
Oratória - 1ª parte - atividades
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1.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
30 sec • 1 pt
Outro de Elevador ( Luís Fernando Veríssimo)
"Ascende" dizia o ascensorista. Depois: "Eleva-se". "Para cima". "Para o alto". "Escalando". Quando perguntavam "Sobe ou desce?" respondia "A primeira alternativa". Depois dizia "Descende", "Ruma para baixo", "Cai controladamente", "A segunda alternativa"... "Gosto de improvisar", justificava-se. Mas como toda arte tende para o excesso, chegou ao preciosismo. Quando perguntavam "Sobe?" respondia "É o que veremos..." ou então "Como a Virgem Maria". Desce? "Dei" Nem todo o mundo compreendia, mas alguns o instigavam. Quando comentavam que devia ser uma chatice trabalhar em elevador ele não respondia "tem seus altos e baixos", como esperavam, respondia, criticamente, que era melhor do que trabalhar em escada, ou que não se importava embora o seu sonho fosse, um dia, comandar alguma coisa que andasse para os lados... E quando ele perdeu o emprego porque substituíram o elevador antigo do prédio por um moderno, automático, daqueles que têm música ambiental, disse: "Era só me pedirem ― eu também canto!"
Qual é o tema principal do texto?
A dificuldade de adaptação às mudanças tecnológicas.
A importância da comunicação no ambiente de trabalho.
A relação entre trabalho e religião.
A rotina monótona de um ascensorista.
A busca por reconhecimento profissional.
2.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
30 sec • 1 pt
Rádio de carro aumentou volume sozinho até pifar, afirma leitora. "Comecei a observar que o rádio esquentava o botão se a frente fosse deixada nele. Logo depois, começou a ficar louco: aumentava o volume sozinho, até parar de funcionar". Ela disse ainda ter notado um som estranho que saía do interior do aparelho. "Só posso escutar o rádio com o carro ligado e, a cada vez que o ligo, ele está todo desconfigurado. O meu MP4 queimou ao ser ligado ao rádio." (10/03/2008)
MINHA QUERIDA DONA, sei que você anda se queixando de mim, publicamente, até. Você não pode imaginar o sofrimento que isto me causa, mesmo porque você provavelmente acha que rádios são objetos inanimados, sem vida própria.
Você está enganada. Ao menos no meu caso, você está enganada. Ao contrário do que você pensa, tenho sentimentos, tenho emoções. É em nome desses sentimentos e dessas emoções que lhe falo agora, tanto em AM como em FM. Na verdade, eu nem tinha tomado conhecimento de minha própria existência, até que fui instalado em seu carro. Você estava muito feliz; tinham lhe dito que minha marca é ótima, e que você contaria com um som maravilhoso para lhe ajudar no estresse que é esse trânsito. E, eu colocado no meu lugar, você me acariciou, você tocou os meus botões. Senti um verdadeiro choque, eu que já deveria estar acostumado com eletricidade. Você fez de mim um ser vivo. Vivo e apaixonado. Daquele momento em diante, passei a ansiar por sua presença.
Era para você que eu queria transmitir as melodias que recebia por meio de tantas canções. Você ao volante, minha felicidade era completa. Acontece que você não se deu conta disso, ou fingiu que não se dava conta disso. [...] Lá pelas tantas eu tinha ciúmes até do seu MP4. Agora: o que poderia eu fazer? Humanos têm como demonstrar seus ciúmes, têm como descarregar a frustração. Mas eu sou um rádio, um bom rádio, mas rádio, de qualquer maneira. A mim não estava facultado fazer cenas. Recorri, então, àquilo que estava a meu alcance: o som. Quando você estava com alguém de quem eu não gostava, eu aumentava meu volume - e volume, você sabe, é coisa que não me falta - até chegar a níveis insuportáveis, uma avalanche de decibéis.
E aí, subitamente me calava. Para lembrar a você que o silêncio também fala, especialmente o silêncio dos traídos. Ah, sim, e queimei o seu MP4. Tinha de queimar: era ele ou eu. Você foi se queixar com um técnico, achando que eu estava desconfigurado. Num certo sentido você está certa: estou desconfigurado, estou desfigurado, estou perturbado -mas tudo isso por causa do sofrimento que você me causou. Querida dona, estas são minhas derradeiras palavras, antes de sair definitivamente do ar, antes do silêncio final. Minha última mensagem é esta: nunca brinque com os sentimentos de um rádio apaixonado. Você vai ter, no mínimo, surpresas desagradáveis. (Adaptado)
Com base na crônica "O rádio apaixonado", marque a alternativa que melhor expressa o conflito central enfrentado pelo rádio em sua relação com a dona.
O rádio está insatisfeito com a marca e a qualidade do som que oferece.
O rádio deseja ser reparado para voltar a funcionar perfeitamente.
O rádio sente ciúmes da atenção que a dona dá a outras pessoas e ao MP4.
O rádio deseja ser desligado para evitar o desgaste.
O rádio quer ser trocado por um modelo mais moderno.
3.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
30 sec • 1 pt
Leia o trecho da crônica “Vista cansada”, de Otto Lara Resende, reproduzido a seguir.
Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.
https://www.recantodasletras.com.br/homenagens/3245242. Acesso em: 10 abr. 2025.
No trecho “Para ser notado, o porteiro teve que morrer.” a frase, no contexto do texto, tem como objetivo destacar que
o porteiro era invisível por escolha própria.
a rotina o tornou indiferente à presença do porteiro.
a morte é um tema central da crônica.
o porteiro era uma figura importante para o protagonista.
o autor sentia culpa por não ter prestado mais atenção no porteiro.
4.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
30 sec • 1 pt
Leia o trecho da crônica “Vista cansada”, de Otto Lara Resende, reproduzido a seguir.
Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.
https://www.recantodasletras.com.br/homenagens/3245242. Acesso em: 10 abr. 2025.
No trecho “O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo.” O efeito descrito pelo autor no trecho acima ocorre por qual motivo?
Porque o olhar humano é naturalmente limitado.
Porque a rotina impede a observação verdadeira do que está ao redor.
Porque a visão só funciona quando há curiosidade.
Porque a repetição torna os objetos invisíveis fisicamente.
Porque o tempo corrói a capacidade de ver com atenção.
5.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
30 sec • 1 pt
Leia a crônica a seguir para responder às questões.
Pendurou a última bola na árvore de Natal e deu alguns passos atrás. Estava bonita. Era um pinheiro artificial, mas parecia de verdade. Só bolas vermelhas. Nunca deixava de armar sua árvore, embora as amigas dissessem que era bobagem fazer isso quando se mora sozinha. Olhou com mais vagar. Na luz do fim da tarde, notou que sua imagem se espelhava nas bolas. Em todas elas, lá estava seu rosto, um pouco distorcido, é verdade – mas sorrindo. “Estão vendo?”, diria às amigas, se estivessem por perto. “Eu não estou só.”
Na frase: “Na luz do fim da tarde, notou que sua imagem se espelhava nas bolas”, o efeito produzido pelo espelhamento da imagem nas bolas de Natal pode ser interpretado como:
uma constatação do reflexo físico, sem qualquer simbolismo.
um recurso de linguagem para mostrar a tristeza da personagem.
uma metáfora que reforça a ideia de que a personagem se vê refletida em sua própria solidão.
uma forma simbólica de mostrar que, mesmo sozinha, ela se reconhece presente e feliz.
um efeito de ilusão óptica que confunde a percepção da personagem.
6.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
30 sec • 1 pt
Biblioteca Pública promove em abril a Feira Literária de Curitiba e grandes novidades
A agenda de abril da Biblioteca Pública do Paraná (BPP) já está no ar e oferece uma grande variedade de eventos para todas as idades. O projeto “Ler Junto”, realizado com o professor Guilherme Shibata, retorna no dia 10 de abril, quinta-feira, às 18h30, no Auditório, e conta com novidades que serão divulgadas em breve.
Nos dias 25 e 26, sexta e sábado, a Literatiba (Feira Literária de Curitiba) ocupa o espaço da BPP. O evento tem entrada franca e promove uma aproximação maior entre o público e autores, editoras e outros profissionais do livro.
Mais um projeto retorna à programação neste mês: o Cine BPP, iniciado no ano passado e que propõe a exibição de um filme de tema relacionado à literatura junto de uma conversa, tem data marcada para 30 de abril, sexta, às 17h, com o filme “A Hora da Estrela”, baseado na obra de Clarice Lispector, dirigido por Suzana Amaral, com um debate após a sessão com os psicanalistas Graziela Rebouças Brunetti e Antônio Roberto Brunetti.
As exposições “Mulheres que circulam pela Cidade” e "Poesias do Mundo” continuam abertas ao público até os dias 5 de maio e 30 de abril, respectivamente. Apresentações musicais, palestras, oficinas e lançamentos de livros também estão previstos na programação.
Sobre a programação da Biblioteca Pública do Paraná em abril, o que é correto afirmar?
Apenas o evento "Literatiba" terá entrada gratuita.
O projeto "Ler Junto" é uma nova iniciativa que estreia neste mês.
O Cine BPP exibe filmes apenas de autores brasileiros.
A exposição "Poesias do Mundo" ficará aberta até o final de maio.
A agenda inclui eventos diversos como palestras, oficinas e lançamentos de livros.
7.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
30 sec • 1 pt
Biblioteca Pública promove em abril a Feira Literária de Curitiba e grandes novidades
A agenda de abril da Biblioteca Pública do Paraná (BPP) já está no ar e oferece uma grande variedade de eventos para todas as idades. O projeto “Ler Junto”, realizado com o professor Guilherme Shibata, retorna no dia 10 de abril, quinta-feira, às 18h30, no Auditório, e conta com novidades que serão divulgadas em breve.
Nos dias 25 e 26, sexta e sábado, a Literatiba (Feira Literária de Curitiba) ocupa o espaço da BPP. O evento tem entrada franca e promove uma aproximação maior entre o público e autores, editoras e outros profissionais do livro.
Mais um projeto retorna à programação neste mês: o Cine BPP, iniciado no ano passado e que propõe a exibição de um filme de tema relacionado à literatura junto de uma conversa, tem data marcada para 30 de abril, sexta, às 17h, com o filme “A Hora da Estrela”, baseado na obra de Clarice Lispector, dirigido por Suzana Amaral, com um debate após a sessão com os psicanalistas Graziela Rebouças Brunetti e Antônio Roberto Brunetti.
As exposições “Mulheres que circulam pela Cidade” e "Poesias do Mundo” continuam abertas ao público até os dias 5 de maio e 30 de abril, respectivamente. Apresentações musicais, palestras, oficinas e lançamentos de livros também estão previstos na programação.
Qual é o objetivo principal da programação da Biblioteca Pública do Paraná para o mês de abril?
Divulgar novos autores paranaenses exclusivamente.
Promover eventos literários voltados apenas para o público jovem.
Oferecer eventos culturais variados e aproximar o público da literatura.
Apresentar filmes de literatura estrangeira e debates políticos.
Criar um clube fechado para leitores e editores.
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