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Português para Concurso

Authored by Gabriela Mello

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1.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

2 mins • 1 pt

Ver o mundo com o olhar do outro

1 - Se o etnocentrismo pode, em certa medida, ser entendido como necessário para o reforço e legitimação das identidades dos diferentes grupos, pois alimenta no ser humano a crença no valor da própria cultura, por outro lado, ele pode, quando exacerbado, provocar resultados perigosos. Isto significa que no limite o etnocentrismo é aquela postura que, se levada às últimas consequências, provoca atitudes que deslegitimam e revogam o direito do outro à existência em sua diferença.

2 - Assim, ao longo de seu processo de construção enquanto ciência, a Antropologia vai paulatinamente saindo da visão etnocêntrica que orienta os diferentes grupos humanos. Para isso, nos propõe um esforço, e por que não dizer um desafio metodológico, no sentido de “abrir mão” das próprias crenças e abrir espaço para o entendimento do outro em sua própria lógica. Ou seja, o exercício que nos desafia enquanto observadores da cultura do “outro”, “exótico”, diferente, é especificamente “olhar o mundo com os olhos do nativo (indivíduo integrante da cultura que observamos)” como propunha Bronislaw Malinowski (1884-1942), um dos primeiros antropólogos a vivenciarem de perto a realidade cultural do “estranho”, já nas primeiras décadas do século passado. Este pesquisador de origem polonesa, radicado na Inglaterra, nos deixou como legado a possibilidade de exercitar a “ida ao outro”, ou seja, sair do próprio mundo cultural com todas as suas “maravilhas” e certezas e aventurar-se na vivência cotidiana da realidade cultural dos grupos pesquisados.


(Subsídios para o ensino de Sociologia nº 4. Jornal Mundo Jovem e Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da PUC/RS

Em relação ao emprego de alguns recursos linguísticos no texto, assinale (V) nas afirmações verdadeiras e (F) nas falsas; a seguir, responda ao que se pede:

( ) “... necessário” (linha 01), “provocar sentimentos perigosos” (linha 04) e “deslegitima e revoga” (linha 06) encerram três ideias que têm como implicação uma pluralidade de visões de mundo, expressa pelo conceito de etnocentrismo.

( ) “...à existência” (linha 06) funciona como objeto indireto do verbo “revogar”.

( ) A expressão “à existência” (linha 06)funciona como complemento nominal de “direito”.

( ) O advérbio “paulatinamente” (linha 08) é um marcador temporal e pode ser substituído pela expressão “aos poucos”, sem que haja prejuízo de sentido no texto.

( ) Os verbos “deslegitimam” e “revogam” (linha 06) podem ser considerados sinônimos.

( ) Os vocábulos... “que” ( linha 04) e “que” (linha 13) podem ser classificados, respectivamente, como CONJUNÇÃO e PRONOME.

A sequência correta, de cima para baixo, é

V – F – V – V - V - F.

V – F – V – V – F - V

F – V – V – F - F - V

V – F – V – F – V - F

F – F – F – V – V- V

2.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

2 mins • 1 pt

Ver o mundo com o olhar do outro

1 - Se o etnocentrismo pode, em certa medida, ser entendido como necessário para o reforço e legitimação das identidades dos diferentes grupos, pois alimenta no ser humano a crença no valor da própria cultura, por outro lado, ele pode, quando exacerbado, provocar resultados perigosos. Isto significa que no limite o etnocentrismo é aquela postura que, se levada às últimas consequências, provoca atitudes que deslegitimam e revogam o direito do outro à existência em sua diferença.

2 - Assim, ao longo de seu processo de construção enquanto ciência, a Antropologia vai paulatinamente saindo da visão etnocêntrica que orienta os diferentes grupos humanos. Para isso, nos propõe um esforço, e por que não dizer um desafio metodológico, no sentido de “abrir mão” das próprias crenças e abrir espaço para o entendimento do outro em sua própria lógica. Ou seja, o exercício que nos desafia enquanto observadores da cultura do “outro”, “exótico”, diferente, é especificamente “olhar o mundo com os olhos do nativo (indivíduo integrante da cultura que observamos)” como propunha Bronislaw Malinowski (1884-1942), um dos primeiros antropólogos a vivenciarem de perto a realidade cultural do “estranho”, já nas primeiras décadas do século passado. Este pesquisador de origem polonesa, radicado na Inglaterra, nos deixou como legado a possibilidade de exercitar a “ida ao outro”, ou seja, sair do próprio mundo cultural com todas as suas “maravilhas” e certezas e aventurar-se na vivência cotidiana da realidade cultural dos grupos pesquisados.


(Subsídios para o ensino de Sociologia nº 4. Jornal Mundo Jovem e Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da PUC/RS

Leia os segmentos abaixo, considerando o contexto em que eles se inserem.

I. “Se o etnocentrismo pode, em certa medida... (linha 01)

II. “se levada às últimas consequências” (linha 05)

III. “... a crença no valor da própria cultura” (linha 03)

IV. “..."abrir mão” das próprias crenças...” (linha 10)


Sobre eles são feitas as seguintes afirmações:

Sobre eles são feitas as seguintes afirmações:

A) A partícula SE, nos segmentos I e II, é classificada como conjunção condicional.

B) Em “se levada às últimas consequências”, a partícula SE introduz uma oração intercalada com função subordinativa.

C) “... Crença”, no segmento III, é um termo com função sintática de objeto direto.

D) “...crenças”, no segmento IV, exerce a função de objeto direto preposicionado.

A e B

A, B e C

A, C e D

B, C e D

C e D

3.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

2 mins • 1 pt

Um cordeiro estava bebendo água num riacho. O terreno era inclinado e por isso havia uma correnteza forte. Quando ele levantou a cabeça, avistou um lobo, também bebendo da água.

– Como é que você tem a coragem de sujar a água que eu bebo

– disse o lobo, que estava alguns dias sem comer e procurava algum animal apetitoso para matar a fome.

– Senhor – respondeu o cordeiro – não precisa ficar com raiva porque eu não estou sujando nada. Bebo aqui, uns vinte passos mais abaixo, é impossível acontecer o que o senhor está falando.

– Você agita a água – continuou o lobo ameaçador – e sei que você andou falando mal de mim no ano passado.

– Não pode – respondeu o cordeiro – no ano passado eu ainda não tinha nascido.

O lobo pensou um pouco e disse:

– Se não foi você foi seu irmão, o que dá no mesmo.

– Eu não tenho irmão – disse o cordeiro – sou filho único.

– Alguém que você conhece, algum outro cordeiro, um pastor ou um dos cães que cuidam do rebanho, e é preciso que eu me vingue.

Então ali, dentro do riacho, no fundo da floresta, o lobo saltou sobre o cordeiro, agarrou-o com os dentes e o levou para comer num lugar mais sossegado.

(La Fontaine)


Em "Peço-vos perdão mais uma vez, mas deve ser engano, pois eu não tenho irmão." Podemos afirmar que:


Mais é advérbio de intensidade e mas conjunção explicativa.

Mais é advérbio de modo e mas é conjunção adversativa.

Mais é conjunção adversativa e mas, advérbio de intensidade.

Mais é advérbio de intensidade e mas, conjunção adversativa.

Mais é advérbio de modo e mas, conjunção conclusiva.

4.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

2 mins • 1 pt

Media Image

(Fonte: http://blog.isocial.com.br/a-inclusao-de-profissionais-com-deficiencia-no-mercado-de-trabalho-um- panorama-positivo-para-uma-mudanca-necessaria - Texto adaptado especialmente para esta prova)


Assinale a alternativa INCORRETA a respeito das expressões “Nesse sentido” (l. 22) e “Dessa forma” (l. 37).


A primeira tem o mesmo sentido de “Logo” e poderia ser substituída por esse vocábulo.

A segunda tem o mesmo sentido de “Portanto” e poderia ser substituída por esse vocábulo.

Ambas são classificadas como locuções conjuntivas.

Ambas dão sentido de conclusão ao período em que se encontram.

Deslocar a segunda, entre vírgulas, para após “exagero” causaria grave erro na frase.

5.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

2 mins • 1 pt

Media Image

(Fonte: Marta Avancini e Luciana Alvarez. http://revistaeducacao.uol.com.br/ – publicado em out./2014 – adaptação)


Conforme Cegalla, conjunção é uma palavra invariável que liga orações ou palavras da mesma oração. Sobre o uso de conjunções no texto, avalie as afirmações que seguem, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) Na linha 04, Embora é uma conjunção concessiva, que exprime um fato que se concede, que se admite, em oposição a outro.

( ) apesar de (l. 11) é uma locução conjuntiva que, no contexto, expressa ideia de consequência em relação ao fato principal.

( ) Na linha 33, Quando é uma conjunção que exprime tempo.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

V – F – F.

V – F – V.

V – V – F.

F – V – V.

F – F – F.

6.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

2 mins • 1 pt

Maninha

Chico Buarque

Se lembra da fogueira.

se lembra dos balões.

se lembra dos luares dos sertões.

A roupa no varal, feriado nacional,

as estrelas salpicadas nas canções.

Se lembra quando toda modinha falava de amor.

Pois nunca mais cantei, maninha,

depois que ele chegou.

[...]

Disponível em:<https://www.letras.com.br/chico-buarque/maninha> . Acesso em: 10 nov. 2017.


Em que aspecto o autor – em nome da liberdade poética – provoca um desvio da norma culta?

Regência do verbo “lembrar”.

Início do 7° verso por conjunção.

Posição proclítica do pronome “se”.

Ponto final nos dois primeiros versos.

Separação com vírgulas do termo “maninha”.

7.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

2 mins • 1 pt

Barbárie e civilização Em 1777, o ferino filósofo francês Voltaire escreveu: “O mundo começa a civilizar-se um pouco; mas que ferrugem espessa, que noite grosseira, que barbárie dominam ainda certas províncias, sobretudo entre os probos agricultores tão louvados em elegias e éclogas, entre lavradores inocentes e vigários de aldeia, que por um escudo arrastariam os irmãos para a prisão e vos apedrejariam se duas velhas, vendo-vos passar, exclamassem: herege! O mundo está melhorando um pouco; sim, o mundo pensante, mas o mundo bruto será ainda por muito tempo um composto de animais, e a canalha será sempre de cem para um. É para ela que tantos homens, mesmo com desdém, mostram compostura e dissimulam; é a ela que todos querem agradar; é dela que todos querem arrancar vivas; é para ela que se realizam cerimônias pomposas; é só para ela, enfim, que se faz do suplício de um infeliz um grande e soberbo espetáculo.”

Voltaire.

O preço da justiça. São Paulo: Martins Fontes, 2001. p. 29-30


(Defensoria Pública do Estado de São Paulo — Agente de Defensoria Pública — Administrador de Redes — FCC) Estão adequadas ambas as construções pronominais indicadas entre parênteses, como alternativas válidas, no contexto, para as expressões sublinhadas em:

Voltaire atribui aos grosseiros (atribui-lhes) a responsabilidade por aplaudirem a barbárie (lhe aplaudirem).

As velhas acusam a vítima (acusam-lhe) de herege e os bárbaros seguem as velhas (seguem-nas) em seu preconceito.

Os poetas idealistas louvam os campesinos (lhes louvam), ignorando os defeitos deles (ignorando-lhes os defeitos).

Muitos homens querem agradar as massas (as agradar), não hesitando em cortejar as mesmas (cortejar-lhes).

Para que aprimoremos a civilização (a aprimoremos), é preciso prestigiar os pensantes (prestigiá-los).

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