

Lição sem título
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6th Grade
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AUREA OLIVEIRA
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9 Slides • 12 Questions
1
Leia o relato a seguir para responder às questões.
Os meus primeiros dias de aula
Iniciei as aulas em uma nova escola e resolvi contar a minha experiência nos meus primeiros dias. Até então, eu nunca havia mudado de escola. Sempre estudei em uma mesma instituição de ensino, desde quando comecei minha educação.
Nas primeiras aulas, me senti bem deslocado. Eu não conhecia os professores, e, mesmo a turma sendo grande, aproximadamente 50 alunos, eu não conhecia nenhum dos meus colegas de classe. Tentei me aproximar deles, mas muitos já tinham os seus grupos, e eu os entendo, afinal, quando eu estudava na minha escola, também tinha a minha turma. Acredito que foi na segunda semana que comecei a me encontrar, ou melhor, a achar a minha “tribo”. Descobri que alguns colegas adoravam Star Wars, e esse foi o ponto de partida para iniciarmos longos debates, alguns ainda em sala, outros fora dela, nos intervalos. Com as amizades encaminhadas, eu precisava compreender um pouco mais a dinâmica com os professores.
A sala, como eu disse, era muito cheia, e o professor, infelizmente, não conseguia dar atenção a todos os alunos. Havia muita atividade em grupo, com dinâmicas em que nós produzíamos textos, experimentos e outros materiais. Porém os professores não conseguiam atender ou mesmo decorar os nomes dos alunos. Nesse aspecto, a quantidade excessiva atrapalhou bastante. Mesmo assim, percebi um enorme esforço neles para oferecer a melhor aula possível.
By AUREA
2
A experiência em uma nova escola foi muito bacana. Acredito que a mudança de ares é sempre um desafio, não importa qual seja. Pode ser uma simples mudança de escola, emprego, cidade e até mesmo país. Qualquer mudança nos deixa com medo e apreensivos por não sabermos exatamente o que acontecerá dali adiante. Porém, com o tempo, nós vamos nos acostumando, o medo vai embora e a vida segue.
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/redacao/relato-pessoal.htm. Acesso em: 20 mar. 2025.
By AUREA
3
Multiple Choice
Segundo o texto, os professores não davam atenção aos alunos
porque queriam distância deles.
não conseguiam dar atenção a todos porque havia muitos alunos na sala.
não davam atenção a alguns alunos que escreviam textos.
não conseguiam dar aula por causa do barulho dos alunos.
4
Multiple Choice
O personagem conta que, aos poucos, foi se adequando à nova escola e até fez novos amigos. Assinale a alternativa que comprova informação.
“...me senti bem deslocado.” (§2º)
“Até então, eu nunca havia mudado de escola.” (§1º)
“Havia muita atividade em grupo…” (§3º)
“ Com as amizades encaminhadas, eu precisava compreender um pouco mais a dinâmica com os professores.” (§3º)
5
COMO COMECEI A ESCREVER
Carlos Drummond de Andrade
Aí por volta de 1910 não havia rádio nem televisão, e o cinema chegava ao interior do Brasil uma vez por semana aos domingos. As notícias do mundo vinham pelo jornal, três dias depois de publicadas no Rio de Janeiro. Se chovia a potes, a mala do correio aparecia ensopada, uns sete dias mais tarde. Não dava para ler o papel transformado em mingau.
Papai era assinante da Gazeta de Notícias, e antes de aprender a ler eu me sentia fascinado pelas gravuras coloridas do suplemento de Domingo. Tentava decifrar o mistério das letras em redor das figuras, e mamãe me ajudava nisso. Quando fui para a escola pública, já tinha a noção vaga de um universo de palavras que era preciso conquistar.
Durante o curso, minhas professoras costumavam passar exercícios de redação. Cada um de nós tinha de escrever uma carta, narrar um passeio, coisas assim. Criei gosto por esse dever, que me permitia aplicar para determinado fim o conhecimento que ia adquirindo do poder de expressão contido nos sinais reunidos em palavras.
Daí por diante as experiências foram se acumulando, sem que eu percebesse que estava descobrindo a leitura. Alguns elogios da professora me animavam a continuar. Ninguém falava em conto ou poesia, mas a semente dessas
By AUREA
6
coisas estava germinando. Meu irmão, estudante na Capital, mandava-me revistas e livros, e me habituei a viver entre eles. Depois, já rapaz, tive sorte de conhecer outros rapazes que também gostavam de ler e escrever.
Então começou uma fase muito boa de troca de experiências e impressões. Na mesa do café-sentado (pois tomava-se café sentado nos bares, e podia-se conversar horas e horas sem incomodar nem ser incomodado) eu tirava do bolso o que escrevera durante o dia, e meus colegas criticavam. Eles também sacavam seus escritos, e eu tomava parte nos comentários. Tudo com naturalidade e franqueza. Aprendi muito com os amigos, e tenho pena dos jovens de hoje que não desfrutam desse tipo de amizade crítica.
By AUREA
7
Multiple Choice
Este texto foi escrito para
a população paranaense.
os escritores de relato.
a Gazeta de Notícias onde o pai do escritor trabalhava .
os leitores que se interessam pela vida do autor.
8
Multiple Choice
A linguagem utilizada pelo autor do texto é
coloquial.
técnica.
formal.
informal
9
Leia o texto a seguir para responder às questões.
Relato pessoal de Martha Cavalcanti
Meu nome é Martha Cavalcanti Poppe, nome de casada, eu nasci no dia 16 de abril de 1940 no Rio de Janeiro. Meus pais se chamam Carmem Cordeiro Cavalcanti, de Pernambuco, e Fernando de Lima Cavalcanti, também de Pernambuco, minha família toda é de Pernambuco, eu é que nasci aqui por acaso. A família da minha mãe é de Pernambuco, mas ela tinha origens mais ancestrais, cearenses, mas a família toda era de Pernambuco, e do meu pai, o meu pai era de uma família de usineiros pernambucanos, e eles, quando vieram aqui para o Rio, quando saíram de Recife vieram para o Rio para tentar uma nova vida. Nunca tive muito contato com os meus avós, por causa das idades, minha relação era muito íntima, muito ligada aos meus pais, e quando eu fiz mais ou menos oito anos, eu comecei a aprender a pintar com uma pintora impressionista brasileira chamada Georgina de Albuquerque.
Quando eu fiz 17 anos é que eu fiquei muito interessada em fazer a Belas Artes e sempre tive muito apoio dos meus pais em relação a isso, meu pai era um desenhista, desenhava muito bem, a minha mãe, bordava, costurava e também tinha muito talento para desenho, eles sempre foram muito ligados a essa parte artística.
Fonte:https://www.todamateria.com.br/relato-pessoal/. Acesso em: 26 mar. 2025.
By AUREA
10
Multiple Choice
Há uma opinião no trecho:
“A família da minha mãe é de Pernambuco,...” (§1º)
“Nunca tive muito contato com os meus avós,...” (§1º)
“...meu pai era um desenhista, desenhava muito bem,...” (§2º)
“...eles sempre foram muito ligados a essa parte artística.” (§2º)
11
Multiple Choice
Esse texto foi escrito para
contar um fato.
anunciar um produto.
conscientizar sobre uma ação.
informar sobre um acontecimento.
12
Leia o trecho do conto a seguir e responda às questões.
A CUMBUCA DE OURO E OS MARIMBONDOS
Havia dois homens, um rico e outro pobre, que gostavam de pregar peças um ao outro. Foi o compadre pobre à casa do rico pedir um pedaço de terra para fazer uma roça. O rico, para fazer peça ao outro, lhe deu a pior terra que tinha. Logo que o pobre teve o sim, foi para a casa dizer à mulher, e foram ambos ver o terreno.
Chegando lá nas matas, o marido viu uma cumbuca de ouro, e, como era em terras do compadre rico, o pobre não a quis levar para a casa, e foi dizer ao outro que em suas matas havia aquela riqueza. O rico ficou logo todo agitado, e não quis que o compadre trabalhasse mais nas suas terras. Quando o pobre se retirou, o outro largou-se com a sua mulher para as matas a ver a grande riqueza.
Chegando lá, o que achou foi uma grande casa de marimbondos; meteu-a numa mochila e tomou o caminho do mocambo do pobre, e logo que o avistou foi gritando: “Ó compadre, fecha as portas, e deixa somente uma banda da janela aberta!”
O compadre assim fez, e o rico, chegando perto da janela, atirou a casa de marimbondos dentro da casa do amigo, e gritou: “Fecha a janela, compadre!” Mas os marimbondos bateram no chão, transformaram-se em moedas de ouro, e o pobre chamou a mulher e os filhos para as ajuntar.
O ricaço gritava então: “Ó compadre, abra a porta!” Ao que o outro respondia: “Deixe-me, que os marimbondos estão-me matando!” E assim ficou o pobre rico, e o rico ridículo.
By AUREA
13
Multiple Choice
Por que o rico jogou a casa de marimbondos dentro da casa do amigo pobre?
Para o pobre ficar rico.
Para dar um susto no pobre.
Para os filhos do pobre se divertirem.
Porque ficou com raiva do pobre.
14
Multiple Choice
No texto, no trecho: “Logo que o pobre teve o sim, foi para a casa dizer à mulher, e foram ambos ver o terreno.”, o pronome destacado refere-se
ao pobre.
à mulher.
ao casal.
à casa.
15
Leia o conto a seguir para responder às questões.
A incapacidade de ser verdadeiro
Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas.
A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias.
Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico.
Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça:
— Não há nada a fazer, Dona Coló. Esse menino é mesmo um caso de poesia.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. 7. ed. Ria de Janeiro: Record, 2006.
By AUREA
16
Multiple Choice
O texto sugere que
mentira e teimosia andam juntos.
mentira e fantasia são sinônimos.
mentira e sonho parecem brincadeiras.
mentira e imaginação são diferentes.
17
Multiple Choice
No conto, no trecho: “Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas.”, a expressão destacada tem relação de
lugar.
tempo.
afirmação.
negação.
18
Leia o conto a seguir para responder às questões.
O PEQUENO POLEGAR
Era uma vez, um pobre lenhador que tinha sete filhos. O caçula era tão pequenino que se chamava Pequeno Polegar. Quando ele nasceu não media mais do que um dedo polegar.
Uma noite, na cozinha, o lenhador falou à sua mulher:
– Querida, não temos mais como alimentar as crianças, amanhã deixarei todos na floresta, quem sabe alguém as encontre e cuide delas.
O Pequeno Polegar, como era muito esperto e bisbilhoteiro, escutou a conversa dos pais. Passou a noite inteira pensando no que faria para conseguir achar o caminho de volta para casa.
Na manhã seguinte, o lenhador seguiu com as crianças para a floresta. Polegar levou um pedaço de pão escondido no bolso, e ia deixando um rastro de migalhas pelo caminho.
No final do dia, as crianças se distraíram brincando, e quando perceberam, seu pai havia sumido. Assustados, todos começaram a chorar. Polegar falou para seus irmãozinhos:
–Não chorem, sei como faremos para voltar para a casa, basta seguir o caminho que fiz com migalhas de pão.
Eles começaram a seguir as migalhas, e um pouco mais para frente perceberam que os passarinhos haviam comido todas elas.
By AUREA
19
Sem saber para onde ir, começaram a caminhar pela floresta. De repente, encontraram um castelo muito grande, e resolveram bater na porta.
Uma senhora muito bondosa atendeu as crianças. Ela deu comida e bebida para elas, e disse que poderiam descansar à vontade. Ela contou que o dono do castelo era um gigante muito malvado, e devorava as criancinhas, mas ele estava viajando. Avisou-os que deveriam ir embora imediatamente, caso o gigante voltasse.
No meio da noite, o gigante apareceu de surpresa em casa. A senhora correu até o quarto das crianças e mandou-as fugir depressa. O gigante sentiu o cheiro das crianças, e começou a procurá-las. Elas pularam a janela, e correram para o bosque. O Malvado, zangou-se, porque deixou escapar tão boa comida. Calçou as suas botas mágicas, e saiu correndo atrás dos sete irmãozinhos. Ele correu a noite toda, e não encontrou os meninos. De manhã, resolveu parar para descansar e adormeceu rapidamente.
O Pequeno Polegar, vendo que o gigante roncava alto, roubou as botas mágicas. Graças a elas as crianças conseguiram voltar para casa. Sem as botas, o gigante perdeu seus poderes e foi embora para um lugar distante.
O rei ficou muito agradecido, porque os meninos espantaram o gigante do seu reino. Polegar ganhou o emprego de mensageiro do rei, e sua família nunca mais passou fome.
Irmãos Grimm
By AUREA
20
Multiple Choice
Toda a história tem um elemento estruturador que é o conflito. Identifique a alternativa que mostra o momento em que o conflito ocorreu.
O Polegar escuta a conversa dos pais.
O Polegar joga migalhas de pão no caminho.
Quando encontram o castelo do gigante.
Quando o gigante volta para casa.
21
Multiple Choice
A palavra “pequeno” tem
6 letras e 7 fonemas.
6 letras e 6 fonemas.
7 letras e 6 fonemas.
6 letras e 7 fonemas.
Leia o relato a seguir para responder às questões.
Os meus primeiros dias de aula
Iniciei as aulas em uma nova escola e resolvi contar a minha experiência nos meus primeiros dias. Até então, eu nunca havia mudado de escola. Sempre estudei em uma mesma instituição de ensino, desde quando comecei minha educação.
Nas primeiras aulas, me senti bem deslocado. Eu não conhecia os professores, e, mesmo a turma sendo grande, aproximadamente 50 alunos, eu não conhecia nenhum dos meus colegas de classe. Tentei me aproximar deles, mas muitos já tinham os seus grupos, e eu os entendo, afinal, quando eu estudava na minha escola, também tinha a minha turma. Acredito que foi na segunda semana que comecei a me encontrar, ou melhor, a achar a minha “tribo”. Descobri que alguns colegas adoravam Star Wars, e esse foi o ponto de partida para iniciarmos longos debates, alguns ainda em sala, outros fora dela, nos intervalos. Com as amizades encaminhadas, eu precisava compreender um pouco mais a dinâmica com os professores.
A sala, como eu disse, era muito cheia, e o professor, infelizmente, não conseguia dar atenção a todos os alunos. Havia muita atividade em grupo, com dinâmicas em que nós produzíamos textos, experimentos e outros materiais. Porém os professores não conseguiam atender ou mesmo decorar os nomes dos alunos. Nesse aspecto, a quantidade excessiva atrapalhou bastante. Mesmo assim, percebi um enorme esforço neles para oferecer a melhor aula possível.
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