WorksheetsPort. D6 e D14
Total questions: 10
Worksheet time: 50mins
(SAEPE). Leia o texto abaixo e responda.
Para entender as multidões
O reino animal é uma fonte inesgotável de imagens incríveis. Peixes e aves, por exemplo, quando organizados em cardumes e bandos, formam grupos cuja sincronia é inexplicável.
No entanto, existe uma lógica por trás desse tipo de deslocamento, estudado há tempo por cientistas e biólogos. “O agrupamento de animais tem diversas funções, como, por exemplo, confundir o predador, encontrar mais alimentos e aumentar as chances de achar um parceiro reprodutivo”, explica César Ades, pesquisador do Instituto de Psicologia da USP e especialista no estudo do comportamento animal. Agora, trabalhos sobre o tema estão ajudando pesquisadores a criar mais um novo campo de conhecimento: a nova ciência das multidões.
Os biólogos britânicos Jens Krause e John Dyer [...] realizaram uma série de experimentos cujo objetivo era comparar aspectos como liderança e tomada de decisão entre grupos de animais e humanos. [...] Os resultados comparados a estudos anteriores feitos com animais apresentaram resultados semelhantes. Os pesquisadores observaram que, quando pelo menos 5% dos indivíduos têm uma posição definida, os restantes tendem a seguir essa minoria, caracterizada como uma liderança.
Isto é, 25 nov. 2009, n. 2089, p. 120. Fragmento.
Qual é a tese defendida pelos pesquisadores britânicos?
Os agrupamentos de animais têm a função de confundir o predador.
Os animais e os humanos apresentam a tendência de seguir a minoria.
Os animais se organizam em conjunto para procurar alimentos.
Os peixes e as aves se organizam em cardumes e bandos.
Os trabalhos estão ajudando os pesquisadores no estudo das multidões.
(SPAECE). Leia o texto abaixo.
A revolução genética chega ao dia a dia
O mundo já está vivendo uma nova revolução, a genética, que promete dominar a medicina e boa parte da indústria. Médicos e biólogos descobriram que está nos genes a origem e a cura para um sem número de doenças. Ao mesmo tempo, os cientistas constataram que a manipulação do material genético – a própria essência da vida – pode trazer progressos até há pouco tempo inimagináveis no desenvolvimento de novos alimentos, remédios e produtos químicos.
Não há consenso sobre até que ponto é possível brincar de Deus e criar seres vivos em provetas de laboratório. Mas o homem já desenvolve ferramentas para recriar o próprio homem. O êxito da empreitada, porém, ainda é um mistério.
KONDER, Leandro. In: O Globo. 6 mar. 1994.
Nesse texto, em defesa da tese de que a genética influencia a medicina e a indústria, o autor apresenta como principal argumento
a falta de consenso sobre a manipulação genética.
a ferramenta para o homem recriar o homem é ainda um mistério.
o material genético é a essência da vida.
o material genético permite o desenvolvimento em diversas áreas.
o mundo vive uma nova revolução.
(PAEBES). Leia o texto abaixo.
Tudo sobre você mesmo
[...] A partir de março, a Polícia Federal dará início a um processo gradual de substituição das atuais carteiras de identidade. Em seu lugar, virá o RIC, Registro Único de Identidade Civil, considerado um dos mecanismos de identificação mais seguros do mundo. O novo cartão vai reunir as informações de vários documentos, com a finalidade de provar, acima de dúvidas, a identidade do usuário. É uma forma de acabar com as fraudes e duplicidades em serviços públicos.
[...] O cidadão põe o polegar no leitor biométrico e pronto: em um instante a autoridade saberá tudo sobre ele. Isso é bom ou é ruim?
[...] A nova identidade deverá facilitar a vida do cidadão. Em breve, será possível visitar um posto do INSS e ter acesso imediato a contribuições, débitos e pendências. O eleitor, por sua vez, poderá votar em trânsito, de onde estiver. Basta levar o cartão RIC a qualquer terminal público do país. E confirmar a identidade colocando o polegar em um leitor de digitais.
Época. Globo, n. 559, 2 fev. 2009, p. 99-100. Fragmento.
Esse texto trata
da comprovação da identidade do usuário.
da identificação pelo leitor biométrico.
da nova carteira de identidade no Brasil.
do acesso fácil a qualquer informação.
do fim das fraudes no serviço público.
(SPAECE). Leia o texto abaixo.
Muito antes do celular
Basta olhar com um pouquinho de atenção para o mundo à nossa volta e fica fácil perceber: as tecnologias de comunicação estão cada vez mais presentes em nossas vidas.
Telefones celulares com mil e uma funções, internet rápida, tablets, conexão sem fio...
Enviar e receber informações é o que está por trás de todas essas invenções.
Cerca de 400 anos atrás, para uma mensagem sair de um lugar e chegar a outro, ela precisava ser escrita em um papel, que era transportado por um mensageiro do lugar onde a coisa aconteceu até o lugar onde estava a pessoa que seria informada sobre aquilo.
Uma das maiores invenções humanas, o sistema de correios – surgido na Inglaterra no final do século 17 – permitiu dividir os custos de todas as mensagens trocadas, pois o mesmo mensageiro podia entregar vários bilhetes. [...]
No mesmo século, a invenção dos jornais tornou possível receber informações sobre muitas coisas diferentes, que haviam acontecido em lugares diversos. Todas eram transmitidas ao mesmo tempo, graças a uma central (o jornal) que recebia cartas de correspondentes em diversos lugares, o tempo todo.
Só que, apesar desses dois grandes avanços na forma como as informações podiam ser compartilhadas, as mensagens ainda dependiam da velocidade dos meios de transporte para chegar ao seu destinatário, fosse uma pessoa ou um jornal.
A saída inovadora e revolucionária para esse problema foi a invenção da telegrafia (tele quer dizer “a distância”, e grafia significa “escrita”). Foram elaborados sistemas de semáforos em que letras são formadas por bandeirolas dispostas de maneiras específicas. [...]
A partir do final do século 18, na França, foram instaladas “linhas” de semáforos, capazes de transmitir mensagens ao longo de centenas de quilômetros. [...] Já em meados do século 19, a descoberta da indução eletromagnética permitiu ligar dois pontos muito distantes por um fio condutor de eletricidade, dando origem à telegrafia por fio. [...]
Com o desenvolvimento desta tecnologia, foi possível deitar cabos no leito dos oceanos, conectando todo o mundo através do telégrafo. E esse foi o ponto de partida para o surgimento de meios de comunicação como telefone, rádio e TV. [...]
Disponível em: <http://chc.cienciahoje.uol.com.br/muito-antes-do-celular/>. Acesso em: 26 ago. 2013. Fragmento. )
Qual é o assunto desse texto?
A evolução das tecnologias de comunicação.
A forma de funcionamento do telégrafo.
A importância das tecnologias de comunicação.
A invenção do sistema de correios.
O surgimento do celular.
(SAEPE). Leia o texto abaixo e responda.
Publicidade: a força das imagens a serviço do consumo
Comerciais exibidos na televisão recorrem a estereótipos para criar a sensação de desejo inconsciente do telespectador
A linguagem da propaganda, em qualquer meio de comunicação, é sempre a da sedução, a do convencimento. Na TV, seu discurso ganha um reforço considerável: a força das imagens em movimento. Assim, fica muito difícil resistir aos seus apelos: o sanduíche cujos ingredientes quase saltam da tela com sua promessa de sabor, o último lançamento automobilístico – que nenhum motorista inteligente pode deixar de comprar – deslizando em uma rodovia perfeita como um tapete, a roupa de grife moldando o corpo esguio de jovens modelos. Publicidade funciona assim nas revistas, nos jornais, no vídeo e nos outdooors, mas suas armas parecem mais poderosas na televisão. Se é verdade, como dizem os críticos, que a propaganda tenta criar necessidades que não temos, os comerciais de TV são os que mais perto chegam de nos fazer levantar imediatamente do sofá para realizar algum desejo de consumo – e às vezes conseguem, quando o objeto em questão pode ser encontrado na cozinha.
Aprender a ler as peças publicitárias veiculadas pela TV tem a mesma importância na formação de um telespectador crítico, que sabe analisar os noticiários e as telenovelas [...]
RIZO, Sérgio. “O poder da telinha”. Nova Escola. São Paulo: Abril, ano XIII, n. 118, p.17, dez. 1998.
O assunto desse texto é
a linguagem da propaganda.
a publicidade e o consumo.
a veiculação da propaganda.
o comercial e a televisão.
o valor da peça publicitária.
(SAEPE). Leia o texto abaixo.
Bater na madeira
Esse costume vem de tempos bem antigos. Entre os celtas, consistia em bater no tronco de uma árvore para afugentar o azar, com base no fato de que os raios caem frequentemente sobre as árvores, sinal de que elas seriam a morada terrestre dos deuses. A pessoa estaria mantendo contato com o deus e lhe pedindo ajuda.
Na mesma linha, os druidas batiam na madeira para espantar os maus espíritos. Já na Roma Antiga, batia-se na madeira da mesa das refeições, considerada sagrada, para invocar os deuses protetores da família e do lar.
Historicamente, a árvore preferida para neutralizar o mau agouro era o carvalho, venerado por sua força, imponência e longevidade. Ele teria poderes sobrenaturais por suportar a força dos raios. Acreditava-se que nele vivia o deus dos relâmpagos. Bater no carvalho era, portanto, um ato para afastar perigos e riscos diversos.
O pessoal do Íbis, de Pernambuco, considerado o pior time do mundo, andou batendo na madeira durante anos tentando dar um xô para o azar, mas nem assim adiantou. Continuou sofrendo goleadas até ser brindado com o vexaminoso título que hoje o identifica no futebol. Só restou a lembrança de, inutilmente, bater tanto na madeira.
O berço da palavra. Revista do Correio. Correio Braziliense. 13 nov. 2009, p. 38.
Qual é o trecho desse texto que apresenta uma opinião do autor?
“... consistia em bater no tronco de uma árvore para afugentar o azar,...”.
“... os druidas batiam na madeira para espantar os maus espíritos.”.
“... batia-se na madeira da mesa das refeições, considerada sagrada,...”.
“... a árvore preferida para neutralizar o mau agouro era o carvalho,...”.
“... até ser brindado com o vexaminoso título que hoje o identifica...”.
(SAEPE). Leia o texto abaixo.
Mal-estar de um anjo
Ao sair do edifício, o inesperado me tomou. O que antes fora apenas chuva na vidraça, abafado de cortina e aconchego, era na rua a tempestade e a noite. Tudo isso se fizera enquanto eu descera pelo elevador? Dilúvio carioca, sem refúgio possível. Copacabana com água entrando pelas lojas rasas e fechadas, águas grossas de lama até o meio da perna, o pé tateando para encontrar calçadas invisíveis.
Até movimento de maré já tinha, onde se juntasse o bastante de água começava a atuar a secreta influência da Lua: já havia fluxo e refluxo da maré. E o pior era o temor ancestral gravado na carne: estou sem abrigo, o mundo me expulsou para o próprio mundo, e eu que só caibo numa casa e nunca mais terei casa na vida, esse vestido ensopado sou eu, os cabelos escorridos nunca secarão, e sei que não serei dos escolhidos para a Arca, pois já selecionaram o melhor casal de minha espécie.
LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. São Paulo: Ática, 1984. p. 22. Fragmento.
Nesse texto, há uma opinião do narrador em:
“Ao sair do edifício, o inesperado me tomou.”
“O que antes fora apenas chuva na vidraça,...”
“Copacabana com água entrando pelas lojas rasas...”.
“... águas grossas de lama até o meio da perna,...”.
“E o pior era o temor ancestral gravado na carne:...”.
Cães imitam os donos
Ah, olha só, isso não é só coisa de gato. Os cachorros também imitam o que os donos fazem.
Um grupo de pesquisadores da Universidade Eötvös Loránd, na Hungria, treinou oito cachorros para ver mesmo se eles imitam ou não o que a gente faz. Primeiro, os donos tiveram de ensinar: fizeram algo (tipo enfiar a cabeça num balde que estava no chão, ou andar em volta de um cone) e, alguns segundos depois, deram a ordem “faça como eu”. Fizeram o teste 19 vezes, com tarefas diferentes e em intervalos maiores (os cães tinham de imitar a ação até 10 minutos depois que os donos haviam feito). Em algumas situações, até levavam o cachorro para longe do cone (ou do balde). E, em todas as tentativas, os bichinhos refizeram os passos do dono.
Segundo a pesquisa, isso mostra que os cães têm memória declarativa – memória de longo prazo sobre fatos e eventos que podem ser relembrados conscientemente. “Eles fazem isso [nos imitar] naturalmente, porque são predispostos a aprender socialmente com a gente”, explica Ádám Miklós, um dos pesquisadores.
Espertinhos, não? Vai ver é por isso que eles gostam tanto de dormir na sua cama. Só estão te imitando…
Disponível em: <http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/caes-imitam-os-donos/>. Acesso em: 24 fev. 2014.
Qual passagem desse texto expressa uma opinião do autor?
“Primeiro os donos tiveram de ensinar:...”.
“...‘faça como eu’.”.
“... os cães têm memória declarativa...”.
‘Eles fazem isso [nos imitar] naturalmente,... ’”.
“Espertinhos, não?”.
(SAEMS). Leia o texto abaixo.
O vaivém
Era um dia um velho chamado Zusa, que trabalhava pelo ofício de carapina. A sua oficina era um brinco, sempre muito asseada, a ferramenta muito limpa, tudo nos seus lugares.
Mas a mania do velho era batizar cada ferramenta com um nome apropriado. O martelo chamava-se Toc Toc, o formão, Rompe-Ferro, o serrote, Vaivém.
Quando um carapina do lugar precisava de uma ferramenta corria logo à oficina do Zusa, a pedir-lhe de empréstimo.
Mas, tantas lhe fizeram, demorando a entrega ou ficando com as ferramentas algumas vezes, que o velho resolveu parar com os empréstimos.
Certo dia foi à oficina um menino, de mando do pai, e disse:
– Papai manda-lhe muitas lembranças e também pedir-lhe emprestado o Vaivém.
Mestre Zusa pôs as cangalhas no nariz e respondeu:
– Menino, volta e diz a teu pai que se Vaivém fosse e viesse, Vaivém ia, mas, como Vaivém vai e não vem, Vaivém não vai. GOMES, Lindolfo.
Disponível em: <http://www.webartigos.com/articles/46608/1/OS-DIVERSOS-TIPOS-DTEXTOS/pagina1.html>. Acesso em: 25 abr. 2011.
O trecho que apresenta marcas de opinião do narrador é:
“Era um dia um velho chamado Zusa,...”.
“A sua oficina era um brinco, sempre muito asseada,...”.
“O martelo chamava-se Toc Toc, o formão, Rompe-Ferro,...”.
“Mas, tantas lhe fizeram, demorando a entrega...”.
“Certo dia foi à oficina um menino, de mando do pai,...”.
(AREAL). Leia o texto abaixo.
Faça seu dia valer a pena!
Muita gente reclama de que seu dia foi chato, que não aconteceu nada de interessante na semana e que não vai fazer nada no final de semana e sempre comenta que está sempre no tédio e etc. Claro, às vezes um dia pode ser muito estressante e não ser nada agradável, mas será que isto tem que ser sempre assim? É lógico que não! Muita gente não percebe, mas nada acontece de interessante em suas vidas, porque elas mesmas não fazem absolutamente nada para mudar e isso acontecer. Vejamos porque isso pode acontecer e como podemos ajudar a resolver.
O computador é um dos motivos que mais fazem as pessoas ficarem em casa, pois nele podemos acessar blogs, sites, redes sociais, jogos e outras coisas. O problema está em adaptar sua rotina a maior parte do tempo no computador, se você não é blogueiro ou trabalha com a internet, não tem pra que ficar tanto tempo na internet ou nos games online, procurem outras coisas para fazer [...]! Convide seus amigos para um jogo de cartas ou de futebol, e as garotas já podem sei lá, se reunir para falar de garotas (rs), faça um lanche, [...] levanta da cadeira e faça alguma coisa!
A questão é: sempre tem algo para fazer, muita gente fica na espera de um convite de amigo (a) para fazer algo de legal e acaba forever alone, tem gente que reclama que não tem amigos, mas você já tentou fazer amigos? [...] Em todo canto há gente, até mesmo os lugares mais calmos, tenho certeza que sempre tem alguém com o gosto igual ao seu e interessada em fazer amizade. “Ah, mas pra você é fácil, pra mim já não é!”. Bem, aí a questão é sua! Você realmente já fez algo pra mudar? [...]
Se você tem amigos, chame para ir até a praia, cinema ou alguma coisa que vocês gostem. Não perca tempo, seja o autor de sua vida e tire duas ou mais pessoas do tédio, afinal, sempre tem alguém que estará “sem nada pra fazer”. [...]
Disponível em: <http://www.guiaadolescente.com/2011/12/faca-seu-dia-valer-pena.html>. Acesso em: 15 dez. 2014. Fragmento.
Qual trecho desse texto apresenta uma opinião?
“É lógico que não!”.
“Convide seus amigos para um jogo de cartas...”.
“A questão é: sempre tem algo para fazer,...”.
“Em todo canto há gente,...”.
“Você realmente já fez algo pra mudar?”.
