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Rock dos anos 80 - inferências e implícitos

Total questions: 10

Worksheet time: 13mins

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1.

Sobre a catáfora do pronome “lhes” no trecho da canção ALAGADOS (Paralamas do Sucesso) - “O sol da manhã vem e lhes desafia”- , pode-se afirmar que:

a)

o pronome “lhes” se refere a todos os habitantes da cidade, sem distinção social.

b)

o pronome “lhes” antecipa a referência aos moradores das favelas, posteriormente descritos como “filhos da mesma agonia”

c)

o pronome “lhes” remete apenas aos turistas que visitam a cidade.

d)

o pronome “lhes” é um recurso de indeterminação, sem referente claro.

2.

Na canção ALAGADOS, da banda Paralamas do Sucesso, erso “Palafitas, trapiches, farrapos / Filhos da mesma agonia” encerra uma metáfora que sintetiza:

a)

a menção ao sol da manhã, símbolo de esperança.

b)

o objeto direto do verbo “desafia”, indicando resistência.

c)

a associação entre moradias precárias e roupas velhas, representando a marginalização e a pobreza

d)

a referência ao sonho, que simboliza a possibilidade de ascensão social.

3.

A perífrase “a cidade que tem braços abertos num cartão postal” no trecho da música "Alagados", dos Paralamas do Sucesso, refere-se a:

a)

São Paulo, pela sua grandiosidade e diversidade.

b)

Salvador, cidade conhecida pelos seus cartões postais históricos.

c)

Recife, por sua malha urbana e pontes.

d)

Rio de Janeiro, referindo-se à estátua do Cristo Redentor com os braços abertos.

4.

A canção "Alagados", dos Paralamas do Sucesso, tem no trecho “E a cidade, Que tem braços abertos num cartão postal, Com os punhos fechados da vida real, Lhe nega oportunidades, Mostra a face dura do mal" a seguinte figura de linguagem:

a)

metáfora, para bairros nobres e outros marginalizados.

b)

ironia, para sintetizar os morros cariocas, donos de ímpar beleza e violência.

c)

paradoxo, ao aproximar uma cidade com símbolo religioso e realidade cruel.

d)

metonímia, ao destacar a hospitalidade carioca apesar

5.

No refrão de "Alagados" (Paralamas do Sucesso), a referência a "Alagados, Trenchtown, Favela da Maré" e a expressão "A esperança não vem do mar / Nem das antenas de TV" indicam, sobretudo:

a)

a valorização exclusiva das tradições indígenas como fonte de resistência.

b)

a crítica à globalização como fator único da miséria nas periferias.

c)

o apelo à migração para centros urbanos como solução aos problemas sociais.

d)

a interconexão de culturas periféricas globais e a resistência cultural que rejeita promessas externas, como as do mar (exterior) e da mídia (antenas de TV).

6.

A letra de "Metamorfose Ambulante", de Raul Seixas, usa figuras de linguagem para expressar a instabilidade e a transformação constante da personalidade humana, refletindo a mutabilidade das opiniões e dos sentimentos, a saber:

a)

a hipérbole que enfatiza a imutabilidade dos sentimentos humanos, pois se mudam apenas as aparências enquanto a essência permanece.

b)

o paradoxo e a antítese que expressam a instabilidade e multiplicidade da personalidade como processos de metamorfose.

c)

a crítica ao teatro como metáfora para a vida cotidiana, pois a mutabilidade é sempre representada nos palcos.

d)

a negação absoluta da existência de uma identidade pessoal fixa, em foco com o niilismo nietzschiano.

7.

A repetição no início dos versos na canção “Metamorfose Ambulante” de Raul Seixas configura-se como uma anáfora. Sua função se vincula à/ao:

a)

reforçar a imutabilidade de gerações anteriores, que são vistas pejorativamente no contexto da canção.

b)

suavizar as contradições para preservar a coerência do sujeito lírico.

c)

expressar a certeza e permanência das opiniões que moldam a identidade.

d)

indicar a progressão linear e imutável da personalidade ao longo do tempo.

8.

A expressão do amor em “Vírus do Amor” (Rita Lee), ao associar sentimentos afetivos a uma “doença” sorrateira, representa um paradoxo que revela:

a)

a plena confiança do eu lírico na proteção dos relacionamentos amorosos, em intertextualidade com a poesia neoclássica, com sentimentos moderados.

b)

a negação do amor em função do medo imposto pela sociedade, pois os relacionamentos fúteis prejudicariam a estrutura familiar tradicional e burguesa.

c)

a ambiguidade entre a entrega ao amor e o receio das consequências, expressando a tensão entre desejo e ameaça em um contexto social marcado pela epidemia da AIDS.

d)

o isolamento total do eu lírico frente às relações interpessoais, embora o amor seja um componente padrão na humanidade, como um vírus.

9.

Na música Ideologia (Cazuza), a palavra partido tem ocorrência dupla com intuito de:

a)

enfatizar apenas a filiação política do sujeito à esquerda política tradicional, eivado de crítica à ditadura militar.

b)

indicar a exclusão total do eu lírico da esfera pública e afetiva, como se o lirismo fosse a única temática relevante.

c)

reduzir a dimensão da música a um comentário sobre relacionamentos amorosos, em virtude da busca por temas amenos após a ditadura.

d)

expressar a crise simultânea da identidade política e emocional, revelando a desilusão tanto com partidos políticos quanto com sonhos pessoais frustrados.

10.

A crítica de Cazuza em “Ideologia” estabelece uma quebra de expectativa ao confrontar a esperança e os ideais políticos da juventude pós-ditadura com a realidade de desilusão e vazio resultantes do fracasso dessas promessas sociais. Esse desencanto se caracteriza por:

a)

valorizar de forma incondicional o otimismo em torno do pós-ditadura, pois o analista seria prescindível frente às benesses democráticas.

b)

reafirmar a estabilidade e coerência dos ideais na vida adulta, pois o analista não mais ajudará nos problemas cotidianos.

c)

destacar que o analista representa um autoengano do eu lírico, que prefere a alienação ao confronto.

d)

apresentar um discurso unidimensional que ignora contradições sociais do Brasil, já que o analista representa a tentativa de esquecer o cotidiano.