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Revisão Bimestral - 3º ano - 1ºbimestre

Total questions: 20

Worksheet time: 49mins

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1.

Leia os textos abaixo:


I. A Batalha do Pirajá foi um grande marco na luta pela independência na Bahia. Em 8 de novembro de 1822, as tropas brasileiras impediram o avanço lusitano para o interior do estado, impondo uma derrota militar e política às forças portuguesas.


II. “Nasce o sol a 2 de julho/ Brilha mais que no primeiro/ É sinal que neste dia/ Até o sol é brasileiro” (Hino da Bahia)


(Independência da Bahia: A consolidação do nacionalismo e o surgimento de novos heróis da Pátria.Noticiário do Exército, 02.07.2019.)


Ambos os trechos contradizem um dos mitos sobre a independência do Brasil.


Assinale o trecho que expressa esta questão corretamente:

a)

A tensão em escolher o 7 de setembro, 2 de julho ou 8 de novembro como a data magna emancipação do Brasil.

b)

A Independência do Brasil foi um processo pacífico destituído de lutas militares em todo território brasileiro.

c)

Todos os envolvidos na independência do Brasil concordavam nos aspectos políticos e econômicos da situação.

d)

Portugal tentou recuperar o território brasileiro pela via pacífica e não militar.

2.

Sobre o processo de Independência deflagrado no Brasil em 1822, que implementou o Primeiro Reinado, é possível dizer que:

a)

Dom Pedro antecipou-se à estratégia de seu irmão, D. Miguel, que também queria ser imperador do Brasil.

b)

foi um processo deflagrado no Brasil após a morte de D. João VI.

c)

foi um processo coordenado pelos revolucionários latino-americanos, como Bartolomé Mitre e Simon Bolívar.

d)

foi um processo articulado por Napoleão Bonaparte, que fugiu da ilha de Santa Helena para o Brasil em 1819.

e)

foi um reflexo da Revolução Liberal do Porto (1820), que exigiu o retornou de D. João VI para Portugal.

3.

O episódio conhecido como "A Noite das Garrafadas", briga entre portugueses e brasileiros, relaciona-se com:

a)

a promulgação da Constituição da Mandioca pela Assembleia Constituinte.

b)

a instituição da Tarifa Alves Branco, que aumentava as taxas de alfândega, acirrando as disputas entre portugueses e brasileiros.

c)

o descontentamento da população do Rio de Janeiro contra as medidas saneadoras de Oswaldo Cruz.

d)

a manifestação dos brasileiros contra os portugueses ligados à sociedade "Colunas do Trono" que apoiavam Dom Pedro I.

e)

a vinda da Corte Portuguesa e o confisco de propriedades residenciais para alojá-la no Brasil.

4.

"Confederação do Equador: Manifesto Revolucionário:

Brasileiros do Norte! Pedro de Alcântara, filho de D. João VI, rei de Portugal, a quem vós, após uma estúpida condescendência com os Brasileiros do Sul, aclamastes vosso imperador, quer descaradamente escravizar-vos. Que desaforado atrevimento de um europeu no Brasil. Acaso pensará esse estrangeiro ingrato e sem costumes que tem algum direito à Coroa, por descender da casa de Bragança na Europa, de quem já somos independentes de fato e de direito? Não há delírio igual (... )."

(Ulysses de Carvalho Brandão. A CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR. Pernambuco: Publicações Oficiais, 1924).


O texto dos Confederados de 1824 revela um momento de insatisfação política contra a:

a)

extinção do Poder Legislativo pela Constituição de 1824 e sua substituição pelo Poder Moderador.

b)

mudança do sistema eleitoral na Constituição de 1824, que vedava aos brasileiros o direito de se candidatar ao Parlamento, o que só era possível aos portugueses.

c)

atitude absolutista de D. Pedro I, ao dissolver a Constituinte de 1823 e outorgar uma Constituição que conferia amplos poderes ao Imperador.

d)

liberalização do sistema de mão de obra nas disposições constitucionais, por pressão do grupo português, que já não detinha o controle das grandes fazendas e da produção de açúcar.

e)

restrição às vantagens do comércio do açúcar pelo reforço do monopólio português e aumento dos tributos contidos na Carta Constitucional.

5.

"Confederação do Equador: Manifesto Revolucionário:

Brasileiros do Norte! Pedro de Alcântara, filho de D. João VI, rei de Portugal, a quem vós, após uma estúpida condescendência com os Brasileiros do Sul, aclamastes vosso imperador, quer descaradamente escravizar-vos. Que desaforado atrevimento de um europeu no Brasil. Acaso pensará esse estrangeiro ingrato e sem costumes que tem algum direito à Coroa, por descender da casa de Bragança na Europa, de quem já somos independentes de fato e de direito? Não há delírio igual (... )."

(Ulysses de Carvalho Brandão. A CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR. Pernambuco: Publicações Oficiais, 1924).


O texto dos Confederados de 1824 revela um momento de insatisfação política contra a:

a)

extinção do Poder Legislativo pela Constituição de 1824 e sua substituição pelo Poder Moderador.

b)

mudança do sistema eleitoral na Constituição de 1824, que vedava aos brasileiros o direito de se candidatar ao Parlamento, o que só era possível aos portugueses.

c)

atitude absolutista de D. Pedro I, ao dissolver a Constituinte de 1823 e outorgar uma Constituição que conferia amplos poderes ao Imperador.

d)

liberalização do sistema de mão de obra nas disposições constitucionais, por pressão do grupo português, que já não detinha o controle das grandes fazendas e da produção de açúcar.

e)

restrição às vantagens do comércio do açúcar pelo reforço do monopólio português e aumento dos tributos contidos na Carta Constitucional.

6.

Termos da abdicação de Dom Pedro I:


Usando do direito que a Constituição me concede, declaro que hei muito voluntariamente abdicado na pessoa do meu mui amado e prezado filho o Sr. Pedro de Alcântara. Boa Vista – 7 de abril de 1831, décimo de Independência e do Império – D. Pedro I. Antonio Mendes Jr. Et al. Brasil-História, Texto e Consulta. Império. São Paulo: Brasiliense, 1977. p. 200.


Os fatos que conduziram à abdicação foram:

a)

repressão aos revolucionários da Confederação do Equador, incorporação da Guiana Francesa e outorga da Constituição.

b)

favorecimento aos comerciantes brasileiros em detrimento dos portugueses, dívida externa elevada com a Guerra da Cisplatina e falência do Banco do Brasil.

c)

repressão aos revolucionários da Confederação do Equador, perda da Província Cisplatina e falência do Banco do Brasil.

d)

perda da província Cisplatina, dissolução da Assembleia Constituinte e punição exemplar aos pistoleiros que executaram o jornalista Líbero Badaró.

e)

controle das finanças nacionais, respeito aos constituintes que elaboraram a primeira constituição e favorecimento aos comerciantes brasileiros.

7.

A 12 de Agosto de 1834, depois de longos debates na Assembleia Geral, foi promulgado o Ato Adicional à Constituição do Império, preparado por comissão especial liderada pelo deputado mineiro Bernardo Pereira de Vasconcelos, que promoveria uma série de mudanças institucionais no país. Em relação ao Ato Adicional de 1834 é correto afirmar que:

a)

tratava-se de uma reforma constitucional comprometida com a total descentralização, reforçando o ideal federalista caracterizado por uma maior autonomia das províncias, fato este evidenciado pela criação das Assembleias Legislativas Municipais.

b)

foi um instrumento político típico de conciliação, pois ao mesmo tempo que reforçava o federalismo, com a criação das Assembleias Legislativas Provinciais, mantinha a centralização através da Regência Una.

c)

caracterizou-se pelo estabelecimento de um município neutro, que seria a cidade do Rio de Janeiro, pela extinção do Conselho de Estado, reduto político do partido português, e pela vitaliciedade da Câmara e do Senado.

d)

ao estabelecer a autonomia política, administrativa e judiciária das províncias, através da criação das Assembleias Legislativas Municipais, acabava com a figura do juiz de paz, representante do judiciário que era indicado pelo imperador para cada Município.

e)

teve como prioridade reformar a Constituição de 1824, estabelecendo a Regência Una, eleita pelas assembleias provinciais de todo o país, e a criação do conselho de Estado cuja finalidade era auxiliar o regente em termos políticos.

8.

A antinomia centralização-descentralização foi um dos principais temas presentes nos debates parlamentares. Para alguns a proposta de descentralização era a única capaz de salvar o país da desagregação. Acreditavam que, com a concessão de maior liberdade de ação, as províncias continuariam ligadas ao império. Para outros, era justamente essa maior autonomia que poderia levar a ruptura definitiva. Apesar da oposição dos dois argumentos, o objetivo de ambos os grupos era o mesmo: preservar à unidade nacional.

(...) Em 12 de maio de 1840, depois de prolongados debates parlamentares foi aprovada a Lei Interpretativa do Ato Adicional de 1834.

(Sonia Guarita do Amaral – organizadora. O Brasil como Império)


A Lei Interpretativa do Ato Adicional deve ser relacionada com:

a)

a extinção da Regência Trina e a criação da Regência Una;

b)

a criação das Assembleias Legislativas Provinciais, com deputados eleitos que possuíam um relativo poder deliberativo;

c)

a abolição do Conselho de Estado, principal órgão de assessoria do imperador;

d)

a criação da Guarda Nacional, subordinada ao Ministério da Justiça e, em grande parte, controlada pelos senhores de terras e de escravos;

e)

diminuição dos poderes das Assembleias Legislativas Provinciais, assegurando o retorno da centralização dos poderes.

9.

O golpe da maioridade, datado de julho de 1840 e que elevou D. Pedro II a imperador do Brasil, foi justificado como sendo:

a)

uma estratégia para manter a unidade nacional, abalada pelas sucessivas rebeliões provinciais;

b)

o único caminho para que o país alcançasse novo patamar de desenvolvimento econômico e social;

c)

a melhor saída para impedir que o partido Liberal dominasse a política nacional;

d)

a forma mais viável para o governo aceitar a proclamação da República e a abolição da escravatura;

e)

uma estratégia para impedir a instalação de um governo ditatorial e simpatizante do socialismo utópico.

10.

“No Grão-Pará, agitado desde a Revolução do Porto, ocorria a revolta dos cabanos – a Cabanagem – que se distinguiria dos demais movimentos do período pela amplitude que assumiu, chegando a dominar o governo da província por alguns anos.”

(Ilmar Rohlof de Mattos, História do Brasil Império.)


A respeito da Cabanagem, assinale a afirmativa correta.

a)

Os descendentes de índios não participavam de nenhuma forma de manifestação política e foram apenas utilizados nos conflitos entre os grandes fazendeiros.

b)

A ordeira massa dos cabanos, sem qualquer experiência anterior em conflitos, foi usada pelas tropas do governo imperial contra os fazendeiros locais.

c)

A Cabanagem foi o conflito em que os fazendeiros paraenses, reagindo às intervenções do Poder Moderador, exigiram a extinção do Conselho de Estado.

d)

A Cabanagem foi um conflito social semelhante à Balaiada, em que a participação das forças oligárquicas foi sempre secundária.

e)

O Ato Adicional deu grande poder à oligarquia dominante, provocando a reação armada da oligarquia oposicionista, que recorreu às lideranças radicais e atraiu para o conflito a massa cabana.

11.

O Período Regencial, compreendido entre 1831 e 1840, foi marcado por grande instabilidade, causada pela disputa entre os grupos políticos para o controle do Império e também por inúmeras revoltas, que assumiram características bem distintas entre si. Em 1838, eclodiu, no Maranhão, a Balaiada, somente derrotada três anos depois.


Pode-se dizer que esse movimento:

a)

contou com a participação de segmentos sertanejos - vaqueiros, pequenos proprietários e artesãos - opondo-se aos bem-te-vis, em luta com os negros escravos rebelados, que buscavam nos cabanos apoio aos seus anseios de liberdade.

b)

foi de revolta das classes populares contra os proprietários. Opôs os balaios (sertanejos) aos grandes senhores de terras em aliança com escravos e negociantes.

c)

foi, inicialmente, o resultado das lutas internas da Província, opondo cabanos (conservadores) a bem-te-vis (liberais), aprofundadas pela luta dos segmentos sertanejos liderados por Manuel Francisco dos Anjos, e pela insurreição de escravos, sob a liderança do Negro Cosme, dando características populares ao movimento.

d)

lutou pela extinção da escravidão no Maranhão, pela instituição da República e pelo controle dos sertanejos sobre o comércio da carne verde e da farinha - então monopólio dos bem-te-vis -, sendo o seu caráter multiclassista a razão fundamental de sua fragilidade.

e)

sofreu a repressão empreendida pelo futuro Duque de Caxias, que não distinguiu os diversos segmentos envolvidos na Balaiada, ampliando a anistia decretada pelo governo imperial, em 1840, aos balaios e aos negros de Cosme, demonstrando a vontade do Império de reintegrar, na vida da província, todos os que haviam participado do movimento.

12.

Foi uma revolta de cunho autonomista, ocorrida no período do Brasil Império entre 1837 e 1838, na chamada Província da Bahia, liderada por um indivíduo com a formação de médico e jornalista. Teve como causa a insatisfação popular dos baianos no que se refere aos desmandos e a opressão do governo interessado em enriquecer a si próprio. Sua característica principal foi a grande participação das camadas mais populares da sociedade baiana, além de contar com integrantes da classe média e rica do estado, profissionais liberais, comerciantes, médicos, jornalistas, entre outros. Ao final do confronto o governo regencial tratou de julgar os líderes da revolta, condenando três deles a pena de morte. O confronto descrito recebeu o nome de:

a)

Conjuração Baiana.

b)

Revolta da Sabinada.

c)

Cabanagem.

d)

Guerra de Canudos.

e)

Balaiada.

13.

Ao longo do período de formação do Estado e da nação no Brasil, a Revolução Farroupilha foi, sem dúvida, a mais duradoura das manifestações contrárias ao governo imperial sediado no Rio de Janeiro. Ela durou 10 anos (1835-1 845) e, durante esse tempo, revelou várias particularidades da província do Rio Grande do Sul – as quais explicam, em parte, a longa duração do conflito. Sobre a Revolução Farroupilha e a sociedade e economia gaúchas, é incorreto afirmar:

a)

A província do Rio Grande do Sul possuía uma identidade forte, marcada pela situação de fronteira que a caracterizava. Situada no interregno entre a América portuguesa e a América espanhola, suas elites recebiam influências culturais e educacionais de ambas as partes do mundo ibérico.

b)

Ao longo da Revolução Farroupilha, o Rio Grande do Sul tornou-se uma economia diversificada, que incluía a produção do açúcar e do café.

c)

O movimento farroupilha não teve, em seu início, caráter separatista ou republicano. Tratava-se, antes, de uma tentativa de estabelecer relações com o governo do Rio de Janeiro em termos fe­derativos. À medida que este se recusou a aceitar tais termos, radicalizou-se o movimento gaúcho em direção ao separatismo e à formação de uma república independente.

d)

O “Direito das Gentes”, conjunto de ideias refe­rentes à autodeterminação dos povos, foi um dos pilares intelectuais da Revolução Farroupilha. Esse conjunto de ideias foi disseminado sobretudo a partir das ligações das elites estancieiras com os meios intelectuais platinos.

e)

Coube ao então Barão de Caxias a chefia das forças de repressão ao movimento gaúcho, no início da década de 1840.

14.

Durante o Segundo Reinado instalou-se o chamado parlamentarismo às avessas, que tinha por característica, entre outras, a

a)

tutela política sobre Pedro II conferida ao poder legislativo, o Parlamento, considerando a pouca idade do imperador e a necessidade de que uma junta ministerial governasse por ele, ainda que provisoriamente.

b)

inspiração no modelo britânico, uma vez que, na prática, o primeiro ministro passava a ter mais poderes que o monarca, fazendo com que o poder moderador fosse, dessa maneira, deturpado ou invertido.

c)

inversão da lógica do parlamentarismo tradicional, uma vez que o poder judiciário passava a ser exercido pelo Parlamento e o presidente se subordinava ao Conselho de Ministros, órgão judiciário e executivo do Império.

d)

busca de conciliação política entre os dois partidos hegemônicos no país, o Partido Brasileiro, liberal radical, e o Português, conservador, mediante a atuação de um Conselho de Ministros acima dos três poderes clássicos.

e)

adaptação parcial do sistema vigente no Reino Unido aos interesses políticos imperiais, de modo a que o monarca continuasse com amplos poderes, a despeito da aparente descentralização do governo.

15.

Sobre a Lei de Terras, decretada no mesmo ano (1850) da Lei Eusébio de Queirós, que suprimiu o tráfico negreiro, é correto afirmar que

a)

dificultava o acesso dos ex-escravos à propriedade da terra, estabelecendo o critério da compra e venda.

b)

estava associada a uma concepção de distribuição de terras para estimular a produção agrícola.

c)

facilitava a aquisição de terras pelos ex-escravos e imigrantes, ao associar terra livre e trabalho livre.

d)

estava vinculada à necessidade de expansão da fronteira agrícola e aquisição de terras na Amazônia.

e)

superava o antigo conceito de sesmaria, ao impedir a concentração de terras nas mãos de poucos proprietários.

16.

Leia com atenção. "1850 não assinalou no Brasil apenas a metade do século. Foi o ano de várias medidas que tentavam mudar a fisionomia do país, encaminhando-o para o que então se considerava modernidade. Extinguiu-se o tráfico de escravos, promulgou-se a Lei de Terras, centralizou-se a Guarda Nacional e foi aprovado o primeiro Código Comercial. Este trazia inovações e ao mesmo tempo integrava os textos dispersos que vinham do período colonial. Entre outros pontos, definiu os tipos de companhias que poderiam ser organizadas no país e regulou suas operações. Assim como ocorreu com a Lei de Terras, tinha como ponto de referência a extinção do tráfico”.

(FAUSTO, Boris. "História do Brasil." 2 ed. São Paulo: USP, 1995, p. 197.)


Assinale a opção que expressa corretamente o impacto da extinção do tráfico de escravos na estruturação da economia brasileira.

a)

A extinção do tráfico foi planejada pelo governo por meio de uma campanha de esclarecimento e de imigração para que não houvesse interrupção na produção do café.

b)

Apesar de sua importância para a economia açucareira, o fim do tráfico negreiro pouco representou para a cultura do café, que se havia estabelecido com base no trabalho livre.

c)

A Lei de Terras representou um impacto muito maior, pois alterou as formas de produção agrícola ao estabelecer que a terra deveria ser propriedade unicamente de quem produz.

d)

A extinção do tráfico de escravos resultou de uma intervenção do governo inglês, com o objetivo de estimular a industrialização e o desenvolvimento do Brasil.

e)

Intensificou-se o tráfico interno entre as províncias e incentivou-se a imigração, na tentativa de encontrar soluções para atenuar o impacto econômico gerado pela expectativa do fim da escravidão.

17.

“No Grão-Pará, agitado desde a Revolução do Porto, ocorria a revolta dos cabanos – a Cabanagem – que se distinguiria dos demais movimentos do período pela amplitude que assumiu, chegando a dominar o governo da província por alguns anos.”

(Ilmar Rohlof de Mattos, História do Brasil Império.)


A respeito da Cabanagem, assinale a afirmativa correta.

a)

Os descendentes de índios não participavam de nenhuma forma de manifestação política e foram apenas utilizados nos conflitos entre os grandes fazendeiros.

b)

A ordeira massa dos cabanos, sem qualquer experiência anterior em conflitos, foi usada pelas tropas do governo imperial contra os fazendeiros locais.

c)

A Cabanagem foi o conflito em que os fazendeiros paraenses, reagindo às intervenções do Poder Moderador, exigiram a extinção do Conselho de Estado.

d)

A Cabanagem foi um conflito social semelhante à Balaiada, em que a participação das forças oligárquicas foi sempre secundária.

e)

O Ato Adicional deu grande poder à oligarquia dominante, provocando a reação armada da oligarquia oposicionista, que recorreu às lideranças radicais e atraiu para o conflito a massa cabana.

18.

Embora encontremos libertos em ações rebeldes da população negra, isso não era muito comum.

(Bóris Fausto, História do Brasil. Adaptado)


A ausência de um número significativo de libertos em ações rebeldes está ligada ao fato de que

a)

os libertos passavam a viver sob as mesmas condições que os grandes proprietários, reprimindo as rebeliões.

b)

havia poucos libertos em geral nessa sociedade escravista, o que não lhes fazia presentes em nenhum contexto.

c)

os libertos ficavam em uma posição intermediária entre livres e escravos, socialmente dos brancos pobres.

d)

as rebeliões em geral ocorriam nas cidades, enquanto os libertos continuavam a viver nas áreas rurais com seus antigos donos.

e)

caso fossem flagrados participando de rebeliões escravas, os libertos poderiam ser mandados para o exílio na África.

19.

Em relação ao Segundo Reinado e à economia cafeeira, é incorreto afirmar que:

a)

o cultivo do café tornou-se o estabilizador da economia do império, reforçando o sistema de dominação dos senhores rurais.

b)

a decretação do Bill Aberdeen ampliou o mercado consumidor de café no Oeste Paulista e região do Vale do Paraíba, consolidando o escravismo.

c)

de 1830 a 1880, quase toda a energia econômica voltou-se para o cultivo do café, que se expandia consideravelmente.

d)

as estradas de ferro foram aparecendo em decorrência do aumento das regiões cultivadas e da necessidade de solucionar a questão dos transportes.

e)

a solução para a falta de mão de obra cafeeira após 1850 apoiou-se no incentivo à imigração, cujas primeiras iniciativas estavam ligadas à firma Vergueiro&Cia.

20.

A figura de Irineu Evangelista de Souza - o Barão de Mauá - simboliza um conjunto de iniciativas modernizadoras, como a construção de ferrovias e a criação de bancos, que estão ligadas à:

a)

Entrada maciça de capitais estrangeiros no país.

b)

Participação dos grandes cafeicultores em atividades produtivas.

c)

Associação a dos comerciantes brasileiros com comerciantes europeus.

d)

Disponibilidade de capitais decorrentes da extinção do tráfico negreiro.

e)

Transferência de recursos da decadente cafeicultura fluminense.