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1.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
30 sec • 1 pt
(Itajubá-CE) Leia o texto a seguir.
Amor à primeira vista
Papel, plástico, alumínio. Modernas embalagens industrializadas são essencialmente confeccionadas com essas três matérias-primas. Mas o resultado está longe de ser monótono.
Desde que os especialistas em vendas descobriram que a embalagem é um dos primeiros fatores que influenciam a escola do consumidor, ela passou a ser estudada com mais atenção. Atualmente, estampa cores forte, letras garrafais e formatos curiosos na tentativa de chamar atenção nas prateleiras dos supermercados. Produtos infantis, por exemplo, apelam para desenhos animados, ou super-heróis da moda para derrubar a concorrência. Provavelmente é o caso do achocolatado que você toma de manhã, do queijinho suíço do meio da tarde e até mesmo da sopinha da noite.
Essas embalagens despertam o interesse dos consumidores de tal forma que, muitas vezes eles levam o produto para casa mais porque gostaram de sua roupagem do que pelo fato de apreciarem um conteúdo.[...]
http://www.see.go.gov.br/imprensa/documentos/arquivos/02-%20Avaliacao.Portuguesa.pdf
Um argumento que sustenta a tese de que “a embalagem agora é uma forma de conquistar o consumidor” é que
a embalagem passou a ser mais bem cuidada.
a embalagem tem formatos muito curiosos.
a embalagem objetiva vestir bem os produtos.
os consumidores são atraídos pela embalagem.
2.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
30 sec • 1 pt
Leia o trecho do texto para responder à questão.
Clarice. Uma Biografia – Benjamin Moser
[...] Clarice. Uma Biografia é a biografia de Clarice Lispector escrita por Benjamin Moser, a qual ganhou uma nova edição recentemente lançada pela editora Companhia das Letras, que, por sinal, está belíssima. Além da linda capa, ela é composta também por algumas fotografias e arquivos pessoais da escritora. [...]
Já li muitas biografias, mas esta sem dúvidas é uma das mais completas, interessantes e envolventes que já tive acesso. Claro que a biografada também influencia, mas a escrita de Benjamin Moser e todo o seu trabalho de pesquisa deram corpo à obra, tornando-a ainda mais atraente.
Aqui conhecemos a trajetória de Clarice Lispector através de capítulos não tão curtos e com títulos que nos despertam muita curiosidade sobre o que cada um irá revelar sobre a escritora, como, por exemplo, o capítulo 9 – “Só para loucos”, ou o capítulo 13, intitulado de “Furacão Clarice”. [...]
Um dos diferenciais de Clarice. Uma Biografia é o contexto histórico presente na narrativa, o qual nos direciona a acontecimentos relevantes e comentários pertinentes do autor acerca dos mesmos. Ou seja, além de extremamente envolvente, a leitura é muito enriquecedora.
[...]
Ao longo da leitura de Clarice. Uma Biografia, fui acometida por diversas sensações: ansiedade, alegria, tristeza; enfim, um misto de sentimentos transpassou minha experiência com este livro, que, no final, se mostrou incrível tanto pelos sentimentos despertados quanto por todo o conjunto de pesquisas e curiosidades sobre a vida e a obra da escritora.
Disponível em: https://www.minhavidaliteraria.com.br/2017/06/13/resenha-clarice-benjamin-moser/
1. Nesse texto, há um fato no trecho:
“Clarice. Uma Biografia é a biografia de Clarice Lispector escrita por Benjamin Moser, ...”.
“Além da linda capa, ela é composta também por algumas fotografias e arquivos pessoais da escritora.”
“Já li muitas biografias, mas esta sem dúvidas é uma das mais completas, interessantes e envolventes que já tive acesso.”
Ao longo da leitura de Clarice. Uma Biografia, fui acometida por diversas sensações: ansiedade, alegria, tristeza; enfim, um misto de sentimentos…”.
3.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
30 sec • 1 pt
Leia o trecho do conto Medalha de Lygia Fagundes Telles para responder às questões 1 e 2.
A Medalha
Ela entrou na ponta dos pés. Tirou os sapatos para subir a escada. O terceiro degrau rangia. Pulou-o apoiando-se no corrimão.
— Adriana!
A moça ficou quieta, ouvindo. Teve um risinho frouxo quando se inclinou para calçar os sapatos, Ih! que saco. Fez um afago no gato que lhe veio ao encontro, esfregando-se na parede. Tomou-o no colo.
— Romi, Romi... Então, meu amor?
— Adriana!
Precisava ser na véspera? — repetiu a mulher agarrando-se aos braços da cadeira.
— Precisava.
— (...) Já viu sua cara no espelho, já viu?
A moça encostou-se no batente da porta. Abriu a bolsa e tirou o cigarro. Acendeu-o. Quebrou o palito e ficou mascando a ponta.
— Acabou, mãe? Quero dormir.
A mulher aproximou mais a cadeira. Fechou no peito cavado a gola do casaco. Falou em voz baixa, com suavidade.
— Na véspera do casamento. Na vés-pe-ra. Você já viu sua cara no espelho? Já se olhou num espelho?
— E daí? O véu vai cobrir minha cara, o véu cobre tudo, ih! tem véu à beça. Vou dar uma beleza de noiva, mãe, você vai ver. Preferia me meter no meu colante preto mas seu genro é romântico, aquelas ondas...
— Cínica. Igualzinha ao pai. Ele ia achar graça se te visse assim, aquele cínico.
— Não fale do meu pai.
— Falo! (...) Na véspera do casamento…
— Na véspera ou no dia seguinte, que diferença faz?
A mulher sacudiu-se na cadeira.
— Às vezes nem acredito. Uma filha assim, eu não acredito.
TELLES, Fagundes Lygia. A estrutura da bolha de sabão e outras histórias. São Paulo: Cia. das Letras, 2010.
Considerando o fragmento acima, podemos afirmar que o narrador é
observador - vê o que narra, mas sem ser o centro do enredo.
personagem - com o foco narrativo em 1ª pessoa do discurso.
onisciente - pois sabe de tudo o que se passa na história.
personagem - participa das ações que constituem o enredo da história narrada.
4.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
30 sec • 1 pt
. Leia o trecho do conto Medalha de Lygia Fagundes Telles para responder às questões 1 e 2.
A Medalha
Ela entrou na ponta dos pés. Tirou os sapatos para subir a escada. O terceiro degrau rangia. Pulou-o apoiando-se no corrimão.
— Adriana!
A moça ficou quieta, ouvindo. Teve um risinho frouxo quando se inclinou para calçar os sapatos, Ih! que saco. Fez um afago no gato que lhe veio ao encontro, esfregando-se na parede. Tomou-o no colo.
— Romi, Romi... Então, meu amor?
— Adriana!
Precisava ser na véspera? — repetiu a mulher agarrando-se aos braços da cadeira.
— Precisava.
— (...) Já viu sua cara no espelho, já viu?
A moça encostou-se no batente da porta. Abriu a bolsa e tirou o cigarro. Acendeu-o. Quebrou o palito e ficou mascando a ponta.
— Acabou, mãe? Quero dormir.
A mulher aproximou mais a cadeira. Fechou no peito cavado a gola do casaco. Falou em voz baixa, com suavidade.
— Na véspera do casamento. Na vés-pe-ra. Você já viu sua cara no espelho? Já se olhou num espelho?
— E daí? O véu vai cobrir minha cara, o véu cobre tudo, ih! tem véu à beça. Vou dar uma beleza de noiva, mãe, você vai ver. Preferia me meter no meu colante preto mas seu genro é romântico, aquelas ondas...
— Cínica. Igualzinha ao pai. Ele ia achar graça se te visse assim, aquele cínico.
— Não fale do meu pai.
— Falo! (...) Na véspera do casamento…
— Na véspera ou no dia seguinte, que diferença faz?
A mulher sacudiu-se na cadeira.
— Às vezes nem acredito. Uma filha assim, eu não acredito.
TELLES, Fagundes Lygia. A estrutura da bolha de sabão e outras histórias. São Paulo: Cia. das Letras, 2010.
O que gera o conflito apresentado no fragmento nesse conto?
A reprovação da mãe sobre a atitude da filha em chegar de madrugada em casa na véspera do casamento.
A mãe ter mencionado o pai e compará-lo com a filha, chamando-a de cínica.
A preocupação que a mãe tinha de a filha não ficar bonita no dia do casamento.
A filha casar de branco satisfazendo o noivo e contrariando seu desejo de casar de colante preto.
5.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
30 sec • 1 pt
Leia o fragmento do texto Macunaíma, de Mário de Andrade e responda à questão.
Leia o fragmento do texto Macunaíma, de Mário de Andrade e responda à questão.
“Porém respeitava os velhos, e frequentava com aplicação a murua a poracê o torê o bacorocô a cucuicogue, todas essas danças religiosas da tribo.”
Um traço marcante na obra modernista é
a religiosidade dos mais velhos que apresenta misturas com religiões africanas e indígenas brasileiras.
a escrita dificultada pelo uso de palavras estrangeiras, tornando a compreensão difícil e restrita a poucas pessoas.
o indianismo que se impõe como uma das matrizes linguísticas, culturais, e étnicas do Brasil.
o fragmento como parte exclusiva da experimentação estética, pois os textos sempre são muito curtos.
6.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
30 sec • 1 pt
Leia o fragmento do texto Macunaíma, de Mario de Andrade e responda à questão.
“Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro: passou mais de seis anos não falando. Si o incitavam a falar exclamava: — Ai! que preguiça!. . . e não dizia mais nada.”
No trecho, a marca da oralidade está no uso da palavra
“já”, pois marca um modo de dizer referente ao tempo e período de vida do personagem principal da obra.
“si”, porque é como se fala geralmente a partícula condicional com ênfase na troca do som da letra e pela letra i.
“meninice”, pois é uma palavra muito característica das linguagens indígenas e das comunidades tradicional.
“sarapantar”, porque é uma palavra exclusiva de comunidades indígenas e não é usada por outros grupos.
7.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
30 sec • 1 pt
Leia.
Eu sobrevivi do nada, do nada
Eu não existia
Não tinha uma existência
Não tinha uma matéria
Comecei existir com quinhentos milhões
E quinhentos mil anos
Logo de uma vez, já velha
Eu não nasci criança, nasci já velha
Depois é que eu virei criança
E agora continuei velha
Me transformei novamente numa velha
Voltei ao que eu era, uma velha
PATROCÍNIO, S. In: MOSÉ, Viviane (Org.). Reino dos bichos e dos animais é meu nome. Rio de Janeiro: Azougue, 2009.
Nesse poema de Stela do Patrocínio, a singularidade da expressão lírica manifesta-se na
representação da infância, redimensionada no resgate da memória.
transgressão à razão, ecoada na desconstrução de referências temporais.
associação de imagens desconexas, articuladas por uma fala delirante.
expressão autobiográfica, fundada no relato de experiências de alteridade.
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