Worksheets2025 - FIL - SIMULADO - 3 ABCD
Total questions: 10
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“Nas primeiras linhas das Meditações Metafísicas, Descartes declara que “recebera muitas falsas opiniões por verdadeiras” e que “aquilo que fundou sobre princípios mal assegurados devia ser muito duvidoso e incerto” (DESCARTES, R. Meditações Metafísicas, In: MARÇAL, J. CABARRÃO, M.; FANTIN, M. E. (org.) Antologia de textos filosóficos, Curitiba: SEED-PR, 2009, p. 153.). A fim de dar bom fundamento ao conhecimento científico, Descartes entende que é preciso:
confiar nas próprias opiniões.
partir de princípios seguros e proceder com método.
certificar-se de que os outros pensam como nós.
seguir as opiniões dos mais sábios.
aceitar que o conhecimento é duvidoso e incerto
Corrente filosófica que enfatiza o papel da razão como fundamento do modo de conhecer a realidade. Nesta perspectiva, a razão vai possibilitar a apreensão e a justificação do conhecimento sem o recurso sensorial interferindo no processo do conhecimento. Tal conceito refere-se à(ao):
Fenomenismo.
Racionalismo.
Ceticismo.
Dogmatismo.
Empirismo.
A dúvida é uma atitude que contribui para o surgimento do pensamento filosófico moderno. Neste comportamento, a verdade é atingida através da supressão provisória de todo conhecimento, que passa a ser considerado como mera opinião. A dúvida metódica aguça o espírito crítico próprio da Filosofia” (Adaptado de Gerd A. Bornheim, Introdução ao filosofar. Porto Alegre: Editora Globo, 1970, p. 11.). A partir do texto, é correto afirmar que:
A Filosofia estabelece que opinião, conhecimento e verdade são conceitos equivalentes.
A dúvida é necessária para o pensamento filosófico, por ser espontânea e dispensar o rigor metodológico.
A dúvida, o questionamento rigoroso e o espírito crítico são fundamentos do pensamento filosófico moderno.
O espírito crítico é uma característica da Filosofia e surge quando opiniões e verdades são coincidentes.
A dúvida metódica, de acordo com Descartes, é dispensável para a obtenção de um conhecimento seguro.
“E vede! Apolo não podia viver sem Dionísio! O “titânico” e o “bárbaro” eram no fim de contas, precisamente uma necessidade tal como o apolíneo!” (NIETZSCHE, F. O nascimento da tragédia ou helenismo e pessimismo. Tradução de J. Guinsburg. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 38). Assinale a alternativa que descreve corretamente o dionisíaco e o apolíneo.
O dionisíaco é a personificação da razão grega; o apolínio equivale ao poder místico do uno primordial.
O dionisíaco é o homem teórico que personifica a sabedoria filosófica; o apolíneo é a natureza e suas forças demoníacas.
O dionisíaco é o instinto, a embriaguez e a força vital; o apolíneo é a racionalidade, o equilíbrio, a força figurativa.
O dionisíaco representa a força figurativa atuante na arte; o apolíneo representa a música primordial não objetivada.
O apolíneo representa a desordem; ao passo que, o dionisíaco representa a ordem.
“Teremos ganho muito a favor da ciência estética se chegarmos não apenas à intelecção lógica, mas à certeza imediata da introvisão de que o contínuo desenvolvimento da arte está ligado à duplicidade do apolíneo e do dionisíaco, da mesma maneira como a procriação depende da dualidade dos sexos, em que a luta é incessante e onde intervêm periódicas reconciliações” (NIETZSCHE. O nascimento da tragédia. São Paulo: Companhia das Letras, 1992, p. 27). A compreensão do processo de criação a partir da analogia com a procriação, da valorização da intuição e da crítica ao conceito renovou profundamente a estética filosófica. A respeito da teoria nietzscheana da criação, manifesta na sua interpretação do apolíneo e do dionisíaco, assinale a alternativa correta.
O dionisíaco, elogiado por Nietzsche como símbolo de um acordo superior entre o humano e a natureza, tem como marca característica a dissolução do humano.
O apolíneo representa o âmbito da dissolução das formas, da embriaguez; enquanto o dionisíaco diz respeito ao âmbito figurativo do sonho.
O procedimento dialético socrático, discutido por Nietzsche, mantém a tensão característica da tragédia, sendo a lógica uma criação resultante do equilíbrio entre a forma e o informe.
A relação entre o apolíneo e o dionisíaco permite pensar a criação a partir de elementos negligenciados pela filosofia, como o corpo, as pulsões e o feminino.
A cultura da ópera representa o renascimento da tragédia, pois reconstitui os vínculos entre arte, religião e sociedade a partir da oposição entre o apolíneo e o dionisíaco.
Jean-Paul Sartre é um dos principais filósofos existencialistas. Sua filosofia se concentra na liberdade, na responsabilidade e na construção do sentido da vida. A respeito do pensamento de Sartre, assinale a alternativa correta.
Sartre defende que a essência precede a existência, ou seja, as pessoas têm uma natureza predeterminada que define seu destino.
De acordo com Sartre, o sentido da vida é dado por uma força superior, como Deus, que guia as escolhas e as ações do indivíduo.
Para Sartre, o ser humano deve se submeter a normas sociais e religiosas para alcançar a verdadeira liberdade e autenticidade.
Segundo Sartre, os seres humanos são condenados à liberdade, pois, ao não terem uma essência predeterminada, devem criar seus próprios valores e significado.
Sartre considera que a liberdade humana é limitada apenas pelas escolhas individuais, sem nenhuma influência de fatores externos, como a cultura ou a sociedade.
A respeito da filosofia existencialista de Jean-Paul Sartre, é correto afirmar que:
O homem é o puro agir, e essa liberdade não conhece nenhuma responsabilidade.
O homem é dotado de uma natureza humana imutável que determina o seu ser.
A vida segue um designo superior que submete o homem ao destino.
A liberdade é inexistente, portanto, algo que não existe.
O homem de início não é nada, ele será aquilo que fizer de si mesmo.
“Ao afirmarmos que o homem se escolhe a si mesmo, queremos dizer que cada um de nós se escolhe, mas queremos dizer também que, escolhendo-se, ele escolhe todos os homens. De fato, não há um único de nossos atos que, criando o homem que queremos ser, não esteja criando, simultaneamente, uma imagem do homem tal como julgamos que ele deva ser” (SARTRE, J. P. O Existencialismo é um Humanismo. Edition Nagel, Paris, 1970). Esse trecho se constitui como uma importante reflexão da ética existencialista, porque
Mostra como é importante saber o que desejamos e seguir nossos interesses de acordo com nossa individualidade, sem compromissos ou interferências externas.
Ao escolhermos a nós mesmos, não temos nenhuma responsabilidade para com as possíveis consequências de nossos atos em relação aos outros.
Ao escolhermos a nós mesmos, não temos nenhuma responsabilidade para com as possíveis consequências de nossos atos em relação aos outros.
O filósofo avalia que o homem, ao enfatizar a escolha individual, torna-se individualista e incapaz de agir eticamente.
Traz a questão da escolha para o centro do agir ético, mostrando como nossas escolhas nos constituem e de como nossa responsabilidade sobre elas é maior do que comumente julgamos.
Atente ao texto a seguir referente à concepção filosófica da liberdade humana:
“Sartre afirma que estamos condenados à liberdade. É ela que define a humanidade dos humanos, sem escapatória. Para o filósofo, é a escolha incondicional que o próprio homem faz de seu ser e de seu mundo” (CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia, 1996, p. 361. Adaptado). A autora salienta acima o enfoque filosófico da liberdade no pensamento de Jean-Paul Sartre. Sobre esse enfoque, é correto afirmar que tais ideias estão alinhadas à concepção
existencialista.
essencialista.
materialista.
espiritualista.
realista.
A alma é como uma tábula rasa, uma tábua onde não há inscrições, uma cera na qual não há qualquer impressão. Com base no exposto, a quem se atribui a defesa da sensação e da reflexão como as únicas fontes possíveis de nossas ideias:
Locke.
Marx.
Dewey.
Paulo Freire
Descartes.
