca normalizar o comportamento.

b)

Se preocupa somente com o processo criativo.

c)

Valoriza o sujeito em sua singularidade e promove o cuidado em liberdade.

d)

Nenhuma das alternativas anteriores.

45.

O fazer artístico, na Arteterapia, tem como função:

a)

Facilitar a expressão emocional e a elaboração simbólica.

b)

Padronizar as respostas terapêuticas nas oficinas.

c)

Julgar a qualidade estética da produção.

d)

Nenhuma das alternativas anteriores.

46.

A proposta da Arteterapia em saúde mental está ligada ao princípio do cuidado:

a)

Individualista, comportamental e tecnicista.

b)

Integral, humanizado e interdisciplinar.

c)

Farmacológico e biológico.

d)

Todas as alternativas anteriores.

47.

Uma das grandes contribuições da Arteterapia é:

a)

Oferecer um espaço de criação onde o sujeito pode ressignificar seu sofrimento.

b)

Focar apenas na redução de sintomas.

c)

Promover a produtividade artística exclusivamente.

d)

Substituir completamente o acompanhamento psicológico.

48.

O trabalho do arteterapeuta se fundamenta em:

a)

Escuta sensível e facilitação do processo criativo, sem julgamentos.

b)

Direcionamento rígido das produções artísticas e condicionamento dos participantes.

c)

Controle das emoções do participante.

d)

Nenhuma das alternativas anteriores.

49.

Na Arteterapia, o produto artístico deve ser entendido como:

a)

Um simples resultado visual de comportamento artístico exclusivamente.

b)

Uma ferramenta para exposição pública.

c)

Uma via de comunicação do sujeito consigo mesmo e com o outro.

d)

Nenhuma das alternativas anteriores.

50.

Pensar a Arteterapia na saúde mental é reconhecer que:

a)

A arte é um instrumento de condicionamento do comportamento.

b)

O processo criativo deve ser padronizado.

c)

O sujeito deve ser avaliado pela qualidade de sua produção.

d)

A criação pode ser um caminho de cuidado, vínculo e reconstrução subjetiva.

51.

Qual é o papel da escuta ativa na abordagem de Redução de Danos?

a)

Focar apenas no tratamento medicamentoso.

b)

Ignorar as necessidades do usuário.

c)

Impor regras rígidas de abstinência.

d)

Compreender o contexto do usuário e construir estratégias de cuidado junto a ele.

52.

Em relação à Arteterapia, qual é um dos principais benefícios para o cuidado em saúde mental?

a)

Restringir o uso de técnicas criativas.

b)

Facilitar a expressão emocional e promover autonomia no processo terapêutico.

c)

Julgar a qualidade estética das obras criadas.

d)

Padronizar as produções artísticas dos participantes.