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ROMEU E JULIETA

ROMEU E JULIETA

Assessment

Presentation

Arts

10th Grade

Practice Problem

Hard

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Professoras Atualizadas

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21 Slides • 3 Questions

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ROMEU E JULIETA

1ª série

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Mas, espera aí...Você conhece Shakespeare e a sua obra?

William Shakespeare nasceu em Stratford-upon--Avon, na Inglaterra, em 1164. Seus pais, Mary Arden e John Shakespeare, eram membros de famílias influentes na cidade. Mary era filha de um fazendeiro próspero, enquanto John trabalhava com artigos de couro e chegou a ser prefeito da cidade. Ainda assim, há trechos nebulosos na biografia do escritor. Não se sabe, por exemplo, como foi o início de sua carreira. Sabe-se, porém, que Shakespeare saiu de sua cidade natal para se tornar o maior expoente do teatro inglês do século XVI, conhecido como “teatro elisabetano”, pois nessa época governava a rainha Elizabeth I. Em Londres, trabalhou como ator, escreveu peças e chegou a dirigir o prestigiado Teatro Globe.

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Mas, espera aí...Você conhece Shakespeare e a sua obra?

Nesse período, sua companhia teatral apresentava-se para os mais variados tipos de plateia, despertando o interesse e a admiração de nobres e plebeus. Segundo o crítico estadunidense Harold Bloom (1930-2019), autor do livro Shakespeare: a invenção do humano, a obra de Shakespeare expressa o espírito de sua época, marcada na Europa pelo Renascimento e pela ascensão da burguesia, do capitalismo mercantilista e do pensamento humanista. Nessa época, os espetáculos públicos voltaram a ser permitidos em países europeus (após a proibição durante a era medieval), o que gerou o crescimento da produção teatral e o reconhecimento da profissão de ator. Entretanto, as mulheres continuaram sendo proibidas de atuar. Todos os papéis femininos, então, eram interpretados por atores homens. 

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Aproximações e rupturas com o teatro grego antigo

Nesse contexto, houve uma retomada de estruturas teatrais originadas na Grécia antiga, berço do teatro ocidental. Muitos autores e companhias teatrais renascentistas não apenas retomaram essas estruturas, mas também propuseram novas formas de utilizá-las e criaram inovações. Shakespeare foi um dos grandes responsáveis por essas inovações. Uma delas diz respeito aos gêneros dramáticos, ou seja, aos gêneros dos textos dramatúrgicos. O teatro grego dividia-se em dois gêneros dramáticos: a tragédia e a comédia. As tragédias eram escritas em versos e contavam a história de uma personagem cuja trajetória tinha um desfecho terrível, provocando dor ou piedade nos espectadores, em um processo chamado de catarse. Já as comédias eram textos dramáticos que tinham o objetivo de satirizar uma situação política (sendo chamadas de “comédias antigas”) ou os costumes sociais (sendo chamadas de “comédias novas”). Com Shakespeare, iniciou-se a exploração de novos gêneros, como as comédias românticas e as tragicomédias. Em muitas de suas peças em que predominam elementos da tragédia, por exemplo, há diversas cenas com diálogos engraçados e irônicos.

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Aproximações e rupturas com o teatro grego antigo

Ao trabalhar desse modo, o escritor inglês demonstra a compreensão de que, na vida, a tragédia e a comédia muitas vezes andam juntas. Algumas de suas peças, como A megera domada, Sonho de uma noite de verão e Muito marulho por nada, brincam com temas como o amor e o casamento – as idas e vindas, e o sonho dos casais de viverem felizes para sempre. Outra inovação relevante em sua obra está relacionada à construção das personagens e da própria trama. Diferentemente do que se verifica no teatro grego, em que os seres humanos são comandados pela vontade dos deuses, em Shakespeare, eles são responsáveis pela construção do próprio destino. Envolvidos em tramas que falam de amor, guerra, poder, política, liberdade e loucura, entre outras questões, os protagonistas de Shakespeare têm falhas, cometem erros e muitas vezes são contraditórios. Esse, provavelmente, é um dos elementos que tanto nos aproximam das personagens shakespearianas. Será por isso que Shakespeare permanece tão atual? Além disso, em muitas das peças do escritor, as personagens secundárias têm autonomia e seus atos podem definir os rumos da história principal. Um exemplo muito claro disso é o papel de Frei Lourenço em Romeu e Julieta.

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Multiple Select

ASSINALE AS ALTERNATIVAS VERDADEIRAS:

1

Shakespeare nasceu em Londres, capital da Inglaterra.

2

A maioria das peças de Shakespeare foi apresentada no Globe Theatre.

3

Shakespeare viveu no período elisabetano, auge do Renascimento.

4

No teatro elisabetano, os papéis femininos começaram a ser representados por

mulheres.

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Multiple Select

ASSINALE AS ALTERNATIVAS VERDADEIRAS:

1

As personagens de Shakespeare são comandadas pelos deuses, assim como nas tragédias gregas.

2

As peças de Shakespeare não se mostraram inovadoras, pois repetiam ideias e estruturas das anti-gas tragédias gregas.

3

Em muitas das peças do escritor, as personagens secundárias têm autonomia e seus atos podem definir os rumos da história principal.

4

Além de Romeu e Julieta, ele escreveu A megera domada, Sonho de uma noite de verão, Muito barulho por nada e Hamlet, entre muitas outras.

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Vamos conhecer um pouco mais sobre Romeu e Julieta?

Romeu e Julieta é uma peça teatral escrita em cinco atos e com enredo inspirado em um

poema do escritor inglês Arthur Brooke (?-1563). Para criá-la, Shakespeare utilizou uma

estrutura dramatúrgica com muitas inovações para a época, como a ampliação do papel

de personagens secundárias na trama e a exploração de diferentes tempos e lugares.


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Agora vamos ler uma entrevista de Bárbara Heliodora

Bárbara Heliodora é uma das maiores críticas de teatro do Brasil. Em dezembro último [2014], ela decidiu que não mais escreveria críticas teatrais. Aposentou-se da função que há décadas lhe rendia adjetivos como “severa” e “temida”. Aos 90 anos, é a grande autoridade [em] Shakespeare no Brasil, com citações e referências até no exterior.


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Bárbara Heliodora fala dos 450 anos de Shakespeare

  • JC – A dimensão da fama de Shakespeare fez com que o nome dele virasse não só substantivo próprio como adjetivo e até verbo – isso no caso de gírias que dizem respeito, no palco e na vida, ao amor, ao drama, à tragédia e ao melindroso. Mas, 450 anos depois, será que o mundo conhece, realmente, Shakespeare?

  • BARBARA - O mundo “conhece” a fama de Shakespeare. Que ele é popular em muitos países, não há dúvida. Aqui no Brasil ele ainda é pouco conhecido, pois nunca tivemos uma tradição forte de montagem dos clássicos, e até relativamente pouco tempo não havia sequer traduções da maioria das peças. Mas estamos progredindo...

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Multiple Choice

Qual é a diferença entre conhecer Shakespeare e conhecer a fama de Shakespeare?

1

Conhecer Shakespeare é ter lido a obra dele; conhecer a fama é já ter ouvido falar dele e de sua relevância.

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Conhecer Shakespeare é já ter ouvido falar dele e de sua relevância; Conhecer a fama é ter lido a obra dele.

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Bárbara Heliodora fala dos 450 anos de Shakespeare

  • JC – A senhora é hoje a grande sumidade em Shakespeare no Brasil e uma das maiores autoridades mundiais no assunto. Como repassar, entretanto, além dos livros e publicações, o conhecimento que se tem sobre este autor? Como fazer a juventude brasileira se interessar por Shakespeare?

  • BÁRBARA –Em primeiro lugar, divulgar a obra, tornar acessível a leitura das peças. E há toda uma série de estudos clássicos sobre a obra que seria eventualmente conveniente ver publicada por aqui. Como hoje em dia há aulas de teatro em muitas escolas, é possível divulgar Shakespeare assim também.

  • JC –De que maneira a commedia dell’arte influenciou a obra de Shakespeare? Esse reflexo também chega ao universo trágico do autor?

  • BÁRBARA - Que se saiba, duas companhias de commedia dell’arte estiveram em Londres na época em que Shakespeare estava escrevendo, e em algumas peças (como trabalhos de amor perdido, por exemplo) temos presença de personagens diretamente ligados a ela. Eu pessoalmente creio que a primeira cena de Otelo evoca cenas em que Shakespeare aproveitou a estrutura da cena para usar de modo bem diverso do original.



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Commedia dell'arte

A commedia dell’arte é uma forma teatral renascentista originada no século XV, na Itália. Chamada também de comédia de improviso, caracterizava-se por roteiros simples e personagens arquetípicas, como Pantaleão, Colombina e Arlequim, entre outras. As apresentações aconteciam nas ruas e praças públicas, em carroças ou pequenos palcos, e os atores interagiam muito com o público. Com estrutura precária, as companhias teatrais eram itinerantes e, quando chegavam a uma

cidade, precisavam pedir permissão para se apresentar.


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Bárbara Heliodora fala dos 450 anos de Shakespeare

  • JC – A atriz Lucélia Santos, em uma palestra na Festa Literária de Pernambuco (Fliporto), em 2012, afirmou que “para se montar (uma peça de) Nelson Rodrigues sem errar, é preciso seguir à risca o texto escrito por ele”. Assim também é o caso de Shakespeare Qual ou quais os principais caminhos para se acertar numa montagem shakespeariana?

  • BÁRBARA –Como boa parte da obra de Shakespeare é escrita em verso, é claro que o texto tem de ser rigorosamente

    seguido. Aliás, não conheço nenhum bom texto teatral que não deva ser rigorosamente seguido pelos atores, pois qualquer alteração pode afetar o sentido do que o autor disse quando escrevia para criar uma ação.

  • JC –Em décadas de crítica teatral, quais as melhores adaptações da obra shakespeariana que a senhora assistiu no Brasil? O que elas tinham de peculiar?

  • BÁRBARA - Sem dúvida a melhor adaptação que vi foi o Romeu e Julieta do Grupo Galpão, de Minas Gerais. Mesmo adaptando para as necessidades do grupo e das circunstâncias, o novo texto foi absolutamente fiel às intenções de Shakespeare.


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Bárbara Heliodora fala dos 450 anos de Shakespeare

  • JC – O teatro à época de Shakespeare tinha uma estrutura peculiar: palco nu, com pouco cenário; o público ficava ao

    redor do elenco, vendo o ator em todas as dimensões. Ao que parece, uma estética muito próxima ao que o teatro contemporâneo tem resgatado com muita ênfase. Como essa característica influenciava a cena shakespeariana, e como isso pode ser usado, hoje, no nosso teatro, de forma satisfatória?

  • BÁRBARA –O palco elisabetano era muito especial, com vários espaços (palco exterior, palco interior, palco superior).

    Como era a céu aberto, todos os espaços eram claramente visíveis para a plateia, que cercava tudo por três lados. Não havia cenários, apenas um ou outro elemento para identificar o absolutamente necessário. Tudo ficava no texto e nos atores. Como as produções (pobres) de hoje em dia, a falta de cenografia facilita uma dramaturgia muito livre.


  • REFERÊNCIA: HELIODORA, Bárbara. Bárbara Heliodora fala dos 450 anos de Shakespeare. [Entrevista cedida a] Mateus Araújo. Jornal do Commercio, Recife, 20 abr. 2014. Disponível em:http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/artes-cenicas/noticia/2014/04/20/barbara-heliodora-fala-dos-450-anos-deshakespeare-125499.php.



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ATÉ A PRÓXIMA AULA!!!

ROMEU E JULIETA

1ª série

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