Worksheets"De tarde", de Cesário Verde
Total questions: 13
Worksheet time: 7mins
Na primeira estrofe, o sujeito poético apresenta o contexto em que a ação se desenrola, o “pic-nic”, e destaca um acontecimento que, pela sua beleza, podia ser registado em forma de pintura.
Verdadeiro.
Falso.
A segunda quadra tem a função de apresentar, em traços genéricos, um determinado quadro social e de nele inscrever uma ocorrência significativa (“cousa simplesmente bela” – v. 2), criando a expectativa de que tal ocorrência será o assunto do poema.
Verdadeiro.
Falso.
os intervenientes são apresentados como um grupo de “camponesas” (v. 1);
Verdadeiro.
Falso.
A composição poética apresenta elementos da narrativa:
- a ação – o piquenique durante o qual a interlocutora do sujeito poético desceu do burro para colher um ramo de flores e realizado em cima duns penhascos,
- duas personagens – o sujeito poético e o “tu” feminino a quem se dirige e com quem partilhou o piquenique
- piquenique vespertino – “de tarde”, “inda o sol se via” (v. 10) (tempo),
- num ambiente natural marcado pelo “granzoal azul” (v. 7) e pelos “penhascos” (v. 9) (espaço).
Verdadeiro.
Falso.
O "tu" revela traços caracterizadores no poema "De Tarde":
– surge integrado no grupo de ‘burguesas’ (v. 1) referido na abertura do poema;
– individualiza-se do grupo, ao subir ao ‘burrico’ (v. 5) para ir colher um ‘ramalhete [...] de papoulas’ (v. 8);
– distingue-se pelo porte altivo e britânico, impondo-se também pela simplicidade que marca uma atitude ‘sem imposturas tolas’ (v. 6);
– traz ‘renda’ (v. 13) a rematar o decote, o que sugere um modo de vestir próprio da elegância
citadina;
– age com naturalidade, colocando o ‘ramalhete’ de ‘papoulas’ (vv. 8 e 16) entre ‘os seios’ (v. 14), a ‘sair da renda’ (v. 13);
Verdadeiro.
Falso.
Predominam as sensações (ou imagens) visuais, na descrição de três quadros sucessivos – o ‘tu’ (v. 5) que desce do ‘burrico’ (v. 5) e colhe o ‘ramalhete’ de ‘papoulas’ (v. 8); o ‘pic-nic’ (v. 1) em cima duns ‘penhascos’ (v. 9), num fim de tarde soalheiro; o ramo de ‘papoulas’ entre os ‘seios’, ‘a sair da renda’ (vv. 13-14) – e, igualmente, no destaque dado às cores – ‘azul’; ‘rubro’; ‘púrpuro’ – vv. 7, 8, 13 e 16.
Verdadeiro.
Falso.
Há também uma forte sugestão de sensações gustativas no enumerar de elementos da ‘merenda’ (v. 15): frutas doces e frescas, ‘pão de ló’ (v. 12), vinho licoroso e um granzoal azul.
Verdadeiro.
Falso.
As sensações presentes no poema comunicam ao poema uma ambiência de viva representação sensorial e realista.”1
Verdadeiro.
Falso.
O “ramalhete rubro” simboliza a voluptuosidade da figura feminina e a simplicidade do ambiente campestre.
Verdadeiro.
Falso.
Encontramos adjetivação simples, em posposição (“bela”, “tolas”, “azul”, “rubro”, “rubro” – v. 2, v. 6, v. 8 e v. 16) e em anteposição (“supremo”), salientando a expressividade sensorial do quadro representado;
Verdadeiro.
Falso.
Encontramos aliterações em /r/ (“ramalhete rubro” – vv. 8 e 16) e em /z/ (“granzoal azul” – v. 7), sublinhando as imagens visuais e a força da entidade apresentada.
Verdadeiro.
Falso.
Não se encontra nenhum comparação.
Verdadeiro.
Falso.
O hipérbato, põe em destaque, nos dois últimos versos do poema, pela ordem natural do sujeito e do predicado, o motivo central do poema (“O ramalhete rubro das papoulas” – v. 16);
Verdadeiro.
Falso.
