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WorksheetsO Príncipe
Total questions: 10
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Maquiavel inaugura o pensamento político moderno. Seculariza a política, rejeitando o legado ético-cristão. A política deve ater-se ao real, deve preocupar-se com a eficiência da ação e não teorizar, como fazia Platão, sobre a forma ideal de governo.
Nas alternativas abaixo, assinale aquela que NÃO corresponde ao pensamento de Maquiavel:
Para Maquiavel, o príncipe deveria ser virtuoso, isto é, saber governar com prudência e capacidade.
Maquiavel faz a apologia da tirania, pois considera ser a forma mais eficiente de o príncipe manter-se no poder e garantir a segurança da ordem social e política para seus súditos.
Para Maquiavel, a sociedade é dividida entre os grandes, isto é, os que possuem o poder político e econômico, e o povo oprimido. A sociedade é cindida por lutas sociais, não pode, portanto, ser vista como uma comunidade homogênea voltada para o bem comum.
Maquiavel redefine as relações entre ética e política, não julga mais as ações políticas em função de uma hierarquia de valores dada de antemão, mas em função da necessidade dos resultados que as ações políticas devem alcançar.
“O príncipe, portanto, não deve se incomodar com a reputação de cruel, se seu propósito é manter o povo unido e leal. De fato, com uns poucos exemplos duros poderá ser mais clemente de outros que, por muita piedade, permitem os distúrbios que levam ao assassinato e ao roubo”.
A manutenção da ordem social baseava-se na:
Inércia do julgamento de crimes polêmicos.
Bondade em relação ao comportamento dos mercenários.
Neutralidade diante da condenação dos servos.
Conveniência entre o poder tirânico e a moral do príncipe
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o pensamento de Maquiavel acerca da relação entre poder e moral, é correto afirmar.
O sentido da ação política, segundo Maquiavel, tem por fundamento originário e, portanto, anterior, a ordem divina, refletida na harmonia da Cidade.
Para Maquiavel, a busca da ordem e da harmonia, em face do desequilíbrio e do caos, só se realiza com a conquista da justiça e do bem comum.
Na reflexão política de Maquiavel, o fim que deve orientar as ações de um Príncipe é a ordem e a manutenção do poder.
A análise de Maquiavel, com base nos valores espirituais superiores aos políticos, repudia como ilegítimo o emprego da força coercitiva do Estado.
“Nasce daqui uma questão: se vale mais ser amado que temido ou temido que amado. Responde-se que ambas as coisas seriam de desejar; mas porque é difícil juntá-las, é muito mais seguro ser temido que amado, quando haja de faltar uma das duas. Porque dos homens se pode dizer, duma maneira geral, que são ingratos, volúveis, simuladores, covardes e ávidos de lucro, e enquanto lhes fazes bem são inteiramente teus, oferecem-te o sangue, os bens, a vida e os filhos, quando, como acima disse, o perigo está longe; mas quando ele chega, revoltam-se”.
A partir da análise histórica do comportamento humano em suas relações sociais e políticas. Maquiavel define o homem como um ser
Possuidor de fortuna, valendo-se de riquezas para alcançar êxito na política.
Guiado por interesses, de modo que suas ações são imprevisíveis e inconstantes.
Naturalmente racional, vivendo em um estado pré-social e portando seus direitos naturais.
Sociável por natureza, mantendo relações pacíficas com seus pares.
Nicolau Maquiavel afirmava que a reputação de cruel não deveria incomodar ao príncipe, pois a ordem social poderia exigir:
Reação enérgica no julgamento de crimes polêmicos.
Bondade em relação ao comportamento dos mercenários.
Compaixão quanto à condenação dos servos.
Neutralidade diante da condenação dos servos.
“A escolha dos ministros por parte de um príncipe não é coisa de pouca importância: os ministros serão bons ou maus, de acordo com a prudência que o príncipe demonstrar. A primeira impressão que se tem de um governante e da sua inteligência, é dada pelos homens que o cercam. Quando estes são eficientes e fiéis, pode-se sempre considerar o príncipe sábio, pois foi capaz de reconhecer a capacidade e manter fidelidade. Mas quando a situação é oposta, pode-se sempre dele fazer mau juízo, porque seu primeiro erro terá sido cometido ao escolher os assessores”.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre Maquiavel, é correto afirmar:
As atitudes do príncipe são livres da influência dos ministros que ele escolhe para governar.
Basta que o príncipe seja bom e virtuoso para que seu governo obtenha pleno êxito e seja reconhecido pelo povo.
O povo distingue e julga, separadamente, as atitudes do príncipe daquelas de seus ministros.
Um príncipe e seu governo são avaliados também pela escolha dos ministros.
"Os principados têm sido governados de duas formas diferentes. Por um príncipe, e todos os demais são servos que ajudam a governar aquele Estado. Ou por um príncipe e barões, que por antiguidade de linhagem têm esse título. Os exemplos dessas duas espécies de governo são a Turquia e a França".
A partir deste trecho, qual a alternativa que conclui o pensamento de Maquiavel:
A Turquia é mais difícil de ser conquistada mas, uma vez vencida, é fácil de perde-la.
A França é mais fácil de conquistar mas, uma vez vencida, é mais fácil conservá-la.
Com facilidade a França pode ser invadida com o apoio de algum barão do reino.
Se alguém atacar a Turquia poderá contar com a desordem interna deste Estado.
A expressão “maquiavélico” advém do nome do filósofo Nicolau Maquiavel, sobretudo por causa da obra O Príncipe, que apresenta a sua teoria sobre o melhor modo de governar. Abaixo, definição da expressão
Maquiavélico: adj. 1. Em que há ardil, estratagema: planos maquiavélicos. 2. De conduta repreensível, pela deslealdade e má-fé: pessoa maquiavélica.
Considerando as ideias de Maquiavel acerca da política e das formas de governo, bem como a definição do dicionário, assinale a afirmativa verdadeira
O sentido do termo “maquiavélico” não reflete adequadamente a filosofia de Maquiavel, visto que, em O Príncipe, Maquiavel defende que o governo deve agir de modo amável, evitando quaisquer conflitos tanto com outros principados quanto com os súditos.
A expressão “maquiavélico” traduz literalmente a filosofia de Maquiavel, pois, em sua obra, o filósofo afirma que não importa quais serão os meios, importando apenas a manutenção e a permanência no poder, exercido em favor dos interesses pessoais do príncipe e sem considerar os interesses do povo.
Maquiavel adotou o princípio de que o governo deveria manter a ordem social e o bem político do povo, afirmando que o cumprimento deste princípio justificaria as ações do príncipe. Essa tese foi interpretada como “os fins justificam os meios”, o que autorizaria o príncipe a tomar qualquer atitude para se manter no poder e manter a ordem social. No entanto, essa leitura é equivocada, pois Maquiavel acreditava que o príncipe e suas ações seriam avaliadas pelo povo, o que levaria o príncipe a tomar suas decisões estrategicamente.
Maquiavel argumenta que o temor ao príncipe é o instrumento para bem governar. O filósofo julgava que era mais favorável ser temido a ser amado, e que o príncipe, em todas as circunstâncias, deveria assumir uma postura má, não amável, como exposto pela definição do dicionário.
Maquiavel tem uma visão do homem e da política como elas são e não como deveriam ser. Nas alternativas abaixo, assinale a alternativa corretas que correspondem ao pensamento de Maquiavel:
Para Maquiavel, o príncipe virtuoso é aquele que governa com justiça, estabelecendo, entre seus súditos, a igualdade social e uma participação político-democrática.
Para Maquiavel, a busca da ordem e da harmonia, em face do desequilíbrio e do caos, só se realiza com a conquista da justiça e do bem comum.
Maquiavel faz a apologia da tirania, pois considera ser a forma mais eficiente de o príncipe manter-se no poder e garantir a segurança da ordem social e política para seus súditos.
Para Maquiavel, a sociedade é dividida entre os grandes, isto é, os que possuem o poder político e econômico, e o povo oprimido. A sociedade é cindida por lutas sociais, não pode, portanto, ser vista como uma comunidade homogênea voltada para o bem comum.
“Quando os Estados conquistados estão habituados a viver em liberdade e com suas próprias leis, há três modos de conservá-los.”
Na lista abaixo, assinale a alternativa segundo a qual o filósofo considera como o modo mais seguro para conservar tal estado conquistado:
O primeiro: destruí-los.
O segundo: Ir habitar neles pessoalmente.
O terceiro: deixa-los viver com suas próprias leis, arrecadando um tributo e criando em seu interior um governo de poucos que o mantenha como Estado amigo.
