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1.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
5 mins • 4 pts
O velório
Aquele era o velório de Everaldino, uma rapaz moço vítima de uma congestão alimentar ocorrida depois de almoçar, num restaurante a quilo, um prato de 1 Kg e 200 g de bucho. Os amigos e parentes velaram-no em Feira de Santana. Já era tarde, pois passava das dez da noite quando chegou Arinelson, seu irmão e melhor amigo. Ele correu até o caixão, beijou a testa do irmão, abraçou sua mãe e seu pai, consolando-os Seu Nelson, pai do finado, não continha as lágrimas nem as lamentações.
- Ah meu filho! Por que não fui eu no lugar de seu irmão.
- Não fala isso pai! O lá de cima pode escutar.
Neste instante chegou ao velório Tobias, amigo das farras de Arinelsom e de Everaldino. Trazia numa sacola seis garrafas de cana e uma peça de mortadela inteira.
- Escutem todos. Durante toda vida o falecido nunca dispensou uma boa farra. Uma vez ele disse que gostaria que no seu velório, fizessem uma boa farra. Vamos ou não vamos fazer a vontade do "de cujus"? Poucos instantes depois o silêncio da capela virou vozerio e gargalhadas. Arrumaram uns copos e todo mundo entrou na pinga. Fatiaram o morto, digo, a mortadela, ligaram um radinho de pilha e o arrasta-pé estava formado.
Com o cansaço da vigília e completamente embriagados, um a um dos farristas foram adormecendo. O último a cair foi Nelson. Mais curtido pelos anos de cachaça, bebeu até a última gota. Porém antes de apagar ouviu uma estranha voz que parecia vir do outro mundo.
- Nelson, suas preces foram ouvidas.
E ele foi ao chão.
De manhã, na hora do enterro, Arinelson e Everaldino abraçavam sua mãe, enquanto ela recebia as condolências de viúva. Próximo ao túmulo dois amigos, Noé e Serafim, companheiros das farras do que partiu, cochichavam.
- Noé, eu podia jurar que ontem a noite estava velando o Everaldino e não o seu Nelson.
- Tu sabes que eu também! Mas quem está no caixão é seu Nelson. O Everaldino tá bem vivo.
- É melhor a gente calar a boca, se não vão pensar que nós bebemos demais ontem à noite.
De quem o desejo foi realizado?
Arinelson.
Everaldino.
Tobias.
Nelson.
2.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
2 mins • 4 pts
Há uma opinião em:
"Já era tarde, pois passava das dez da noite quando chegou Arinelson..."
"Trazia numa sacola seis garrafas de cana e uma peça de mortadela inteira."
"Com o cansaço da vigília e completamente embriagados..."
"Noé e Serafim, companheiros das farras do que partiu, cochichavam."
3.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
5 mins • 4 pts
Um jogo que é uma vergonha
Imagina um jogo deste jeito: o campo é de pedra bem pontuda e acontece num dia muito frio. Num time, os jogadores têm tênis e camisa de manga comprida e, no outro, os caras jogam descalços e só de calção.
O time que tem tênis e camisa ganha fácil, dá aquela goleada! O outro fica a maior parte do tempo tomando cuidado pra não cortar os pés ou então esfregando o braço arrepiado de frio.
Times iguais.
Pra mim, a diferença da vida entre nós, que temos escola e casa e as crianças que não têm é um jogo assim. Quem não tem, perde sempre.
Não acho que todo mundo que tem as coisas é culpado por causa dos outros que não têm, mas isso não quer dizer que a gente não possa fazer nada. Porque pode.
Porque, se a gente quiser jogar um jogo justo, pode exigir que os dois times sejam iguais, para começar. Casa e escola.
Não acredito que as crianças de rua viveriam na rua se tivessem outro lugar melhor pra escolher. Se a gente não exigir que todo mundo tenha casa e escola, vai sempre ficar jogando esse jogo besta.
Ganhando de dez a zero de um time tão fácil, mas tão fácil, que não vai mais ter o gosto da vitória, vai ter só vergonha.
Fernando Bonassi
O texto “Um jogo que é uma vergonha” é uma crônica. Foi escrito a partir de uma situação da vida real, com o objetivo de fazer uma crítica a essa situação. Se o autor teve esse objetivo ao escrever, que objetivo tem em relação ao leitor?
Que aceite suas ideias.
Que rejeite suas ideias.
Que reflita sobre o assunto.
Que se divirta com o assunto.
4.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
1 min • 4 pts
O tema central da crônica é:
Desigualdade.
Miséria.
Futebol.
Crianças de rua.
5.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
5 mins • 4 pts
Patativa do Assaré
“Sou fio das mata, cantô da mão grosa
Trabaio na roça, de inverno e de estio
A minha chupana é tapada de barro
Só fumo cigarro de paia de mio
Sou poeta das brenha, não faço o papé
De argum menestrê, ou errante cantô
Que veve vagando, com sua viola
Cantando, pachola, à percura de amô […]”
Fonte: https://www.culturagenial.com/
A poesia popular pode se manifestar de várias maneiras, nas serenatas, nos romances, nos desafios, nas modas de viola, nas cantigas folclóricas, etc. Um dos aspectos mais interessantes e característicos da poesia popular, no caso do Cordel, é a referência a
escritos e dança.
oralidade e a presença de elementos da cultura brasileira.
formalidade.
oralidade e a ausência de rimas.
Answer explanation
Biografia de Patativa do Assaré
Patativa do Assaré (1909-2002) foi um poeta e repentista brasileiro, um dos principais representantes da arte popular nordestina do século XX. Com uma linguagem simples, porém poética, retratava a vida sofrida e árida do povo do sertão.
Projetou-se nacionalmente com o poema "Triste Partida" em 1964, musicado e gravado por Luiz Gonzaga. Seus livros, traduzidos em vários idiomas, foram tema de estudos na Sorbonne, na cadeira de Literatura Popular Universal.
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