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Questões sobre Ética, Consentimento e Violência

Total questions: 10

Worksheet time: 5mins

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1.

Em sentido filosófico-social, falar em relações de opressão significa reconhecer que:

a)

Toda relação humana é naturalmente violenta e não há alternativa.

b)

A opressão ocorre apenas quando há violência física explícita.

c)

Existem relações assimétricas nas quais um grupo domina e limita a liberdade de outro, mantendo privilégios e desigualdades.

d)

A opressão é apenas uma questão de opinião individual, sem base concreta.

e)

A opressão acontece somente em regimes ditatoriais, nunca em sociedades democráticas.

2.

A ideia de consentimento em debates éticos implica que uma ação só pode ser moralmente legítima quando:

a)

A outra pessoa não protesta, mesmo que esteja com medo.

b)

A outra pessoa obedece porque é hierarquicamente inferior.

c)

A outra pessoa concorda de forma livre, consciente, sem manipulação, ameaça ou coerção.

d)

A outra pessoa aceita em troca de alguma vantagem material, independentemente das condições.

e)

A outra pessoa permanece em silêncio, o que sempre indica concordância.

3.

Em qual das situações abaixo o consentimento é claramente problemático do ponto de vista ético?

a)

Duas pessoas adultas, em situação de igualdade, conversam e decidem juntas.

b)

Um grupo vota, após amplo debate, sobre um passeio em comum.

c)

Um chefe “convida” um funcionário a aceitar uma condição injusta, deixando implícito que a recusa pode resultar em demissão.

d)

Amigos discutem, discordam e depois se entendem, chegando a um acordo.

e)

Uma pessoa informa claramente seus limites, e a outra os respeita.

4.

A indiferença diante do sofrimento alheio favorece a banalização da violência porque:

a)

Mostra que as pessoas são emocionalmente maduras.

b)

Ajuda a normalizar práticas injustas, fazendo com que pareçam inevitáveis ou “naturais”.

c)

Impede qualquer repetição de atitudes violentas.

d)

Incentiva a responsabilidade coletiva pelas injustiças.

e)

Obriga o Estado a intervir imediatamente em todos os casos.

5.

A noção de ética e alteridade pode ser compreendida, de maneira geral, como:

a)

Ética voltada apenas para o bem-estar individual.

b)

Ética que considera apenas a obediência às leis, sem olhar para quem sofre as consequências.

c)

Ética que nasce do encontro com o outro, reconhecendo sua diferença e dignidade, e assumindo responsabilidade diante dessa presença.

d)

Ética que busca evitar qualquer tipo de contato com o diferente.

e)

Ética que reduz o outro a um “igual a mim”, apagando toda diferença.

6.

Em uma perspectiva crítica, pode-se falar em opressão estrutural quando:

a)

A opressão é apenas fruto da maldade individual de algumas pessoas.

b)

A opressão se resume a episódios isolados de desrespeito entre indivíduos.

c)

As próprias instituições, leis, práticas culturais e econômicas organizam de modo sistemático a exclusão ou a inferiorização de certos grupos.

d)

Um conflito entre indivíduos é rapidamente resolvido por meio de diálogo.

e)

Não há qualquer relação entre desigualdades sociais e formas de opressão.

7.

Do ponto de vista ético, por que o consentimento dado em contexto de forte desigualdade ou ameaça é considerado inválido ou duvidoso?

a)

Porque nenhuma decisão humana é realmente livre, em situação alguma.

b)

Porque o consentimento só é válido quando não há nenhuma influência externa.

c)

Porque a presença de medo, dependência extrema, chantagem ou pressão simbólica pode transformar o “sim” em mera adaptação à opressão, e não em acordo livre.

d)

Porque todo consentimento deveria ser anônimo e secreto.

e)

Porque a ética não se preocupa com as condições concretas em que as decisões são tomadas.

8.

A expressão “banalização da injustiça” ou “banalização do mal” pode ser entendida como:

a)

A recusa absoluta em obedecer a qualquer autoridade.

b)

A tendência a considerar a injustiça como algo excepcional, sempre chocante.

c)

A redução da injustiça a meros detalhes administrativos, em que pessoas cumprem ordens sem refletir, e a violência se torna rotina.

d)

A consciência crítica permanente sobre as estruturas de dominação.

e)

A total inexistência de responsabilidade individual nas ações coletivas.

9.

Em uma leitura filosófica inspirada na ética da alteridade, a atitude correta diante do outro é descrita como:

a)

Defender-se do outro, pois ele é sempre uma ameaça.

b)

Reduzir o outro ao mesmo que eu, anulando qualquer diferença.

c)

Reconhecer no rosto do outro um apelo ético que antecede meus interesses, chamando-me à responsabilidade e ao cuidado.

d)

Ignorar o outro para garantir minha autonomia absoluta.

e)

Avaliar o outro apenas pelo que ele produz economicamente.

10.

Ao articular relações de opressão, consentimento, indiferença/banalização e ética da alteridade, pode-se afirmar que uma educação comprometida com a humanização deve:

a)

Ensinar apenas conteúdo técnico, deixando as questões éticas para a vida privada dos alunos.

b)

Evitar temas polêmicos, para que os estudantes não questionem estruturas de poder.

c)

Problematizar as formas de opressão, mostrar como o consentimento pode ser manipulado, denunciar a indiferença e cultivar a sensibilidade ética diante do outro como sujeito de direitos.

d)

Priorizar a disciplina e a obediência, sem espaço para diálogo.

e)

Incentivar a competição extrema como forma de “seleção natural” dos mais fortes.