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SIMULADO — EXISTENCIALISMO: HEIDEGGER E SARTRE

Total questions: 20

Worksheet time: 25mins

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1.

Atente ao texto a seguir referente à concepção filosófica da liberdade humana:


"Sartre afirma que estamos condenados à liberdade. É ela que define a humanidade dos humanos, sem escapatória. Para o filósofo, é a escolha incondicional que o próprio homem faz de seu ser e de seu mundo".


(CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia, 1996, p. 361. Adaptado)


A autora salienta acima o enfoque filosófico da liberdade no pensamento de Jean-Paul Sartre.


Sobre esse enfoque, é CORRETO afirmar que tais ideias estão alinhadas à concepção...

a)

essencialista.

b)

materialista.

c)

existencialista.

d)

espiritualista.

e)

realista.

2.

(ENEM 2016)


Ser ou não ser — eis a questão.

Morrer — dormir — Dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo!

Os sonhos que hão de vir no sono da morte

Quando tivermos escapado ao tumulto vital

Que dá à desventura uma vida tão longa.


(SHAKESPEARE, W. Hamlet, Porto Alegre: L&PM, 2007)


Este solilóquio pode ser considerado um precursor do existencialismo ao enfatizar a tensão entre

a)

dependência paterna e impossibilidade de ação.

b)

racionalidade argumentativa e loucura iminente.

c)

tragicidade da personagem e ordem do mundo.

d)

inevitabilidade do destino e incerteza moral.

e)

consciência de si e angústia humana.

3.

Para Jean Paul Sartre, filósofo existencialista contemporâneo, a liberdade não é uma escolha, pois o ser humano está “condenado a ser livre”. Assinale a alternativa mais adequada para fundamentar a concepção sartreana de liberdade.

a)

A liberdade se impõe ao homem, pois a sua natureza determinada o faz um ser limitado frente ao poder de Deus e as forças naturais.

b)

A vida humana se assemelha à vida de uma planta, cujo futuro já está escrito na semente, o que corresponde a compreender que Deus já determinou a essência de cada pessoa desde o seu nascimento.

c)

O ser humano não está sujeito ao determinismo, ou seja, o seu ser não lhe é dado pronto e ele necessita, a cada momento, fazer escolhas a partir das quais vai construindo a sua essência, o seu ser, ou seja, o homem está obrigado a decidir o que fazer de si.

d)

Ser livre é o mesmo que ser condenado, pois o destino da humanidade é avançar rumo ao aperfeiçoamento, com vistas à construção de um mundo melhor.

e)

Condenação e liberdade andam juntas porque, ao ser livre, o homem está sujeito ao erro que o leva à condenação.

4.

A angústia, para Jean-Paul Sartre, é...

a)

tudo o que a influência de Shopenhauer determina em Sartre: a certeza da morte. O Homem pode ser livre para fazer suas escolhas, mas não tem como se livrar da decrepitude e do fim.

b)

a nadificação de nossos projetos e a certeza de que a relação Homem X natureza humana é circunstancial, objetiva, e pode ser superada pelo simples ato de se fazer uma escolha.

c)

a certificação de que toda a experiência humana é idealmente sensorial, objetivamente existencial e determinante para a vida e para a morte do Homem em si mesmo e em sua humanidade.

d)

consequência da responsabilidade que o Homem tem sobre aquilo que ele é, sobre a sua liberdade, sobre as escolhas que faz, tanto de si como do outro e da humanidade, por extensão.

5.

Para Sartre, “o Homem é livre, o Homem é liberdade”.


Com relação a tal princípio, é CORRETO afirmar que o homem é:

a)

“condenado a ser livre, uma vez que foi lançado no mundo, é responsável por tudo que faz”.

b)

“um ser que depende da liberdade divina e necessita que o futuro esteja inscrito no céu”.

c)

“um animal político no sentido aristotélico e por isso necessita viver a liberdade política em comunidade”.

d)

“a expressão de que tudo é permitido por meio da liberdade e que provém da existência de Deus”.

6.

Sobre a interferência de Jean-Paul Sartre na filosofia do século XX, é CORRETO afirmar que ele...

a)

reconhece a importância de Diderot, Voltaire e Kant e repercute a interferência positiva destes na noção de que cada homem é um exemplo particular no universo.

b)

faz a inversão da noção essencialista ao apregoar que o Homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo e só após isso se define. Assim, não reconhece uma natureza humana que o preceda.

c)

inaugura uma nova ordem político-social, segundo a qual o Homem nada mais é do que um projeto que se lança numa natureza essencialmente humana.

d)

diz que ser ateu é mais coerente apesar de reconhecer no Homem uma virtu que o filia, definitivamente, a uma consciência a priori infinita.

7.

Heidegger define o homem como:

a)

“homo economicus”

b)

“espírito absoluto”

c)

“Dasein”, ou “ser-aí”

d)

“sujeito transcendental”

e)

“praticante de jogos de linguagem”

8.

As filosofias de Heidegger e Sartre foram profundamente influenciadas pela/o...

a)

Metafísica tradicional.

b)

Escolástica cristã.

c)

Fenomenologia de Husserl.

d)

Idealismo hegeliano.

e)

Materialismo histórico.

9.

Sartre é um filósofo essencialista, pois acredita que o homem nasce sem nenhuma pré-determinação no que diz respeito a seu ser, isto é, sem uma essência. Essências são apenas significados estabelecidos a partir da existência humana.

a)

Verdadeiro

b)

Falso

10.

Para Sartre, todas as pessoas nascem como existências livres, mas à medida que vão fazendo escolhas se comprometem de tal modo, que já não é possível exercer a liberdade.

a)

Verdadeiro

b)

Falso

11.

Martin Heidegger sempre fez declarações públicas de que sua filosofia se enquadrava na corrente existencialista.

a)

Verdadeiro

b)

Falso

12.

Há dois tipos de existencialismos: cristão e ateu.

a)

Verdadeiro

b)

Falso

13.

Heidegger sempre adimirou a metafísica tradiconal por compreender e refletir com excelência o conceito de "Ser".

a)

Verdadeiro

b)

Falso

14.

De acordo com Heidegger, o "Ser" é o indeterminado, indefinível, porquanto o "Ente" é "aquilo" ou "isto" a que me refiro quando falo ou aponto "algo" específico.

a)

Verdadeiro

b)

Falso

15.

Um estranho "paradoxo" existencialista: se o "Ser" é indefinivel, em termos conceituais, ele é "Nada". Assim, "Ser" e "Nada" acabam significando uma "abertura", isto é, a "Possibilidade pura".

a)

Verdadeiro

b)

Falso

16.

Mergulhar num cotidiano habitual que afaste o homem da autenticidade de sua existência e o coloque na impessoalidade de sua existência nivelada pela mediocridade, é o que Heidegger chamava de...

a)

Existência autêntica.

b)

Angustia existencial.

c)

Existência inautêntica.

d)

Nenhuma das alternativas estão corretas.

17.

Quando o indivíduo transcende o mundo e a si mesmo, conferindo um sentido a seu ser, é que consegue superar sua angústia. Heidegger conceitua essa superação como...

a)

Superação existencial.

b)

Superação inautêntica.

c)

Jonas é o "Ente" mais belo do universo.

d)

Transcendência.

18.

A consciência do fato de estar no mundo, lançado ou abandonado no mundo para cumprir a existência, é uma condição humana que Heidegger denomina de...

a)

Possibilidade

b)

Facticidade

c)

Idealidade

d)

Autenticidade

19.

Momento em que o ser humano torna-se consciente de sua contingência no mundo, e de que sua existência é pura gratuidade e absurdo... É “nada”...

a)

Má-fé

b)

Alter ego

c)

Náusea

d)

Para-si

20.

Quando uma pessoa mente para si mesma procurando desculpas e justificativas para os seus atos, sempre recorrendo à essências fixas ou determinismos, essa pessoa age...

a)

Para-si

b)

de Má-fé

c)

Em-si

d)

Coerentemente