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Worksheets2ª Série - Ensino Médio
Total questions: 26
Worksheet time: 26mins
Alguns dos desejos são naturais e necessários; outros, naturais e não necessários; outros, nem naturais nem necessários, mas nascidos de vã opinião. Os desejos que não nos trazem dor se não satisfeitos não são necessários, mas o seu impulso pode ser facilmente desfeito, quando é difícil obter sua satisfação ou parecem geradores de dano.
EPICURO DE SAMOS. “Doutrinas principais”. In: SANSON, V. F. Textos de filosofia. Rio de Janeiro: Eduff, 1974.
No fragmento da obra filosófica de Epicuro, o homem tem como fim:
a) Refletir sobre os valores e as normas dadas pela divindade.
b) Alcançar o prazer moderado e a felicidade.
c) Valorizar os deveres e as obrigações sociais.
d) Defender a indiferença e a impossibilidade de se atingir o saber.
e) Aceitar o sofrimento e o rigorismo da vida com resignação.
A economia verde contém os seguintes princípios para o consumo ético de produtos: a matéria-prima dos produtos deve ser proveniente de fontes limpas e não deve haver desperdício dos produtos. O Estado, entretanto, não impõe, até o presente momento, sanções àqueles cidadãos que não seguem esses princípios.
Considere as seguintes afirmações:
I. Esses princípios são juízos de fato.
II. Esses princípios são, atualmente, uma questão de moralidade, mas não de legalidade.
III. A ética epicurista, a exemplo da economia verde, propõe uma vida mais moderada.
Está(ão) correta(s):
a) Apenas I
b) Apenas I e I
c) Apenas III
d) Apenas II e III
e) I, II e III
Pirro afirmava que nada é nobre nem vergonhoso, justo ou injusto; e que, da mesma maneira, nada existe do ponto de vista da verdade; que os homens agem apenas segundo a lei e o costume, nada sendo mais isto do que aquilo. Ele levou uma vida de acordo com esta doutrina, nada procurando evitar e não se desviando do que quer que fosse, suportando tudo, carroças, por exemplo, precipícios, cães, nada deixando ao arbítrio dos sentidos.LAÉRCIO, D. Vidas e sentenças dos filósofos ilustres. Brasília: Editora UnB, 1988.O ceticismo, conforme sugerido no texto, caracteriza-se por:
a) Desprezar quaisquer convenções e obrigações da sociedade.
b) Atingir o verdadeiro prazer como o princípio e o fim da vida feliz.
c) Defender a indiferença e a impossibilidade de obter alguma certeza.
d) Aceitar o determinismo e ocupar-se com a esperança transcendente.
e) Agir de forma virtuosa e sábia a fim de enaltecer o homem bom e belo.
“Acostuma-te à ideia de que a morte para nós não é nada, visto que todo bem e todo mal residem nas sensações, e a morte é justamente a privação das sensações. A consciência clara de que a morte não significa nada para nós proporciona a fruição da vida efêmera, sem querer acrescentar-lhe tempo infinito e eliminando o desejo de imortalidade. Não existe nada de terrível na vida para quem está perfeitamente convencido de que não há nada de terrível em deixar de viver. É tolo, portanto, quem diz ter medo da morte, não porque a chegada desta lhe trará sofrimento, mas porque o aflige a própria espera.”(Epicuro, Carta sobre a felicidade [a Meneceu]. São Paulo: ed. Unesp, 2002, p. 27. In: COTRIM, G. Fundamentos da Filosofia. SP: Saraiva, 2006, p. 97).
A partir do trecho citado, é correto afirmar que:
01) a morte, por ser um estado de ausência de sensação, não é nem boa, nem má.
02) a vida deve ser considerada em função da morte certa.
04) o tolo não espera a morte, mas vive apoiado nas suas sensações e nos seus prazeres.
08) a certeza da morte torna a vida terrível.
16) a espera da morte é um sofrimento tolo para aquele que a espera.
A soma das questões corretas equivale a:
a) 06
b) 17
c) 12
d) 10
e) 20
Em meados do século IV a.C., Alexandre Magno assumiu o trono da Macedônia e iniciou uma série de conquistas e, a partir daí, construiu um vasto império que incluía, entre outros territórios, a Grécia. Essa dominação só teve fim com o desenvolvimento de outro império, o romano. Esse período ficou conhecido como helenístico e representou uma transformação radical na cultura grega. Nessa época, um pensador nascido em Élis, chamado Pirro, defendia os fundamentos do ceticismo. Ele fundou uma escola filosófica que pregava a ideia de que:
a) Seria impossível conhecer a verdade.
b) Seria inadmissível permanecer na mera opinião.
c) Os princípios morais devem ser inferidos da natureza.
d) Os princípios morais devem basear-se na busca pelo prazer.
Quais das correntes filosóficas abaixo podem ser consideradas do período helenístico:
a) Modismo, marxismo e capitalismo.
b) Platonismo e neoplatonismo.
c) Estoicismo, epicurismo e modismo.
d) Epicurismo, cinismo, estoicismo e pirronismo (ceticismo).
e) Epicurismo, platonismo, estoicismo e pirronismo (ceticismo).
O Período Helenístico inicia-se com a conquista macedônica das cidades-Estado gregas. As correntes filosóficas desse período surgem como tentativas de remediar os sofrimentos da condição humana individual: o epicurismo ensinando que o prazer é o sentido da vida; o estoicismo instruindo a suportar com a mesma firmeza de caráter os acontecimentos bons ou maus; o ceticismo de Pirro orientando a suspender os julgamentos sobre os fenômenos. Sobre essas correntes filosóficas, assinale o que for correto:
01) Os estoicos, acreditando na ideia de um cosmo harmonioso governado por uma razão universal, afirmaram que virtuoso e feliz é o homem que vive de acordo com a natureza e a razão.
02) Conforme a moral estoica, nossos juízos e paixões dependem de nós, e a importância das coisas provém da opinião que delas temos.
04) Para o epicurismo, a felicidade é o prazer, mas o verdadeiro prazer é aquele proporcionado pela ausência de sofrimentos do corpo e de perturbações da alma.
08) Para Epicuro, não se deve temer a morte, porque nada é para nós enquanto vivemos e, quando ela nos sobrevém, somos nós que deixamos de ser.
16) O ceticismo de Pirro sustentou que, porque todas as opiniões são igualmente válidas e nossas sensações não são verdadeiras nem falsas, nada se deve afirmar com certeza absoluta, e da suspensão do juízo advém a paz e a tranquilidade da alma.
A soma das alternativas corretas é igual a:
a) 12
b) 31
c) 10
d) 24
e) 07
A felicidade é, portanto, a melhor, a mais nobre e a mais aprazível coisa do mundo, e esses atributos não devem estar separados como na inscrição existente em Delfos “das coisas, a mais nobre é a mais justa, e a melhor é a saúde; porém a mais doce é ter o que amamos”. Todos estes atributos estão presentes nas mais excelentes atividades, e entre essas a melhor, nós a identificamos como felicidade. ARISTOTELES. A Política. São Paulo: Cia das Letras, 2010.
Ao reconhecer na felicidade a reunião dos mais excelentes atributos, Aristóteles a identifica como:
a) Plenitude espiritual e ascese pessoal.
b) Finalidade das ações e condutas humanas.
c) Busca por bens materiais e títulos de nobreza.
d) Conhecimento de verdades imutáveis e perfeitas.
e) Expressão do sucesso individual e reconhecimento público.
Os cínicos podem ser chamados de cães. Qual alternativa abaixo não justifica tal designação?
a) Porque o cão é um animal sem pudor, e os cínicos fazem um culto a falta de pudor, não como sendo falta de modéstia, mas como sendo superior a ela.
b) Por causa da indiferença de seu modo de vida, pois fazem um culto à indiferença e, assim como os cães, comem e fazem amor em público, andam descalços e dormem em banheiras nas encruzilhadas.
c) Porque o cão é um animal domesticado e que pode viver entre os homens, aceitando assim, a sua cultura.
d) Porque o cão é um bom guarda e eles guardam os princípios de sua filosofia, os valores naturais e necessários para a vida.
e) Porque o cão é um animal exigente que pode distinguir entre os seus amigos e inimigos. Portanto, eles reconhecem como amigos aqueles que são adequados à filosofia, e os recebem gentilmente, enquanto os inaptos são afugentados por ele, como os cães fazem, ladrando contra eles.
Quando ninguém duvida da existência de um outro mundo, a morte é uma passagem que deve ser celebrada entre parentes e vizinhos. O homem da Idade Média tem a convicção de não desaparecer completamente, esperando a ressurreição. Pois nada se detém e tudo continua na eternidade. A perda contemporânea do sentimento religioso fez da morte uma provação aterrorizante, um trampolim para as trevas e o desconhecido. DUBY, G. Ano 2000 na pista do nossos medos. São Paulo: Unesp, 1998 (adaptado).
Ao comparar as maneiras com que as sociedades têm lidado com a morte, o autor considera que houve um processo de:
a) Disseminação do ateísmo nos países de maioria cristã.
b) Mercantilização das crenças religiosas.
c) Diminuição da distância entre saber científico e eclesiástico.
d) Transformação das representações sociais.
e) Amadurecimento da consciência ligada à civilização moderna.
“A virtude é, pois uma disposição de caráter relacionada com a escolha e consiste numa mediania […]”. ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo, SP: Nova Cultura, 1991. P. 33.
Com base no fragmento do texto e nos conhecimentos sobre a virtude segundo Aristóteles, assinale a alternativa correta:
a) A virtude realiza-se no mundo das ideias.
b) A virtude é a justa medida de equilíbrio entre o excesso e a falta.
c) A virtude é a obediência aos preceitos divinos.
d) A virtude tem como fundamento a utilidade da ação.
e) A virtude é a falta do domínio das paixões.
A filosofia grega parece começar com uma ideia absurda, com a proposição: a água é a origem e a matriz de todas as coisas. Será mesmo necessário deter-nos nela e levá-la a sério? Sim, e por três razões: em primeiro lugar, porque essa proposição enuncia algo sobre a origem das coisas; em segundo lugar, porque o faz sem imagem e fabulação; e enfim, em terceiro lugar, porque nela embora apenas em estado de crisálida, está contido o pensamento: Tudo é um. NIETZSCHE. F. Crítica moderna. In: Os pré-socráticos. São Paulo: Nova Cultural. 1999.
O que, de acordo com Nietzsche, caracteriza o surgimento da filosofia entre os gregos?
a) A necessidade de buscar, de forma racional, a causa primeira das coisas existentes.
b) O desejo de explicar, usando metáforas, a origem dos seres e das coisas.
c) O impulso para transformar, mediante justificativas, os elementos sensíveis em verdades racionais.
d) A ambição de expor, de maneira metódica, as diferenças entre as coisas.
e) A tentativa de justificar, a partir de elementos empíricos, o que existe no real.
Sentimos que toda satisfação de nossos desejos advinda do mundo assemelha-se à esmola que mantém hoje o mendigo vivo, porém prolonga amanhã a sua fome. A resignação, ao contrário, assemelha-se à fortuna herdada: livra o herdeiro para sempre de todas as preocupações.
SCHOPENHAUER, A. Aforismo para a sabedoria da vida. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
O trecho destaca uma ideia remanescente de uma tradição filosófica ocidental, segundo a qual a felicidade se mostra indissociavelmente ligada à:
a) Consagração de relacionamentos afetivos.
b) Fugacidade do conhecimento empírico.
c) Administração da independência interior.
d) Liberdade de expressão religiosa.
e) Busca de prazeres efêmeros.
Para Aristóteles, a felicidade é uma atividade da alma conforme a virtude perfeita. Esse é o tema principal do primeiro livro da obra Ética a Nicômaco. Sobre isso, é CORRETO afirmar que:
I. O bem em si mesmo só faz sentido se buscado na prática e não apenas conhecido como uma ideia abstrata, pois a função do homem é uma atividade da alma segundo a razão.
II. Para o autor, só o homem pode ser considerado feliz porque só ele partilha a condição política, ou seja, a felicidade só pode ser conquistada na convivência.
III. A felicidade de um homem depende unicamente do acúmulo de bens e honras.
IV. A felicidade pertence ao que é estimado e perfeito, por isso tem uma característica divina.
a) Apenas as assertivas I, II, IV estão corretas.
b) Apenas as assertivas I e II estão corretas.
c) Apenas a assertiva I está correta.
d) Todas as assertivas estão corretas.
e) Apenas a assertiva II está correta.
Leia o texto a seguir. A virtude é, pois, uma disposição de caráter relacionada com a escolha e consiste numa mediania, isto é, a mediania relativa a nós, a qual é determinada por um princípio racional próprio do homem dotado de sabedoria prática. (Aristóteles. Ética a Nicômaco. Trad. de Leonel Vallandro e Gerd Bornheim. São Paulo: Abril Cultural, 1973. Livro II, p. 273).
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a situada ética em Aristóteles, pode-se dizer que a virtude ética:
a) Implica na escolha do que é conveniente no excesso e do que é prazeroso na falta.
b) Consiste na eleição de um dos extremos como o mais adequado, isto é, ou o excesso ou a falta.
c) Pauta-se na escolha do que é mais satisfatório em razão de preferências pragmáticas.
d) Reside no meio termo, que consiste numa escolha situada entre o excesso e a falta.
e) Baseia-se no que é mais prazeroso em sintonia com o fato de que a natureza é que nos torna mais
perfeitos.
Sobre o conceito Filosofia, assinale a alternativa CORRETA.
a) É o exame do conhecimento em sua generalidade que se desdobra por meio da dialética humana: da prática ao conhecimento e desse conhecimento de retorno à prática.
b) É um exercício sistemático do pensar com clara inspiração científica.
c) É, por si mesma, uma interface sistemático-conceitual que busca ser a extensão do conhecimento rigoroso e sistematizado.
d) É uma análise lógico-crítica da realidade.
"Tornamo-nos construtores ao construirmos e nos tornamos citaristas ao tocarmos cítara. Assim também, executando ações justas nos tornamos justos; e, executando ações moderadas,nos tornamos moderados." (Aristóteles, Ética a Nicômaco)
Assinale a afirmação que expressa corretamente a definição de virtude contida na passagem acima.
a) A virtude é produto do hábito.
b) A virtude é uma técnica.
c) A virtude é conhecimento.
d) A virtude é o meio-termo entre dois vícios.
e) Não há diferença entre virtude e vício.
"Se o sábio alguma vez der assentimento a algo, às vezes opinará; mas o sábio nunca tem opiniões; portanto, o sábio não dará assentimento a nada".(Cícero, Acadêmicos)
Esse argumento do cético acadêmico Arcesilau, dirigido contra o estóico Zenão e sua definição de sábio, pressupõe algumas teses. Observe agora as afirmações a seguir:
I. Há uma distinção entre conhecimento e opinião na definição de sábio.
II. É possível ao sábio distinguir o verdadeiro do falso.
III. O sábio vive imune às paixões.
IV. Não é possível ao sábio distinguir o verdadeiro do falso.
V. Onde há opinião, não há sabedoria.
Dentre as afirmações acima, estão pressupostas no argumento apenas:
a) I, II e III
b) II, III e IV
c) III, IV e V
d) I, IV e V
e) I, II e V
Doutrina filosófica grega o Cinismo foi fundada por um discípulo de Sócrates:
a) Platão
b) Aristóteles
c) Antístenes
d) Diógenes
e) Zenão
Alguns dos desejos são naturais e necessários; outros, naturais e não necessários; outros, nem naturais nem necessários, mas nascidos de vã opinião. Os desejos que não nos trazem dor se não satisfeitos não são necessários, mas o seu impulso pode ser facilmente desfeito, quando é difícil obter sua satisfação ou parecem geradores de dano.
EPICURO DE SAMOS. Doutrinas principais. In: SANSON, V F. Textos de filosofia. Rio de Janeiro: Eduff, 1974.
No fragmento da obra filosófica de Epicuro, o homem tem como fim:
a) Alcançar o prazer moderado e a felicidade.
b) Valorizar os deveres e as obrigações sociais.
c) Aceitar o sofrimento e o rigorismo da vida com resignação.
d) Refletir sobre os valores e as normas dadas pela divindade.
e) Defender a indiferença e a impossibilidade de se atingir o saber.
Assinale a opção que caracteriza o ceticismo:
a) Nós nos reuníamos em frente das entradas de edifícios e prédios para discutir nossas ideias!
b) Dúvida e investigação contínuas não é possível chegar à verdade absoluta nem por meio dos sentidos nem por meio da razão.
c) Todos os acontecimentos da nossa vida são de ordem divina. Nosso caminho é desse modo por natureza, como a razão universal determinou.
d) Os prazeres e as emoções deixam o ser humano inquieto sem equilíbrio e faz perder a razão
Leia o texto a seguir.
Tudo isso ela [Diotima] me ensinava, quando sobre as questões de amor [eros] discorria, e uma vez ela me perguntou: – que pensas, ó Sócrates, ser o motivo desse amor e desse desejo? A natureza mortal procura, na medida do possível, ser sempre e ficar imortal. E ela só pode assim, através da geração, porque sempre deixa um outro ser novo em lugar do velho; pois é nisso que se diz que cada espécie animal vive e é a mesma. É em virtude da imortalidade que a todo ser esse zelo e esse amor acompanham.
(Adaptado de: PLATÃO. O Banquete. 4.ed. São Paulo: Nova Cultural, 1987, p.38-39. Coleção Os Pensadores.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o amor em Platão, assinale a alternativa correta:
a) A aspiração humana de procriação, inspirada por Eros, restringe-se ao corpo e à busca da beleza física.
b) O Eros limita-se a provocar os instintos irrefletidos e vulgares, uma vez que atende à mera satisfação dos apetites sensuais.
c) O Eros físico representa a vontade de conservação da espécie, e o espiritual, a ânsia de eternização por obras que perdurarão na memória.
d) O ser humano é idêntico e constante nas diversas fases da vida, por isso sua identidade iguala-se à dos deuses.
e) Os seres humanos, como criação dos deuses, seguem a lei dos seres infinitos, o que lhes permite eternidade.
Os filósofos pré-socráticos fazem parte do primeiro período da filosofia grega. Eles desenvolveram suas teorias no século VII ao V a.C.
Os pré-socráticos buscavam nos elementos natureza as respostas sobre a origem do ser e do mundo. Focando principalmente nos aspectos da natureza, eram chamados de “filósofos da physis”. Entre os principais pré-socráticos estão:
a) Tales, Anaximandro, Demócrito, Parmênides
b) Tales, Anaximandro, Demócrito, Aristóteles
c) Tales, Epicuro, Demócrito, Parmênides
d) Tales, Anaximandro, Agostinho, Parmênides
O nascimento da reflexão filosófica na Grécia antiga está associado aos pensadores que antecederam a Sócrates, os chamados pré-socráticos. As questões fundamentais propostas por esses filósofos são de âmbito eminentemente:
a) Cosmológico
b) Político
c) Moral
d) Educacional
e) Religioso
"Há, porém, algo de fundamentalmente novo na maneira como os Gregos puseram a serviço do seu problema último - da origem e essência das coisas - as observações empíricas que receberam do Oriente e enriqueceram com as suas próprias, bem como no modo de submeter ao pensamento teórico e casual o reino dos mitos, fundado na observação das realidades aparentes do mundo sensível: os mitos sobre o nascimento do mundo."
Fonte: JAEGER, W. Paidéia. Tradução de Artur M. Parreira. 3.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1995, p. 197.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a relação entre mito e filosofia na Grécia, é correto afirmar:
a) Apesar de ser pensamento racional, a filosofia se desvincula dos mitos de forma gradual.
b) Em que pese ser considerada como criação dos gregos, a filosofia se origina no Oriente sob o influxo da religião e apenas posteriormente chega à Grécia.
c) A filosofia representa uma ruptura radical em relação aos mitos, representando uma nova forma de pensamento plenamente racional desde as suas origens.
d) Filosofia e mito sempre mantiveram uma relação de interdependência, uma vez que o pensamento filosófico necessita do mito para se expressar.
e) O mito já era filosofia, uma vez que buscava respostas para problemas que até hoje são objeto da pesquisa filosófica.
A filosofia surgiu nas colônias gregas da Magna Grécia, entre o final do século VII e o início do século VI a.C. Várias condições históricas propiciaram o surgimento dessa forma de conhecimento que iria influenciar decididamente o Ocidente.
Entre outras causas do surgimento da filosofia, é CORRETO apontar:
a) A invenção da arte náutica, da matemática e da astrologia.
b) A introdução de pesos e medidas nos territórios da Grécia por parte dos orientais.
c) A invenção da lógica por Aristóteles, que definiu as regras do silogismo, tornando possível o tratamento científico da opinião pública e abatendo a pretensão dos sofistas de manipulá-la.
d) A Guerra do Peloponeso que aperfeiçoou as técnicas de combate naval e dos hoplitas, os primeiros infantes, cujo status de corpo armado democrático favoreceu a busca da isonomia e enterrou de vez a pretensão dos partidos aristocráticos.
e) A invenção da política, com o surgimento da lei como "instrumento regulador" das ações humanas em conjunto, e a descoberta do espaço público onde o discurso mítico e enigmático é substituído por aquele persuasivo, acessível a todo cidadão, que pôde, então, argumentar racionalmente, sustentando sua tese contra os demais.
