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Worksheets3ª Série - Ensino Médio
Total questions: 30
Worksheet time: 30mins
A filosofia surgiu nas colônias gregas da Magna Grécia, entre o final do século VII e o início do século VI a.C. Várias condições históricas propiciaram o surgimento dessa forma de conhecimento que iria influenciar decididamente o Ocidente.
Entre outras causas do surgimento da filosofia, é CORRETO apontar:
a) a invenção da arte náutica, da matemática e da astrologia.
b) a introdução de pesos e medidas nos territórios da Grécia por parte dos orientais.
c) a invenção da lógica por Aristóteles, que definiu as regras do silogismo, tornando possível o tratamento científico da opinião pública e abatendo a pretensão dos sofistas de manipulá-la.
d) a Guerra do Peloponeso que aperfeiçoou as técnicas de combate naval e dos hoplitas, os primeiros infantes, cujo status de corpo armado democrático favoreceu a busca da isonomia e enterrou de vez a pretensão dos partidos aristocráticos.
e) a invenção da política, com o surgimento da lei como "instrumento regulador" das ações humanas em conjunto, e a descoberta do espaço público onde o discurso mítico e enigmático é substituído por aquele persuasivo, acessível a todo cidadão, que pôde, então, argumentar racionalmente, sustentando sua tese contra os demais.
Uma conversação de tal natureza transforma o ouvinte; o contato de Sócrates paralisa e embaraça; leva a refletir sobre si mesmo, a imprimir à atenção uma direção incomum: os temperamentais, como Alcibíades, sabem que encontrarão junto dele todo o bem de que são capazes, mas fogem porque receiam essa influência poderosa, que os leva a se censurarem. É sobretudo a esses jovens, muitos quase crianças, que ele tenta imprimir sua orientação.
BRÉHIER,E. História da filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1977.
O texto evidencia características do modo de vida socrático, que se baseava na:
a) Contemplação da tradição mítica.
b) Sustentação do método dialético.
c) Relativização do saber verdadeiro.
d) Valorização da argumentação retórica.
e) Investigação dos fundamentos da natureza.
Na Grécia Antiga, o filósofo Sócrates ficou famoso por interpelar os transeuntes e fazer perguntas aos que se achavam conhecedores de determinado assunto. Mas durante o diálogo, Sócrates colocava o interlocutor em situação delicada, levando-o a reconhecer sua própria ignorância. Em virtude de sua atuação, Sócrates acabou sendo condenado à morte sob a acusação de corromper a juventude, desobedecer às leis da cidade e desrespeitar certos valores religiosos. Considerando essas informações sobre a vida de Sócrates, assim como a forma pela qual seu pensamento foi transmitido, pode-se afirmar que sua filosofia:
a) Transmitia conhecimentos de natureza científica.
b) Baseava-se em uma contemplação passiva da realidade.
c) Transmitia conhecimentos exclusivamente sob a forma escrita entre a população ateniense.
d) Ficou consagrada sob a forma de diálogos, posteriormente redigidos pelo filósofo Platão.
e) Procurava transmitir às pessoas conhecimentos de natureza mitológica.
Platão foi um dos filósofos que mais influenciaram a cultura ocidental. Para ele, a filosofia tem um fim prático e é capaz de resolver os grandes problemas da vida. Considera a alma humana prisioneira do corpo, vivendo como se fosse um peregrino em busca do caminho de casa. Para tanto, deveria transpor os limites do corpo e contemplar o inteligível. Assinale a alternativa correta:
a) A teoria das ideias não pode ser considerada uma chave de leitura aplicável a todo pensamento platônico.
b) Como Sócrates, Platão desenvolveu uma ética racionalista que desconsiderava a vontade como elemento fundamental entre os motivadores da ação. Ele acreditava que o conhecimento do bem era suficiente para motivar a conduta de acordo com essa ideia (agir bem).
c) Platão propõe um modelo de organização política da sociedade que pode ser considerado estamental e antidemocrático. Para ele, o governo não deveria se pautar pelo princípio da maioria. As almas têm natureza diversa, de acordo com sua composição, isso faz com que os homens devam ser distribuídos de acordo com essa natureza, divididos em grupos encarregados do governo, do controle e do abastecimento da polis.
d) Platão chamava o conhecimento da verdade de doxa e o contrapõe a uma outra forma de conhecimento (inferior) denominada episteme.
e) Para Platão, a essência das coisas é dada a partir da análise de suas causas material e final.
O Mito ou Alegoria da Caverna é uma das passagens mais clássicas da história da Filosofia, sendo parte constituinte do livro VII de A República, no qual Platão discute sobre teoria do conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal.
O contexto narrado no Mito da Caverna apresenta:
a) A consideração de Platão das opiniões e percepções sensoriais, ou conhecimento das imagens das coisas, como fonte de erro, e que o ser humano nunca se libertará das “prisões” a que está submetido, por mais que lute e se esforce.
b) A descrição de Platão somente dos primórdios da existência humana, relatando como eram a vida e a organização social dos homens no princípio de seu processo evolutivo, quando habitavam em cavernas.
c) Uma caverna iluminada pelo Sol, cuja luz se projeta dentro dela, e que corresponde ao mundo inteligível, o do conhecimento do verdadeiro ser.
d) A vida de Sócrates, à medida que relata a opção do filósofo de permanecer preso às sombras no interior da caverna.
e) O prisioneiro que se liberta e contempla a realidade fora da caverna, devendo voltar à mesma para libertar seus companheiros, representa o filósofo que, na concepção platônica, é conhecedor do Bem e da Verdade, e, por isso, o mais apto a governar a cidade.
O conhecimento dos assuntos públicos garantia aos dotados de talento oratório maior grau de influência nos
assuntos do Estado. Neste contexto, surgiram os sofistas, filósofos da Grécia antiga que:
a) Criticavam a experiência empírica na obtenção do conhecimento.
b) Valorizavam a eloquência e a retórica.
c) Defendiam a possibilidade de encontrar a verdade essencial.
d) Questionavam o conhecimento sobre as coisas.
O que o pensamento de Platão tem em comum com o de Parmênides é sobre o uso dos sentidos. Para ambos,
os sentidos não são instrumentos confiáveis para a obtenção do conhecimento. Dessa forma, o pensamento
platônico defende que o(a):
a) Controle das emoções é uma ação cognitiva.
b) Experiência é a única forma de obter conhecimento.
c) Conhecimento é uma ilusão criada pelos sentidos.
d) Razão é o caminho que conduz o homem ao conhecimento.
"Há, porém, algo de fundamentalmente novo na maneira como os Gregos puseram a serviço do seu problema último - da origem e essência das coisas - as observações empíricas que receberam do Oriente e enriqueceram com as suas próprias, bem como no modo de submeter ao pensamento teórico e casual o reino dos mitos, fundado na observação das realidades aparentes do mundo sensível: os mitos sobre o nascimento do mundo."
Fonte: JAEGER, W. Paidéia. Tradução de Artur M. Parreira. 3.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1995, p. 197.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a relação entre mito e filosofia na Grécia, é correto afirmar:
a) Apesar de ser pensamento racional, a filosofia se desvincula dos mitos de forma gradual
b) Em que pese ser considerada como criação dos gregos, a filosofia se origina no Oriente sob o influxo da religião e apenas posteriormente chega à Grécia.
.c) A filosofia representa uma ruptura radical em relação aos mitos, representando uma nova forma de pensamento plenamente racional desde as suas origens.
d) Filosofia e mito sempre mantiveram uma relação de interdependência, uma vez que o pensamento filosófico necessita do mito para se expressar.
e) O mito já era filosofia, uma vez que buscava respostas para problemas que até hoje são objeto da pesquisa filosófica.
“Tales foi o iniciador da filosofia da physis, pois foi o primeiro a afirmar a existência de um princípio originário único, causa de todas as coisas que existem, sustentando que esse princípio é a água. Essa proposta é importantíssima... podendo com boa dose de razão ser qualificada como a primeira proposta filosófica daquilo que se costuma chamar civilização ocidental.” (REALE, Giovanni. História da filosofia: Antigüidade e Idade Média. São Paulo: Paulus, 1990. p. 29.) A filosofia surgiu na Grécia, no século VI a.C. Seus primeiros filósofos foram os chamados pré-socráticos. De acordo com o texto, assinale a alternativa que expressa o principal problema por eles investigado.
a) A cosmologia, como investigação acerca da origem e da ordem do mundo.
b) A estética, enquanto estudo sobre o belo na arte.
c) A epistemologia, como avaliação dos procedimentos científicos.
d) A filosofia política, enquanto análise do Estado e sua legislação.
e) A ética, enquanto investigação racional do agir humano.
Segundo Marilena Chauí, “a filosofia surge quando alguns gregos, admirados e espantados com a realidade, insatisfeitos com as explicações que a tradição lhes dera, começaram a fazer perguntas e buscar respostas para elas”. (Convite a Filosofia. 4. ed., Atica, 1995, p. 23). É legado da Filosofia grega para o Ocidente europeu:
a) A preocupação com a continuidade entre a vida e a morte, através da pratica de embalsamamento e outros cuidados funerários.
b) A criação da dialética, fundamentada na luta de classes, como forma de explicação sociológica da realidade humana.
c) O nascimento das ciências humanas, implicando em conhecimentos autônomos e compartimentados.
d) A aspiração ao conhecimento verdadeiro, a felicidade e a justiça, indicando que a humanidade não age caoticamente.
e) A produção de uma concepção de historia linear, que tratava dos fins últimos do homem e da realização de um projeto divino.
Após as primeiras discussões dos filósofos “pré-socráticos” no século VI a.C. (período cosmológico), surge outro movimento muito importante na história da filosofia. Passa a ser abordado uma nova modalidade de problemas e discussões (período antropológico), e assim teremos não só as figuras principais do novo cenário da filosofia grega, mas de toda a história da razão ocidental: Sócrates, Platão e Aristóteles. Com Sócrates, a filosofia ganha uma nova “roupagem”. Sócrates viveu em Atenas no momento de apogeu da cultura grega, o chamado período clássico (séculos V e IV a.C.), fase de grande expressão na política, nas artes, na literatura e na filosofia. O que há de mais forte na filosofia de Sócrates é o seu método e a maneira pela qual ele buscava discutir os problemas relacionados à filosofia.
A partir desta informação, e de seus conhecimentos sobre a filosofia socrática, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
I. Sócrates sempre buscava pessoas em praça pública para dialogar e questionar sobre a realidade de seu tempo.
II. A célebre frase de Sócrates, que caracterizava parte de seu método é: “só sei que nada sei”, por isso questionava as ideias de seus interlocutores.
III.Sócrates oferecia grande importância às experiências sensíveis, o que caracterizou fortemente o seu método filosófico.
IV. Para fazer com que os seus interlocutores enxergassem a verdade por si próprios, Sócrates elaborou um método composto de duas partes centrais: a ironia e a maiêutica.
Estão corretas apenas as alternativas:
a) I e II
b) II e IV
c) II e III
d) I, II e IV
e) I, II, III e IV
No século V a.C., Atenas vivia o auge de sua democracia. Nesse mesmo período, os teatros estavam lotados, afinal, as tragédias chamavam cada vez mais a atenção. Outro aspecto importante da civilização grega da época eram os discursos proferidos na ágora. Para obter a aprovação da maioria, esses pronunciamentos deveriam conter argumentos sólidos e persuasivos. Nesse caso, alguns cidadãos procuravam aperfeiçoar sua habilidade de discursar. Isso favoreceu o surgimento de um grupo de filósofos que dominavam a arte da oratória. Esses filósofos vinham de diferentes cidades e ensinavam sua arte em troca de pagamento. Eles foram duramente criticados por Sócrates e são conhecidos como:
a) Platônicos
b) Epicuristas
c) Sofistas
d) Maniqueístas (bem ou mal)
e) Hedonistas (busca pelo prazer)
A filosofia grega parece começar com uma ideia absurda, com a proposição: a água é a origem e a matriz de todas as coisas. Será mesmo necessário deter-nos nela e levá-la a sério? Sim, e por três razões: em primeiro lugar, porque essa proposição enuncia algo sobre a origem das coisas; em segundo lugar, porque o faz sem imagem e fabulação; e enfim, em terceiro lugar, porque nela embora apenas em estado de crisálida, está contido o pensamento: Tudo é um. NIETZSCHE. F. Crítica moderna. In: Os pré-socráticos. São Paulo: Nova Cultural. 1999.
O que, de acordo com Nietzsche, caracteriza o surgimento da filosofia entre os gregos?
a) A tentativa de justificar, a partir de elementos empíricos, o que existe no real.
b) O desejo de explicar, usando metáforas, a origem dos seres e das coisas.
c) O impulso para transformar, mediante justificativas, os elementos sensíveis em verdades racionais.
d) A ambição de expor, de maneira metódica, as diferenças entre as coisas.
e) A necessidade de buscar, de forma racional, a causa primeira das coisas existentes.
Pode-se viver sem ciência, pode-se adotar crenças sem querer justificá-las racionalmente, pode-se desprezar as evidências empíricas. No entanto, depois de Platão e Aristóteles, nenhum homem honesto pode ignorar que uma outra atitude intelectual foi experimentada, a de adotar crenças com base em razões e evidências e questionar tudo o mais a fim de descobrir seu sentido último. ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2002.
Platão e Aristóteles marcaram profundamente a formação do pensamento Ocidental. No texto, é ressaltado importante aspecto filosófico de ambos os autores que, em linhas gerais, refere-se à:
a) Defesa de que a honestidade condiciona a possibilidade de se pensar a verdade.
b) Compreensão de que a verdade deve ser justificada racionalmente.
c) Pretensão de a experiência legitimar por si mesma a verdade.
d) Incapacidade de a razão confirmar o conhecimento resultante de evidências empíricas.
e) Adoção da experiência do senso comum como critério de verdade.
O que há em comum entre Tales, Anaximandro e Anaxímenes de Mileto, entre Xenófanes de Colofão e Pitágoras de Samos? “Todos esses pensadores propõem uma explicação racional do mundo, e isso é uma reviravolta decisiva na história do pensamento” (Pierre Hadot).
Com base no texto e nos conhecimentos sobre as relações entre mito e filosofia, seguem as seguintes proposições:
I. Os filósofos pré-socráticos são conhecidos como filósofos da physis porque as explicações racionais do mundo por eles produzidas apresentam não apenas o início, o princípio, mas também o desenvolvimento e o resultado do processo pelo qual uma coisa se constitui.
II. Os filósofos pré-socráticos não foram os primeiros a tratarem da origem e do desenvolvimento do universo, antes deles já existiam cosmogonias, mas estas eram de tipo mítico, descreviam a história do mundo como uma luta entre entidades personificadas.
III. As explicações racionais do mundo elaboradas pelos pré-socráticos seguem o mesmo esquema ternário que estruturava as cosmogonias míticas na medida em que também propõem uma teoria da origem do mundo, do homem e da cidade.
IV. O nascimento das explicações racionais do mundo são também o surgimento de uma nova ordem do pensamento, complementar ao mito; em certos momentos decisivos da história da filosofia as duas ordens de pensamento chegam a coexistir, exemplo disso pode ser encontrado no diálogo platônico Timeu quando, na apresentação do “mito mais verossímil”, a figura mítica do Demiurgo é introduzida para explicar a produção do mundo.
V. Tales de Mileto, um dos Sete Sábios, além de matemático e físico é considerado filósofo – o fundador da filosofia, segundo Aristóteles – porque em sua proposição “A água é a origem e a matriz de todas as coisas” está contida a proposição “Tudo é um”, ou seja, a representação de unidade.
Está correta a alternativa:
a) I, II e III
b) II, IV e V
c) II, III e IV
d) I, II, IV e V
e) I, II, III, IV e V
Para Platão, o que havia de verdadeiro em Parmênides era que o objeto de conhecimento é um objeto de razão e não de sensação, e era preciso estabelecer uma relação entre objeto racional e objeto sensível ou material que privilegiasse o primeiro em detrimento do segundo. Lenta, mas irresistivelmente, a Doutrina das Ideias formava-se em sua mente. ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2012 (adaptado).
O texto faz referência à relação entre razão e sensação, um aspecto essencial da Doutrina das Ideias de Platão (427–346 a.C.). De acordo com o texto, como Platão se situa diante dessa relação?
a) Afirmando que a razão é capaz de gerar conhecimento, mas a sensação não.
b) Rejeitando a posição de Parmênides de que a sensação é superior à razão.
c) Atendo-se à posição de Parmênides de que razão e sensação são inseparáveis.
d) Privilegiando os sentidos e subordinando o conhecimento a eles.
e) Estabelecendo um abismo intransponível entre as duas.
“Eu não sou literato, detesto com toda a paixão essa espécie de animal. O que observei neles, no tempo em que estive na redação do O Globo, foi o bastante para não os amar, nem os imitar. São em geral de uma lastimável limitação de ideias, cheios de fórmulas, de receitas, só capazes de colher fatos detalhados e impotentes para generalizar, curvados aos fortes e às ideias vencedoras, e antigas, adstritos a um infantil fetichismo do estilo e guiados por conceitos obsoletos e um pueril e errôneo critério de beleza”. (LIMA BARRETO Recordações do escrivão Isaías Caminha. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2010).
“Só capazes de colher fatos detalhados e impotentes para generalizar”. Esse trecho se refere à utilização do seguinte método de argumentação:
a) Dialético
b) Indutivo
c) Argumentativo
d) Dedutivo
e) Inconsistente
Advento da Polis, nascimento da filosofia: entre as duas ordens de fenômenos os vínculos são demasiado estreitos para que o pensamento racional não apareça, em suas origens, solidário das estruturas sociais e mentais próprias da cidade grega. […] A escola de Mileto não viu nascer a Razão; ela construiu uma razão, uma primeira forma de racionalidade. Essa razão grega não é a razão experimental da ciência contemporânea, orientada para a exploração do meio físico e cujos métodos, instrumentos intelectuais e quadros mentais foram elaborados no curso dos últimos séculos, no esforço laboriosamente continuado para conhecer e dominar a natureza. Quando Aristóteles define o homem como “animal político”, sublinha o que separa a Razão grega da de hoje. Se o homo sapiens é a seus olhos um homo políticus, é que a própria Razão, em sua essência é política. VERNANT, Jean-Pierre. As origens do pensamento grego. Tradução de Ísis Borges B. da Fonseca. 2. Ed. Rio de Janeiro, Difel, 1977, p. 94.
Sobre o surgimento da filosofia, avaliada como um fenômeno histórico singular da cultura grega clássica, é correto afirmar que:
a) A razão grega desencadeou um relativo enriquecimento das Cidades-Estados, na medida em que estimulou o interesse pelo intercâmbio comercial com seus vizinhos.
b) A Filosofia reafirmou a comum afirmação ateísta dos gregos, vetando a força das superstições e a crença no divino.
c) A razão grega é distinta da razão científica moderna devido ao seu caráter prático, pois foi fundada na experimentação científica.
d) Condicionada pelo próprio contexto cultural da cidade grega, a invenção da razão atrela-se à invenção da democracia como forma política que propícia a livre discussão.
e) A Filosofia Grega é essencialmente política e se aproxima da razão experimental da ciência contemporânea.
A representação de Demócrito é semelhante à de Anaxágoras, na medida em que um infinitamente múltiplo é a origem; mas nele a determinação dos princípios fundamentais aparece de maneira tal que contém aquilo que para o que foi formado não é, absolutamente, o aspecto simples para si. Por exemplo, partículas de carne e de ouro seriam princípios que, através de sua concentração, formam aquilo que aparece como figura. HEGEL. G. W. F. Critica moderna. In: SOUZA. J. C. (Org.). Os pró-socráticos: vida e obra. São Paulo: Nova Cultural, 2000 (adaptado).
O texto faz uma apresentação crítica acerca do pensamento de Demócrito, segundo o qual o "princípio constitutivo das coisas" estava representado pelo(a):
a) Número, que fundamenta a criação dos deuses.
b) Devir, que simboliza o constante movimento dos objetos.
c) Água, que expressa a causa material da origem do universo.
d) Imobilidade, que sustenta a existência do ser atemporal.
e) Átomo, que explica o surgimento dos entes.
TEXTO I
Anaxímenes de Mileto disse que o ar é o elemento originário de tudo o que existe, existiu e existirá, e que outras coisas provêm de sua descendência. Quando o ar se dilata, transforma-se em fogo, ao passo que os ventos são ar condensado. As nuvens formam-se a partir do ar por filtragem e, ainda mais condensadas, transformam-se em água. A água, quando mais condensada, transforma-se em terra, e quando condensada ao máximo possível, transforma- se em pedras. BURNET, J. A aurora da filosofia grega. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2006 (adaptado).
TEXTO II
Basílio Magno, filósofo medieval, escreveu: “Deus, como criador de todas as coisas, está no princípio do mundo e dos tempos. Quão parcas de conteúdo se nos apresentam, em face desta concepção, as especulações contraditórias dos filósofos, para os quais o mundo se origina, ou de algum dos quatro elementos, como ensinam os Jônios, ou dos átomos, como julga Demócrito. Na verdade, dão a impressão de quererem ancorar o mundo numa teia de aranha”. GILSON, E.; BOEHNER, P. História da Filosofia Cristã. São Paulo: Vozes, 1991 (adaptado).
Filósofos dos diversos tempos históricos desenvolveram teses para explicar a origem do universo, a partir de uma explicação racional. As teses de Anaxímenes, filósofo grego antigo, e de Basílio, filósofo medieval, têm em comum na sua fundamentação teorias que:
a) Postulavam um princípio originário para o mundo.
b) Defendiam que Deus é o princípio de todas as coisas.
c) Tinham origem nos mitos das civilizações antigas.
d) Refutavam as teorias de filósofos da religião.
a) Eram baseadas nas ciências da natureza.
O nascimento da reflexão filosófica na Grécia antiga está associado aos pensadores que antecederam a Sócrates, os chamados pré-socráticos. As questões fundamentais propostas por esses filósofos são de âmbito eminentemente:
a) Cosmológico
b) Político
c) Moral
d) Educacional
e) Religioso
Através da filosofia, os gregos instituíram para o Ocidente europeu as bases e os princípios fundamentais do que chamamos razão, racionalidade, ciência, ética, política, técnica, arte. (Marilena Chauí . Convite à Filosofia).
Com base nessa afirmação, assinale a alternativa que indica as afirmativas corretas:
I. A filosofia na Grécia teve ainda no século IV a.C. a sua terceira fase: a sistemática. Aristóteles, discípulo de Platão, é o principal representante desse período.
II. No final do século V a.C., teve início a segunda fase da filosofia grega, conhecida como socrática ou antropológica. Neste período, os filósofos passaram a se preocupar também com os problemas relacionados ao indivíduo e à organização da humanidade.
III. Com base nos dos mitos, os gregos antigos procuravam explicar a origem do mundo e dos fenômenos naturais. Aos poucos, estas explicações foram sendo substituídas por categorias lógicas e racionais.
IV. Filósofos gregos procuravam respostas para as questões sobre a origem do mundo. Estes fazem parte da primeira fase da filosofia grega, conhecida como pré-socrática ou cosmológica.
V. Sócrates foi um dos filósofos mais procurados na Grécia Antiga, por ajudar as pessoas a resolverem seus problemas, levando-as a encontrarem suas próprias respostas. Por incentivar o raciocínio, foi perseguido pelas autoridades atenienses, julgado e condenado à morte.
a) I, II, IV e V
b) II, III e V
c) I, II, III, IV e V
d) I e II
e) I, II e III
“Ler nos faz mais felizes. É um caminho para o autoconhecimento, e o exercício constante de autoconhecimento é um caminho para a felicidade”.
Neste argumento, foram formuladas uma premissa geral e uma premissa particular, para relacioná-las na conclusão. Essa estrutura caracteriza o argumento como:
a) Dedutivo
b) Indutivo
c) Dialético
d) Comparativo
A primeira característica da atitude filosófica é negativa, isto é, dizer não ao senso comum, aos pré-conceitos, aos pré-juízos, aos fatos e às ideias da experiência cotidiana, ao que “todo mundo diz e pensa”, ao estabelecido. Partindo desse pressuposto, é correto afirmar que:
a) Ter uma atitude filosófica significa sentir uma realidade menos detalhada, menos profunda e imediata, e vai do hábito de realizar um comportamento até a tradição que, quando instalada, passa de geração para geração.
b) A atitude filosófica se caracteriza por conhecimentos empíricos acumulados ao longo da vida e passados de geração em geração.
c) A atitude filosófica inicia-se indagando “O que é?”, “Como é?”, “Por que é?”, “Para que é?”, dirigindo-se ao mundo circundante e aos seres humanos que nele vivem e com ele se relacionam.
d) A atitude filosófica não se baseia em métodos ou conclusões científicas, e sim no modo comum e espontâneo de assimilar informações e conhecimentos úteis no cotidiano.
e) Ao assumir uma atitude filosófica, não é necessário que haja um parecer científico para que se comprove o que é dito; é um saber informal que se origina de opiniões de um determinado indivíduo ou grupo.
Leia o texto a seguir. [...] Colocamos água no fogo e observamos que ela ferve e se transforma em vapor; colocamos leite no fogo e vemos também que ele se transforma em vapor; colocamos vários tipos de líquidos no fogo e vemos sempre sua transformação em vapor. Concluímos, desses casos particulares, que o fogo possui uma propriedade que produz a evaporação dos líquidos. CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. 12. ed. São Paulo: Ática, 2001. p. 67, (adaptado). O método de argumentação ao qual o texto exemplifica é o:
a) Dedutivo
b) Dialético
c) Indutivo
d) Comparativo
“O pardal é uma ave e voa; a gaivota é uma ave e voa; o urubu é uma ave e voa; a águia é uma ave e voa, assim como o pombo, o pelicano e a arara, que também são aves e voam. Todas as muitas espécies de aves que conheço, voam. Logo, posso induzir que todas as aves voam”.
O raciocínio anterior é um exemplo do método indutivo, pois:
a) Afirma que as únicas aves existentes são aquelas conhecidas pelo locutor, daí sua conclusão ser a única possível.
b) Apresenta uma conclusão mental que foi resultado das verdades incontestáveis sustentadas nos exemplos.
c) Parte da experiência concreta de observação de fatos singulares para se chegar à regra universal.
d) Desconsidera verdades concretas, conhecidas e aceitas por todos para formular uma explicação geral e absoluta.
“Tales foi o iniciador da filosofia da physis, pois foi o primeiro a afirmar a existência de um princípio originário único, causa de todas as coisas que existem, sustentando que esse princípio é a água. Essa proposta é importantíssima (…) podendo com boa dose de razão ser qualificada como a primeira proposta filosófica daquilo que se costuma chamar civilização ocidental”. (REALE, G. História da Filosofia: antiguidade e idade média. São Paulo: Paulus, 1990. p. 29). A filosofia surgiu na Grécia, no século VI a.C.. Seus primeiros filósofos foram os chamados “pré-socráticos” (ou “físicos”).
De acordo com o texto, ASSINALE a alternativa que expressa o principal problema por eles investigados.
a) A cosmologia, como investigação acerca da origem e da ordem do mundo.
b) A epistemologia, como avaliação dos procedimentos científicos.
c) A filosofia política, enquanto análise do Estado e sua legislação.
d) A ética, enquanto investigação racional do agir humano.
e) A estética, enquanto estudo sobre o belo na arte.
“Reflexão significa movimento de volta sobre si mesmo ou movimento de retorno a si mesmo. A reflexão é o movimento pelo qual o pensamento volta-se para si mesmo, interrogando a si mesmo. A reflexão filosófica é radical porque é um movimento de volta do pensamento sobre si mesmo para conhecer-se a si mesmo, para indagar como é possível o próprio pensamento. Não somos, porém, somente seres pensantes.Somos também seres que agem no mundo. [...] A reflexão filosófica também se volta para essas relações que mantemos com a realidade circundante, para o que dizemos e para as ações que realizamos nessas relações.” (M. Chauí).
Sobre a Filosofia, conforme o texto acima, seguem as seguintes afirmações:
I – Independentemente de seu conteúdo ou objeto, uma característica fundamental da Filosofia é a indagação, a interrogação.
II – A Filosofia direciona perguntas como “o que é?”, “por que é?” e “como é?” ao mundo que nos cerca, ao próprio homem e às relações que o homem estabelece.
III – A Filosofia não é algo importante porque não somos apenas seres pensantes.
IV – A reflexão sobre o conhecer e o agir humanos fazem parte da reflexão filosófica.
V – A reflexão filosófica é radical porque é feita sem nenhum tipo de objetivo.
Das afirmações feitas acima:
a) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas.
b) Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas.
c) Apenas as afirmativas I, II, III e V estão corretas.
d) Todas as afirmativas estão corretas.
e) Todas as afirmativas estão incorretas.
No pórtico da Academia de Platão, havia a seguinte frase: “não entre quem não souber geometria”. Essa frase reflete sua concepção de conhecimento: quanto menos dependemos da realidade empírica, mais puro e verdadeiro é o conhecimento tal como vemos descrito em sua Alegoria da Caverna.
“A ideia de círculo, por exemplo, preexiste a toda a realização imperfeita do círculo na areia ou na tábula recoberta de cera. Se traço um círculo na areia, a ideia que guia a minha mão é a do círculo perfeito. Isso não impede que essa ideia também esteja presente no círculo imperfeito que eu tracei. É assim que aparece a ideia ou a forma.”JEANNIÈRE, Abel. Platão. Tradução de Lucy Magalhães. Rio de Janeiro: Zahar, 1995. 170 p.
Com base nas informações acima, assinale a alternativa que interpreta corretamente o pensamento de Platão:
a) A Alegoria da Caverna demonstra, claramente, que o verdadeiro conhecimento não deriva do “mundo inteligível”, mas do “mundo sensível”.
b) Todo conhecimento verdadeiro começa pela percepção, pois somente pelos sentidos podemos conhecer as coisas tais quais são,
c) Quando traçamos um círculo imperfeito, isto demonstra que as ideias do “mundo inteligível” não são perfeitas, tal qual o “mundo sensível”.
d) As ideias são as verdadeiras causas e princípio de identificação dos seres; o “mundo inteligível” é onde se obtêm os conhecimentos verdadeiros.
Os filósofos pré-socráticos fazem parte do primeiro período da filosofia grega. Eles desenvolveram suas teorias no século VII ao V a.C.
Os pré-socráticos buscavam nos elementos natureza as respostas sobre a origem do ser e do mundo. Focando principalmente nos aspectos da natureza, eram chamados de “filósofos da physis”. Entre os principais pré-socráticos estão:
a) Tales, Anaximandro, Demócrito, Parmênides
b) Tales, Anaximandro, Demócrito, Aristóteles
c) Tales, Epicuro, Demócrito, Parmênides
d) Tales, Anaximandro, Agostinho, Parmênides
