WorksheetsARCADISMO
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(Enem 2008)
Torno a ver-vos, ó montes; o destino
Aqui me torna a pôr nestes outeiros,
Onde um tempo os gabões deixei grosseiros
Pelo traje da Corte, rico e fino.
Aqui estou entre Almendro, entre Corino,
Os meus fiéis, meus doces companheiros,
Vendo correr os míseros vaqueiros
Atrás de seu cansado desatino.
Se o bem desta choupana pode tanto,
Que chega a ter mais preço, e mais valia
Que, da Cidade, o lisonjeiro encanto,
Aqui descanse a louca fantasia,
E o que até agora se tornava em pranto
Se converta em afetos de alegria.
Cláudio Manoel da Costa. In: Domício Proença Filho. A poesia dos inconfidentes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 78-9.
Considerando o soneto de Cláudio Manoel da Costa e os elementos constitutivos do Arcadismo brasileiro, assinale a opção correta acerca da relação entre o poema e o
momento histórico de sua produção.
Os “montes” e “outeiros”, mencionados na primeira estrofe, são imagens relacionadas à Metrópole, ou seja, ao lugar onde o poeta se vestiu com traje “rico e fino”.
A oposição entre a Colônia e a Metrópole, como núcleo do poema, revela uma contradição vivenciada pelo poeta, dividido entre a civilidade do mundo urbano da Metrópole e a rusticidade da terra da Colônia.
O bucolismo presente nas imagens do poema é elemento estético do Arcadismo que evidencia a preocupação do poeta árcade em realizar uma representação literária realista da vida nacional
( Cefet-RJ )“Lira I (1ª parte)
Eu, Marília, não sou
algum vaqueiro,
que viva de guardar
alheio gado,
de tosco trato, de
expressões grosseiro,
dos frios gelos e dos sóis
queimado.
tenho próprio casal e
nele assisto;
dá-me vinho, legume,
frutas, azeite;
das brancas ovelhinhas
tiro o leite,
e mais as finas lãs, de
que me visto.
Graças, Marília
bela,
Graças à minha
estrela.”
GONZAGA, Tomás Antonio. Marília de Dirceu. In: NICOLA,José de. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. São Paulo: Scipione, 1999.p. 116.
“O Arcadismo, Setecentismo ou Neoclassicismo é o período que caracteriza principalmente a segunda metade do século XVIII, tingindo as artes de uma nova tonalidade burguesa.” NICOLA, José de. Literatura brasileira: das origensaos nossos dias. São Paulo: Scipione, 1999.p. 106.
Assinale a alternativa que NÃO caracteriza este período literário.
Os modelos seguidos são os clássicos greco-latinos e os renascentistas, embora a mitologia pagã não venha a construir-se como elemento estético.
O fingimento poético justifica-se pela contradição entre a realidade do progresso urbano e o mundo bucólico idealizado pelos árcades.
O carpe diem (“gozar o dia”) horaciano, que consiste no princípio de viver o presente, é uma postura típica também dos árcades.
(VUNESP) Leia com atenção:
"O ser herói, Marília, não consiste
Em queimar os impérios: move a guerra,
Espalha o sangue humano,
E despovoa a terra
Também o ma tirano.
Consiste o ser herói em viver justo:
E tanto pode ser herói o pobre,
Como o maior augusto".
O trecho acima exemplifica uma das características do homem ilustrado do século XVIII e pertence a um dos poetas que conseguiu aliar a ideologia do Iluminismo com a sensibilidade poética própria do Arcadismo. O autor do trecho e a característica aí patente são, respectivamente:
Cláudio Manuel da Costa e o repúdio do poder militar representado por César Augusto e por Alexandre, o Grande, presentes em outras estrofes do poema.
Silva Alvarenga e o elogio do homem comum que, por sua bondade inata e sua vida justa, contrasta com os grandes conquistadores militares.
Tomás Antônio Gonzaga e a exaltação do homem comum que se forma e se constrói segundo um ideal de bondade inata e de urbanidade.
Qual movimento importante da história do Brasil faz parte do Arcadismo?
A abolição dos escravos
O Renascimento Cultural
A contra-reforma católica
A inconfidência mineira
(MACKENZIE)
Ornemos nossas testas com as flores,
e façamos de feno um brando leito;
prendamo-nos, Marília, em laço estreito,
gozemos do prazer de sãos amores (…)
(…) aproveite-se o tempo, antes que faça
o estrago de roubar ao corpo as forças
e ao semblante a graça.
(Tomás Antônio Gonzaga)
Nos versos acima:
O eu-lírico, ao lamentar as transformações notadas em seu corpo e alma pela passagem do tempo, revela-se amoroso homem de meia-idade.
Que retomam tema e estrutura de uma “canção de amigo”, está expresso o estado de alma de quem sente a ausência do ser amado.
A natureza é o espaço onde o amado se sente à vontade para expressar diretamente à amada suas inclinações sensuais.
O tema "lócus amoenus" significa:
área urbana
lugar rústico
lugar imaginário
lugar ameno
Tema "fugere urbem " significa:
continuar na cidade
fugir da cidade
continuar em contato com a natureza
permanecer ma cidade
Tema clássico greco-latino: recomendação para que se aproveite o momento presente é o:
fugere urbem
aurea mediocritas
inutilia truncat
carpe diem
É característica do Arcadismo:
crítica à sociedade.
retomada dos ideais modernos
importância da modernidade
pastoralismo
A poesia árcade é considerada uma poesia de fingimento porque
Apreciavam a convivência com a natureza.
Eram pastores.
Os poetas fingiam viver em contato com a natureza
Os poetas gostavam de viver nos centros urbanos.
