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WorksheetsRock dos anos 80 - inferências e implícitos
Total questions: 10
Worksheet time: 13mins
Sobre a catáfora do pronome “lhes” no trecho da canção ALAGADOS (Paralamas do Sucesso) - “O sol da manhã vem e lhes desafia”- , pode-se afirmar que:
o pronome “lhes” se refere a todos os habitantes da cidade, sem distinção social.
o pronome “lhes” antecipa a referência aos moradores das favelas, posteriormente descritos como “filhos da mesma agonia”
o pronome “lhes” remete apenas aos turistas que visitam a cidade.
o pronome “lhes” é um recurso de indeterminação, sem referente claro.
Na canção ALAGADOS, da banda Paralamas do Sucesso, erso “Palafitas, trapiches, farrapos / Filhos da mesma agonia” encerra uma metáfora que sintetiza:
a menção ao sol da manhã, símbolo de esperança.
o objeto direto do verbo “desafia”, indicando resistência.
a associação entre moradias precárias e roupas velhas, representando a marginalização e a pobreza
a referência ao sonho, que simboliza a possibilidade de ascensão social.
A perífrase “a cidade que tem braços abertos num cartão postal” no trecho da música "Alagados", dos Paralamas do Sucesso, refere-se a:
São Paulo, pela sua grandiosidade e diversidade.
Salvador, cidade conhecida pelos seus cartões postais históricos.
Recife, por sua malha urbana e pontes.
Rio de Janeiro, referindo-se à estátua do Cristo Redentor com os braços abertos.
A canção "Alagados", dos Paralamas do Sucesso, tem no trecho “E a cidade, Que tem braços abertos num cartão postal, Com os punhos fechados da vida real, Lhe nega oportunidades, Mostra a face dura do mal" a seguinte figura de linguagem:
metáfora, para bairros nobres e outros marginalizados.
ironia, para sintetizar os morros cariocas, donos de ímpar beleza e violência.
paradoxo, ao aproximar uma cidade com símbolo religioso e realidade cruel.
metonímia, ao destacar a hospitalidade carioca apesar
No refrão de "Alagados" (Paralamas do Sucesso), a referência a "Alagados, Trenchtown, Favela da Maré" e a expressão "A esperança não vem do mar / Nem das antenas de TV" indicam, sobretudo:
a valorização exclusiva das tradições indígenas como fonte de resistência.
a crítica à globalização como fator único da miséria nas periferias.
o apelo à migração para centros urbanos como solução aos problemas sociais.
a interconexão de culturas periféricas globais e a resistência cultural que rejeita promessas externas, como as do mar (exterior) e da mídia (antenas de TV).
A letra de "Metamorfose Ambulante", de Raul Seixas, usa figuras de linguagem para expressar a instabilidade e a transformação constante da personalidade humana, refletindo a mutabilidade das opiniões e dos sentimentos, a saber:
a hipérbole que enfatiza a imutabilidade dos sentimentos humanos, pois se mudam apenas as aparências enquanto a essência permanece.
o paradoxo e a antítese que expressam a instabilidade e multiplicidade da personalidade como processos de metamorfose.
a crítica ao teatro como metáfora para a vida cotidiana, pois a mutabilidade é sempre representada nos palcos.
a negação absoluta da existência de uma identidade pessoal fixa, em foco com o niilismo nietzschiano.
A repetição no início dos versos na canção “Metamorfose Ambulante” de Raul Seixas configura-se como uma anáfora. Sua função se vincula à/ao:
reforçar a imutabilidade de gerações anteriores, que são vistas pejorativamente no contexto da canção.
suavizar as contradições para preservar a coerência do sujeito lírico.
expressar a certeza e permanência das opiniões que moldam a identidade.
indicar a progressão linear e imutável da personalidade ao longo do tempo.
A expressão do amor em “Vírus do Amor” (Rita Lee), ao associar sentimentos afetivos a uma “doença” sorrateira, representa um paradoxo que revela:
a plena confiança do eu lírico na proteção dos relacionamentos amorosos, em intertextualidade com a poesia neoclássica, com sentimentos moderados.
a negação do amor em função do medo imposto pela sociedade, pois os relacionamentos fúteis prejudicariam a estrutura familiar tradicional e burguesa.
a ambiguidade entre a entrega ao amor e o receio das consequências, expressando a tensão entre desejo e ameaça em um contexto social marcado pela epidemia da AIDS.
o isolamento total do eu lírico frente às relações interpessoais, embora o amor seja um componente padrão na humanidade, como um vírus.
Na música Ideologia (Cazuza), a palavra partido tem ocorrência dupla com intuito de:
enfatizar apenas a filiação política do sujeito à esquerda política tradicional, eivado de crítica à ditadura militar.
indicar a exclusão total do eu lírico da esfera pública e afetiva, como se o lirismo fosse a única temática relevante.
reduzir a dimensão da música a um comentário sobre relacionamentos amorosos, em virtude da busca por temas amenos após a ditadura.
expressar a crise simultânea da identidade política e emocional, revelando a desilusão tanto com partidos políticos quanto com sonhos pessoais frustrados.
A crítica de Cazuza em “Ideologia” estabelece uma quebra de expectativa ao confrontar a esperança e os ideais políticos da juventude pós-ditadura com a realidade de desilusão e vazio resultantes do fracasso dessas promessas sociais. Esse desencanto se caracteriza por:
valorizar de forma incondicional o otimismo em torno do pós-ditadura, pois o analista seria prescindível frente às benesses democráticas.
reafirmar a estabilidade e coerência dos ideais na vida adulta, pois o analista não mais ajudará nos problemas cotidianos.
destacar que o analista representa um autoengano do eu lírico, que prefere a alienação ao confronto.
apresentar um discurso unidimensional que ignora contradições sociais do Brasil, já que o analista representa a tentativa de esquecer o cotidiano.
