

aula3
Presentation
•
Social Studies
•
1st Grade
•
Practice Problem
•
Hard
RODRIGO BUHRER
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25 Slides • 1 Question
1
Experiências
juvenis
1ª SÉRIE
Aula 3 – 3º bimestre
Sociologia
Etapa Ensino Médio
2
● Experiência;
● Conflito;
● Centro;
● Periferia.
● Compreender os jovens da
periferia como agentes de
transformação social, em
particular dos contextos
relacionais e culturais nos
centros do poder econômico.
Conteúdo
Objetivo
3
Para começar
Iguais, mas diferentes
Observe a tirinha e responda,
justificando muito bem a sua
resposta, pois seu professor pedirá
para que diga de outra forma, com
outras palavras (LEMOV, 2023, p.
161-173):
O fato de alguém nascer, crescer
e viver em lugares diferentes é
motivo de divergências? Qual a
razão disso?
Ruas (2018, p. 8) @carlosruas.usq
2 minutos
4
5
Open Ended
O fato de alguém nascer, crescer e viver em lugares diferentes é motivo de divergências? Qual a razão disso?
6
Para começar
Iguais, mas diferentes
A divergência é efeito do
reconhecimento da diferença (a
alteridade), que, no caso da tirinha
anterior, se deve às específicas
experiênciasdas personagens em
seus lugares de vida.
No exemplo ao lado, vemos como
uma das personagens estranha as
ideias alheias, as quais devem ter sido
aprendidas ao longo de suas vivências
sociais, portanto, de sua história.
Ruas (2018, p. 9)
@carlosruas.usq
7
Foco no conteúdo
As pessoas pensam, agem e entendem o
mundo conforme as suas próprias maneiras.
Suas percepções subjetivas dependem
muito do modo de vida, dos conceitos, das
práticas, das experiências numa rede de
significados que elas, em interação com
outras, constroem nos lugares e tempos em
que vivem. Enfim, as pessoas não são
puramente individualidade, elas trazem
consigo os aspectos socioculturais dos
contextos territoriais histórica e
coletivamente produzidos.
Indivíduo, sociedade e cultura
As pessoas existem em
função de suas experiências
com as outras, por isso são
seres sociais.
8
Foco no conteúdo
Como nos tornamos o que somos?
Para responder à questão, precisamos apelar “à natureza específica
das histórias pessoais, haja vista que a resposta da antropóloga ou
do antropólogo engloba a consciência de que qualquer pessoa
inglesa ou inuíte está fadada a ser exclusivamente ele, ou ela,
próprio” (TOREN, 2021, p. 181). Ou seja, não existem pessoas fora
de suas próprias experiências. É a experiência, a história vivida
em certo espaço-tempo, que as constitui de forma particular.
Por exemplo, o antropólogo Alexandre B. Pereira diz que é
importante compreender os múltiplos sentidos dos sons e dos
ruídos nas experiências escolares de jovens periféricos.
9
Foco no conteúdo
Sons e ruídos
Por exemplo, o antropólogo Alexandre B. Pereira (2010) diz que é
importante compreender os múltiplos sentidos dos sons e dos ruídos
(músicas funk, partidas de futebol, motores de carro e de motos,
risos e “zoeiras”) nas experiências escolares de jovens periféricos.
2 minutos
Como você percebe a participação
desses sons e seus significados na
sua formação pessoal?
10
Foco no conteúdo
A imaginação sociológica
Para pensar sobre a relação entre indivíduo
e sociedade, o sociólogo estadunidense
Charles Wright-Mills elaborou a concepção
de imaginação sociológica (1965), que,
basicamente, é uma habilidade de conectar
biografias e histórias na sociedade.
Para Wright-Mills, a vida do indivíduo e a
história da sociedade não podem ser
compreendidas separadamente, elas estão
relacionadas e se interconectam.
Charles Wright-Mills
(1916-1962)
11
Na prática
Nós construímos a cultura e a sociedade,
elas nos moldam, ou a cultura, a sociedade
e as pessoas se fazem reciprocamente?
(LEMOV, 2023, p. 323-327)
2 minutos
12
Na prática
Nós construímos a cultura e a sociedade, elas nos moldam, ou
a cultura, a sociedade e as pessoas se fazem reciprocamente?
Embora a sociologia clássica tenha dado uma realidade exterior à
sociedade, como se estivesse fora do indivíduo (Émile Durkheim
chegou a defender que os fatos sociais deveriam ser tratados como
“coisas”), as dinâmicas socioculturais não se efetivam sem os
sujeitos. Ou seja, constituímos a vida coletiva e os seus
significados enquanto criamos as condições de nossas
experiências existenciais. É essa capacidade de constituir a
sociedade e a cultura que nos permite viver e, em certos lugares e
tempos, transformá-las.
Correção
2 minutos
13
Foco no conteúdo
Atores sociais
As pessoas não apenas reproduzem
o que está dado em suas sociedades,
culturas e/ou comunidades. A
interação social lhes dá um papel de
reinventar a vida coletiva (VELHO,
2006, p. 50). Essa possibilidade de
reinvenção emerge justamente
das heterogeneidades de
trajetórias, histórias e experiências
socioculturais dos sujeitos em
interação.
14
Na prática
Leia os textos para responder à questão mais adiante
“Existem muitos fatores que influenciam a forma como compreendemos
o mundo e agimos nele. O ambiente de trabalho também é composto
por pessoas com visões, valores e idades bem distintas, e isso pode
gerar conflitos que afetam diretamente os resultados da empresa.”
(ACIC, 2022).
2 minutos
15
Na prática
De acordo com a reportagem, uma pesquisa revelou que os
conflitos geracionais fazem as empresas perderem 12% de
sua produtividade. De que forma seus conhecimentos
sociológicos poderiam ajudar na resolução do problema?
(LEMOV, 2023, p. 355-368)
1 minuto
16
Na prática
De acordo com a reportagem, uma pesquisa revelou que os
conflitos geracionais fazem as empresas perderem 12% de
sua produtividade. De que forma seus conhecimentos
sociológicos poderiam ajudar na resolução do problema?
Uma vez que os conflitos são, segundo a abordagem sociológica
aqui estudada, oportunidades de reinvenção da sociedade e da
cultura, os gestores das corporações poderiam olhar para esses
conflitos tentando perceber o que requer mudança na cultura
ali instituída. As formas relacionais nas empresas não parecem
prescindir da atualização que as culturas tradicionais efetuam para
perpetuarem-se no tempo.
Correção
2 minutos
17
Foco no conteúdo
(VASCONCELOS, Correio, 15/05/23)
(ROCHA, Estado de Minas, 01/06/23)
Um mundo em transformação
18
Foco no conteúdo
De olho nos conceitos
Empresa, segundo Weber
(2009, p. 32), é “uma
ação contínua que
persegue determinados
fins”.
Associação de empresa,
segundo Weber (2009, p.
32), é “uma relação
associativa cujo quadro
administrativo age
continuamente com vista
a determinados fins”.
Assim como as pessoas, as empresas
existem em relação aos contextos de
seus lugares. E, hoje, se fala muito de
responsabilidade social empresarial,
ideia que define as formas de gestão
comprometidas com a cidadania, a
diversidade, a redução das desigualdades
sociais e, enfim, com o desenvolvimento
sustentável (RICO, 2004). Ou seja, uma
das empresas (no sentido de Max
Weber) de uma parcela das corporações
é a superação das discriminações.
19
Foco no conteúdo
Nesse mundo em transformação, a “favela” – que sempre foi vista
como lugar de tráfico, violência, perigo e medo – passa a ser um
território de solidariedade, riqueza cultural, artística e estética,
portanto, como lugar de pessoas com capacidade criativa e
empreendedora (TOMMASI; VELAZCO, 2013, p. 20).
Centro e periferia: novas relações
(Jornal Hoje, G1, 15/12/21)
A população periférica reelabora a narrativa
sobre si em movimentos culturais, tal como
o puxado pelos Racionais MCs, e ressurge
por meio do orgulho, não do estigma,
enquanto um sujeito politicamente ativo
(D’ANDREA, 2013, p. 14), capaz de atuar
inclusive no mercado.
20
Foco no conteúdo
Centro e periferia:
novas relações
Embora ainda existam a
violência e o racismo contra
o jovem negro da periferia,
as corporações e os centros
do poder econômico de
nossa sociedade podem ser
transformados, pouco a
pouco, pelas ideias,
práticas e experiências
desses sujeitos.
(RODRIGUES; FILARDI, CNN, 15/12/21)
(GUIMARÃES, Estadão, 18/04/22)
(NÓR, VocêRH, 03/06/22)
21
Aplicando
Forme equipes e proponha
Após assistir ao vídeo e receber as
orientações do seu professor, monte
uma equipe. Vocês deverão se
imaginar como coordenadores de
ações de inclusão e diversidade de
uma start up e, na sequência,
precisarão montar um plano de
intervenção com a finalidade de
eliminar uma das discriminações
relatadas na reportagem. Sejam
criativos ao apresentarem suas
propostas nesta ou em outra aula!
Discriminação e conflito
Além do etarismo, há outras
formas de discriminação com
claro potencial conflitivo no
cotidiano das corporações.
Veja como o problema tem
sido percebido:
22
O que aprendemos hoje?
● As percepções das pessoas dependem muito do modo de
vida, dos conceitos, das práticas, das experiências e da
rede de significados que elas, em interação com outras,
constroem nos lugares em que vivem;
● A interação social e o conflito dão às pessoas a
possibilidade de reinvenção da sociedade e da cultura;
● As corporações, atentas aos conflitos e às discriminações
sociais, podem se transformar ao incluir sujeitos que,
historicamente, foram obscurecidos nos lugares mais
periféricos;
● Jovens da periferia estão se constituindo como agentes de
transformação.
23
Tarefa SP
Localizador: 97287
1. Professor, para visualizar a tarefa da aula, acesse com
seu login: tarefas.cmsp.educacao.sp.gov.br
2. Clique em “Atividades” e, em seguida, em “Modelos”.
3. Em “Buscar por”, selecione a opção “Localizador”.
4. Copie o localizador acima e cole no campo de busca.
5. Clique em “Procurar”.
Videotutorial: http://tarefasp.educacao.sp.gov.br/
24
Referências
Slides 3, 7 e 11 – LEMOV, Doug. Aula nota 10 3.0: 63 técnicas para melhorar a gestão da sala de aula. Tradução de Daniel Vieira, Sandra M. Mallmann
da Rosa. Revisão técnica: Fausto Camargo, Thuinie Daros. 3. ed. Porto Alegre: Penso, 2023.
Slide 6 – TOREN, C. Mente, materialidade e história: como nos tornarmos quem nós somos. In: BANNELL, R. I.; MIZRAHI, M.; FERREIRA, G.
Deseducando a educação: mentes, materialidades e metáforas. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio, 2021. Disponível em: http://www.editora.puc-
rio.br/media/Deseducando_a_educacao_ebook%20(1).pdf#page=181. Acesso em: 12 jun. 2023.
Slide 7 – PEREIRA, A. B. “A maior zoeira”: experiências juvenis na periferia de São Paulo.262 p.Tese (Doutorado em Antropologia Social) –
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010. Disponível em:
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-17112010-141417/publico/2010_AlexandreBarbosaPereira.pdf. Data de acesso: 12 jun. 2023.
Slide 8 – MILLS, C. W. A imaginação sociológica. Rio de Janeiro: Zahar, 1965.
Slide 11 – VELHO, G. Subjetividade e sociedade: uma experiência de geração.4. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2006.
Slide 12 – ACIC. Conflito de gerações, entenda o comportamento de cada uma delas. G1, 30 set. 2022. Disponível em:
https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/especial-publicitario/acic/noticia/2022/09/30/conflito-de-geracoes-entenda-o-comportamento-de-cada-uma-
delas.ghtml. Acesso em: 2 jun. 2023.
Slide 16 – RICO, E. de M. A responsabilidade social empresarial e o Estado: uma aliança para o desenvolvimento sustentável. São Paulo em
Perspectiva, v. 18, n. 4, p. 73-82, 2004. Disponível em: https://www.scielo.br/j/spp/a/DfPg7wYwrGMbQMdTWvBSBgv/?format=pdf&lang=pt. Acesso
em: 2 jun. 2023.
Slide 16 – WEBER, M. Economia e sociedade: fundamentos da sociologia compreensiva. 4. ed. Brasília: Ed. UnB, 2000, 2009 (reimpressão).
Slide 17 – TOMMASI, L. D.; VELAZCO, D. A produção de um novo regime discursivo sobre as favelas cariocas e as muitas faces do empreendedorismo de
base comunitária. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, São Paulo, n. 56, p. 15-42, jun. 2013. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/rieb/a/Ps3jpy74bxVyYp5GRwGnMNg/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 2 jun. 2023.
Slide 17 – D’ANDREA, T. P. A formação dos sujeitos periféricos: cultura e política na periferia de São Paulo. 309 p.Tese (Doutorado em Sociologia) –
Departamento de Sociologia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013.
25
Referências
Lista de imagens e vídeos
Slides 3 e 4 – RUAS, C. Mundo avesso. Um sábado qualquer. São Paulo: Editor P. Progetti, 2018 (versão online).
Slide 8 – https://commons.wikimedia.org/wiki/File:C._Wright_Mills.jpg#/media/File:C._Wright_Mills.jpg.
Slide 12 – https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/especial-publicitario/acic/noticia/2022/09/30/conflito-de-
geracoes-entenda-o-comportamento-de-cada-uma-delas.ghtml.
Slide 15 – https://www.em.com.br/app/noticia/opiniao/2023/06/01/interna_opiniao,1501529/diversidade-e-
inclusao-podem-mudar-realidade-corporativa.shtml.
https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/empresas-mais-diversas-e-inclusivas-tem-desempenho-financeiro-
melhor/.
Slide 17 – https://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2023/04/17/jovens-criam-empresas-na-periferia-e-entram-no-
mercado-bilionario-de-games.ghtml.
Slide 18 – https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/negros-somam-80-das-mortes-violentas-de-jovens-no-pais-
aponta-estudo/.
https://vocerh.abril.com.br/diversidade/empresas-antirracistas-como-avancar-na-inclusao-de-pessoas-negras/.
https://expresso.estadao.com.br/naperifa/iniciativas-formam-jovens-perifericos-para-o-mercado-de-trabalho/.
Slide 19 – https://drive.google.com/file/d/1NdSsIqkPQYSDAsQzdwtYF9sitiWozMAt/view?usp=sharing. (Fonte:
https://www.youtube.com/watch?v=oxSFB7AXPkE).
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Material
Digital
Experiências
juvenis
1ª SÉRIE
Aula 3 – 3º bimestre
Sociologia
Etapa Ensino Médio
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