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3ª Série - 18 de out - Filosofia - Revisão Geral - Atividade 2

Authored by VERA LUCIA FERREIRA MAIA

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3ª Série - 18 de out - Filosofia - Revisão Geral - Atividade 2
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1.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

30 sec • 1 pt

Quando ninguém duvida da existência de um outro mundo, a morte é uma passagem que deve ser celebrada entre parentes e vizinhos. O homem da Idade Média tem a convicção de não desaparecer completamente, esperando a ressurreição. Pois nada se detém e tudo continua na eternidade. A perda contemporânea do sentimento religioso fez da morte uma provação aterrorizante, um trampolim para as trevas e o desconhecido. DUBY, G. Ano 1000 ano 2000 na pista dos nossos medos. São Paulo: Unesp, 1998 (adaptado).

Ao comparar as maneiras com que as sociedades têm lidado com a morte, o autor considera que houve um processo de:

a) Mercantilização das crenças religiosas.

b) Transformação das representações sociais.

c) Disseminação do ateísmo nos países de maioria cristã.

d) Diminuição da distância entre saber científico e eclesiástico.

e) Amadurecimento da consciência ligada à civilização moderna.

2.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

30 sec • 1 pt

O edifício é circular. Os apartamentos dos prisioneiros ocupam a circunferência. Você pode chamá-los, se quiser, de celas. O apartamento do inspetor ocupa o centro; você pode chamá-lo, se quiser, de alojamento do inspetor. A moral reformada; a saúde preservada; a indústria revigorada; a instrução difundida; os encargos públicos aliviados; a economia assentada, como deve ser, sobre uma rocha; o nó górdio da Lei sobre os Pobres não cortado, mas desfeito — tudo por uma simples ideia de arquitetura! BENTHAM, J. O panóptico. Belo Horizonte: Autêntica, 2008. Essa é a proposta de um sistema conhecido como panóptico, um modelo que mostra o poder da disciplina nas sociedades contemporâneas, exercido preferencialmente por mecanismos:

a) Religiosos, que se constituem como um olho divino controlador que tudo vê.

b) Ideológicos, que estabelecem limites pela alienação, impedindo a visão da dominação sofrida.

c) Repressivos, que perpetuam as relações de dominação entre os homens por meio da tortura física.

d) Sutis, que adestram os corpos no espaço-tempo por meio do olhar como instrumento de controle.

3.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

30 sec • 1 pt

Os produtos e seu consumo constituem a meta declarada do empreendimento tecnológico. Essa meta foi proposta pela primeira vez no início da Modernidade, como expectativa de que o homem poderia dominar a natureza. No entanto, essa expectativa, convertida em programa anunciado por pensadores como Descartes e Bacon e impulsionado pelo Iluminismo, não surgiu “de um prazer de poder”, “de um mero imperialismo humano”, mas da aspiração de libertar o homem e de enriquecer sua vida, física e culturalmente. CUPANI, A. A tecnologia como problema filosófico: três enfoques, Scientiae Studia. São Paulo, v. 2, n. 4, 2004 (adaptado).

Autores da filosofia moderna, notadamente Descartes e Bacon, e o projeto iluminista concebem a ciência como uma forma de saber que almeja libertar o homem das intempéries da natureza. Nesse contexto, a investigação científica consiste em:

a) Expor a essência da verdade e resolver definitivamente as disputas teóricas ainda existentes.

b) Oferecer a última palavra acerca das coisas que existem e ocupar o lugar que outrora foi da filosofia.

c) Ser a expressão da razão e servir de modelo para outras áreas do saber que almejam o progresso.

d) Explicitar as leis gerais que permitem interpretar a natureza e eliminar os discursos éticos e religiosos.

4.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

30 sec • 1 pt

A crítica é uma questão de distância certa. O olhar hoje mais essencial, o olho mercantil que penetra no coração das coisas, chama-se propaganda. Esta arrasa o espaço livre da contemplação e aproxima tanto as coisas, coloca-as tão debaixo do nariz quanto o automóvel que sai da tela de cinema e cresce, gigantesco, tremeluzindo em direção a nós. E, do mesmo modo que o cinema não oferece móveis e fachadas a uma observação crítica completa, mas dá apenas a sua espetacular, rígida e repentina proximidade, também a propaganda autêntica transporta as coisas para primeiro plano e tem um ritmo que corresponde ao de um bom filme. BENJAMIN, W. Rua de mão única: infância berlinense – 1900. Belo Horizonte: Autêntica, 2013 (adaptado).

O texto apresenta um entendimento do filósofo Walter Benjamin, segundo o qual a propaganda dificulta o procedimento de análise crítica em virtude do(a)

a) Caráter ilusório das imagens.

b) Evolução constante da tecnologia.

c) Aspecto efêmero dos acontecimentos.

d) Conteúdo objetivo das informações. E Natureza emancipadora das opiniões.

5.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

30 sec • 1 pt

Galileu, que detinha uma verdade científica importante, abjurou-a com a maior facilidade, quando ela lhe pôs a vida em perigo. Em um certo sentido, ele fez bem. Essa verdade valia-lhe a fogueira. Se for a Terra ou o Sol que gira em torno um do outro é algo profundamente irrelevante. Resumindo as coisas, é um problema fútil. Em compensação, vejo que muitas pessoas morrem por achar que a vida não vale a pena ser vivida. Vejo outras que se fazem matar pelas ideias ou ilusões que lhes proporcionam uma razão de viver (o que se chama de razão de viver é, ao mesmo tempo, uma excelente razão de morrer). Julgo, portanto, que o sentido da vida é a questão mais decisiva de todas. E como responder a isso? CAMUS, A. O mito de Sísifo: ensaio sobre o absurdo. Rio de Janeiro: Record, 2004 (adaptado).

O texto apresenta uma questão fundamental, na perspectiva da filosofia contemporânea, que consiste na reflexão sobre os vínculos entre a realidade concreta e a:

a) Condição da existência no mundo.

d) Abrangência dos valores religiosos.

c) Percepção da experiência no tempo.

d) Transitoriedade das paixões humanas.

6.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

30 sec • 1 pt

O justo e o bem são complementares no sentido de que uma concepção política deve apoiar-se em diferentes ideias do bem. Na teoria da justiça como equidade, essa condição se expressa pela prioridade do justo. Sob sua forma geral, esta quer dizer que as ideias aceitáveis do bem devem respeitar os limites da concepção política de justiça e nela desempenhar um certo papel. RAWLS, J. Justiça e democracia. São Paulo: Martins Fontes, 2000 (adaptado). Segundo Rawls, a concepção de justiça legisla sobre ideias do bem, de forma que:

a) As ações individuais são definidas como efeitos determinados por fatores naturais ou constrangimentos sociais.

b) O estudo da origem e da história dos valores morais concluem a inexistência de noções absolutas de bem e mal.

c) O próprio estatuto do homem como centro do mundo é abalado, marcando o relativismo da época contemporânea.

d) As intenções e bens particulares que cada indivíduo almeja alcançar são regulados na sociedade por princípios equilibrados.

7.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

30 sec • 1 pt

Nosso conhecimento científico “está começando a nos capacitar a interferir diretamente nas bases biológicas ou psicológicas da motivação humana, por meio de drogas ou por seleção ou engenharia genética, ou usando dispositivos externos que interferem no cérebro ou nos processos de aprendizagem”, escreveram recentemente os filósofos Julian Savulescu e Ingmar Persson. [...] James Hughes, especialista em bioética [...], defendeu o aprimoramento moral, afirmando que ele deve ser voluntário e não coercitivo. “Com a ajuda da ciência, poderemos descobrir nossos caminhos para a felicidade e virtude proporcionadas pela tecnologia”. Rosner, Hillary. “Seria bom viver para sempre?”. Disponível em: <www.sciam.com.br> Acesso em: out. 2016.

As possibilidades tecnológicas descritas no texto permitem afirmar que:

a) Os recursos científicos estão direcionados ao aperfeiçoamento técnico da espécie humana.

b) Tais interferências técnicas somente seriam possibilitadas sob um regime político totalitário.

c) Ideais espiritualistas de meditação permitem concentração intensa da mente.

d) O caráter voluntário dos experimentos elimina a existência de controvérsias de natureza ética.

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