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Exercício de Aprendizagem - Alta Idade Média

Total questions: 20

Worksheet time: 53mins

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1.

01. (UNESP/2019) Por muitíssimo tempo escreveu-se a história sem se preocupar com as mulheres. No século XII assim como hoje, masculino e feminino não andam um sem o outro. As damas de Guînes e as damas de Ardres tiveram todas por marido um ás da guerra, senhor de uma fortaleza que seu mais remoto ancestral havia edificado. (Georges Duby. Damas do século XII: a lembrança das ancestrais, 1997. Adaptado.).


O texto trata de relações desenvolvidas num meio social específico, durante a Idade Média ocidental. Nele,

a)

as mulheres passavam a maior parte de seu tempo nas igrejas, o que incluía o trabalho de orientação religiosa, e os homens atravessavam as noites em tabernas e restaurantes.

b)

os homens controlavam os espaços públicos, o que incluía as ações militares, e as mulheres, confinadas ao espaço doméstico, eram associadas à maternidade e, ocasionalmente, à santidade.

c)

os homens responsabilizavam-se pelos assuntos culturais, o que incluía a instrução dos filhos, e as mulheres dedicavam-se ao preparo das refeições cotidianas e, ocasionalmente, de banquetes.

d)

as mulheres eram obrigadas a pagar impostos, o que incluía o dízimo, e os homens, livres de qualquer tributo, conseguiam acumular mais bens e, ocasionalmente, enriquecer.

e)

os homens dedicavam-se ao comércio, o que incluía deslocamentos para regiões afastadas de casa, e as mulheres incumbiam-se do trabalho nas lavouras e, ocasionalmente, na forja de metais.

2.

02. (FAC. ALBERT EINSTEIN/MEDICINA-2020) Durante muito tempo, os doentes eram tratados, principalmente, com remédios populares. Nas terras não cristãs, os homens e as mulheres que aplicavam esses tratamentos eram considerados feiticeiros e feiticeiras. Nas terras cristãs, a feitiçaria era proibida, mas havia “curandeiros” cristãos a quem Deus havia dado um saber. As pessoas mais ricas (senhores e burgueses) eram quase sempre tratadas por médicos judeus, pois os judeus possuíam conhecimentos de medicina vindos da Antiguidade. (Jacques Le Goff. A Idade Média explicada aos meus filhos, 2007. Adaptado.)


Ao tratar das doenças e dos tratamentos médicos na Idade Média, o texto:

a)

reconhece a diversidade dos cuidados médicos em um universo socioreligioso uniforme.   

b)

caracteriza o avanço das ciências médicas na Europa, em comparação com outras partes do mundo.   

c)

destaca o caráter democrático da medicina popular, em comparação com tratamentos mais caros.   

d)

associa o declínio dos tratamentos médicos à perseguição desencadeada pela Inquisição.   

e)

relaciona o acesso a tratamentos médicos às diferentes condições sociais e religiosas.   

3.

03. (ACAFE/2020) O período medieval europeu caracterizou-se pelo predomínio do sistema feudal, especialmente na Europa centro-ocidental. Sua formação remonta as transformações ocorridas no final do Império Romano Ocidental. Dentro deste contexto, são características associadas ao feudalismo europeu as afirmações abaixo, exceto a alternativa:

a)

A Igreja Cristã tornou-se uma grande instituição. Exercia o domínio ideológico e cultural da sociedade feudal, caracterizado pelo teocentrismo.

b)

O servo constituiu-se na mão-de-obra principal nas relações feudais de produtividade. Achava-se ligado à terra e a um senhor feudal.

c)

As relações de suserania e vassalagem estavam ligadas ao teocentrismo medieval e serviam unicamente para formar o cavaleiro, protetor da cristandade.

d)

A sociedade era estamental, sem mobilidade social. Os servos, vinculados à terra, não tinham possibilidade de ascender socialmente.

4.

04. (ESPCEX/AMAN-2020) O Mundo Feudal baseava-se em uma sociedade rigidamente hierarquizada, na qual os indivíduos encontravam-se subordinados uns aos outros por laços de dependência pessoal. Havia uma grande massa de camponeses presos à terra, que viviam sob o domínio dos senhores feudais e que se dividiam em dois grupos com características particulares:

a)

Suseranos e vassalos

b)

Cavaleiros e soldados

c)

Servos e baixo clero

d)

Servos e vilões

e)

Vilões e salteadores

5.

05. (FAMERP/2020) [...] o senhor faz-se homem de um senhor mais poderoso cuja força, neste caso, já não reside nos vestígios de uma função pública, mas tão só na extensão das terras e no número de vassalos que o reconhecem como suserano. (Charles Parain et al. Sobre o feudalismo, 1973. Apud Hamilton M. Monteiro. O feudalismo: economia e sociedade, 1987.)


No âmbito da Idade Média ocidental, o texto caracteriza:

a)

os conflitos socioeconômicos nos campos e a valorização da hegemonia monárquica.

b)

as relações baseadas na propriedade rural e o controle do poder pelos funcionários públicos.

c)

as concorrências entre donos de manufaturas e a rigidez da hierarquia social.

d)

as relações entre classes sociais distintas e o princípio da soberania política.

e)

as relações internas à nobreza e a noção de riqueza como posse de terras.

6.

06. (UECE/2020) A contribuição dos árabes para o mundo moderno ocidental entre os séculos VII e XI é significativa, especialmente porque alguns valores culturais da Antiguidade clássica foram difundidos por meio da:

a)

tradução e difusão, entre os europeus, de importantes obras gregas.

b)

distribuição de obras proféticas sobre o destino da humanidade através das estrelas.

c)

introdução de novas técnicas de cultivo e de métodos inovadores da medicina.

d)

valorização da ciência experimental não submetida ao pensamento religioso.

7.

07. (UFJF-PISM/2020) Leia o texto a seguir: “A sociedade dos fiéis forma um só corpo; mas o Estado compreende três. A lei humana impõe duas condições: o nobre e o servo não estão submetidos ao mesmo regime. Os guerreiros são protetores das igrejas. Eles defendem os poderosos e os fracos, protegem todo mundo, inclusive a si próprios. Os servos, por sua vez, têm outra condição. Esta raça de infelizes não tem nada sem sofrimento. Fornecer a todos alimentos e vestimenta: eis a função do servo. A casa de Deus, que parece una, é, portanto, tripla: uns rezam, outros combatem e outros trabalham. Todos os três formam um conjunto e não se separam: a obra de uns permite o trabalho dos outros dois e cada qual por sua vez presta seu apoio aos outros.” LAON, Adalbéron de. In: LE GOFF, Jacques. A civilização do Ocidente medieval. São Paulo: Edusc, 2005, p. 257-258.


O trecho acima foi escrito pelo bispo Adalbéron de Laon em 1030 com o objetivo de explicar a organização social que existiu no período medieval dividida em estamentos. Sobre a sociedade estamental é CORRETO afirmar que:

a)

A igreja católica defendia e justificava a divisão social da sociedade estamental.

b)

A sociedade estamental caracterizava-se pela possibilidade de ascensão social.

c)

Nesta sociedade o estamento mais privilegiado era o dos servos.

d)

Nesta organização os servos eram sustentados pelos estamentos clerical e senhorial.

e)

A sociedade estamental era pautada em uma hierarquia social igualitária.

8.

08. (UEL/2020) Como parte do acervo do Museu do Louvre, as obras Estátua Equestre e Espada Joiosa expressam o período de Carlos Magno, na alta Idade Média europeia (séculos VIII-IX). Sobre as características da dinastia carolíngia, assinale a alternativa correta.

a)

Carlos Magno criou a Escola Palatina reunindo estudiosos de várias áreas e de diferentes regiões da Europa.

b)

Sob o domínio dos carolíngios ocorreu uma separação entre o poder temporal e o poder espiritual.

c)

O poder central do rei carolíngio se fortaleceu perante o enfraquecimento do poder local dos senhores feudais.

d)

O Tribunal do Santo Ofício regulava de forma hegemônica os conflitos entre os senhores feudais carolíngios.

e)

Carlos Magno manteve um período de paz permanente em seus domínios territoriais.

9.

09. (UNIOESTE/2020) “No caso do que chamamos de Idade Média, foi o século XVI que elaborou tal conceito. Ou melhor, tal preconceito, pois o termo expressava um desprezo indisfarçado em rela­ção aos séculos localizados entre a Antiguidade Clássica e o próprio século XVI. Este se via como o renascimento da civilização greco-latina, e, portanto, tudo que estivera entre aqueles picos de criatividade artístico-literária (de seu próprio ponto de vista, é claro) não passara de um hiato, de um intervalo. Logo, de um tempo intermediário, de uma Idade Média”.

FRANCO JÚNIOR, Hilário. Prefácio. In: A Idade Média: o nascimento do Ocidente. São Paulo: Brasiliense, 2001.


Tomando por base a referência acima, assinale a alternativa INCORRETA.

a)

A sociedade feudal não terminou com o início da chamada Idade Moderna entre os sé­culos XVI e XVIII, pois no Japão, por exemplo, o Feudalismo sobreviveu ainda até o século XIX.

b)

Os Humanistas, por toda a Europa, dedicaram-se a traduzir e comentar os textos clás­sicos, pois acreditaram que o trabalho com as fontes antigas traria o conhecimento de forma rigorosa e apurada.

c)

As estruturas sociais, políticas, filosóficas e econômicas da Idade Média foram refor­çadas e alimentadas por dois importantes movimentos: O Renascimento e a Reforma Religiosa. Este último, teve em Lutero, um importante personagem.

d)

Autores do movimento Iluminista acentuaram seu desprezo pela Idade Média, censuran­do uma forte religiosidade, uma escassa racionalidade bem como um exagerado peso político da Igreja.

e)

A Europa Ocidental conviveu, ao longo da Idade Média, com duas significativas culturas: a Bizantina e a Árabe. Ambas tiveram influência em diversos campos do conhecimento.

10.

10. (FAMEMA/2019) O problema das “origens” do feudalismo gerou inúmeras polêmicas sobre o fim do Império Romano no Ocidente (século V) e o surgimento das instituições feudais. Comumente, aceita-se a tese da junção de formas sociais romanas e germânicas que, justapostas, engendrariam as bases da sociedade feudal. Outros historiadores têm procurado ver na própria crise interna do império, particularmente a partir do século III, as causas da decadência romana e sua fragilidade em face dos bárbaros. (Francisco C. T. da Silva. Sociedade feudal, 1982. Adaptado.)


As origens do sistema feudal podem ser encontradas:

a)

no declínio da escravidão no Império Romano, o que originou nova forma de trabalho, e na noção de fidelidade pessoal dos germanos.

b)

no fracasso da reforma agrária no Império Romano, o que intensificou as guerras civis, e na concepção de poder divino dos germanos.

c)

na assimilação dos povos dominados, que se tornaram plenos cidadãos romanos, e na ideia de propriedade privada dos germanos.

d)

no fortalecimento da autoridade imperial, que se sobrepôs ao Senado romano, e na tradição das leis escritas dos povos germânicos.

e)

na crise dos minifúndios romanos, o que gerou intenso êxodo rural, e nas relações escravistas típicas das comunidades germânicas.

11.

11. (ENEM/2019) A ausência quase completa de fantasmas na Bíblia deve ter favorecido também a vontade de rejeição dos fantasmas pela cultura cristã. Várias passagens dos Evangelhos manifestam mesmo uma grande reticência com relação a um culto dos mortos: “Deixa os mortos sepultar os mortos”, diz Jesus (Mt 8:21), ou ainda: “Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos” (Mt 22:32). Por certo, numerosos mortos são ressuscitados por Jesus (e, mais tarde, por alguns de seus discípulos), mas tal milagre – o mais notório possível segundo as classificações posteriores dos hagiógrafos medievais – não é assimilável ao retorno de um fantasma. Ele prefigura a própria ressurreição do Cristo três dias depois de sua Paixão. Antecipa também a ressurreição universal dos mortos no fim dos tempos. SCHMITT, J.-C. Os vivos e os mortos na sociedade medieval. São Paulo: Cia. das Letras, 1999.


De acordo com o texto, a representação da morte ganhou novos significados nessa religião para:

a)

extinguir as formas de ritualismo funerário.

b)

evitar a expressão de antigas crenças politeístas.

c)

sacramentar a execução do exorcismo de infiéis.

d)

enfraquecer a convicção na existência de demônios.

e)

consagrar as práticas de contato mediúnico transcendental.

12.

12. (UECE/2019) As principais características do Feudalismo são as relações de dependência e fidelidade. A doação do feudo se concretizava com um juramento por meio do qual o nobre se comprometia a:

a)

proteger e auxiliar militarmente o outro.

b)

respeitar e amar o seu vassalo.

c)

pagar o direito de usufruto.

d)

proporcionar isenção no pagamento de tributos.

13.

13. (ACAFE/2019) Em 1054, o Cisma do Oriente serviu para acentuar o distanciamento já existente entre Constantinopla e a Igreja da Europa Ocidental. Uma das principais consequências do Cisma do Oriente foi:

a)

a criação do termo “cristãos novos” para designar a população do Império bizantino que tinha se desfiliado da Igreja Romana.

b)

a Convocação das Cruzadas para invadir e conquistar o reino de Jerusalém e a formação de um Exército no Império Bizantino para apoiar os cruzados que se dirigiam para a Terra Santa.

c)

o início das Guerras Religiosas, que vai determinar o surgimento da Reforma Protestante e acentuar as divisões internas do cristianismo europeu.

d)

o surgimento da Igreja Ortodoxa, ligada ao Patriarcado de Constantinopla e a Igreja Católica Apostólica Romana, dirigida pelo Papa.

14.

14. (MACKENZIE/2019) Leia o documento abaixo: “É permitido a qualquer, sem punição, auxiliar o seu senhor, se alguém o ataca, e obedecer-lhe em todos os casos legítimos, exceto no roubo, no assassinato e naquelas coisas que não são consentidas a ninguém, sendo reconhecidas como infames pelas leis. O senhor deve proceder da mesma maneira com o conselho e a ajuda; e deve ir em auxílio do seu homem em todas as vicissitudes, sem malícia. É permitido a todo o senhor convocar o seu homem que deve estar à sua direita no tribunal; e mesmo que seja residente no mais distante mansus de quem o protege, deverá ir ao pleito se o seu senhor o convocar”. (Pedrero-Sanchez, M. Guadalupe. História da Idade Média: textos e testemunhos. São Paulo: Unesp, 1999, p. 95)


O trecho acima foi extraído de um documento inglês do século XI e diz respeito a uma típica relação feudal. A relação em evidência é a:

a)

Vassalagem: relação recíproca entre senhores em que fica acordado a proteção por parte do Suserano e o trabalho nos campos por parte do Vassalo.

b)

Servidão: relação vertical entre senhores e camponeses que, uma vez presos à terra, não podem abandonar suas obrigações nos feudos.

c)

Vassalagem: relação horizontal entre senhores a qual cria uma teia de alianças políticas e uma maior descentralização do poder.

d)

Servidão: relação entre senhores e servos a qual estabelece um acordo de proteção e ajuda econômica em troca de terras para o plantio.

e)

Vassalagem e Servidão: relações equivalentes entre nobres e servos em que os vassalos asseguram o trabalho nas terras senhoriais.

15.

15. (UFPR/2019) Leia o trecho abaixo, retirado de uma carta escrita entre 830 e 840 pelo aristocrata franco Eginhardo, em favor de camponeses: Ao nosso mui querido amigo, o glorioso conde Hatton, Eginhardo, saudação eterna do Senhor. Um dos vossos servos, de nome Huno, veio à igreja dos santos mártires Marcelino e Pedro pedir mercê* pela falta que cometeu contraindo casamento sem o vosso consentimento [...]. Vimos, pois, solicitar a vossa bondade para que em nosso favor useis de indulgência em relação a este homem, se julgais que a sua falta pode ser perdoada. Desejo-vos boa saúde com a graça do Senhor. (Cartas de Eginhardo. Tradução de Ricardo da Costa. Extratos de documentos medievais sobre o campesinato (sécs. V-XV). Disponível em: <https://www.ricardocosta.com/extratos-de-documentos-medievais-sobre-o-campesinato-secs-v-xv#footnoteref19_nuc8key>. Acesso em 11 de agosto de 2018.)

*pedir mercê = pedir intercessão


No extrato acima, encontramos elementos da vida social e econômica do período medieval europeu (Alta Idade Média). Esse documento insere-se em qual sistema social, político e econômico predominante nesse contexto?

a)

Feudalismo, caracterizado pela ruralização da economia, pela relação senhorial entre nobres e servos e pela atuação social e política da Igreja Católica.

b)

Mercantilismo, caracterizado pela urbanização da economia, pela relação senhorial entre nobres e camponeses e pela atuação social e política da Igreja Protestante.

c)

Socialismo, caracterizado pela ruralização da economia, pela relação remunerada entre nobres e servos e pela atuação cultural e política da Igreja Cristã.

d)

Mercantilismo, caracterizado pela urbanização da economia, pela relação campesina entre nobres e vassalos e pela atuação social e política da Igreja Ortodoxa.

e)

Feudalismo, caracterizado pela urbanização da economia, pela relação agrária entre o clero e os servos e pela atuação social e cultural da Igreja Cristã.

16.

16. (FUVEST/2019) Os comentadores do texto sagrado (…) reconhecem a submissão da mulher ao homem como um dos momentos da divisão hierárquica que regula as relações entre Deus, Cristo e a humanidade, encontrando ainda a origem e o fundamento divino daquela submissão na cena primária da criação de Adão e Eva e no seu destino antes e depois da queda. CASAGRANDE, C., A mulher sob custódia, in: História das Mulheres, Lisboa: Afrontamento, 1993, v. 2, p. 122‐123.


O excerto refere-se à apreensão de determinadas passagens bíblicas pela cristandade medieval, especificamente em relação à condição das mulheres na sociedade feudal. A esse respeito, é correto afirmar:

a)

As mulheres originárias da nobreza podiam ingressar nos conventos e ministrar os sacramentos como os homens de mesma condição social.

b)

A culpabilização das mulheres pela expulsão do Paraíso Terrestre servia de justificativa para sua subordinação social aos homens.

c)

As mulheres medievais eram impedidas do exercício das atividades políticas, ao contrário do que acontecera no mundo greco-romano.

d)

As mulheres medievais eram iletradas e tinham o acesso à cultura e às artes proibido, devido à sua condição social e natural.

e)

A submissão das mulheres medievais aos homens esteve desvinculada de normatizações acerca da sexualidade.

17.

17. (ENEM/2019) O cristianismo incorporou antigas práticas relativas ao fogo para criar uma festa sincrética. A igreja retomou a distância de seis meses entre os nascimentos de Jesus Cristo e João Batista e instituiu a data de comemoração a este último de tal maneira que as festas do solstício de verão europeu com suas tradicionais fogueiras se tornaram “fogueiras de São João”. A festa do fogo e da luz no entanto não foi imediatamente associada a São João Batista. Na Baixa Idade Média, algumas práticas tradicionais da festa (como banhos, danças e cantos) foram perseguidas por monges e bispos. A partir do Concílio de Trento (1545-1563), a Igreja resolveu adotar celebrações em torno do fogo e associá-las à doutrina cristã. CHIANCA, L. Devoção e diversão: expressões contemporâneas de festas e santos católicos. Revista Anthropológicas, n. 18, 2007 (adaptado).


Com o objetivo de se fortalecer, a instituição mencionada no texto adotou as práticas descritas, que consistem em:

a)

promoção de atos ecumênicos.

b)

fomento de orientação bíblicas.

c)

apropriação de cerimônias seculares.

d)

retomada de ensinamentos apostólicos.

e)

ressignificação de rituais fundamentalistas.

18.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

Leia o texto para responder à(s) questão(ões): Enquanto nas cidades o poder ficou nas mãos dos bispos, nos campos, concentrou-se na dos grandes proprietários. O governo romano perdeu força: já não era capaz de cobrar os impostos de maneira eficiente, nem mesmo de pagar os exércitos. Em 476, o último imperador romano foi deposto. Era o fim do Império Romano e do mundo antigo e o início de uma nova era, a Idade Média. (Carlos Augusto Ribeiro Machado. Roma e seu império, 2004. Adaptado.)


18. (FAMERP/2019) O texto alude à gênese de duas características importantes da Idade Média Ocidental:

a)

o fim do comércio internacional e o crescimento do republicanismo.

b)

a feudalização e o aumento do poder político da Igreja.

c)

o desaparecimento do poder real e a ruralização.

d)

a supressão dos exércitos nacionais e o avanço do islamismo.

e)

o igualitarismo social e a autossuficiência das propriedades rurais.

19.

19. (UFJF-PISM/2018) A notícia abaixo, publicada em uma revista semanal brasileira, informa acerca de um importante problema contemporâneo. Observe: "Homem carrega cartaz com a inscrição "terrorista não é muçulmano" durante marcha a favor da paz que reuniu 10 mil pessoas em Toulouse, na França, em 21 de novembro de 2015."


"Os atentados terroristas em Paris serviram de estopim para uma nova onda de discurso de ódio direcionado ao islã. Na França, a desconfiança e a hostilidade aos muçulmanos se solidificam, enquanto nos Estados Unidos a islamofobia ganha legitimidade no debate político e, até no Brasil, muçulmanos são alvos de agressões físicas." Carta Capital, 01/12/2015


O problema evocado na notícia possui uma raiz histórica profunda e secular. Em que cenário histórico podemos situar essa raiz?

a)

nas sucessivas guerras entre cidades-estado gregas no século V a.C.

b)

nos conflitos provocados pelas chamadas expansões bárbaras no século V.

c)

na relação entre mundo árabe e cristão desde a expansão árabe no século VIII.

d)

na expansão marítima europeia no século XV.

e)

na ocupação dos territórios americanos pelos europeus no século XVI.

20.

20. (UPE-SSA/2018) Observe a imagem a seguir: Qual aspecto da sociedade medieval é mais caracteristicamente representado por essa imagem?

a)

Religiosidade

b)

Belicosidade

c)

Racionalidade

d)

Piedade

e)

Humanismo