
LIÇÃO ESCRAVIDÃO E TRABALHO DO HISTORIADOR COM FONTES
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History
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2nd Grade
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Practice Problem
•
Hard
PEDRO DOMINGOS
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11 Slides • 4 Questions
1
FONTES E O TRABALHO DO HISTORIADOR
RECOMPOSIÇÃO: D110_H Analisar diferentes gontes hist[oricas com diversas linguagens para constru;'ao do conhecimento Historico
2
O que são fontes históricas?
Fontes históricas são vestígios do passado que servem como base para a pesquisa histórica. Podem ser:
Fontes escritas: documentos oficiais, cartas, jornais, diários, livros, leis, etc.
Fontes orais: depoimentos, entrevistas, relatos de memória.
Fontes visuais e iconográficas: pinturas, fotografias, filmes, mapas.
Fontes materiais: objetos, construções, ruínas, ferramentas, vestimentas.
Fontes digitais: registros online, vídeos, áudios, redes sociais (em contextos mais recentes).
3
Por que as fontes são tão importantes ?
Base para reconstruir o passado
Sem fontes, o historiador não tem como comprovar ou analisar os acontecimentos. A História não é “adivinhação” nem “opinião” — ela se apoia em evidências.
2. Permitem diferentes interpretações
Duas pessoas podem estudar a mesma fonte e tirar conclusões diferentes, dependendo da pergunta que fazem. Isso mostra que a História é dinâmica e pode ser reinterpretada conforme surgem novas fontes ou novas perspectivas.
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3. Dão voz a diferentes sujeitos históricos
Antes, só se estudava a história dos “grandes heróis”. Com o uso de diferentes fontes (como fontes orais ou culturais), passou-se a estudar também a história das mulheres, dos indígenas, dos negros, dos trabalhadores, etc.
4. Combatem mitos e falsificações
As fontes ajudam a identificar o que realmente aconteceu, combatendo versões distorcidas, negacionistas ou ideologizadas da História.
5. Ajudam a compreender o presente
Ao entender o passado por meio das fontes, conseguimos compreender melhor o presente — os conflitos, as desigualdades, os avanços e retrocessos sociais.
5
lustração de Carlos Julião. 1777. Riscos Iluminados de Figurinhos de Negros e Brancos dos Uzos do Rio de Janeiro e Serro Frio. Acervo da Biblioteca Nacional.
Durante visita ao Rio de Janeiro em 1792 o viajante inglês Sir John Barrow comentou sobre a proeminência de mulheres africanas no comércio de rua:
"A situação dos negros escravos no Brasil é mais favorável do que os das Índias Ocidentais, aqui na Capital Rio de Janeiro, as ruas estão repletas de mulheres africanas, que os portugueses permitem vender todo tipo de coisas, assim podem acumular dinheiro para ganhar a tão desejada alforria.“Os escravos de ganho podiam receber do seu senhor parte do lucro obtido com sua atividade. Em outros casos, atingiam a meta imposta pelo seu dono, e ficavam com o excedente para si. E também havia a alternativa de cumprirem a jornada de trabalho imposta pelo seu senhor, e após o período determinado, realizar o trabalho para conseguir dinheiro para si e comprar a própria liberdade com a alforria
NEGRAS VENDEDORAS
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Dessa forma, muitos escravos africanos e seus descendentes conseguiram comprar suas cartas de alforria e no final do século XVIII chegavam a superar a População de Escravizados e certas regiões ( em Vila Rica, Capital de Minas Gerais , eram 65% da população em 1799) de 123048 habitantes, na década de 1770, para 177539 cerca de 41 % do total dos moradores da capitania no ano de instalação da Corte no Rio de Janeiro em 1808. Em 1790, dos 43.000 habitantes do Rio de Janeiro, então capital do Estado do Brasil, 55% (23.000) eram negros e pardos, sendo 20% deles livres!
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QUITANDEIRAS na Feira. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obras/113428-quitandeiras-na-feira. Acesso em: 22 de setembro de 2025. Verbete da Enciclopédia.
ISBN: 978-85-7979-060-7
Refeição de proprietários de fazenda com escravos - desenho de Jean Baptiste Debret durante Missão Artística Francesa ao Brasil em 1816
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A obra de Debret é uma valiosa fonte histórica para compreender a sociedade brasileira do século XIX, oferecendo um registro visual e crítico dos aspectos culturais, sociais e econômicos da época, especialmente no que diz respeito à escravidão.
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Debret esteve no Brasil entre 1816 e 1831, registrando em suas aquarelas e desenhos a vida na corte portuguesa e, posteriormente, no Brasil independente, além do cotidiano da sociedade, incluindo a escravidão.\
Embora Debret fosse um artista neoclassicista a serviço da monarquia, suas representações da escravidão frequentemente carregam uma crítica implícita à violência e desumanidade da instituição, contrastando com a opulência da elite da época.
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Observamos africanos escravizados, muitos deles com aspecto fragilizado e sentados em bancos, sendo inspecionados por um traficante e um potencial comprador, que aparece bem vestido e em uma poltrona, enquanto um chicote pende ao lado, simbolizando a violência e controle.
Mercado da rua Valongo
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e acordo com o site do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), pelo Cais do Valongo, localizado na região portuária da cidade do Rio de Janeiro, cerca de um milhão de escravizados africanos passaram em somente 40 anos. Não à toa que é considerado o maior porto receptor de escravos do mundo.
VALONGO
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Multiple Choice
As pinturas de Jean-Baptiste Debret, feitas durante sua estadia no Brasil no século XIX, são consideradas importantes fontes históricas porque:
MOSTRAM DE FORMA DETALHADA ASPECTOS DA VIDA COTIDIANA, DA ESCRAVIDÃO E DA CULTURA BRASILEIRA DA ÉPOCA
SERVEM APENAS COMO OBRAS DE ARTE, SEM UTILIDADE PARA A HISTÓRIA
RETRATAM A REALIDADE DE FORMA TOTALMENTE NEUTRA E SEM INFLUÊNCIA DO ARTISTA
SÃO FONTES SECUNDÁRIAS PRODUZIDAS NO SÉCULO XXI
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Multiple Choice
A IMAGEM RETRATA A OBRA "L' EXÉCUTION DE LA PUNITION DE FAUET" (A EXECUÇÃO DA PUNIÇÃO DO CHICOTE) DE JEAN BAPTISTE DEBRET. ANÁLISE A FONTE MARCANDO AS OPÇÕES CORRETAS.
A OBRA MOSTRA UMA CENA DE CASTIGO DE ESCRAVOS NO BRASIL COLONIAL, UMA REPRESENTAÇÃO IMPACTANTE DA BRUTALIDADE DA ESCRAVIDÃO E DAS FORMAS DE PUNIÇÃO IMPOSTAS AOS ESCRAVIZADOS NA ÉPOCA.
DEBRE FICOU CONHECIDO POR SUAS ESCULTURAS EM MARMORE, SENDO POUCO LEMBRADO POR PINTURAS OU REGISTROS DA VIDA COTIDIANA.
DEBRET POR SER UM REPRESENTANTE DA MONARQUIA NO BRASIL NÃO É UMA FONTE CONFIAVEL PARA A HISTÓRIA
DEBRET NASCEU NO BRASIL E RETRATOU A VIDA COLONIAL A PARTIR DE SUAS PROPRIAS EXPERIÊNCIAS COMO FAZENDEIRO NO RIO DE JANEIRO.
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Multiple Choice
O CAIS VALONGO É CONSIDERADO UMA IMPORTANTE FONTE HISTÓRICA PORQUE:
FOI O PRINCIPAL PORTO DE CHEGADA DE AFRICANOS ESCRAVIZADOS ÀS AMÉRICAS
FOI CONSTRUÍDO PARA RECEBER APENAS IMIGRANTES EUROPEUS
ERA O LOCAL DE EMBARQUE DE PRODUTOS AGRÍCOLAS PARA A EUROPA
ERA UM CAIS EXCLUSIVO PARA TRANSPORTE DE OURO E PEDRAS PRECIOSAS.
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Multiple Choice
EM 2017, O CAIS DO VALONGO FOI RECONHECIDO PELA UNESCO COMO PARTIMÔNIO MUNDIAL POR QUAL MOTIVO?
REPRESENTA A MEMÓRIA DA ESCRAVIDÃO E DA DIÁSPORA AFRICANA NO BRASIL
É UM EXEMPLO DE ARQUITETURA MODERNISTA BRRASILEIRA
FOI O PRIMEIRO CAIS DE EMBARQUE DE CAFÉ NO BRASIL
FOI CONSTRUÍDO PARA HOMENAGEAR A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
FONTES E O TRABALHO DO HISTORIADOR
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