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René Descartes

Total questions: 10

Worksheet time: 9mins

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1.

O que é o ceticismo na filosofia?

a)

a concepção de que não existe verdade, afinal cada um tem um ponto de vista particular sobre as coisas.

b)

uma escola de filosofia que surgiu na antiga Grécia e que sustentava a tese de que a nossa realidade sensível é uma ilusão.

c)

uma corrente de pensadores que duvidava sistematicamente a respeito de todas as coisas.

d)

a dúvida a respeito da existência de Deus.

e)

a concepção de que é preciso ver para crer.

2.

O que significa ser “cético em relação ao ceticismo”?

a)

não acreditar no ceticismo

b)

duvidar que existam pessoas verdadeiramente céticas no mundo.

c)

ficar intrigado com os céticos, tal como o personagem de óculos da tirinha.

d)

acreditar que os céticos estão errados e que são os dogmáticos quem têm razão.

e)

duvidar de que o ceticismo seja consistente, isto é, de que se possa duvidar de tudo.

3.

O efeito cômico da tirinha pode ser sintetizado na seguinte afirmação:

a)

O personagem denominado “Cético” é tão cético que chega a duvidar do próprio ceticismo.

b)

O personagem “Ateumo” , supostamente ateu, não é tão descrente quanto poderia parecer à primeira vista.

c)

O Cético e Ateumo são amigos inseparáveis.

d)

Quem se confessa ignorante sabe mais do que quem nega ou afirma alguma coisa.

e)

Os céticos não são tão descrentes, afinal.

4.

Sobre as contribuições de René Descartes para a discussão em torno do conhecimento, podemos afirmar tudo o que se segue EXCETO que:

a)

Descartes, apesar de conservador na sua biografia, foi revolucionário na filosofia.

b)

O diferencial da filosofia cartesiana, com relação a seus antecessores, foi que ela colocou em dúvida os alicerces sobre os quais se apoiava toda a produção do conhecimento científico da época.

c)

O método de Descartes o levou ao ceticismo, isto é, a duvidar de todas as suas antigas certezas.

d)

O objetivo da filosofia cartesiana era provar que todo o conhecimento produzido pelo homem era limitado, e que seria preciso, então, apoiar-se na fé.

e)

O testemunho dos sentidos por si só é incapaz de nos propiciar certezas inabaláveis.

5.

O filósofo francês René Descartes é um pensador emblemático do que conhecemos por “Modernidade”. Qual foi o diferencial de sua filosofia no que diz respeito à maneira de se produzir conhecimento?

a)

O pensamento escolástico estava submetido ao argumento de autoridade. Descartes propõe que se começasse a pensar por si mesmo, a partir do zero.

b)

Na Idade Média, aqueles que realizavam experimentos eram tidos por bruxos ou hereges, Descartes defenderá a importância da experimentação para a produção do conhecimento científico.

c)

Descartes é o primeiro a romper definitivamente com o clero católico, contestando ideias fundamentais para a filosofia cristã.

d)

A filosofia cartesiana sustenta o ceticismo com relação às possibilidades humanas de conhecer o mundo em sua essência, o que nunca tinha sido posto em discussão.

e)

O ponto de partida passará a ser os objetos do mundo, não mais o sujeito que conhece.

6.

Na obra “Meditações Metafísicas”, Descartes se dizia em busca de uma certeza inabalável; ele consegue alcançá-la? Que certeza seria esta?

a)

Descartes consegue alcançar parcialmente seus objetivos, pois descobrirá que mesmo uma certeza inabalável, como a de que existimos, depende da crença na existência de Deus.

b)

Descartes consegue alcançar o seu intento; e a certeza em questão é a do “Penso, logo existo”.

c)

Descartes não consegue, em absoluto, encontrar uma certeza inabalável, caindo, pois, no que chamamos “ceticismo.”

d)

Descartes não consegue alcançar totalmente o seu propósito, pois os argumentos por ele apresentados são falhos.

e)

Descartes desiste de buscar uma opinião acima de qualquer dúvida e retoma os seus afazeres.

7.

Qual o sentido da famosa frase de Descartes: “penso, logo existo”?

a)

Trata-se de uma confissão do filósofo de que desconheceria sua própria identidade.

b)

O resultado da busca do filósofo por algo absolutamente certo e seguro, capaz de servir de fundamento para o conhecimento científico.

c)

Trata-se da conclusão necessária de um silogismo: Tudo que pensa existe, eu penso, logo eu existo.

d)

É o ponto de partida para o ceticismo cartesiano.

e)

É o que decorre da concepção de Descartes do homem como animal racional.

8.

A charge de “Ernst and Frank” por Bob e Thaves ironiza o “cogito, ergo sum”, pois:

a)

Se Ernst não pensa, logo ele não existe.

b)

Se Descartes pensa, logo ele existe.

c)

Se Descartes não existe, logo ele não pensa.

d)

Se Ernst existe, então ele pensa.

e)

Se Ernst não existe, então ele não pensa.

9.

(ENEM- 2014) É caráter radical do que se procura que exige a radicalização do próprio processo de busca. Se todo o espaço for ocupado pela dúvida, qualquer certeza que aparecer a partir daí terá sido de alguma forma gerada pela

própria dúvida, e não será seguramente nenhuma daquelas que foram anteriormente varridas por essa mesma dúvida.

SILVIA, F.L. Descartes: a metafísica da modernidade. São Paulo: Moderna, 2001 (adaptado).

Apesar de questionar os conceitos da tradição, a dúvida radical da filosofia cartesiana tem caráter positivo por contribuir para o(a):

a)

dissolução do saber científico.

b)

recuperação dos antigos juízos.

c)

exaltação do pensamento clássico.

d)

surgimento do conhecimento inabalável.

e)

fortalecimento dos preconceitos religiosos

10.

(PAS -2014) "Porém, logo em seguida, prcebi que, ao mesmo tempo que eu queria pensar que tudo era falso, fazia-se necessário que eu , que pensava, fosse alguma coisa. E, ao notar que esta verdade (eu penso, logo existo) era tão sólida e tão correta que as mais extravagantes suposições dos céticos não seriam capazes de lhe causar abalo, julguei que podia considerá-la, sem escrúpulo algum, o primeiro princípio da filosofia que eu procurava"

DESCARTES, R. Discurso do Método


Considerando a obra O Discurso do Método de René Descartes, e o fragmento de texto dela extraído, assinale os itens corretos.

a)

No conceito de eu cartesiano, incluem-se o pensamento e o corpo, uma vez que, na cadeia das dúvidas, a única certeza é que existe um ser pensante habitando um corpo.

b)

A dúvida metódica, conforme a formulação de Descartes, assegura ao sujeito liberdade para analisar suas ideias, livrando-o, por meio de um conjunto de regras, do que é duvidoso e permitindo-lhe atingir a certeza do conhecimento intelectual.

c)

Segundo Descartes, a cadeia de dúvidas só é interrompida diante do próprio sujeito que duvida - se duvida, pensa, se pensa, existe.