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IFPE simulado / 23 de setembro

Authored by LUIZ CANDIDO

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IFPE simulado / 23 de setembro
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1.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

30 sec • 1 pt

As cordilheiras de cada um

Paloma Oliveto

Algumas histórias são contadas várias vezes em família, despertando o mesmo interesse em quem

as escuta. Desde criança, ouvi, sempre com espanto, minha mãe narrar a improvável odisseia de jovens

atletas uruguaios que se acidentaram nos Andes chilenos. Para sobreviver, tiveram de comer os cadáveres

dos que sucumbiram à queda do avião.

Na nossa narrativa doméstica, o roteiro era acrescido dos enjoos que a notícia provocou na minha

mãe, grávida de quatro meses. Um programa de televisão exibiu, com destaque, a foto de uma perna, metade

comida. Para uma gestante com idade próxima à dos garotos, aquela história foi marcante não só pela

compaixão despertada, mas pelas terríveis náuseas que a acompanharam até o nascimento da minha irmã.

Fenômeno de audiência na Netflix e nos cinemas, o filme A Sociedade da Neve reconta o trágico

acidente de avião sofrido pelo time de rúgbi Old Christians, no fim de 1972. Em vez de optar pelo

sensacionalismo, o diretor espanhol Juan Antonio Bayona conquistou o público ao retratar a coragem e a

dignidade daqueles jovens, que fizeram um pacto de solidariedade: "Se eu morrer, pode se alimentar do meu

corpo".

O filme de Bayona segue o roteiro do livro homônimo do jornalista uruguaio Paulo Vierci, que intercala

os detalhes dos 72 dias que se seguiram à queda do avião com o comovente depoimento de cada um dos

que voltaram dos Andes. Tudo, nas 435 páginas, impressiona. Mas, para além da epopeia em si, é impactante

a compreensão, por parte dos sobreviventes, de que nenhuma dor deve ser minimizada, e que a nossa não

é maior do que a de ninguém. "Todos atravessam sua própria cordilheira", diz o cardiologista Roberto

Canessa, responsável, na época, por convencer os colegas a recorrer à antropofagia.

Em seu depoimento a Vierci, o empresário Carlitos Páez conta que, quando chegou em casa, a mãe

revelou, em tom dramático, que nossa cachorrinha chihuahua tinha morrido. Na hora, estranhou: ora, não

tinha ele perdido 29 amigos? Páez, porém, não estava se desfazendo do sentimento da mãe. Ao contrário:

"O que me levou a compreender que prazer e dor são relativos e subjetivos, que não existe um 'dorímetro'

nem um 'angustiômetro' para medir o sofrimento".

Há 11 anos, minha mãe morreu, três meses depois do falecimento do meu pai. Uma de suas últimas

referências à tragédia dos Andes foi comparar os enjoos do tratamento agressivo com as náuseas dos tempos

do acidente aéreo. Algumas semanas antes de ela ser internada pela última vez, um amigo me contava o

quanto estava triste pelo fim do namoro. No meio da conversa, pediu desculpas e disse que aquilo não tinha

importância. Como se estivéssemos comparando nossos "dorímetros"...

Temos de respeitar a travessia de cada um. Algumas podem parecer mais acidentadas, mas, para

quem as enfrenta, a dificuldade é a mesma. Ao sobreviver a um inverno rigoroso, à fome e ao dilema ético de

comer os corpos dos amigos, 16 jovens uruguaios deixam uma importante lição, além da resiliência: a pior

cordilheira é aquela da qual tentamos sair.

Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/04/6828529-as-cordilheiras-de-cada-um.html [Adaptado]

No texto, o uso de aspas marca

citação direta e ironia.

citação direta e neologismo.

exclusivamente neologismo.

exclusivamente citação indireta.

2.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

30 sec • 1 pt

Temos de respeitar a travessia de cada um. Algumas podem parecer mais acidentadas, mas, para

quem as enfrenta, a dificuldade é a mesma. Ao sobreviver a um inverno rigoroso, à fome e ao dilema ético de

comer os corpos dos amigos, 16 jovens uruguaios deixam uma importante lição, além da resiliência: a pior

cordilheira é aquela da qual tentamos sair.

No último parágrafo, a palavra “resiliência” é utilizada como

adjetivo, cujo antônimo é rigidez.

substantivo, cujo sinônimo é superação.

adjetivo, cujo sinônimo é vulnerabilidade.

substantivo, cujo antônimo é resistência.

3.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

30 sec • 1 pt

As cordilheiras de cada um

Paloma Oliveto

Algumas histórias são contadas várias vezes em família, despertando o mesmo interesse em quem

as escuta. Desde criança, ouvi, sempre com espanto, minha mãe narrar a improvável odisseia de jovens

atletas uruguaios que se acidentaram nos Andes chilenos. Para sobreviver, tiveram de comer os cadáveres

dos que sucumbiram à queda do avião.

Na nossa narrativa doméstica, o roteiro era acrescido dos enjoos que a notícia provocou na minha

mãe, grávida de quatro meses. Um programa de televisão exibiu, com destaque, a foto de uma perna, metade

comida. Para uma gestante com idade próxima à dos garotos, aquela história foi marcante não só pela

compaixão despertada, mas pelas terríveis náuseas que a acompanharam até o nascimento da minha irmã.

Os dois primeiros parágrafos caracterizam-se, dominantemente, pela presença da sequência

narrativa, marcada pela presença de verbos no pretérito perfeito do indicativo.

narrativa, marcada pela presença de verbos no pretérito imperfeito do indicativo.

descritiva, marcada pela presença de verbos no pretérito imperfeito do indicativo

descritiva, marcada pela presença de verbos no pretérito perfeito do indicativo.

4.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

30 sec • 1 pt

As cordilheiras de cada um

Paloma Oliveto

Algumas histórias são contadas várias vezes em família, despertando o mesmo interesse em quem

as escuta. Desde criança, ouvi, sempre com espanto, minha mãe narrar a improvável odisseia de jovens

atletas uruguaios que se acidentaram nos Andes chilenos. Para sobreviver, tiveram de comer os cadáveres

dos que sucumbiram à queda do avião.

Na nossa narrativa doméstica, o roteiro era acrescido dos enjoos que a notícia provocou na minha

mãe, grávida de quatro meses. Um programa de televisão exibiu, com destaque, a foto de uma perna, metade

comida. Para uma gestante com idade próxima à dos garotos, aquela história foi marcante não só pela

compaixão despertada, mas pelas terríveis náuseas que a acompanharam até o nascimento da minha irmã.

Fenômeno de audiência na Netflix e nos cinemas, o filme A Sociedade da Neve reconta o trágico

acidente de avião sofrido pelo time de rúgbi Old Christians, no fim de 1972. Em vez de optar pelo

sensacionalismo, o diretor espanhol Juan Antonio Bayona conquistou o público ao retratar a coragem e a

dignidade daqueles jovens, que fizeram um pacto de solidariedade: "Se eu morrer, pode se alimentar do meu

corpo".

O filme de Bayona segue o roteiro do livro homônimo do jornalista uruguaio Paulo Vierci, que intercala

os detalhes dos 72 dias que se seguiram à queda do avião com o comovente depoimento de cada um dos

que voltaram dos Andes. Tudo, nas 435 páginas, impressiona. Mas, para além da epopeia em si, é impactante

a compreensão, por parte dos sobreviventes, de que nenhuma dor deve ser minimizada, e que a nossa não

é maior do que a de ninguém. "Todos atravessam sua própria cordilheira", diz o cardiologista Roberto

Canessa, responsável, na época, por convencer os colegas a recorrer à antropofagia.

Em seu depoimento a Vierci, o empresário Carlitos Páez conta que, quando chegou em casa, a mãe

revelou, em tom dramático, que nossa cachorrinha chihuahua tinha morrido. Na hora, estranhou: ora, não

tinha ele perdido 29 amigos? Páez, porém, não estava se desfazendo do sentimento da mãe. Ao contrário:

"O que me levou a compreender que prazer e dor são relativos e subjetivos, que não existe um 'dorímetro'

nem um 'angustiômetro' para medir o sofrimento".

Há 11 anos, minha mãe morreu, três meses depois do falecimento do meu pai. Uma de suas últimas

referências à tragédia dos Andes foi comparar os enjoos do tratamento agressivo com as náuseas dos tempos

do acidente aéreo. Algumas semanas antes de ela ser internada pela última vez, um amigo me contava o

quanto estava triste pelo fim do namoro. No meio da conversa, pediu desculpas e disse que aquilo não tinha

importância. Como se estivéssemos comparando nossos "dorímetros"...

Temos de respeitar a travessia de cada um. Algumas podem parecer mais acidentadas, mas, para

quem as enfrenta, a dificuldade é a mesma. Ao sobreviver a um inverno rigoroso, à fome e ao dilema ético de

comer os corpos dos amigos, 16 jovens uruguaios deixam uma importante lição, além da resiliência: a pior

cordilheira é aquela da qual tentamos sair.

Considerando a sua totalidade, o texto objetiva, prioritariamente

divulgar o filme A Sociedade da Neve do diretor espanhol Juan Antonio Bayona.

noticiar o trágico acidente de avião ocorrido na cordilheira dos Andes em 1972.

avaliar a capacidade de sobrevivência dos seres humanos a situações adversas.

defender que não há como quantificar o sofrimento vivido individualmente pelas pessoas.

5.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

30 sec • 1 pt

Para responder às questões 6 e 7, analise o parágrafo a seguir.

O filme de Bayona segue o roteiro do livro homônimo do jornalista uruguaio Paulo Vierci, que intercala

os detalhes dos 72 dias que se seguiram à queda do avião com o comovente depoimento de cada um

dos que voltaram dos Andes. Tudo, nas 435 páginas, impressiona. Mas, para além da epopeia em si, é

impactante a compreensão, por parte dos sobreviventes, de que nenhuma dor deve ser minimizada, e

que a nossa não é maior do que a de ninguém. "Todos atravessam sua própria cordilheira", diz o

cardiologista Roberto Canessa, responsável, na época, por convencer os colegas a recorrer à

antropofagia.

06. Considerando o modo de organização das ideias no parágrafo, a ideia central do parágrafo está

diluída no primeiro e quarto períodos

diluída no primeiro e segundo períodos.

localizada, exclusivamente, no terceiro período.

localizada, exclusivamente, no segundo período.

6.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

30 sec • 1 pt

Para responder às questões 6 e 7, analise o parágrafo a seguir.

O filme de Bayona segue o roteiro do livro homônimo do jornalista uruguaio Paulo Vierci, que intercala

os detalhes dos 72 dias que se seguiram à queda do avião com o comovente depoimento de cada um

dos que voltaram dos Andes. Tudo, nas 435 páginas, impressiona. Mas, para além da epopeia em si, é

impactante a compreensão, por parte dos sobreviventes, de que nenhuma dor deve ser minimizada, e

que a nossa não é maior do que a de ninguém. "Todos atravessam sua própria cordilheira", diz o

cardiologista Roberto Canessa, responsável, na época, por convencer os colegas a recorrer à

antropofagia.

A conjunção “Mas” é utilizada para interligar

orações e introduzir uma adição.

períodos e introduzir uma explicação.

orações e introduzir uma consequência.

períodos e introduzir uma contraposição.

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