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D18 -  Reconhecer o efeito de sentido decorrente

D18 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente

Assessment

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Education

6th Grade

Practice Problem

Medium

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ELISSANDRO OLIVEIRA

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FREE Resource

10 Slides • 11 Questions

1

O Gambá  
No silêncio circular da praça, a esquina iluminada. O patrão aguardava a hora de apagar as luzes do café. O garçom começou a descer as portas de aço e olhou o relógio: meia-noite e quarenta e cinco. O moço da farmácia chegou para o último cafezinho. Até ser enxotados, uns poucos fregueses de sempre insistiam em prolongar a noite. Mas o bate-papo estava encerrado.

Foi quando o chofer de táxi sustou o gesto de acender o cigarro e deu o alarme: um gambá! Correram todos para ver e, mais que ver, para crer. Era a festa, a insólita festa que a noite já não prometia. Ali, na praça, quase diante do edifício de dez andares, um gambá.

Vivinho da silva, com sua anacrônica e desarmada arquitetura. 

No meio da rua – como é que veio parar ali? Um frêmito de batalha animou os presentes.

Todos, pressurosos, foram espiar o recém-chegado. Só o Corcundinha permaneceu imóvel diante da mesa de mármore. O corpo enterrado na cadeira, as grossas botinas mal dispensavam as muletas. O intruso não lhe dizia respeito. Podia sorver devagarinho o seu conhaque.

Encolhido de medo e susto, o gambá não queria desafiar ninguém. Mas seus súbitos inimigos a distância mantinham uma divertida atitude de caça. Ninguém sabia por onde começar a bem-vinda peleja. Era preciso não desperdiçar a dádiva que tinha vindo alvoroçar a noite de cada um dos circunstantes.

 

REZENDE, Oto Lara. O gambá. In: O elo perdido & outras histórias. 5 ed. São Paulo: Ática, 1998. p.12. Fragmento. *Adaptado: Reforma Ortográfica. 

 

2

Multiple Choice

Nesse texto, o autor usou a expressão “Vivinho da silva” (3° parágrafo) com a intenção de

1

chamar a atenção dos leitores.

2

confirmar a presença do gambá.

3

estabelecer diálogo com os leitores.

4

explicar a presença do gambá.

3

A PRINCESA E A RÃ

Era uma vez... numa terra muito distante...uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima.

Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico... Então, a rã pulou para o seu colo e disse: linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo. 

A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:

— Eu, hein?... nem morta!

4

Multiple Choice

Na frase “— Eu, hein?... nem morta”!, a expressão destacada sugere que a princesa

1

pensará sobre a proposta da rã.

2

nunca aceitará a proposta da rã.

3

depois do jantar aceitará a proposta da rã.

4

um dia casará com a rã

5

QUE CHEIRO É ESSE?

Mau hálito é uma coisa tão chata, né? E todo mundo sofre desse mal... Pelo menos ao acordar!

Mas por que será que isso acontece? Talvez você não tenha percebido, mas quando estamos dormindo, quase não salivamos e, com tão pouco movimento, nem é preciso dizer que as bactérias se sentem em casa! 

Pois bem, quando esses microorganismos chatinhos entram em ação, ou melhor, aumentam a ação dentro da nossa boca, acabam produzindo compostos com um cheiro pra lá de ruim! A metilmercaptana e o dimetilsulfeto são alguns exemplos, mas o principal e mais terrível de todos é de longe o sulfidreto: ele tem cheiro de ovo podre, eca! Esses compostos recebem o nome de CSV (Compostos Sulfurados Voláteis).

Para acabar com o horroroso bafo matinal, nada melhor do que uma boa escovada nos dentes e na língua. Mas... e se o danado persistir?

6

Multiple Choice

Nesse texto, a utilização da expressão “ou melhor” (linha 5) tem como objetivo

1

confirmar o que foi dito anteriormente.

2

corrigir o que foi dito anteriormente.

3

complementar a afirmativa anterior.

4

 adicionar uma informação ao que já havia sido declarado.

7

A namorada

Havia um muro alto entre nossas casas. 

Difícil de mandar recado para ela. 

Não havia e-mail. 

O pai era uma onça. 

A gente amarrava o bilhete numa pedra presa por um cordão 

E pinchava a pedra no quintal da casa dela. 

Se a namorada respondesse pela mesma pedra 

Era uma glória! 

Mas por vezes o bilhete enganchava nos galhos da goiabeira 

E então era agonia. 

No tempo do onça era assim.

Disponível em: http://www.releituras.com/manoeldebarros_namorada.asp. Acesso em 21/02/2013. 

 

8

Multiple Choice

No trecho “O pai era uma onça,” a palavra destacada sugere que o pai era

1

violento.

2

esperto.

3

rápido.

4

rígido.

9

PAISAGEM URBANA

 

São cinco horas da manhã e a garoa fina cai branca como leite, fria como gelo. Milhões de gotinhas d’água brilham em trilhos de ferro.

“Bom dia”, diz Um Homem para o Outro Homem. “Bom dia, por quê?”,  pensa o Outro, olhando para o Um. Um Homem quieto e parado é um poste, que espera o trem na estação quase vazia. [...]

A máquina aparece na curva e vem lenta, grave, forte, grande, imensa. Para a máquina, desce um branco, uma mulata, o gordo e o magro, dois meninos maluquinhos. Chegada de uns, partida de outros. No meio de um cheiro áspero de fumaça e óleo diesel, o Outro Homem entra no trem. 

Um homem continua um poste. Rígido. Concreto. E é só quando uma moça desce a escada do vagão carregando uma mala, cabelo preso com fita e olhar de busca, que o homem-poste tem um sobressalto. Os olhares se encontram. O trem vai e os olhares vêm. O mundo é assim... Outro Homem se foi. Um Homem está feliz.

FERNANDES, Maria ; HAILER, Marco Antônio. Alp novo: Análise, Linguagem e Pensamento. V. 4. São Paulo: FTD, 2000. p. 152. * Adaptado: Reforma Ortográfica. 

10

Multiple Choice

Ao usar a expressão “homem-poste”, o autor sugere que o homem está

1

cansado de esperar o trem.

2

desligado da realidade.

3

observando o movimento.

4

preocupado com a vida.

11

Leia o trecho de uma conto:
"Vovó sabida Dona Benta é uma avó legal. Carinhosa e sabichona, conta histórias como ninguém. Às vezes, entra nas aventuras dos meninos. Com o Pó de Pirlimpimpim, eles a levaram para passear pela Grécia e aprenderam muito sobre História Antiga, assistindo a tudo ao vivo e em cores." 

Um mundo cheio de magia. Recreio, São Paulo, ano 2, n. 81, p. 10 -13.

12

Multiple Choice

No trecho “Carinhosa e sabichona, conta histórias...”, a palavra “sabichona” significa

1

gostar de bichos.

2

gostar de viajar.

3

saber muito.

4

ser cuidadosa.

13

Leia um fragmento do livro “Diário de um Banana - A Gota D’ Água” para responder às questões.

Quinta-feira

O papai está tentando de novo o negócio da dieta, o que é uma má notícia para mim. Há uns três dias ele não come nenhum chocolate e está MUITO rabugento.

Noutro dia, depois que papai me acordou e disse para me arrumar para a escola, acidentalmente caí no sono de novo. Acredite, essa é a última vez que cometo ESSE erro.

14

Multiple Choice

No trecho “O papai está tentando de novo o negócio da dieta, o que é uma má notícia para mim. Há uns três dias ele não come nenhum chocolate e está MUITO rabugento.” a palavra PAPAI foi utilizada no sentido de…

1

diminutivo da palavra pai, pois está fazendo referência ao modo como as crianças na fase inicial de aprendizagem das palavras se reportam ao seu pai.

2

carinho pelo pai, pois é uma forma utilizada desde as primeiras palavras que a criança aprende a falar e permanece como forma afetiva por muito tempo. 

3

informalidade e como forma equivocada de linguagem, pois a criança que escreve um diário já chama como pai seu responsável paterno.

4

aumentativo, pois representa o enorme amor que a criança sente por seu pai e faz questão de deixar claro aos leitores essa condição.

15

Multiple Choice

 No trecho “Acredite, as mulheres sabem o que fazem com esse negócio de roupão. Isso me fez pensar que OUTRAS coisas devo estar perdendo.” O pronome “esse”

1

É um pronome demonstrativo variável, pois poderia assumir a forma “esses” se fosse colocada no plural em outro contexto de uso.

2

É um pronome possessivo, pois indica que o objeto roupão encontra-se  em posse das mulheres, que, segundo o relatado no diário, sabem bem o que fazem com ele.

3

É um pronome de tratamento, pois “esse” substitui a forma “isso” na construção do enunciado, posto que a linguagem infantil é menos complexa que a adulta.

4

É um pronome pessoal do caso reto, a exemplo de outros, tais como ele, ela, eles, elas, tu, nós, vós. Fazem referência ao singular ou ao plural.

16

media

Leia o texto ao lado e responda a questão:

17

Multiple Choice

Por trás de uma ironia bem-humorada, esses avisos cumprem uma exigência legal de nos revelar:

1

Que sorrir com frequência faz bem à saúde.

2

A tecnologia não exerce nenhum controle sobre nós.

3

A rotina dos reality shows.

4

Ser controlado com o auxílio da tecnologia já é uma realidade no cotidiano de muita gente.

18

Maia, um craque ximango que brilhou no futebol sanateno

( www.alenqueremos.com.br/esporte)

Na sua cidade ele era ídolo. Ainda garoto começou a brilhar como grande ponta-esquerda ofensivo. Foi campeão ao pelo Aningal. Alenquer ficou pequena para seu futebol, veio para Santarém e brilhou no São Raimundo, ganhando títulos e se revelando como um grande atleta polivalente, jogando na ponta e na lateral esquerda.

Participou no início da campanha vitoriosa da Pantera no Intermunicipal de 1978. Em Roraima, defendeu o Rio Negro. Teve o São Raimundo como seu primeiro e último time a defender em Santarém até pendurar as chuteiras. Seu nome, Álvaro Maia de Souza, o Maia.

19

Multiple Choice

O termo pendurar as chuteiras”, (último parágrafo) nos remete:

1

Abandonar a carreira.   

2

Emprestar as chuteiras. 

3

Guardar as chuteiras.

4

Deixá-las sempre penduradas.

20

Porquinho-da-Índia
Quando eu tinha seis anos Ganhei um porquinho-da-índia. Que dor no coração me dava Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão! Levava ele pra sala Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos Ele não gostava: Queria era estar debaixo do fogão. Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...– O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada. Manuel Bandeira O sentido que liga diferentes orações pode ser determinado apenas pelo contexto, dispensando-se, no caso, a presença explícita de elementos conectivos. No poema de Manuel Bandeira, o quinto verso (“Ele não gostava”) poderia ter sido introduzido por uma conjunção de natureza *

21

Multiple Choice

No texto, a expressão “dor de coração” produz o sentido de

1

chamar a atenção do leitor.

2

explicar o sentido da palavra.

3

mostrar a formação de uma palavra.

4

ressaltar a mutação dos animais.

O Gambá  
No silêncio circular da praça, a esquina iluminada. O patrão aguardava a hora de apagar as luzes do café. O garçom começou a descer as portas de aço e olhou o relógio: meia-noite e quarenta e cinco. O moço da farmácia chegou para o último cafezinho. Até ser enxotados, uns poucos fregueses de sempre insistiam em prolongar a noite. Mas o bate-papo estava encerrado.

Foi quando o chofer de táxi sustou o gesto de acender o cigarro e deu o alarme: um gambá! Correram todos para ver e, mais que ver, para crer. Era a festa, a insólita festa que a noite já não prometia. Ali, na praça, quase diante do edifício de dez andares, um gambá.

Vivinho da silva, com sua anacrônica e desarmada arquitetura. 

No meio da rua – como é que veio parar ali? Um frêmito de batalha animou os presentes.

Todos, pressurosos, foram espiar o recém-chegado. Só o Corcundinha permaneceu imóvel diante da mesa de mármore. O corpo enterrado na cadeira, as grossas botinas mal dispensavam as muletas. O intruso não lhe dizia respeito. Podia sorver devagarinho o seu conhaque.

Encolhido de medo e susto, o gambá não queria desafiar ninguém. Mas seus súbitos inimigos a distância mantinham uma divertida atitude de caça. Ninguém sabia por onde começar a bem-vinda peleja. Era preciso não desperdiçar a dádiva que tinha vindo alvoroçar a noite de cada um dos circunstantes.

 

REZENDE, Oto Lara. O gambá. In: O elo perdido & outras histórias. 5 ed. São Paulo: Ática, 1998. p.12. Fragmento. *Adaptado: Reforma Ortográfica. 

 

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