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Revisão para a prova Trimestral - III Trimestre 2021 - 3º. EME

Total questions: 27

Worksheet time: 13mins

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1.

Em maio de 1956, Guimarães Rosa publica Grandes Sertões: Veredas, narrativa épica, em seiscentas páginas, onde apresenta ...

a)

...uma linguagem fortemente marcada pela variante imperial da língua portuguesa, e pela temática, de um lado ligada aos temas do coronelismo e dos jagunços.

b)

...uma linguagem fortemente marcada pela variante caboclo-sertaneja da língua portuguesa, e pela temática, de um lado ligada aos temas do coronelismo e dos jagunços.

2.

Morte e vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, identifica-se como:

a)

uma obra que, refletindo inovações e experimentações linguísticas do autor, torna tênues as barreiras entre a prosa e poesia.

b)

um auto que explora a temática do nascimento como signo do ressurgir da esperança.

c)

um poema que inicia uma síntese das propostas vanguardistas contidas na obra geral do autor.

d)

um romance cujo interesse se centraliza na preocupação do autor como problema da seca no Nordeste.

3.

Não é representante de 45:

a)

Guimarães Rosa

b)

João Cabral de Melo Neto

c)

Clarice Lispector

d)

Graciliano Ramos

4.

Não é característica típica da prosa de 45

a)

Crítica social

b)

regionalismo universal

c)

Intimismo

d)

Fluxo da consciência

5.

João Cabral de Melo Neto caracteriza-se por

a)

inspiração vanguardista

b)

presença ma semana de 22

c)

racionalismo e antisentimentalismo

d)

neosimbolismo e produção de sonetos

6.

O verso "Minha terra tem macieiras da Califórnia" dialoga com o poema de

a)

Murilo Mendes

b)

Jorge de Lima

c)

Gonçalves Dias

d)

Vinícius de Moraes

7.

Na geração de 30 (século XX) o Nordeste se destacou, principalmente, com

a)

poesia lírica

b)

romances

c)

teatro

d)

cordel

8.

O tema da transitoriedade das coisas é recorrente na poética de

a)

Jorge de Lima

b)

Murilo Mendes

c)

Cecília Meireles

d)

Carlos Drummond de Andrade

9.

O livro "Tempo e eternidade" (1935) é resultado de uma parceria entre Murilo Mendes e Jorge de Lima. O título sugere uma abordagem

a)

social

b)

lúdica

c)

religiosa

d)

escravista

10.

O estilo literário de Graciliano Ramos é mais focado no sentimentalismo, deixando de lado o estilo seco e objetivo".

Esta afirmação é verdadeira ou falsa?

a)

Verdadeiro

b)

Falso

11.

Carta ao Tom 74

Rua Nascimento Silva, cento e sete

Você ensinando pra Elizete

As canções de canção do amor demais

Lembra que tempo feliz

Ah, que saudade,

Ipanema era só felicidade

Era como se o amor doesse em paz

Nossa famosa garota nem sabia

A que ponto a cidade turvaria

Esse Rio de amor que se perdeu

Mesmo a tristeza da gente era mais bela

E além disso se via da janela

Um cantinho de céu e o Redentor

É, meu amigo, só resta uma certeza,

É preciso acabar com essa tristeza

É preciso inventar de novo o amor

MORAES, V.; TOQUINHO. Bossa Nova, sua história, sua gente. São Paulo: Universal; Philips,1975 (fragmento).

O trecho da canção de Toquinho e Vinícius de Moraes apresenta marcas do gênero textual carta, possibilitando que o eu poético e o interlocutor

a)

compartilhem uma visão realista sobre o amor em sintonia com o meio urbano.

b)

troquem notícias em tom nostálgico sobre as mudanças ocorridas na cidade.

c)

façam confidências, uma vez que não se encontram mais no Rio de Janeiro.

d)

tratem pragmaticamente sobre os destinos do amor e da vida citadina.

e)

aceitem as transformações ocorridas em pontos turísticos específicos.

12.

Ai, palavras, ai, palavras que estranha potência a vossa!

Todo o sentido da vida principia a vossa porta: o mel do amor cristaliza seu perfume em vossa rosa; sois o sonho e sois a audácia, calúnia, fúria, derrota…

A liberdade das almas, ai! Com letras se elabora… E dos venenos humanos sois a mais fina retorta: frágil, frágil, como o vidro e mais que o aço poderosa! Reis, impérios, povos, tempos, pelo vosso impulso rodam…

MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985 (fragmento).

O fragmento destacado foi transcrito do Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles. Centralizada no episódio histórico da Inconfidência Mineira, a obra, no entanto, elabora uma reflexão mais ampla sobre a seguinte relação entre o homem e a linguagem:

a)

A força e a resistência humanas superam os danos provocados pelo poder corrosivo das palavras.

b)

As relações humanas, em suas múltiplas esferas, têm seu equilíbrio vinculado ao significado das palavras.

c)

O significado dos nomes não expressa de forma justa e completa a grandeza da luta do homem pela vida.

d)

Renovando o significado das palavras, o tempo permite às gerações perpetuar seus valores e suas crenças.

e)

Como produto da criatividade humana, a linguagem tem seu alcance limitado pelas intenções e gestos.

13.

Sertão. Sabe o senhor: o sertão é onde o pensamento da gente se forma mais forte do que o poder do lugar. Viver é muito perigoso.

ROSA, João Guimarães. Grande sertão: veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.

Pelo fragmento anterior, de Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa, percebe-se que, nesse romance, como em outros textos regionalistas do autor,

a)

o conflito entre o eu e o mundo se realiza pela interação entre as personagens e o sertão, que acaba por ser mítico e metafísico.

b)

o sertão é um lugar perigoso, onde os habitantes sofrem as agressões do meio hostil e adverso à sobrevivência humana.

c)

não existe uma região que geograficamente se possa chamar "sertão": ela é fruto da projeção do inconsciente das personagens.

d)

a periculosidade da vida das personagens está circuns crita ao meio físico e social em que vivem.

e)

há um conceito muito restrito de sertão, reduzido a palco de luta entre bandos de jagunços.

14.

Declaração de amor

Esta é uma confissão de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. […] A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo.

Às vezes ela reage diante de um pensamento mais c omplicado. As vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la – Como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes a galope. Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo em minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança de língua já feita. Todos nós que escrevemos estamos fazendo do túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dê vida.

Essas dificuldades, nós as temos. Mas não fale do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega.

Se eu fosse muda e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diria. inglês, que é preciso e belo. Mas, como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que a minha abordagem do português fosse virgem e límpida.

LISPECTOR, C. A descoberta do mundo Rio de Janeiro Rocco, 1999 (adaptado). O trecho em que Clarice Lispector declara seu amor pela língua portuguesa, acentuando seu caráter patrimonial e Sua capacidade de renovação, é

a)

“A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve.”

b)

“Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança de língua já feita.”

c)

“Todos nós que escrevemos estamos fazendo do túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dê Vida.”

d)

“Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada.”

e)

“Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que a minha abordagem do português fosse Virgem e límpida.”

15.

Pequenos tormentos da vida 

De cada lado da sala de aula, pelas janelas altas, o azul convida os meninos, as nuvens desenrolam-se, lentas como quem vai inventando preguiçosamente uma história sem fim…Sem fim é a aula: e nada acontece, nada… Bocejos e moscas. Se ao menos, pensa Margarida, se ao menos um avião entrasse por uma janela e saísse por outra! 

Na cena retratada no texto de Mário Quintana, o sentimento do tédio: 

a)

provoca que os meninos fiquem contando histórias. 

b)

leva os alunos a simularem bocejos, em protesto contra a monotonia da aula. 

c)

acaba estimulando a fantasia, criando a expectativa de algum imprevisto mágico. 

d)

prevalece de modo absoluto, impedindo até mesmo a distração ou o exercício do pensamento. 

e)

decorre da morosidade da aula, em contraste com o movimento acelerado das nuvens e das moscas.

16.

Morte e vida Severina

Somos muitos Severinos iguais em tudo na vida: na mesma cabeça grande que a custo é que se equilibra, no mesmo ventre crescido sobre as mesmas pernas finas, e iguais também porque o sangue que usamos tem pouca tinta. E se somos Severinos iguais em tudo na vida, morremos de morte igual, mesma morte Severina: que é a morte de que se morre de velhice antes dos trinta de emboscada antes dos vinte, de fome um pouco por dia.

MELO NETO, J. C. Obra completa. Rio Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (fragmento).

Nesse fragmento, parte de um auto de Natal, o poeta retrata uma situação marcada pela

a)

presença da morte, que universaliza os sofrimentos dos nordestinos.

b)

figura do homem agreste, que encara ternamente sua condição de pobreza.

c)

descrição sentimentalista de Severino, que divaga sobre questões existenciais.

d)

miséria, à qual muitos nordestinos estão expostos, simbolizada na figura de Severino.

e)

opressão socioeconômica a que todo ser humano se encontra submetido.

17.

Trabalhando com recursos formais inspirados no Concretismo, o poema atinge uma expressividade que se caracteriza pela

a)

interrupção da fluência verbal, para testar os limites da lógica racional.

b)

reestruturação formal da palavra, para provocar o estranhamento no leitor.

c)

dispersão das unidades verbais, para questionar o sentido das lembranças.

d)

fragmentação da palavra, para representar o estreitamento das lembranças.

e)

renovação das formas tradicionais, para propor uma nova vanguarda poética.

18.

O Concretismo brasileiro apoia-se, principalmente, numa estrutura dinâmica “verbivocovisual”. Assinale a alternativa que não corresponde às características dessa estrutura.

a)

Estruturação ótico-sonora funcional

b)

As palavras tornam-se polivalentes, estabelecendo novas formas de inter-relacionamento.

c)

A estrutura globalizante gera um significado.

d)

Preferência pelo verso regular ímpar e musical

e)

Apesar de sua existência múltipla, apresenta unidade.

19.

Considere o poema a seguir, de Ronaldo Azeredo:

Esse texto:

I. explora a organização visual das palavras sobre a página.

II. põe ênfase apenas na forma, e não no conteúdo da mensagem.

III. pode ser lido não apenas na sequência horizontal das linhas.

IV. não apresenta preocupação social.

Estão corretas apenas:

a)

I e II.

b)

I, II e III.

c)

I e III.

d)

II e IV.

e)

todas.

20.

Leia o poema a seguir:

o bicho alfabeto

tem vinte e três patas

ou quase

por onde ele passa

nascem palavras

e frases

com frases

se fazem asas

palavras

o vento leve

o bicho alfabeto

passa

fica o que não se escreve

Paulo Leminski

Identifique a alternativa correta.

a)

A metalinguagem, presente no poema transcrito, é um recurso exclusivo da poesia contemporânea.

b)

Aproximando o alfabeto a um ser capaz de se movimentar, o poeta favorece a ideia central do poema: tudo o que tem a ver com palavras está sujeito a mudanças.

c)

Paulo Leminski, representante da poesia marginal, enfatiza no poema a inutilidade da palavra escrita.

d)

Ao apresentar o alfabeto como um bicho com número ímpar de patas, Leminski cria a ideia de um desequilíbrio que prejudica a expressão poética.

e)

A ausência de metáforas e de rimas é característica não apenas do poema citado, mas de toda a obra de Paulo Leminski.

21.

Todas as afirmações que se seguem são adequadas ao poema lido, exceto:

a)

O poema permite leitura em mais de uma direção, o que possibilita a ampliação dos significados.

b)

O texto foi construído com um vocabulário bastante restrito, o que é um traço comum desse estilo.

c)

A semelhança entre algumas palavras indica a tentativa de um texto rimado.

d)

A palavra tensão reflete envolvimento social do texto.

e)

Verbos no imperativo remetem a uma mensagem que pode ser entendida como aconselhamento, pedido, ou até mesmo um protesto.

22.

Mesmo tendo a trajetória do movimento interrompida com a prisão de seus dois líderes, o Tropicalismo não deixou de cumprir seu papel de vanguarda na música popular brasileira. A partir da década de 70 do século passado, em lugar do produto musical de exportação de nível internacional prometido pelos baianos com a “retomada da linha evolutória”, instituiu-se nos meios de comunicação e na indústria do lazer uma nova era musical. 

TINHORÃO, J. R. Pequena história da música popular: da modinha ao tropicalismo. São Paulo: Art, 1986. (adaptado)

A nova era musical mencionada no texto evidencia um gênero que incorporou a cultura de massa e se adequou à realidade brasileira. Esse gênero está representado pela obra cujo trecho da letra é

a)

A estrela-d'alva/No céu desponta/E a lua anda tonta/ Com tamanho esplendor. (“As pastorinhas”, Noel Rosa e João de Barro)

b)

Hoje/Eu quero a rosa mais linda que houver/Quero a primeira estrela que vier/Para enfeitar a noite do meu bem. (“A noite do meu bem”, Dolores Duran) 

c)

No rancho fundo/Bem pra lá do fim do mundo/Onde a dor e a saudade/Contam coisas da cidade. (“No rancho fundo”, Ary Barroso e Lamartine Babo) 

d)

Baby, Baby/Não adianta chamar / Quando alguém está perdido/Procurando se encontrar. (“Ovelha negra”, Rita Lee) 

e)

Pois há menos peixinhos a nadar no mar/Do que os beijinhos que eu darei/Na sua boca. (“Chega de saudade”, Tom Jobim e Vinicius de Moraes)

23.

O tropicalismo teve como uma de suas propostas a reinterpretação da cultura brasileira e latino-americana. A capacidade de misturar elementos de culturas estrangeiras aos nossos era uma das principais características que os representantes da Tropicália reivindicavam. Essa característica já havia sido apontada por outro movimento artístico intelectual brasileiro, que era:

a)

A “antropofagia cultural”, de Oswald de Andrade

b)

O verde-amarelismo, de Cassiano Ricardo

c)

O indianismo, de José de Alencar

d)

O Parnasianismo, de Olavo Bilac

e)

O movimento integralista, de Plínio Salgado.

24.

Leia as três estrofes abaixo e, em seguida, aponte a alternativa correta.

No pulso esquerdo o bang-bang Em suas veias corre Muito pouco sangue Mas seu coração Balança um samba de tamborim

Emite acordes dissonantes Pelos cinco mil alto-falantes Senhoras e senhores Ele põe os olhos grandes Sobre mim Viva Iracema ma, ma Viva Ipanema ma, ma, ma, ma...

Os versos acima são da canção “Tropicália”, de Caetano Veloso. Partindo desses versos, é possível afirmar que:

a)

Caetano Veloso não se preocupa em passar nenhuma mensagem com a música, apenas enumera palavras soltas, sem sentido algum.

b)

Caetano Veloso faz uma crítica irônica ao bairro de Ipanema nos versos finais.

c)

Apesar de levar o título de “Tropicália”, essa canção nada tem a ver com o movimento tropicalista.

d)

A mistura de elementos aparentemente sem conexão dão o tom da proposta estética da Tropicália.

e)

Um dos principais aspectos do movimento tropicalista era falar exclusivamente da cultura nacional.

25.

A INDÚSTRIA CULTURAL...

a)

PRODUZ CULTURA PARA VENDER E NÃO PARA APRECIAR.

b)

PRODUZ OS PRODUTOS CULTURAIS PARA QUE AS PESSOAS VEJAM.

c)

PRODUZ BENS QUE ACABAM SE TORNANDO CULTURAIS.

26.

UMA DAS CARACTERÍSTICAS DA INDÚSTRIA CULTURAL É:

a)

PROPAGANDA EM FILMES, SÉRIES E NOVELAS.

b)

CONTEÚDO PARA APRECIAÇÃO.

c)

CULTURA PARA ELITE.

27.

Responsável por transformar a arte em mercadoria:

a)

Mercado cinematográfico.

b)

Indústria cultural.

c)

Ciberespaço.

d)

Cultura de massa