
Filosofia Política - Humanismo, Maquiavel e Hobbes
Authored by Pedro Ferreira
Philosophy
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1.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
3 mins • 1 pt
(ENEM 2018) TEXTO I
Tudo aquilo que é válido para um tempo de guerra, em que todo homem é inimigo de todo homem, é válido também para o tempo durante o qual os homens vivem sem outra segurança senão a que lhes pode ser oferecida por sua própria força e invenção.
HOBBES, T. Leviatã. São Paulo: Abril Cultural, 1983.
TEXTO II
Não vamos concluir, com Hobbes que, por não ter nenhuma ideia de bondade, o homem seja naturalmente mau. Esse autor deveria dizer que, sendo o estado de natureza aquele em que o cuidado de nossa conservação é menos prejudicial à dos outros, esse estado era, por conseguinte, o mais próprio à paz e o mais conveniente ao gênero humano.
ROUSSEAU, J.-J. Discurso sobre a origem e o fundamento da desigualdade entre os homens. São Paulo: Martins Fontes, 1993 (adaptado).
Os trechos apresentam divergências conceituais entre autores que sustentam um entendimento segundo o qual a igualdade entre os homens se dá em razão de uma
predisposição ao conhecimento
submissão ao transcendente
tradição epistemológica
condição original
objetividade e subjetividade do conhecimento
2.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
2 mins • 1 pt
(ENEM 2019) Para Maquiavel, quando um homem decide dizer a verdade pondo em risco a própria integridade física, tal resolução diz respeito apenas a sua pessoa. Mas se esse mesmo homem é um chefe de Estado, os critérios pessoais não são mais adequados para decidir sobre ações cujas consequências se tornam tão amplas, já que o prejuízo não será apenas individual, mas coletivo. Nesse caso, conforme as circunstâncias e os fins a serem atingidos, pode-se decidir que o melhor para o bem comum seja mentir.
ARANHA, M. L. Maquiavel: a lógica da força. São Paulo: Moderna, 2006 (adaptado).
O texto aponta uma inovação na teoria política na época moderna expressa na distinção entre
idealidade e efetividade da moral
nulidade e preservabilidade da liberdade
ilegalidade e legitimidade do governante
verificabilidade e possibilidade da verdade
objetividade e subjetividade do conhecimento
3.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
1 min • 1 pt
(UFU 2021) “Maquiavel subverteu a abordagem tradicional da teoria política feita pelos gregos e medievais, e por isso é considerado o fundador da ciência política, ao enveredar por novos caminhos ‘ainda não trilhados’ como ele mesmo diz. Pode-se dizer que Maquiavel é realista, ao se basear em ‘como o homem age de fato’”.
ARANHA, M.L.A. e MARTINS, M.H.P. Filosofando. São Paulo, Moderna: 2009, p. 200.
A teoria política de Maquiavel não leva em conta os imperativos da
conjuntura política real
realidade de seu tempo
metafísica e da religião
história e da realidade
4.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
2 mins • 1 pt
(ENEM PPL 2022) A um príncipe, portanto, não é necessário ter de fato todas as qualidades, mas é indispensável parecer tê-las. Aliás, ousarei dizer que, se as tiver e utilizar sempre, serão danosas, enquanto, se parecer tê-las, serão úteis. Assim, deves parecer clemente, fiel, humano, íntegro, religioso — e sê-lo, mas com a condição de estares com o ânimo disposto a, quando necessário, não o seres, de modo que possas e saibas como tornar-te o contrário.
MAQUIAVEL, N. O príncipe. São Paulo: Martins Fontes, 2004 (adaptado).
Segundo o autor, a conquista e a conservação do poder político exigem a
flexibilidade moral do monarca
retomada dos valores cristãos
consulta periódica dos cidadãos
adoção do imperativo categórico
liberdade incondicional do estadista
5.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
3 mins • 1 pt
(UNESP 2024) Na definição de Thomas Hobbes, uma “maneira de dividir as leis é em naturais e positivas. As [leis] naturais são as que têm sido, desde a eternidade, chamadas também leis morais. Consistem nas virtudes morais, como a justiça, a equidade e todos os hábitos de espírito propícios à paz e à caridade. As positivas são as que não existem desde toda a eternidade e foram tornadas leis pela vontade daqueles que tiveram o poder soberano sobre os outros. Podem ser escritas ou então dadas a conhecer aos homens por qualquer outro argumento da vontade do legislador”.
(Alvaro de Azevedo Gonzaga. “Direito natural e jusnaturalismo”, 2017. Adaptado.)
A relação entre os tipos de leis mencionados no excerto estabelece um sistema político baseado
no poder exercido por líderes religiosos
na ausência total de ordem e autoridade
em hierarquias a partir da soberania popular
em estruturas determinadas pela hereditariedade
na elaboração de um contrato para a ordem social
6.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
3 mins • 1 pt
(UNICENTRO 2025) Leia o texto a seguir.
A natureza fez os homens tão iguais quanto às faculdades do corpo e do espírito que, embora por vezes se encontre um homem manifestadamente mais forte de corpo, ou de espírito mais vivo do que o outro, mesmo assim quando se considera tudo isso em conjunto, a diferença entre um e outro homem não é suficiente considerável para que qualquer um possa com base nela reclamar qualquer benefício a que outro não possa também aspirar, tal como ele. Porque quanto à força corporal o mais fraco tem força suficiente para matar o mais forte, quer por secreta maquinação, quer aliando-se com outros que se encontrem ameaçados pelo mesmo perigo.
(HOBBES, T. Leviatã. São Paulo: Nova Cultural, 1997. p.107.)
Essa passagem, extraída do capítulo XIII da obra Leviatã, discute um importante conceito do pensamento hobbesiano. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, do que trata esse conceito.
O estado antigo, que assegurava a todos o direito de associação para garantir proteção legal e bens materiais
O estado de natureza, condição na qual os homens estão de certa forma igualados em condições, porém sem a proteção do Estado
O estado de bem-estar, que iguala a todos e compensa eventuais diferenças físicas ou intelectuais com auxílio estatal
O estado liberal, que iguala formalmente os homens em condições para competir na sociedade segundo suas aptidões
O estado socialista, estágio que leva o homem a viver segundo o direito positivo e longe do mercado que desiguala
7.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
2 mins • 1 pt
(ENEM 2012) Não ignoro a opinião antiga e muito difundida de que o que acontece no mundo é decidido por Deus e pelo acaso. Essa opinião é muito aceita em nossos dias, devido às grandes transformações ocorridas, e que ocorrem diariamente, as quais escapam à conjectura humana. Não obstante, para não ignorar inteiramente o nosso livre-arbítrio, creio que se pode aceitar que a sorte decida metade dos nossos atos, mas [o livre-arbítrio] nos permite o controle sobre a outra metade.
MAQUIAVEL, N. O Príncipe. Brasília: EdUnB, 1979 (adaptado).
Em O Príncipe, Maquiavel refletiu sobre o exercício do poder em seu tempo. No trecho citado, o autor demonstra o vínculo entre o seu pensamento político e o humanismo renascentista ao
valorizar a interferência divina nos acontecimentos definidores do seu tempo
rejeitar a intervenção do acaso nos processos políticos
afirmar a confiança na razão autônoma como fundamento da ação humana
romper com a tradição que valorizava o passado como fonte de aprendizagem
redefinir a ação política com base na unidade entre fé e razão
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